Notas iniciais
Não me odeiem. Não mandem me matar. Não rompam comigo. É perfeitamente natural que uma escritora tenha um período de ausência de ideias, ou insegurança sobre como escrever algo. Tentei dar o meu melhor nesse capítulo, e espero agradá-los. Espero por comentários, ATÉ PORQUE, quero que vocês me digam como querem o próximo capítulo. Vocês lerão e saberão perfeitamente qual será o conteúdo do capítulo 25. Boa leitura!!!!

No capítulo anterior...

O Uzumaki mantinha presas as mãos que o batiam, e diante de si estava então ela, Sakura, presa e rendida, vulnerável.

“Não tem Uchiha” ela sussurrou.

“Tem Uchiha sim” ele gritou em resposta.

[...]

“É ele que você ama!” ele voltou a gritar.

Sakura sentiu-se então deveras acuada, ainda mais, sentiu-se confrontada. Irritada com sua submissão perante ao Uzumaki, e sabendo o quão cabeça dura o mesmo era, ela decidiu que não era momento para perder tempo. [...] Sakura sabia que era a hora de agir, de concertar tudo de errado que ela mesma fizera e que aqueles em quem confiou fizeram contra ela.

Foi assim que a Haruno concentrou chakra em seus braços, e num movimento rápido e brusco desfez o agarre masculino. [...] Aborrecido como estava, o loiro não perdeu a oportunidade de provocar a mulher, questionando-a se ela o jogaria ao chão como fizera na batalha. E sem responder a provocação, ela apenas agiu depressa, agarrando o braço masculino de forma que, com a força do chakra acumulado em seus próprios braços, Sakura o empurrou ao encontro do muro que antes a cercava. Antes que ele pudesse reagir, seja com palavras ou gestos ela disse “Se sua guarda estivesse baixa, de fato o teria jogado ao chão.” E diante dessas palavras ele apenas a fitou com um semblante de falsa surpresa.



CAPÍTULO 24: Descobrindo Verdades.

Impaciente ele fez menção de sair, mas posicionando cada uma de suas mãos no muro, de forma a prendê-lo entre elas, Sakura o impediu. Em um arrombo de coragem e audácia ela começou dizendo “Você vai ouvir tudo que tenho para dizer” e a essa afirmativa ele respondeu com um olhar desafiador. A tensão entre eles era nítida, uma tensão que extrapolava os limites do nervosismo. Perto deles havia um solitário poste, que com luz fraca, porém suficiente, permitia que ambos se enxergassem e se notassem. Ele então viu a seriedade dos traços da mulher que o prendia, viu perfeitamente o que seus olhos diziam junto com cada partícula de expressão de sua face. Naruto então percebeu o suspiro profundo que antecipou as sérias palavras que estavam por vir.

Controlando suas emoções, sem no entanto conseguir disfarçar totalmente o embargo em sua voz, a Haruno disse “Eu quase morri naquela batalha, e agradeço a você por estar aqui hoje, viva. Saiba que eu faria tudo de novo se fosse preciso e pouco me importa o que você pensaria” e a essas primeira palavras o loiro retrucou debochado “Claro que não se importa”. Sakura mentalmente controlou um possível arrombo de impaciência e convenceu-se de que era compreensível a impertinência do Uzumaki.

Ela então continuou “Eu estava, estou e sempre estarei disposta a derramar cada gota do meu sangue, até mesmo da forma mais dolorosa, por amor. Por amor eu morreria e reviveria somente para mais uma vez morrer. Você tem que aceitar o fato de que fiz o que fiz pelo homem que eu amo” e mais uma interrupção o Uzumaki fizera, e de forma debochada, sem ao menos esconder sua intensa amargura ele disse em tom seco “Seu insano amor né?!” desdenhando do amor que Sakura sempre disse sentir pelo Uchiha.

Sétima constatação: Na face masculina era nítida a dor, a mágoa, uma certa amargura que extrapolava os limites da superficialidade. Nele havia mais que isso, afinal, havia também ciúmes e orgulho ferido. Mas o que predominava era a dor! Ora, seu coração doía por achar que nunca teria o amor da rosada.

Diante da provocação de Naruto e das expressões que ele lhe passava, a Haruno sentiu seu coração encher de alegria, afinal, identificando o ciúme nos gestos e palavras do loiro, ela recordou-se que só sente ciúmes quem gosta. Entretanto, sem querer perder o foco do momento, ela prosseguiu falando “Se um ninja é considerado incompetente quando põe os sentimentos antes da razão, eu tenho orgulho de ser a mais incompetente de todos, porque tenho orgulho do amor que sinto. Tenho orgulho de dizer que meu jeito ninja é lutar até a morte, por amor” e a isso Naruto nada questionou, pelo contrário, no íntimo de seu ser ele alegrou-se pelo crescimento que ela mostrava ter adquirido. Ela que assim como ele também tinha seu ‘jeito ninja’.

Diante do silencio do loiro, e já prevendo o que estava por vir, ela seguiu “Então Uzumaki-san não venha questionar minhas atitudes, e espere ver mais delas quando for necessário. Eu vivi aquela batalha, eu vivi uma quase morte e também um doloroso exílio, tudo isso por amor.” Todavia, Naruto não reagiu bem a essas palavras, e como que saindo da inércia na qual se encontrava ele agarrou-a pelos braços, trazendo-a para perto de si para então dizer-lhe “Não vejo o porquê de continuar te ouvindo. Já entendi que ama Sasuke.” Com medo de que ele escapasse de sua companhia, ela o agarrou pela gola de seu kimono e com um quase arrombo de desespero ela pediu “Escute apenas o que tenho de mais importante a dizer?” e ao pedido ele assentiu com um gesto mudo.

Na festa Hyuuga

Passado o arrombo de comentários sobre o espetáculo protagonizado entre Hinata e Sakura, a chuva resolvera chegar, e com seus trovões e relâmpagos, a festa dedicada a Hinata ficara destruída. Os convidados foram direcionados as pressas para uma área interna. Apesar dos constrangimentos, os notáveis Hyuugas mantinham-se com o orgulho em seu devido lugar: na ponta de seus narizes empinados. Rapidamente toda a situação foi contornada, e havia então chegado o grande momento: a dança. E então Hinata foi convidada a aproximar-se do centro do salão.

Seu lindo kimono era admirado por todos os presentes, seus cabelos caiam como cascatas de água oceânica, seus olhos transbordavam expectativa: chegara seu momento. Havia mantido em segredo para seus superiores a identidade daquele que escolhera para protagonizar aquele momento com ela. Foram semanas de ensaios.

Confiante então ela se pôs no centro do salão. Isolou a frustração de não poder ter seu momento ao ar livre, no espaço tão bem decorado com lírios no imenso jardim, espaço esse destruído pela chuva. Ignorou a passagem e palavras de Sakura, ignorou tudo de ruim. Começou a procurar com os olhos perolados o seu escolhido. E a música começou.

Primeiro acorde. E nem sinal dele. Mas ele só entraria no quarto acorde. Fez seu primeiro movimento.

Segundo acorde. Nada. Mais um movimento da graciosa Hyuuga.

Terceiro acorde. Nada. Um movimento já nervoso, que se findava com uma pausa. Seu braço estava estendido, dando a deixa para a entrada do cavalheiro.

Quarto acorde e nem sinal dele. Afinal, ele não estava ali.

E antes que o quinto acorde terminasse, Neji prontificou-se a assumir o lugar que não era dele. Segurou a mão de sua prima e cumpriu o papel que pertencia a outro, que pertencia a Uzumaki Naruto.

Mas Uzumaki Naruto não estava ali.

Mas ninguém percebeu o ocorrido, apenas Neji. E por isso apenas Hinata sofreu com isso. Apenas ela sentiu seu coração ferido.

Ela havia sido abandonada em seu baile. Abandonada pelo homem que amava.

(N.A: Sabem, acho que para uma mulher não há dor maior que a do abandono. Nada se compara a decepção de ser abandonada e acho que Hinata mereceu isso...)

De volta a Naruto e Sakura

Ela soltou a gola do kimono. Suas mãos, ela depositou do lado esquerdo do peitoral masculino. Fechou os olhos e sentiu o coração dele bater. Batia acelerado, descompensado, intensamente. Ela sentiu seus lábios tremerem, e misturado ao choro ela tentava sorrir. Meio que bobamente ela disse “Seu coração...” e ele a olhava pacientemente, esperando por mais. Dentro dele havia uma sensação estranha, como que um calor que preenchia seu peito. Ele a viu abrindo os olhos, e deixou que seu olhar se conectasse ao dela. A viu sorrir calidamente antes de dizer “Grave bem aqui -e indicou o coração dele- e aqui também -tocou de leve a cabeça do rapaz- o que vou te dizer.” Permitindo-se viver aquele momento da forma mais intensa possível, ele assentiu em concordância. Ela completou Naruto-kun, entenda: vive-se e morre-se por um alguém pelo mesmo motivo.”

Naruto a encarava sério: em sua garganta havia um aperto que o impedia de falar e até mesmo respirar. “Percebe?” ela perguntou. Com voz falha ele respondeu “O que?”. Ela riu um riso suave e marcado pela emoção Ora, cada gota do meu sangue valeu a pena... e ele olhou-a esperando por mais, ela então finalizou “...afinal, seu coração está batendo agora ela falou pausadamente, com a dificuldade de uma emoção não mais contida.

Oitava constatação: A chuva finalmente se acalmara. Kami-Sama anunciava com esse gesto que finalmente chegara o tempo das calmarias.

“Eu amo você!” ela disse para um Naruto paralisado. “Amo, amo, amo e amo!” ela dizia alegre. Reagindo a tais palavras ele a olhou ainda incrédulo, sem conseguir formular palavras ou empreender alguma ação. Ela tocou o rosto do seu amado, e forma doce pediu “Esquece tudo que te falaram e ignora tudo que você pensa saber”. Ele finalmente reagiu, mas ainda de forma débil, foi apenas capaz de pronunciar em tom de dúvida “Hinata?” e a rosada respondeu-o de forma séria “Mentiu para você.”

Foi ouvindo essas palavras que o Uzumaki enfim acordou de seu torpor. Ele aos poucos foi suavizando suas expressões, e a rosada acompanhava calmamente as mudanças que ocorriam. Um riso bobo foi surgindo, que aos poucos foi dando lugar a um riso aliviado, que foi substituído por um riso alegre, que por fim terminou em uma risada contagiante.

Em meio as gargalhadas, ele pendeu a cabeça para o alto, como que olhando o céu e abrindo os braços num gesto de felicitação ele gritou “Kami-Sama!”. Sakura, que também estampava um sorriso em seu rosto, permaneceu onde estava, e emocionava contemplava as reações do loiro. E quando ele deixou de olhar para o céu, ele a encarou, pela primeira vez na vida, com uma alegria verdadeiramente genuína. Quanto a rosada, ela esperava em ansiedade, sem saber bem como reagir diante do tão esperado momento da reconciliação, do reencontro.

Naruto estava elétrico. Mil coisas passavam por sua cabeça, e num arrombo de pura euforia misturada a contentamento ele circundou com um de seus braços a cintura de Sakura, trazendo-a para uma distância razoavelmente segura. A rosada apenas escorou suas mãos no peitoral masculino, e decidiu esperar pelo que viria. Ela viu o loiro abrir a boca e fechar inúmeras vezes, como que tentando escolher por quais palavras deveria começar a falar. Enfim ele decidiu-se “Você está querendo dizer...” mas deixou as palavras soltas ao vento. A Haruno então as completou de forma pausada“... que eu te amo.” Ele absorveu as palavras ditas, tentou reunir toda a racionalidade que a seriedade da situação pedia para poder perguntar “Como a um irmão Sakura?” e ela convicta respondeu “Não.”

Ele deu um passo, fazendo com que ela também fizesse o mesmo. Era como se ele quisesse pô-la, literalmente, contra a parede. Ele assumiu uma áurea séria, sensualmente ameaçadora. “Ama?” ele indagou com voz rouca, dando pequenos passos que faziam com que a mulher caminhasse cada vez mais para perto do muro.

Sentindo-se deliciosamente presa em um jogo de sedução que ele acabara de iniciar, Sakura decidiu por não responder. Ele a agarrou mais uma vez pela cintura, com a outra mão apertou um pouco mais os pulsos femininos e aproximou-se mais ainda dela para dizer com convicção “Res-pon-da.” E ela de imediato não o respondeu, apenas sustentou o seu olhar. Eles estavam ofegantes. A chuva que molhava seus corpos, ainda que branda, parecia conduzir mais intensamente todas as sensações que ambos viviam. E suas respirações foram ficando mais pesadas, e o movimento de seus pulmões foi se fazendo mais nítido. E seus corpos começaram a se atrair. As bocas ansiavam pelo toque.

Mais um passo em direção ao muro.

Naruto estava como um predador, e Sakura como uma presa. Sem perceber ambos haviam saltado de um estado de discussões e dúvidas para um estágio de sedução. Em suas veias não corria apenas sangue, corria a eletricidade do contato entre corpos e o desejo do amor prestes a libertar-se. O loiro prosseguiu “Responda” ele sussurrou sedutoramente. Entorpecida ela respondeu de forma branda “Te amo”.

(E então aquela magia quebrada inicialmente pelo toque feminino e despedaçada pelo gesto masculino, se refez.)

E ele próximo dela como estava, não tinha mais argumentos. E com sua respiração descompensada e seu coração acelerado, ele afrouxou um pouco o agarre que a prendia e com mais um passo, fez com que o corpo feminino voltasse a ficar entre ele e o muro.

Naruto permitiu que sua boca rumasse para perto do ouvido feminino, afastou delicadamente o cabelo cor de rosa e sussurrou de leve “Diga” e ela suspirou arrepiada antes de sussurrar de volta “Te amo”.

Nona constatação: Na cabeça de ambos havia uma memória comum, ambos lembravam-se da batalha. Lembravam-se do momento em que estiveram como que presos em um jogo de sedução. Só que agora havia um detalhe, Sakura não era um Bunshin.

Mas ele queria desafiá-la ainda mais, e para isso interrompeu seus atos, soltou as mãos que estavam ainda meio presas e com a mão que segurava o colar ele segurou firme o rosto de Sakura e a olhou intensamente “Ama?” e ela respondeu firme “Amo”. Num movimento decidido ele usou sua mão livre e agarrou um lado da cintura feminina, “Ama?-ele perguntou” e ela ofegante respondeu mais uma vez que sim e, em resposta, ele movimentou sua outra mão para a nuca feminina e com esse gesto aproximou sua boca da dela, parando a milímetros de distância.

“Amo” ela repetiu, e em seguida fechou seus olhos esperando pelo toque da boca amada, e seu coração batia a mil em expectativa, mas nenhuma reação se fizera notar. Até que, segundos depois, a boca masculina capturou seu lábio inferior, e quando ela estava prestes a corresponder, prestes a capturar por completo os lábios que a entorpeciam, ela encontrou o vazio.O Uzumaki havia afastado sua boca da dela, e ela ficou ali perdida e com a respiração ofegante, disponível esperando por mais.

Ela estava de olhos fechados, mas sabia que assim como ela, ele sorria. Aquele momento havia se transformado numa espécie de jogo, só que ao invés de adrenalina nas veias, era um jogo que fazia correr o amor. Sakura abriu então seus olhos e como esperava, encontrou-o rindo em satisfação. “Ama?” ele perguntou com ar triunfante e ela mordeu o lábio em expectativa “Hein? — ele frisou a pergunta” e ela balançou a cabeça em concordância.

O loiro umedeceu seus lábios, passando por eles sua língua, como quem se prepara para comer um apetitoso prato, e em seguida repetiu o gesto anterior: um beijo breve misturado com a pergunta que dava ritmo ao momento “Ama?” E em meio aos beijos rápidos, interrompidos por mordidas e propositais afastamentos, ela respondia “Amo”.

E eles já estavam envolvidos. Não havia mais volta.

Última constatação: Havia um homem e uma mulher e no meio dos dois, o amor. Ela estava cercada: atrás dela um muro, a sua frente, ele. Ele a mantinha presa: uma mão em sua nuca, outra em sua cintura. Ela estava rendida: suas pernas estavam meio bambas, suas mãos agarravam-se ao peitoral masculino. Ambos estavam entorpecidos de amor. Um trovão então soou no céu: era Kami-sama comemorando. E a chuva voltou a cair um pouco mais forte, e os clarões ficaram mais intensos.

Eles então se beijaram como nunca haviam beijado outro alguém nada vida. Um beijo sedento e repleto de paixão. Segurando-a pela cintura, ele a ergueu do chão e ela, atendendo a sintonia do momento, envolveu suas pernas em torno da cintura masculina. Ele aproximou-se o máximo possível dela, seus corpos estavam colados, e foi ofegante que Sakura recepcionou o ardente beijo em seu pescoço. Eufórico, o Uzumaki deu uma pausa, segurou o rosto feminino fazendo com que ela o olhasse, e quando teve a certeza que tinha a total atenção da mulher a sua frente ele disse “Grave bem em seu coração e em sua mente, eu sempre te amei, te amo e sempre vou te amar” e a rosada acolheu essas palavras bem no fundo de seu coração, sentindo-se plenamente realizada e correspondida.

Ela começou a tentar dizer algo em resposta mas ele a silenciou com um cálido beijo, para em seguida terminar de dizer o que julgava necessário “De todos os infernos daquela batalha Sakura, o que me corrói a cada dia é a saudade que sinto de você”. Seus beijos caminharam por seu pescoço, alcançaram o delicado queixo e terminaram em sua boca, de forma apaixonada.

Segurando o rosto de Sakura bem próximo ao seu, ele enfim terminou “Eu espero que você me perdoe Haruno Sakura, mas eu não estou disposto a ser um perfeito cavalheiro com você” e a essas palavras ela o olhou com ar de incompreensão, fazendo com que ele se explicasse melhor: “Vou te levar para minha cama.” Diante da objetiva resposta, ela o olhou surpresa e quando deu por si, já sentia seu corpo submetido a uma onda de velocidade, Naruto estava a levando dali, do jeito que estavam, com ela enganchada em seu colo.

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No próximo capítulo...

Naruto leva Sakura para sua casa. O jogo de sedução continua. Como será que tudo vai acontecer?????

Notas finais
Espero que tenham gostado do castigo da Hinata-Chata. Obs.: Quem tem lido o mangá deve estar vendo o quanto Sasuke é um cretino ingrato, sem escrúpulos e maluco. Depois defendo uma boa NaruSaku e a galera vem me dizer que o Uchiha é o príncipe encantado da Sakura.