Notas iniciais
Desculpa pela demora, compensar vou postar dois capítulos esse final de semana. Aproveitem!

Percy tinha o dom incrível de me conquistar depois de brigas apenas com atitudes. Depois de eu finalmente ter conseguindo dizer o que estava me incomodando, não me senti mais apreensiva por causa da missão. Parece até que Afrodite aprovou quando eu disse tudo e Percy entendeu.

Depois de comprar as roupas para a luta de amanhã fomos para o hotel e só posso dizer que amava reconciliação. Não que fosse bom brigar e ficar aquele clima.

Passamos a tarde toda no hotel, ele tinha muitas opções de diversão. Até que a noite resolvemos sair para jantar, lá no shopping mesmo. Depois que terminei o banho eis que um cheiro de perfume invade o banheiro.

— Annabeth, que bom revê-la.

— Gostaria de poder dizer o mesmo Afrodite.

— Minha jovem não tenha raiva de mim. Estava ajudando vocês a superarem dúvidas, inseguranças.

— Realmente precisava disso tudo?

— Você sabe nós deuses gostamos de dramatização.

— Sei sim.

— Mas você será agraciada após esse conflito. Vejo um laço durador e resistente.

— O que tá falando?

— Você saberá logo.

Ela disse com um riso satisfeito. Talvez ela tenha ficado louca de vez.

— Espero que tenham entendido o que eu quis mostrar desafiando o amor de vocês.

— Entendemos. Mas vou me certificar que Percy tenha entendido.

— Fico feliz. Vocês terão uma volta tranquila, se o semideus estiver com vocês. Ele será de grande ajuda para vocês semideuses.

— Isso tem a ver com o poder manipulador dele?

— Sim. Annabeth, ouça com atenção. Eu, Afrodite, abençôo Percy Jackson e Annabeth Chase para que sintam e vivam o mais intenso amor. Permito que o mundo mortal e mágico aja, mas que eles tenham sabedoria e força para estarem juntos.

E assim ela sumiu deixando um calor invadir meu coração. Sai rápido do banheiro e vi Percy deitado com a mão no peito. Ele me viu e levantou-se vindo na minha direção. Nos abraçamos forte, deixando aquele calor da bênção nos invadir. Agora sabíamos que teríamos o amor do nosso lado, sujeitos aos dois mundos que fazíamos parte. Mas juntos enfrentariamos qualquer problema.

Contei a ele sobre a conversa com Afrodite e quando terminei ele tinha no rosto o sorriso mais largo que já vi. E repetia diversas vezes "caramba, não acredito!". Depois ele foi banhar e eu me trocar. Aqui também fazia frio. Então vesti uma calça skinny clara, calcei as botas pretas, colocando uma blusa de mangas longas estampada e a jaqueta por cima.

Percy logo terminou seu banho e era perfeito vê-lo saindo do banheiro. Ele estava alto, em forma e quando saia do banho com o cabelo molhado era uma visão perfeita. E agora ele não trouxe nada para fazer a barba rala que aparecia, estava mais lindo ainda.

Quando ele terminou de se vestir abracei-o por trás.

— Você podia ficar assim sempre.

— Assim como?

— De cabelo bagunçando e essa barba. Tá tão sexy.

Ele riu abafado.

— Bom saber disso. Muito bom. Posso pensar em deixar ela assim, mas o cabelo não tem como arrumar exatamente.

Eu ri.

— Que bom Cabeça de Alga. Vou pensar em algo pra te agradar também.

Então saimos e claro que teve aquela tensão no elevador, sempre tinha. Sei que o cabelo dele saiu mais bagunçado. E eu provavelmente com os lábios inchados. Efeito Percy.

Chegando no shopping fomos direto para uma especializada em massa. Bateu fome de macarrão. Fizemos nossos pedidos e sentamos. Depois de um tempo percebi que meu relógio estava piscando. Não acredito que tinha monstros aqui na praça de alimentação.

Apertei o botão lateral do relógio, fazendo um holograma daquele espaço se projetar. Tinha três pontos piscando logo atrás de nós.

— Percy, têm três seres atrás de nós. Vamos dar uma olhada discreta.

Trocamos de cadeira e vimos quatro pessoas sentadas comendo hambúrgueres e conversando. Três estavam vestidos como soldados, pareciam gostar mais dos hambúrgueres do que da conversa. E o quarto era um garoto da nossa idade aparentemente. Ele estava muito bem vestido, era forte e cada vez que falava algo tinha um sorriso presunçoso nos lábios.

— Annie, por que eles estão vestidos de soldados?

— Percy, acho que é quem nos procuramos.

— Ele é o semideus? Por que ele tá comendo hambúrguer com monstros?

— Tenho que responder tudo?

— Você é a filha Atena aqui.

Ele disse levantando os ombros e rindo.

— Ai. Fica quieto, vamos sentar naquela outra mesa.

Passamos para uma mesa mais próxima. Tentando ouvir o que falavam.

—... Amanhã será o dia em que me torno campeão. Daí pra frente, ninguém mais me para.

— De nada Cam.

Um dos soldados disse.

— Desculpe Sargento, vocês tem me ajudado muito. Esse pessoal do UFC são uns medrosos.

— A gente coloca medo neles.

Disse outro rindo e batendo de lado no tal Cam.

— Fico pensando se tivesse resolvido ir para o tal Acampamento com aqueles sátiros. Lutar é o que faço de melhor, aqui sim é meu lugar.

Olhei para Percy e ele balançou a cabeça indicando para irmos falar com ele.

— Não, espera. Eu tô pensando. Será que ele não daria um jeito de fugir?

— Annie ele ama lutar e essa luta é importante. Ele não vai a lugar algum.

— Verdade. Mas e esses soldados?

— Damos conta deles. Vamos conversar primeiro.

Assim fomos em direção a mesa do Cam e seus soldados, esquecendo dos nossos pedidos.

Quando nos aproximamos.

— Boa noite, o que precisam semideuses?

Isso foi o Cam falando, paramos no mesmo instante estáticos.

— É... Como você sabe?

— Apenas sei. O que precisam?

— Gostaríamos de conversar com você.

— Já estão. Continuem.

Ele tinha uma expressão muito debochada, como se aquilo tudo fosse uma perda de tempo. Filhos de Ares sempre acham que podem resolver tudo sendo irônicos.

— Que poder manipulador é esse? E porquê você não quer ir para o Acampamento?

— Já sabem do meu poder, quem contou?

Ele pareceu recuar com as ironias.

E dessa vez Percy respondeu:

— Seu pai. Viemos te buscar, quer tentar cooperar?

— Eu não cooperei das outras vezes e não vai ser um casalzinho que vai me convencer.

— Então conte ao casalzinho porquê não quer ir.

— É simples, eu tô muito bem aqui. Ganhando o dinheiro que quero com minhas lutas. Não preciso de um Acampamento de verão.

— Mas não é um Acampamento de verão garoto.

— Não quero saber. Soldados, vamos!

Os soldados pareciam ter se esquecido de nós ali e prestavam atenção apenas nas suas comidas.

— Soldados de pé!

Ele soou muito mais autoritário agora. E os olhos dos soldados ficaram vidrados levantando no mesmo instante.

— Por favor não me procurem, não quero fazer mal a vocês.

— Ei, mas seu pai pediu pra te levar ao Acampamento. É importante.

Ele pareceu considerar quando disse que Ares havia pedido. Mas logo mudou o semblante, franzindo as sobrancelhas e dizendo:

— Eu tenho algo mais importante aqui.

Saiu apressado com os soldados nas suas costas.

Olhei para Percy sem entender o que tinha acontecido aqui. Mas ele pareceu entender.

— Acho que ele tá ressentido e com medo. E porquê ele não contou do poder né.

— Deve ser isso. Agora o poder dele entendi qual é, e ele precisa mesmo ir para o Acampamento.

O olhar de Percy foi apreensivo. Tínhamos que agir logo. Até porque temos que encontrar com os nossos amigos em alguns dias.

Notas finais
Esse semideus... E aí? ;