Só mais um dia
28 Chocolate
Quando meus pais chegaram, eu e Richard estávamos assistindo televisão. Eles trouxeram algumas pizzas e refrigerantes. Foi um jantar agradável e rimos bastante juntos, como se Richard fosse meu namorado há muito tempo.
Todos fomos dormir porque estávamos muito cansados. Tomei um banho de água quente e fui para meu quarto. Vesti meu pijama, desliguei a luz, me deitei na cama e fiquei pensando no que Richard estaria fazendo. O quarto dele ficava ao lado do meu, e eu ouvi alguns barulhos na parede, até que ouvi alguém bater um pouco mais forte.
— Evelyn! — ouvi alguém dizer bem baixo.
— Richard? — perguntei.
— Sim — ele disse do outro lado da parede.
Ouvi alguém bater na porta. Me levantei da cama e fui até lá, abrindo a porta devagar.
— Richard? — perguntei.
— Oi Evelyn — ele disse e sorriu no escuro, só algumas luzes vindas da rua iluminaram um pouco o seu rosto — Quer um chocolate?
— Quero sim — falei.
Saí do quarto e então fomos para a sala. Sentamos no tapete, então Richard me deu um pedaço de chocolate. Ele estava usando uma bermuda escura e uma blusa amarela, um pouco grande para ele.
— Por que você me acordou para comer chocolate? — O encarei.
— Evelyn eu sei que você nem estava dormindo — ele riu.
— Como assim você sabe que eu não estava dormindo?
— Porque — ele engoliu um pedaço de chocolate — você pensa em mim antes de dormir, por horas.
— Que? — Eu dei um tapa de leve nele — nada a ver, eu durmo que nem vejo.
— Mentirosa — ele riu mais ainda — Pode admitir que pensa em mim, porque eu penso em você.
— Pensa é? — Eu olhei para ele e dei um beijo em seu rosto — Seu fofo.
— Um beijo no rosto Evelyn? — ele olhou para minha cara — Já passamos dessa fase.
Ele se aproximou e me deu um beijo, depois me abraçou quando me virei de costas e beijou minha cabeça. Fiz cócegas nele para que me soltasse, mas ele acabou ganhando, já que não sentiu cócegas alguma.
— Sem graça — falei enquanto ele me prendia em seus braços.
— Para mim tem muita graça — Eu virei meu rosto para ver o dele — é maravilhoso abraçar você.
Eu ri e o beijei novamente. Richard transformava qualquer momento em especial.
— Já está meio tarde — Eu olhei o horário no meu celular, eram 2h34 — melhor irmos dormir.
— Verdade. Nos falamos mais tarde então, namorada — ele falou sorrindo.
— Nos falamos sim, namorado. Eu amo você — sorri.
Ele me puxou pela cintura e me deu um último beijo antes de eu entrar no quarto para ir dormir. Richard era a melhor coisa que tinha acontecido em minha vida.
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