Só mais uma história de amor
8 Seu all star azul
Notas iniciais
E o título é inspirado na música All Star, do Nando.
De novo XD
E that's it!
Mesmo entre beijos e algumas outras coisas, nosso banho não demorou muito. Em menos de vinte minutos nós já estávamos saindo do box de vidro.
No exato momento em que eu peguei as toalhas penduradas no apoio da parede, ouvi o meu celular tocar.
– Volto em um minuto. – Avisei, vestindo novamente a camiseta verde e saindo do banheiro e do quarto. Caminhei até a sala e peguei o telefone, que tocava sobre a mesa de centro.
– Mari! – Ouvi uma voz masculina antes mesmo que eu pudesse dizer qualquer coisa. Era Pedro.
– Fala, garoto chato! O que você quer? – Respondi.
– Sabe por acaso que horas são? – Ele perguntou.
– Não faço ideia.
– Dez e meia.
– Droga! – Murmurei, dando um tapa na minha testa e ouvindo a risada de Pedro do outro lado da linha.
– Sabia que você tinha esquecido! – Ele exclamou, ainda rindo. –Você ainda tem meia hora, então pode ir lá se arrumar e acordar a nossa lady. – Completou.
– Lady? – Estranhei o nome.
– Júlia, ué. Por quê? Achou que fosse você?
Dei risada.
– Entre nós... – Comecei. – seria mais fácil ser você.
– Idiota! – Ele exclamou, fazendo-me dar risada.
– Tô errada? – Perguntei.
– Pior que não... você parece um garoto, cara!
– E você uma lady.
– Ah, vai se arrumar, vai! Se a Ana me ligar surtando mais uma vez eu mando ela ligar para você.
– Não será necessário! – Exclamei, lembrando-me dos surtos daquela garota. – Até logo, milady! – Exclamei, fazendo-o soltar uma risada.
– Até, playboy. – Ele respondeu antes de desligar a chamada.
Mirei na tela do celular o escrito “CHAMADA FINALIZADA” em letras garrafais e joguei-o sobre o sofá, ainda rindo.
Atravessei o corredor com passos rápidos, parando ao chegar à porta do meu quarto. Júlia ainda estava enrolada na toalha, que se ajustava quase perfeitamente ao seu corpo esguio. De costas para mim, ela se esticava na ponta dos pés, tentando alcançar algo sobre a prateleira mais alta com uma mão enquanto a outra segurava a toalha no lugar.
Cruzei os braços sobre o peito, encostando-me no batente da porta e observando aquela cena com um sorrisinho de canto.
– Com licença? – Falei no exato momento em que ela se esticou um pouco mais. E isso a fez ter um sobressalto e soltar a mão que segurava a toalha, fazendo-a escorregar pelo seu corpo ainda úmido e descer ao chão.
Fitei-a de cima a baixo, olhando demoradamente para o seu rosto levemente corado.
– Você me assustou. – Ela deu um sorriso pequeno, sem se mexer muito mais que isso.
Caminhei até ela sem muita lentidão.
– Não foi minha intenção. – Dei um sorriso de canto em tom malicioso.
– Claro que não. – Ela riu, abaixando-se lentamente para pegar a toalha que jazia meio embolada em seus pés.
– Não posso mentir que o resultado foi bom. – Dei de ombros, correndo novamente os olhos por seu corpo.
– Tarada. – Ela murmurou.
– Por você. – Respondi simplesmente, espalmando uma mão nas suas costas e a puxando para mim. Ela colocou os braços em volta do meu pescoço e nós colamos nossos lábios.
Assim que o beijo terminou, afastei-me um pouco, antes que outro começasse.
– Infelizmente não podemos ficar mais muito tempo assim. – Murmurei, vendo seu rosto adquirir uma expressão meio triste.
– Por que não? – Ela fez bico.
– Pedro me ligou. – Respondi simplesmente.
– Droga! – Ela exclamou e deu um tapa na testa, exatamente como eu.
Ri com isso.
– Relaxa, eu também tinha esquecido. – Dei um sorrisinho.
– Que horas são agora? – Ela perguntou, mordendo o lábio inferior e olhando em volta.
– Dez e meia. – Respondi.
– Ah, achei que fosse mais tarde. – Júlia soltou a respiração, caminhando até a mesa e mexendo em sua mochila.
Dali ela tirou um sutiã cor-de-rosa, uma camiseta vermelha com o desenho de uma fita cassete e o escrito “let the music take the world”, jeans skinny e all stars pretos de cano médio. Depois de colocar isso sobre a mesa e revirar um pouco mais a mochila, ela bateu o pé com força no chão.
– Não acredito! – Exclamou.
– Que foi, amor? – Perguntei.
– Esqueci de trazer outra calcinha. – Ela mordeu o lábio inferior e eu dei uma risada baixa.
– Um minuto. – Pedi, me levantando e mexendo na gaveta do armário. Tirei de lá uma boxer azul clara, ainda com etiqueta. – Aqui, vê se serve em você. Comprei esses dias, nunca pus no corpo. – Falei, entregando-lhe a peça.
Júlia deu um sorriso e pegou-a, vestindo rapidamente e andando até ficar frente a frente com o espelho da porta do armário.
– Ficou boa. – Sorri. – Combinou com você.
Ela riu.
– Obrigada.
Dei um aceno com a cabeça e ela andou até a mesa, pegando e vestindo suas roupas.
Segui até o armário e tirei de lá jeans rasgados e uma blusa de mangas três quartos no estilo “baseball”.
– Mari... você já vestiu algum vestido alguma vez na sua vida? – Júlia perguntou, olhando para mim com as sobrancelhas arqueadas.
Não resisti a dar uma risada.
– Na verdade já. – Sacudi os ombros, vendo Júlia me olhar surpresa.
– Quando isso?
– Até os treze anos eu costumava usar... – Sorri de canto, fazendo-a rir.
– E depois disso nunca mais?
– Uma vez... em uma festa de quinze anos de uma amiga. – Dei de ombros. – Mas ficou tão ridículo que eu desisti.
– Eu duvido que tenha ficado ridículo. – Júlia sorriu.
– Duvide o quanto quiser, mas ficou. Vestido, saia... essas coisas não combinam comigo. – Balancei a cabeça.
– Como você pode ter certeza? Faz quantos anos desde que você usou um vestido pela última vez? Dois? Três?
– Três. – Respondi. – Mas é exatamente por isso. Meu corpo é andrógino demais para um vestido. – Brinquei, fazendo Júlia rir novamente.
– Então quer dizer que se a gente se casasse você usaria um terno? – Ela arqueou uma sobrancelha.
– Talvez. – Abri um sorriso brincalhão e ela me deu um tapa no braço.
– Ai! – Exclamei. – Por quê?
– Deu vontade. – Ela riu e eu revirei os olhos, tirando a blusa verde que eu vestia.
– Sabe, Mari... – Ela começou, analisando-me com a cabeça tombada de lado. – Eu não acho seu corpo andrógino demais.
Tive que rir com isso.
– Sério?
– Seríssimo.
– Muito obrigada então. – Agradeci com um sorriso zombeteiro.
– Disponha.
Vesti os jeans, a camiseta e calcei all star azul, o que fez Júlia rir. Olhei para ela.
– O que foi? – Perguntei.
– “Seu all star azul combina com o meu preto, de cano alto”
Tive de rir disso.
– Tem razão. – Falei simplesmente, sorrindo e beijando-a com delicadeza.
– Horas? – Ela perguntou assim que o beijo acabou.
– Dez para as onze. – Respondi. – Vamos?
Ela colocou a mochila vermelha nas costas, seguindo até a frente do espelho e fazendo uma trança de lado no cabelo. Enquanto fazia isso, eu peguei minhas chaves e o celular, colocando-os nos bolsos da calça e joguei minha mochila sobre um ombro.
– Vamos. – Júlia virou-se para mim com um sorriso, a trança já terminada no cabelo. Ela entrelaçou seus dedos nos meus e me puxou pelo apartamento até a porta de saída.
– Onde tá a chave? – Perguntou enquanto apalpava meus bolsos.
– Esquerdo da frente. – Respondi rindo.
– Ok. – Ela tirou o chaveiro no bolso que eu indicara, abrindo a porta. Nós saímos do apartamento e ela trancou a porta, colocando o chaveiro de volta no meu bolso.
Não demoramos muito tempo para chegar à faculdade, então quando entramos na sala de aula eram onze e dez.
– Finalmente! – Ana exclamou assim que nos viu.
– Ainda são onze e dez! Faltam vinte minutos para o começo da aula, garota. Relaxa! – Exclamei.
– Mas a gente ainda tem que revisar para apresentar! – Ela quase gritava.
– Relaxa, Ana! A Mari tá certa. Em vinte minutos dá pra arrumar tudo. – Júlia colocou a mochila sobre uma mesa.
– Eu tenho que concordar com essas duas. Mesmo que elas provavelmente tenham passado a noite anterior e essa manhã quase todas fazendo coisas... bem... não recomendadas para menores de dezoito anos, dá tempo.
Eu ri e Júlia deu um tapa no braço de Pedro.
– Ok, ok. Desculpa, gente. É que eu tô nervosa. Essa matéria não é um dos meus fortes e eu preciso de ponto.
– Tá tudo bem, Ana. Só não surta, ok? – Pedro falou. – E isso doeu, Júlia! O que você tá fazendo aqui? Não é sua aula agora!
Ela revirou os olhos e riu.
– Meu horário é vago agora, então eu resolvi vir aqui para dar uma força para vocês. – Deu de ombros.
– Dar uma força para a gente ou ficar mais um tempo agarrada com essa aí? – Ele me indicou com a cabeça. – Já não bastou a noite passada?
– Quem te deu o direito de falar das minhas noites, lady? – Olhei para ele com um sorriso divertido.
– A mesma pessoa que te deu o direito de me chamar de lady, playboy. – Ele cruzou os braços, sorrindo da mesma forma.
– Alguém explica, por favor? – Ana pediu e eu ri.
– Quem parece mais uma lady? Eu ou ele? – Perguntei, me colocando ao lado de Pedro.
– Ele. – Júlia e Ana falaram ao mesmo tempo e Pedro fez uma expressão revoltada.
– Falei. – Eu ri e as duas garotas fizeram o mesmo.
– Agora podemos resolver as coisas do trabalho? – Ana interrompeu as brincadeiras.
– Sim, professora.
Notas finais
Mas eu não tô de mal humor nem nada, tá gente? É só preguiça mesmo u.u
Mas e então? Curtiram o cap, mi lindas?
E eu tava com saudade de vocês e dos teus reviews, princesas *-*
Sim, eu tô carinhosa hoje.
Se vcs mandarem reviews, vão ver que eu vou estar cheia dos "owwn", "linda", "princesa", pra mais.
E é isso, okay?
Espero reviews *-*
P.s.: Muito obrigada às gatas que favoritaram a fic! Pq não mandam reviews tbm? :3
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