Só Queria Dizer Que Te Amo...
22 Reencontros
Notas iniciais
No capítulo anterior...
No momento em que o olhar de Sakura encontrou o de Ino, ela soube que a festa seria agitada e que ela, Yamanaka Ino, não tinha mais nem um pingo de vontade de estar na festa da década a não ser que fosse junto de Sakura. E bastou que se passasse alguns segundos para que a rosada se dirigisse até a porta da sala, sem dizer uma palavra sequer. Ino correu a seu encontro, postou-se a sua frente e muito séria disse “Você acabou de voltar de um exílio, não vá fazer nada que te leve de volta para lá ou para a prisão de Konoha.” A expressão da Haruno era determinada, em seus olhos a Yamanaka viu que a dor havia sido substituída pela determinação, pela força e pela coragem. Ao aviso da loira, a rosada respondeu de forma decidida “Confie em mim Ino e não interfira. Eu não vou fazer besteira.” E assim ambas se direcionaram até o clã Hyuuga.
Capítulo 22: Reencontros
É preciso dizer que não foi muito tranquilamente que Ino seguiu Sakura pelos corredores que levavam a saída da torre Hokage. Nervosamente, ela acelerava suas passadas para alcançar uma Sakura que furiosamente andava a passos apertados e firmes. Quando enfim chegaram ao ar livre, a rosada parou de imediato, fechou os olhos e respirou fundo uma vez.
Duas vezes.
Três vezes.
Ainda de olhos fechados cerrou o punho e repetiu o processo. Aos poucos a Yamanaka observou as feições a sua frente se suavizando e optou por esperar pacientemente calada pelas reações da amiga, e foi somente depois de um longo minuto de silêncio que Sakura a encarou. Ino tomou coragem e mais uma vez tornou a dizer o que já havia dito “Sakura, não vá fazer nada de comprometedor. Por favor. Esse clã é poderoso e – nesse momento ela baixou o tom de voz e olhou ao redor como que procurando por um inimigo – perigoso.”
Sakura a olhou com incredulidade, tentando transmitir com suas feições o fato óbvio de que não faria nenhuma besteira. Ino pareceu entender o recado e com sarcasmo contrapôs “Não me olhe assim. Conheço muito bem seu temperamento!” Sakura riu, uma espécie de risada amargurada, e com a voz um pouco carregada de pesar disse “Eu mudei. Eu tive que mudar sabe...” e a essas palavras a loira não teve o que responder. A dona das madeixas cor de rosa a olhou agradecida, e mudando radicalmente sua expressão voltou a se pronunciar “Agora só me diga uma coisa: os dois, eles estão... é, estão...” e não teve coragem para terminar de pronunciar a pergunta. Todavia, sua amiga era perspicaz e de imediato poupou a rosada do sacrifício de completar sua frase “Não. Por mais que ela queira e tente, eles não estão oficialmente juntos” a resposta em forma de pergunta veio imediatamente “Como assim oficialmente Ino?” e a outra contrapôs com um ar de seriedade “Oras Sakura, nunca se sabe né? Ele é homem e ela é uma bela mulher que vive dando em cima dele.” A rosada a olhou com compreensão, pareceu meditar por alguns segundos as palavras que lhe foram ditas e por fim disse “Só me diga o quanto aquela vadia foi sórdida comigo?”
O loira engoliu em seco. “Ora testudinha do meu coração. Eu não sei de muita coisa, eu só sei que ela sempre procurou apoiar o Naruto. Quando você esteve em coma, enquanto voltávamos para a Vila e durante esses dois anos. Ela disse para ele que você fez tudo pelo Sasuke-kun. E disse a ele que você o amava como quem ama um irmão. E sinceramente?” Sakura a olhou carrancuda “Sinceramente o que porca?” Ino estava cada vez mais nervosa com a situação “Er... Bem, sinceramente, todo mundo acreditou nela” e depois de pronunciar isso, a loira deu dois passos para trás, como que temendo levar algum golpe.
A rosada repetiu o gesto de respirar de olhos fechados por mais algum tempo, e quando achou que estava calma o suficiente para não cometer agressões, ela voltou a interagir com a amiga “Naruto-kun não é meu irmão Ino” e a loira apenas respondeu com um aceno positivo de cabeça. A rosada prosseguiu “Vá para a festa e fique tranquila. Eu não vou dar àquela falsa de olhos aguados o gostinho de desfrutar a minha ausência por nem mais um dia” e diante dessas palavras a Yamanaka não tinha mais o que discutir. A loira apenas pronunciou suas últimas palavras antes de partir, como forma de saciar sua insaciável curiosidade “Que selos de mãos são esses Sakura?” e ela se surpreendeu com o que veio em resposta: uma longa gargalhada seguida de palavras pronunciadas em tom de uma maldade infantil, como uma criança que admite que pretende soprar as velas do bolo de aniversário do amigo “Digamos que... Digamos que estou colaborando para que chova mais rápido” diante dessa resposta, Ino rumou para o distrito Hyuuga com apenas um pensamento em mente “Pobre Hinata. Vai receber o troco de forma lenta, gradual e certeira...”
Na festa
Ino não passou despercebida quando chegou a seu destino. Todos estavam formalmente vestidos e ela, como sempre, trajava um belo kimono vermelho capaz de atrair o olhar de homens e mulheres, olhares de cobiça e inveja. Todavia sua mente não se concentrava na festa e muito menos na sua própria exibição, tudo que queria era encontrar Naruto, localizar Hinata e evitar Tsunade. Quando pensou nesse último ponto amaldiçoou-se mentalmente por ter escolhido algo tão chamativo para vestir. Nervosa, ela andava entre os convidados, evitando passar perto de pessoas que pudessem atrapalhá-la. Rapidamente encontrou Shikamaru, e sem grandes delongas puxou-o pelo braço e fez com que a acompanhasse até um canto mais reservado e somente quando ali chegaram ela falou “Shika, onde está Naruto?”. Preguiçosamente ele respondeu “É assim que você me cumprimenta?” irritada ela logo replicou “Não tenho tempo para isso! Onde está Naruto?” e percebendo a aflição da mulher a sua frente ele tratou de ser objetivo “Ele está do outro lado do jardim. O que está acontecendo?” e sem responder a pergunta que lhe fora feita, ela agarrou-o pelo braço puxando-o junto dela até onde precisava ir.
Na medida em que andava, ela foi tomando as reais dimensões da festa, a disposição da decoração e dos convidados. Não demorou muito para localizar a anfitriã, sentada em uma espécie de trono, sendo bajulada por várias lideranças. Era como um pequeno palco, simples porém bem decorado, e nele estavam sentados todos os componentes importantes do clã, no centro deles, Hinata e a seu lado direito, Neji. Era preciso atravessar esse ponto para chegar onde Naruto se encontrava, mas Ino parou bruscamente quando uma pessoa encapuzada pousou num movimento tipicamente ninja diante dos Hyuugas, fazendo com que a terra estremecesse de leve.
Haruno Sakura havia chegado à festa.
Tal situação chamou a atenção dos convidados mais próximos, fazendo com que todos parrassem para observar a cena que se desenhava diante de seus olhos. A pessoa encapuzada permaneceu agachada no chão, de cabeça baixa numa espécie de gesto de submissão. Imediatamente três membros da guarda Hyuuga se aproximaram e cercaram a pessoa, e os membros do clã que se encontravam ao redor de Hinata olharam curiosos para a cena. Foi Neji que tomou a iniciativa de se pronunciar “Retire essa capa e revele-se” ele disse autoritário.
Então os convidados e todos os que ali estavam presentes puderam ver pequenas e delicadas mãos brancas saírem de baixo da capa, mãos revestidas com uma luva preta que deixavam os dedos à mostra, mãos que se encaminharam até a borda do capuz, empurrando-o lentamente e revelando assim, vagarosamente, a sua identidade. Antes que ela levantasse seu rosto, aqueles que presenciavam a cena já haviam soltado ruídos de surpresa. Não era preciso mais nada para que soubessem que quem ali estava era a Haruno, a dona dos raros cabelos cor de rosa. A garota que acabara de voltar de um exílio.
Foi quando finalmente o capuz caiu nas costas femininas, que Naruto aproximou-se da cena, postando-se ao lado do lugar onde Hinata se encontrava. Perplexo, ele pôde sentir seu coração saltar diante da constatação de que a sua Sakura-chan estava bem ali, a menos de quatro metros de distância. Sem entender bem o que acontecia, ele abriu caminho entre os convidados e aproximou-se o máximo que pôde, deixando para trás um Kakashi surpreso e uma Tsunade demonstrando estar furiosa. Quando achou que sua posição era perfeita não somente para observar a cena como também para intervir caso fosse necessário, ele parou. Mas só parou porque seu auto-controle estava muito bem controlado, a ponto de impedi-lo de ir ao encontro da rosada e tirá-la imediatamente dali. Ele não se considerava um adivinho, mas sentia seus instintos lhe gritando em alerta, gritando que Sakura estava prestes a cometer uma burrada.
Quanto a Haruno, ela sabia que tinha a atenção de todos e decidindo atender a ordem dada por Neji, ela por fim levantou o rosto, demonstrando firmeza e convicção, evitou olhar para os lados, suprimindo a insana vontade de procurar por ele, e decididamente encarou Hinata, deliciando-se mentalmente ao perceber o olhar de espanto que ela lhe retribuiu. “Não esperava me ver hoje né?” ela não conseguiu deixar de pensar.
Hinata não se mexia e não dava indícios de que falaria algo e as pessoas que estavam ali presente pareciam imitar a anfitriã, colaborando assim para o perfeito silêncio que se instaurou. Ainda agachada no chão e olhando firmemente para Hinata, Sakura abriu um enorme sorriso e com a voz mais educada que conseguiu pronunciar abriu os braços num gesto de agradecimento “Hinata-Sama, obrigada por tudo” e assim a tensão foi como que partida ao meio, as pessoas ao redor pareceram relaxar, mas Sakura evitava olhar para qualquer um que não fosse a dona dos olhos perolados a sua frente. Hinata continuava sem reações, e forçando-se imensamente para driblar a situação, foi apenas capaz de pronunciar o nome da kunoichi a sua frente, como se assim fosse possível demonstrar o reconhecimento e acolhida de sua presença e gesto.
A Haruno desfez o gesto, e continuou olhando diretamente nos olhos perolados, causando um imenso incomodo em Hinata, que volta e meia esquivava do olhar cor de jade. Ino olhava pasmada toda aquela cena que Sakura estava agora protagonizando e foi com um sorriso sarcástico que seus pensamentos vieram “A rainha da sutileza... Nada melhor do que uma boa pressão psicológica...”
As pessoas estavam perplexas demais. Foi disfarçando a indignação e repulsa que o pai de Hinata tomou as palavras “Revistem”. Ao comando Sakura reagiu de imediato, desamarrou sua capa, colocou-se de pé e num ato rápido retirou um punhal de suas costas. Tudo ocorreu em questão de míseros segundos, tão rápido que não houve tempo hábil para que o susto das pessoas perdurasse, da mesma forma que não houve espaço para intervenções que visassem defender a Hyuuga de um provável ataque. Mesmo que o gesto da rosada tenha levado os ninjas da guarda Hyuuga a se posicionaram para o ataque, estes paralisaram quando Sakura apontou a ponta da lâmina para o chão e mais uma vez pôs-se em posição de mesura, curvou a cabeça em direção a Hinata e encostou um dos joelhos no chão.
Como que antecipando a pergunta que lhe seria feita a Haruno pronunciou-se “Se me revistassem estragariam a surpresa – levantou um pouco mais o punhal, de forma que fosse possível exibir melhor seu cabo – comprei esse punhal para presentear a Hinata-Sama.” Era impossível não perceber a pedra encrustada no punhal, da cor dos olhos da Hyuuga.
Todavia, era difícil saber o porquê exato da admiração das pessoas, se era pelo presente, pelo gesto da Haruno ou pela presença da própria. Estupefatos, não havia um convidado que não estivesse de alguma forma prestando atenção, afinal, os últimos fatos haviam acontecido tão depressa, que a grande maioria dos espectadores não teve tempo para reagir, e daqueles que tiveram tempo para tentar fazer algo pararam assim que perceberam o que viam.
Antes de tudo uma observação: naquela festa não havia mais convidados, estes agora eram meros espectadores, curiosos, eles momentaneamente haviam esquecido que o motivo de suas presenças era devido ao aniversário da Hyuuga e a posse da liderança do Clã. Tudo havia momentaneamente caído no esquecimento. O foco das atenções era Haruno Sakura. Era a volta da flor de Konoha.
Uzumaki Naruto foi um daqueles que até teve tempo de reagir diante da ação da rosada, e teria feito algo mais do que dar duas passadas rápidas em direção a Sakura quando ela sacou o punhal, se não tivesse acontecido duas coisas: 1) ele ficar paralisado diante da cena 2) os guardas Hyuuga o terem impedido de prosseguir.
Aos olhos de Naruto, e diga-se de passagem, aos olhos da maioria dos homens ali presentes, Haruno Sakura, a discípula da Godaime, estava simplesmente deslumbrante. Todavia, eram os olhos cor de safira que realmente eram capazes de vasculhar cada centímetro do corpo e feições femininas de forma a interpretar verdadeiramente cada traço.
Sakura usava um short preto, permitindo a todos ter a visão de suas coxas bem torneadas pelo treinamento ninja. Seus longos cabelos cor de rosa presos em uma trança, enfeitavam o rosto feminino, ainda mais quando considerada a bela franja que agora fazia parte de seu corte de cabelo. Mas não era nada disso que prendia a atenção do Uzumaki. Não era o belo rosto, modificado e amadurecido pelo tempo. Não era o corpo escultural da mulher que ele via. O que chamava sua atenção era o fato de que, do lugar de onde estava ele podia ver perfeitamente a blusa decotada que a Haruno trajava, com finas alças que eram evidentes apesar do casaco que a cobria. A blusa era simples e bonita, meio comprida, lhe caia perfeitamente no corpo, nem justa demais, nem larga demais; com um decote perfeito, que apesar de não ser exagerado, permitia aos observadores mais atentos observar que as finas alças do sutiã que ela trajava eram da cor preta. Naruto era um desses ‘observadores atentos’.
O loiro podia ver também, do lugar privilegiado onde se encontrava, o belo casaco que compunha o visual, uma espécie de capa, muito parecida com as utilizadas pelos líderes de Vilas ninjas, fora o fato de que não tinha mangas compridas, ficando bem acima do cotovelo, tinha um corte com poucas costuras e não era comprida o suficiente para cobrir toda a sensualidade feminina, de forma que muito mal alcançava seus joelhos. O casaco era justo, delineando perfeitamente o contorno do corpo feminino, aberto na frente, ele permitia a visão perfeita da beleza das curvas da kunoichi. As botas ninjas alcançavam os joelhos e fechavam o visual provocante e ao mesmo tempo recatado da kunoichi. Ela estava perfeita.
Só que havia um grande e evidente detalhe, que parecia que só Naruto notara. Na verdade, tratava-se de dois grandes e sugestivos detalhes: a blusa era laranja, e o casaco, preto. Mas foi um outro detalhe – o terceiro – que chamou atenção do Uzumaki: caindo sobre o decote feminino havia um colar ostentando uma bela pedra azul.
E foi assim que antes de pensar no quanto Sakura estava extremamente linda com aquela roupa ostentando ao mesmo tempo uma áurea de força e confiança, foi antes de pensar nessas questões que ele se pegou pensando no fato de que Sakura trajava laranja e preto. Suas cores favoritas. As cores que eram sua marca. Todavia, depois que tais pensamentos passaram, ele se pegou pensando no quanto bom ver a mulher que sempre amou, vestida daquele jeito, tão bonita como se quisesse agradá-lo. Agradar somente a ele. Por que laranja e preto eram as suas cores, e justamente por isso ele se sentiu mais atingido pela mulher a sua frente.
Não era, portanto, nenhuma surpresa que ela era agora o centro das atenções. E assim, não só o Uzumaki, mas todos ali podiam ver os longos cabelos cor de rosa presos em uma bela trança, deixando solta uma bela franja em diagonal. Tinham diante de si uma bela mulher. Em suas costas, puderam ver, havia duas katanas presas em forma de V, e entre elas estava antes o punhal que agora ela oferecia a Hinata, mas esse detalhe – o quarto detalhe – Naruto só notaria um tempo depois.
Sem conseguir ocultar o susto em suas expressões, a Hyuuga fora apenas capaz de devolver um sorriso tímido, fazendo com que alguns pensassem que se tratava do fato dela estar emocionada com o gesto. Sakura riu de maneira dócil, se colocou de pé e de forma bem humorada perguntou “Neji-Sama, posso me aproximar e entregar o presente?” e tal atitude não passou despercebida para os mais espertos, de forma que o pai da Hyuuga tão logo murmurou para que a filha fizesse e falasse algo, e diante de tal chamada, ela respirou firme para que não gaguejasse ao falar “Sakura-san! Não precisava ter se incomodado com presentes” pronunciou delicadamente – afinal, a delicadeza era sua maior arma.
A rosada riu, mas riu de maneira contida “Sempre tão gentil! Neji-Sama, por favor, entregue meu presente” e assim ela direcionou o punhal para que o Hyuuga o pegasse, e foi somente quando estava nas mãos de Hinata que a rosada voltou a falar “Assim que vi esse punhal, me lembrei de você. Não sei bem o porquê, só sei que não foi apenas pela pedra” e olhou de maneira desafiadora para Hyuuga, que sustentando o olhar entendeu melhor o que acontecia ali. Hinata entendeu que por trás de toda aquela cena que Sakura protagonizava, que por trás de cada palavra e gesto, estava escondida a verdade. E a verdade era que ela havia mentido e distorcido fatos e palavras, e a Haruno sabia. A verdade era que a Haruno sabia e a estava pressionando com suas atitudes.
Continuando com suas atitudes, mais uma vez a dona dos olhos de jade se curvou e disse “Quero que esse presente represente minha gratidão – e mais uma vez levantou o olhar, rapidamente localizou Naruto pelo canto do olho e voltou a olhar a Hyuuga – quero que todas as vezes que olhar para essa bela pedra se lembre das coisas boas que você fez por mim.” E dito isso ela indicou com o olhar o Uzumaki, fazendo com que Hinata retribuísse com um olhar de espanto. Era nítido para Sakura que ela havia entendido o recado e que tinha medo que ela falasse naquele momento mais do que devia. Foi tendo em vista isso que Sakura lançou um olhar desafiador e divertido, fazendo com que se tornasse ainda mais difícil para Hinata esconder o medo que sentia de Sakura naquele momento, afinal, ela poderia coloca-la em uma situação deveras complicada caso começasse a falar o que sabia. Foi com a voz da rosada que Hinata saiu de seus devaneios “Gostaria de te cumprimentar com um abraço” e sem esperar respostas a Haruno se aproximou, fazendo com que Hinata nervosamente se pusesse de pé, suas mãos frias e trêmulas seguravam frouxamente o punhal.
Sakura se aproximou e pôs uma de suas mãos no ombro da Hyuuga, a mão livre ela disfarçadamente envolveu em torno das mãos de Hinata e por fim, fingindo um abraço, aproveitou e aproximou seu rosto de forma que pudesse murmurar para que somente a Hyuuga a ouvisse “Eu sei que você gosta de apunhalar, Hinata-chan” e dito isso, a Haruno sentiu as mãos debaixo das suas fraquejarem de forma que em seguida ouviu-se o som do punhal caindo ao chão. Desfeito o abraço, Sakura olhou de forma bondosa – e cínica –para Hinata, abaixou-se, pegou o punhal e devolveu-o as mãos da dona. Quando devolveu a arma, ela mais uma vez segurou-a junto as mãos da Hyuuga e com um sorriso ameaçador, olhando nos olhos da Hyuuga ela disse, ou melhor, sibilou sem permitir que o som saísse de seus lábios, sibilou pausadamente para ter certeza que sua interlocutora entenderia “Fal-sa.” Em seguida abriu mais um sorriso aparentemente sincero, fez mais uma mesura e afastou-se dali sem dar as costas aos Hyuugas, com um olhar e algumas palavras pediu permissão para sair dali e Neji prontamente atendeu ao pedido. A rosada ofereceu mais um sorriso antes de saltar em direção aos muros deixando para trás uma pequena multidão ainda perplexa pelo que acabara de presenciar.
Mas antes que Sakura realmente se afastasse daquele lugar, ela pode ainda ver e ouvir aplausos. Curiosa, ela parou ainda em cima do muro, de costas para pequena multidão e assim pôde ouvir uma voz desconhecida se destacando “Que belo gesto! Um gesto desses é uma prova de gratidão, uma retribuição que prova a honra e a bondade de um verdadeiro líder Hyuuga!” A Haruno não pôde evitar achar graça daquilo, ainda mais quando olhando para trás pôde ver de soslaio uma Hinata muito sem jeito sendo cumprimentada por alguns bajuladores. A rosada concluiu que de fato as pessoas acreditaram no seu teatro, com exceção de Hinata, é claro. Não querendo se demorar nem mais um segundo naquele lugar, ela tratou de saltar para o ponto mais próximo, visando seguir seu caminho.
Logo em seguida, ouviu-se um trovão cortando o céu: em breve iria chover.
Não foi preciso nem mais um segundo para que o Uzumaki tomasse uma iniciativa, aproveitando-se da distração causada pela cena anterior, ele disfarçadamente afastou-se das pessoas e imitando a dona das madeixas cor de rosa, saltou até o muro que cercava a propriedade e antes que tomasse impulso para seguir sobre os telhados, viu ao longe o vulto cor de rosa que pretendia seguir. Não pensou duas vezes antes de sair em disparada atrás dela.
Continuaaa...
Agora vocês se privem de deixar comentários... (irônia) hahaha'
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Não falo mais nada.
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