Só podia ser Você
6 Kikyo enlouqueceu de novo!?
Notas iniciais
Capitulo 6
Kikyo enlouqueceu de novo!?
Cruzei os bravos em demonstração de reprovação diante aquele ser chato rindo sem parar do que acabei de contar. Que estranho a Kikyo não agiu assim quando contei, ao contrário, gritou, berrou e disse que eu não deveria ter falado era nada. Por fim lembrei ela de que a ideia estupida foi dela e que tinha avisado que iria dar errado.
Mas minha melhor amiga, Sango, não levou as coisas assim, para ela não passou de uma piada. Não foi engraçado, foi drástico!
— Chega! Não é tão engraçado assim! — Ela limpou os campos dos olhos afirmando que era sim.
— Você, Kagome Higurashi, a fantasma da Shikon no Tama, aquela que ninguém sabe a existência e se orgulha disso se passou pela lustrosa Kikyo-ninguém-pode e de quebra enganou o Inuyasha Taisho família e companhia? Quero dizer, até o Sesshomaru-não-me-toque? Ahh Kagome tem sim uma pitada de ironia no meio disso! — Fiz um bico pensando. É inusitado no mínimo.
— Foi à única e última vez. Eles são estranhos Sango, e não tenho certeza se o cubo de gelo não percebeu, é difícil ler os pensamentos com ele fazendo aquela cara de charme de 'o mundo não me afeta'. — Recordei de tudo que aconteceu. O jeito que eles trataram Kikyo no início do jantar e tudo que ela me contou antes de ir. Eu nunca poderia imaginar que as coisas eram assim para ela. — O Inuyasha falou algo sobre os pais dele pensarem que ela está com ele por dinheiro... — Sango tornou a rir.
— Que novidade! — Retrucou com sarcasmo. — Pelos menos eles sabem a verdade, não é? — Franzi o cenho pensando.
— Não sei, é muito tempo Sango, a Kikyo deve sentir algo por ele, e precisava ver como ele a trata, não acho que ela seria tão fria ao ponto de estar com ele só por dinheiro. — Ela não se convenceu, porém isso tem mais a ver com o que Kikyo fez com ela no passado do que o assunto em questão.
Miroku é amigo de todo mundo, inclusive do Inuyasha e também da Kikyo. A um ano atrás mais ou menos Kikyo empurrou umas amigas dela para cima dele e fez o favor de dizer na frente de todo mundo que Sango tinha que se colocar em seu lugar e que o descendente de monge não gosta mais dela. Foi muito tenso, fiquei com tanta pena dela que resolvi conversa com ela, e foi quando nos tornamos amigas.
Pelo que parece até hoje ela não perdoou Kikyo por isso.
— E agora? — Questionou para mim. Mexi os ombros sem me importar.
— E agora nada, eu tentei ajudar, ela fez foi me xingar depois, quero nem saber o que tudo isso resultou. — Sango sorriu largo.
— Ele ao menos beija bem? — Virei o rosto para outro rumo. Que pergunta idiota.
— Vamos para a aula que é o melhor que fazemos. — Falei me levantando, ela riu me seguindo.
— Isso muda de assunto! Mas nós duas sabemos a verdade escondida! — Sorri dando uma de desentendida. Segurei no seu braço e voltamos para a sala de aula antes do sinal tocar.
[...]
Liguei o meu notebook, coloquei xicara com chá quente no descansa copos, peguei a cadeira mais confortável da casa, vesti um pijama, amarrei meu cabelo para trás e pronto minha noite estava garantida para paz tranquilidade e muita, mas muita leitura.
Não é que eu seja uma nerd. Ok, eu sou mais ou menos uma nerd. Porém meus interesses envolvem coisas sérias como política. Eu gosto de ler artigos de opiniões de todos os tipos, notícias, novidades e me preocupo com essas leis malucas que andam saindo por aí. Também gosto de ler sobre business, fico vibrada quando vejo que desses magnatas que excluem os humanos ou yokais são os que estão falindo no momento.
O mundo está mudando, como Midoriko queria que mudasse ao fazer o tratado de paz entre humanos e yokais e eu estou acompanhando tudo isso.
Comecei a ler uma reportagem nova sobre o Sr. Mamoru e sua família. Lembro de já ter lido algo do tipo, sua mulher sofreu hemorragia e morreu no parto da filha. Ele conta que não encontrou um hospital de humanos a tempo e talvez ela tivesse viva hoje se não fosse essa divisão notória entre humanos e yokais.
— Rin Mamoru. — Li o nome na tela vendo uma foto dela.
Até que é bonita. Cabelos pretos na altura dos ombros e parece ser bem simpática. Na reportagem diz que ela tem dezesseis anos e apesar de ser nova já ajuda bastante o pai no hospital. Tem curso técnico em enfermagem e diz querer aprender a curar tanto humanos como yokais.
Uhhh não conheço essa garota, mas já gosto dela!
Sorri largo até notar um serzinho pequeno na minha porta com os braços cruzados e semblante sério. Pisquei algumas vezes, esqueci alguma coisa?
— Que foi maninho? — Sota bufou.
— Não acha que precisa me contar algo Kagome Higurashi? — Gargalhei. Até parece um adulto falando.
— Não sei, preciso Sota Hitsumi? — Ele olhou nos corredores atrás de si, entrou no meu quarto e fechou a porta.
— No sábado você estava vestida de Kikyo! — Arregalei os olhos surpresa. Droga! Esqueci disso.
— Shhh! Fala baixo! — Corri até a porta dei uma rápida olhada no corredor e fechei logo em seguida. — Olha, eu vou te explicar. — Pensei, pensei, não posso contar as partes sórdidas, apesar de se achar um adulto, ele ainda é uma criança. — Kikyo estava muito mal e não podia faltar ao jantar, então ela me pediu para fazer aquilo. — Meu irmãozinho fez careta negando.
— Kagome você não devia ter feito isso! — Concordei com ele.
— Eu sei, mas ela estava desesperada! — Ele ainda sim negou.
— Não seja inocente mana, se essa bomba estourar em quem você acha que vai explodir? A Kikyo não vai NUNCA dizer que a ideia foi dela. — Engoli em seco. Ele falava bem nervoso mexendo as mãozinhas.
— É, sim, mas não vai acontecer de novo e ninguém descobriu. — Ainda assim ele não se convenceu.
— Não gosto nem um pouco dessa história! — Falou fazendo bico. Sorri largo puxando seu rosto e enchendo de beijos.
— Que bonitinho está preocupado com a sua irmãzona, é? — Ele me empurrou rindo. — Você parece um velho Sota, se preocupa demais!
— E você é uma tonta, vai ver como essa história vai sobrar só para você. — Mexi os ombros.
— Esquece isso! Como eu disse, não vou fazer isso de novo. — As linhas severas do rosto dele se suavizaram e me sorriu largo.
— Eu vou jogar. Boa noite mana! — Acenei dando tchau com a mão.
Olha, eu posso não ter uma multidão de amigos, posso não ser popular, posso não ser um bocado de coisas... Mas eu tenho o suficiente para ser feliz. Um irmão, mãe, avô e uma melhor amiga. Isso dá e basta.
[...]
Era de tarde, tinha acabado de voltar do colégio que tanto odiava, esperava chegar em casa, trocar de roupa e passar horas lendo ou fazendo as tarefas que a professora de matemática passou, estava até mesmo com planos de ligar para o vovô e dizer que iria ficar o final de semana com ele. Porém ao entrar no meu quarto aquela roupa vermelha – para variar – em cima da minha cama e maquiagem na minha penteadeira me fez perceber que... Meus planos do dia iam por água abaixo. Engoli em seco me aproximando daquela vestimenta.
Era dela. Óbvio. Uma saia vermelha longa, uma regata branca dentro de uma camisa de tecido fino branco transparente. Abaixo da roupa uma sandália cheia lantejoulas brilhosas. Será que ela está me dando? Olhei em volta do quarto e nem sinal da Kikyo.
É pouco provável, ela não iria querer me dar uma das suas roupas ou sapatos.
— Ah olha só quem chegou! — O timbre contrariado me vez girar no mesmo instante. Ela bufava de raiva e com os olhos bem sérios no meu rumo. Eu mereço.
— Pois é, para sua infelicidade eu moro aqui também. — Ela rosnou e eu, claro ignorei. — Que palhaçada é essa, hein?! — Kikyo avançou sobre mim.
— Eu digo que palhaçada é essa! — Foi exatamente o que perguntei. — Você, estupida do jeito que é, disse aos meus sogros que é fã do... Do... — Ela franziu o cenho pensando. — ...Aquele velho dos hospitais. — Arregalei os olhos surpresa.
— Tamaki Mamoru, credo Kikyo ele é um dos poucos humanos ricos no nosso país e você não conhece? — Ela girou os olhos com desdém – era meio espantoso já que o mundo dela roda em torno de grana.
— Um humano rico sem sangue, pelo amor de Deus ele veio de lugar nenhum, por que eu teria necessidade de me lembrar quem é? Nem deve ter descendentes descentes. — Minha vez de girar os olhos com desdém. Que fútil. E dizem que estamos em tempos modernos.
— Ah e você nasceu em berço de ouro, não é? Que eu saiba a família da sua mãe também veio do interior! — É claro que ela não gostou nenhum pouquinho de ouvir aquilo.
— A família do meu pai está a gerações fornecendo o melhor centro de ensino do país! Fomos a primeira no ramo, temos as melhores classificações e...
— É, é, é... Eu já ouvi isso na propaganda da televisão, você não tem que repetir. — A interrompi sentindo vontade de vomitar a cada palavra pronunciada. Ela sorriu de lado.
— Diferente de você, que veio de lugar nenhum e nem sabe o nome do seu, aposto como é um qualquer que...
— Olha se veio aqui me ofender ou ofender a minha mãe, pode cair fora do meu quarto! — A interrompi novamente apontando para a porta. Ela calou, engoliu em seco e depois suspirou.
— Você vai reparar o erro que cometeu! — Arqueei uma sobrancelha.
— Que erro? Dar atenção a suas idiotices? — Ela soltou um bufo.
— Você disse ao insuportável do Oyakata que era fã do tal Mamoru, Inuyasha veio me dizer hoje de manhã que o pai ficou tão contente que quer me levar para o clube junto com ele para conhecer o tal infeliz. — Abri a boca não contendo um sorriso largo.
— Você vai conhecer o Sr. Mamoru? — Coloquei a mão na boca emocionada. — Que incrível Kikyo! Ahh quem dera eu tivesse essa sorte! — Ela rosnou furiosa.
— EU não vou! Você vai. — Fechei o sorriso no mesmo instante.
— Não! Eu não vou! — Apontou para a roupa.
— Vai! Por que eu não sei nada sobre ele, eu não sou fã dele e o que droga eu vou dizer quando ele me for apresentado, hein?! — É, até que entendo esta parte.
— Diga ao Inuyasha que não vai poder...
— Eu não posso fazer isso! O Sr.Oyakata nunca me convidou para nada, e ele pensa que está me fazendo um favor, não posso recusar! — Fiz careta, que tenso. — Você vai se passar por mim de novo, conhecer esse infeliz, sorrir e agir normalmente e depois acabamos com isso de uma vez! — Neguei.
— Não, nem pensar, não vou fazer isso de novo! — Ela mordeu o lábio inferior nervosa.
— Kagome se eu for, vou passar por idiota, vai ser um completo desastre, talvez um desastre pior do que teria sido no sábado, você tem que ir! Afinal é culpa sua! Eu disse um milhão de vezes para você agir como uma estátua e o que você fez? Se intrometeu na conversa deles! Então, você me deve isso! — Fechei os olhos sem acreditar.
— Eu não te devo nada! Para começar, a ideia estúpida foi sua! Eu disse que não ia dar certo, mas você cismou, agora... Chupa esse limão sozinha. — Cruzei os braços a fitando séria.
Ela apertou os punhos. Engoliu seco e por fim suspirou.
— Por favor, não destrua o que eu construí até hoje. — Pediu com os olhos cheios de lágrimas. Encolhi os olhos.
— O quê? Um monte de mentira...? — Perguntei e isso fez ela fechar os olhos derramando as primeiras gotas dos olhos.
— Por favor. — Suspirei longamente. Mirei a roupa em cima da minha cama... Argh, eu não acredito que vou fazer isso de novo.
— Eu só vou ter que conhecer ele, não é? — Me encarou esperançosa afirmando.
— Só, nem o Sesshoumaru vai estar lá... Você sabe, por causa do senso de humor dele. — Ou falta de senso de humor. — Enfim, talvez apareça outros empresários, mas o foco dele é só te apresentar o velho, depois peça ao Inuyasha para te trazer de volta. — Fiquei um pouco nervosa, pois assim que ela falou isso lembrei dele querendo me levar ao apartamento.
— E se ele vir com aquele papo de me levar de novo ao apartamento? — Ela girou os olhos desinteressada.
— Dá outra desculpa Kagome, o Inuyasha não é de criar caso por causa de sexo, para ele é como um esporte, tudo bem jogar de vez em quando e tudo bem não jogar. — Fiz careta. Que casalzinho mais esquisito.
— Se você diz. — Coloquei minha mochila em cima da cadeira. — Que horas é essa coisa? — Ela fitou o relógio no pulso.
— Duas e meia, e já falta dez para as duas, então anda logo! Vai tomar um banho que eu tenho muito trabalho a fazer. — Olha, é sério, bem que ela podia ser gentil, afinal é o pescoço dela que estou salvando.
Tomei o banho, voltei para o quarto, vesti a roupa elegante demais para o meu gosto e começou aquela parte que eu tanto odiava. Maquiagem. Argh como aquilo era desgastante! Não sei como ela aguentava.
Porém, tolerei.
Ouvimos a buzina faltando dez minutos para o horário combinado. Respirei fundo esperando ela ir verificar se não tinha ninguém no caminho para me ver vestida daquele jeito. Por que se o Sr. Kouki sonhar que isto está acontecendo pode ter certeza que ele iria nos punir severamente além de nos obrigar a contar toda a verdade aos Taisho.
Corri até o carro vermelho entrando sem aviso prévio, ele já estava lá dentro me olhando assustado com a entrada brusca. Que droga, não tive nem tempo de perguntar a Kikyo o que ela costuma dizer a ele quando se encontram.
— O...i...? — Falei incerta e ele sorriu largo.
— Oi...? De novo com esse colar? — Arregalei os olhos, mas ele não esperou responder. — ...Se eu soubesse teria comprado um para você a muito tempo, embora sabe que não gosto do fato de não sentir seu cheiro. — Sorri sem jeito.
— O que posso fazer?! Ele combina com tudo. — Revidei desengonçada e ele riu.
— Nem dá para ver direito, mas se você diz. — Ligou o carro e eu pude respirar finalmente. Dessa vez eu vou ficar calada! Seja uma estátua! Vou ser uma estátua!
Estranhei um pouco, pois percebi que saímos da cidade. Não fazia ideia que esse tal clube dos magnatas era tão longe assim. Mirei o relógio, encarei o Inuyasha dirigindo e depois a rua.
Caramba, que silêncio! Apertei uma mão na outra inquieta, isso é normal? Parecia ser já que ele não se incomodava e ficava ali, calado na dele.
Olhei para frente suspirando. Notei que tinha um som ali – Óbvio, um cara rico, com um carrão desses não ia ter um som automotivo? Por favor, não é Kagome? Você é sonsa, mas não abusa.
— Posso? — Me fitou surpreso. Depois afirmou fazendo beicinho. Quis rir, mas segurei.
Liguei e caiu na rádio automaticamente.
Música country começou a tocar. Gosto, mas era muito dramática. Troquei. Veio uma romântica melosa e a última coisa que eu preciso nesse carro é clima romântico, vai que esse infeliz se anima do nada e quer dar uns pegas em mim. Troquei.
— OMG! Eu adoro essa banda! — Não era só uma das minhas bandas prediletas, era também uma das minhas músicas predileta. Ficou impossível não me empolgar. — Lucky, lucky You so lucky! Tchu-tchu-tchu-ru-ru! — Cantei batendo palmas, EU AMO ESSA MÚSICA!!! — Ahhh essa é a melhor parte cara!!! — Toquei seu braço para que ele prestasse atenção. Os cantores se calaram e a bateria junto com a guitarra ecoaram pelo carro... Cara, que coisa linda!!! Toquei na minha bateria imaginária.
Parei. Com as mãos no ar segurando baquetas imaginárias e o olhar perplexo do namorado da Kikyo com a pergunta clara no olhar de: Quem diabos é essa garota no meu carro???
Sorri MUITO sem graça. Abaixei as mãos até o colo e logo em seguida desliguei o som. Quando achei que fosse ser jogada para fora do carro uma gargalhada estrondou ali dentro.
— O que droga foi isso? — Questionou entre risos. Cocei o canto do nariz sem jeito.
— Érrr... É que eu gosto dessa música. — Ele franziu o cenho negando.
— Desde quando?! Achei que preferisse aquelas mais... Hum... Como você chama mesmo? — Não faço ideia. — ...Ah! Cultas. — Franzi o cenho. As músicas melosas que estava ouvindo no sábado não tinha nada de culta, beirava mais a depressão suicida.
— Cultas? Clássicas? — Não sei por que estava perguntando para ele se estavam falando de mim, digo da Kikyo.
— É, como aquele cara do violino. — Respirei fundo, tenho que mudar de assunto, eu não conheço bem os gostos dela para falar.
— E você? — Me fitou rapidamente curioso.
— Eu o quê? — Apontei para o som o encarando.
— Quais tipos de músicas prefere? — Imaginei que ele fosse dizer “Você já sabe, ora!”, mas espantosamente ele pensou.
— Keh! Como você mesma diz, gosto de barulho, por exemplo, gostei dessa música que acabou de tocar. — Sorri, não sem graça, mas de verdade.
— Lembro de você tocando violão na festa da escola, até que você mandou muito bem. — Foi uma das poucas vezes que vi ele servindo para alguma coisa. Ele deu uma gargalhada incrédula.
— Kikyo você está muito estranha! Que jeito esquisito de falar é esse? — Pisquei assustada. Como assim?
— Eh? Eu estou falando esquisito? — Afirmou.
— É, primeiro foi ‘bacana’, ‘cara’, ‘mandou muito bem’... — Mordi a boca pensando rápido.
— É... Deve ser a convivência com meu irmão... — Inuyasha arregalou os olhos espantados e um tanto horrorizado.
— Você tem irmão? — A pergunta me pegou de surpresa. Como assim? Espera aí?! Afirmei.
— Tenho Inuyasha, meu meio irmão mais novo, Sota Hitsumi Higurashi. — Abriu a boca perplexo. — Não sabia? — Negou no mesmo instante.
— Não, ele teve com outra mulher? — Franzi o cenho afirmando. — Você não tinha me dito que ele se recusava a se casar por que ainda amava a sua mãe! Como é que eu poderia saber que tem um irmão mais novo e... Com outra mulher?! — Eu fiquei horrorizada, provavelmente do mesmo tanto que ele. Engoli em seco e não acreditei que Kikyo não contou nem que tinha um irmão. Sempre pensei que quando ela contasse, fosse mentir, dizer que minha mãe tinha enganado o Sr. Kouki ou algo do gênero e não simplesmente negar a existência da gente.— Por que não me contou? — E eu lá vou saber o que aquela garota tem na cabeça para não contar?
— Eu não sei, talvez imaginei que soubesse. — Por isso Kikyo não quer que eles se encontrem, eles não sabem que o pai dela casou com a minha mãe, não sabem do Sota e com certeza não sabem sobre mim.
— Hum. Chegamos, depois falamos sobre isso. — Disse ele. Concordei levemente.
Um portão enorme estava diante nós o cara da portaria se aproximou, Inuyasha abriu a janela.
— O cartão de sócio, por favor, senhor. — Pediu. O hanyou abriu o porta luvas e não tinha nada lá. Pegou a mochila no banco de trás tirou a carteira de uma vez e jogou a mochila no meu colo. O idiota nem fechou ela deixando os papeis dentro dela caírem no meu pé.
Comecei a juntar, um por um para não sujar ou amassar apesar do estado deplorável que já se encontravam – Inu-babaca é bem desorganizado, que surpresa?!
Foi quando aquela folha amassada suja com um título curioso na primeira linha me chamou a atenção. “Diga, o que precisa dizer”. Ele estava distraído esperando o cara passar o cartão de entrada dele na maquininha de sócios.
Meus olhos percorreram aquele monte de garrancho que formava frases... Frases que eu nunca esperava ler, não do Inu-boboca. O fitei surpresa, depois continuei.
Espera aí? O Inu-boboca, metido, filhinho de papai, irresponsável, mauricinho... Tem coração? Tem Q.i? Assim que meus olhos pousaram nele depois de terminar de ler é como se ele brilhasse.
Não pode ser... Esse idiota mimado sem cérebro escreveu mesmo isso aqui?
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