Running

3 Sardas Brancas


Notas iniciais
desculpa pela demora, mais tive uns problemas de imaginação e com a quantidade de reviews aqui não da para não desanimar... espero q gostem

Ella realmente não sabia como aquilo aconteceu. Era impossível, ela estava sozinha, e mesmo assim ninguém iria seguir ela. Perguntas fluíam em sua mente, mas não podiam ser decodificadas pela sua língua, como se fosse interceptado por algo.

Mason a segurava de um certo modo delicado, gentil. A garota percebeu que o garoto estava calmo, com um sorriso no rosto, mas ela percebeu que seu músculo estava tenso, seu coração batia rápido, sua respiração estava ofegante, seus vasos pulsava, formando um certo desenho na sua pele. Começou a sentir sua pele queimar, uma sensação parecida com de formigas festejando pela seu sangue, sua pele começou a ficar rubro intensamente, seus lábios começaram a secar.

Vergonha não era o que predominava em Ella, o que a pegou de surpresa, e o que deixou ela sem palavras, coisa que quase nunca acontecia. Sua cabeça pulsava bruscamente, a deixando atordoada. Ao virar a cabeça delicadamente para sua esquerda, viu as árvores se mexendo violentamente, se contorcendo, apodrecendo. Voltou a olhar reto de deparou um par de olho castanho a encarando.

– Cheguei bem na hora. — Mason bufou sorridente.

Ella tentou dizer alguma coisa, mas não conseguiu. Queria formular uma resposta de baixo nível que iria fazer Mason nunca mais olhar para ela. Mas não era falta de coragem, e sim de força. Ella se sentia fraca, com dificuldade em respirar.

– Ella, você está bem?

Sua visão começou a embaçar, apenas vendo figuras distorcidas coloridas, as árvores monstruosas se aproximando de uma figura humana, o céu ficando roxo. Tentou alertar a Mason, mas nenhuma palavra era formulada corretamente, apenas ruídos.

– Ella, me responda pelo amor de Deus!

A visão de Ella começou a falhar, junto com sua respiração.


Elizabeth estava com olhar fixo no seu braço. Cada cicatriz que preenchia sua pele tinha uma história diferente, significados diferentes. Tristezas, rancores, necessidade sexual. Ela sabia que não era uma garota normal, já passou por inúmeros problemas ao decorrer de sua vida, mas ainda está viva. Esse foi um dos motivos porque terminou o namoro com Mason.

Era raro você achar uma garota orfã e sadomasoquista como Elizabeth. E o pior, era que ela se sentia morta por dentro.

Sentou-se em um tronco velho e deslizou delicadamente seu polegar em um corte no antebraço. Queria chorar, mostrar ao mundo a angústia que possuía ao mundo.

– Olá, Ranzinza — uma voz grossa, suave e com sotaque britânico tirou Elizabeth de seus pensamentos.

Andrew.

– O que você quer? — Elizabeth sabia que Andrew nunca aparecia por nenhum motivo. Ele poderia ter aparência bela, com seus cabelos loiros e olhos azuis esverdeados, mas tinha um caráter forte, recheado com ambição.

– Que grosseria — sorriu com um tom de deboche que sempre a irritava — Só queria saber como você está?

– Muito bem antes de você chegar.

– Também estou bem — ele esfregou seus dedos no seu queixo, fazendo com que os pelos loiros de seu braço refletissem ao luz do sol, mesclando uma coloração dourada.

– Sim, pensava que você estava estressadinha pela briga que você perdeu

– Devemos concordar que é melhor está relaxado do que levando um olho roxo — seus olhos brilhavam de modo que Elizabeth conseguiu identificar de primeira. Vingança.

– Diga o quê você quer, que posso pensar no seu caso.

Seu sorriso sádico era proporcional a beleza dele. Imensa. Como uma pessoa tão perversa poderia ter uma beleza tão chamativa.

– Eu gosto de você, você lembra-me um pouco.

– Não temos nada igual, meus pais estão mortos e estou vivendo em uma casa alugada com minha irmã, já seus pais estão vivos e você tem um próprio apartamento para você. Como podemos ser iguais?

– Somos belos e temos uma mente avançada em relação a muitas pessoas…

– Fala o cara que sempre se mete em brigas

– E… — Andrew continuou antes de Elizabeth o interromper — Os outros fatores são inúteis.

– Inúteis? Você acha que realmente não ter pais e morar em uma casa fudida são fatores inúteis?

– Por favor, pelo menos me ajude a me controlar. Já sei humilhar alguém, mas não posso me meter em briga.

– O papai vai cortar o cartão de crédito da filhinha é? — disse Elizabeth com palavras carregadas de sarcasmo.

– É, pelo menos pai eu tenho. — essas palavras foi o bastante para que a garota deslocasse seu punho no rosto dele. Não que tenha um efeito grandioso, mas serviu para Andrew capitar a mensagem. Ele palpou seu rosto e sorriu para ela.

– Você me enoja. — foi a única palavra que Elizabeth disse antes de ir embora. Mas, uma mão forte se envolveu em seu pulso, não deixando-a escapar.

– Por favor, você é a unica pessoa que tem esse potência — a força que ele aplicava nela, cada vez mais aumentava, fazendo mais uma marca em Eliza. — Posso te pagar quanto quiser.

Apenas uma risada forçada saiu como resposta.

– Você não percebe que o mundo não gira em torno de você e de sua grana? — e assim, Andrew folgou sua mão, a libertando. Elizabeth envenenou-se com o ar puro da floresta e seguiu em frente. Mas essa caminhada não passou de quatro passos.

Elizabeth avistou uma sombra passando pelas árvores, deslizando com harmonia e velocidade. Essa sobra começou ficar mais visível com a aproximação dela. Com certeza seria uma pessoa, pois o barulho da respiração era intensamente perturbador. Olhou para atrás para afirmar se Andrew também percebeu e a reposta foi a mesma. Em menos de poucos segundos, deu para reconhecer que não era uma pessoa, e sim duas. Um menino carregando uma garota. Elizabeth cerrou os olhos, ficando surpresa e assustada com o resultado que obteve quando captou quem eram ali.

O menino que estava ofegando era o Mason, que estava carregando a garota ruiva antissocial, Ella.


A respiração de Mason estava se tornando degastante, parecendo que o ar corrói seus pulmões, acidando seus brônquios um por um. Seus músculos estavam rígidos e tensos, porém, cansados. Estavam ocupado segurando uma garota desmaiada não faz alguns minutos.

Quando Ella estava na árvore, Mason estava vagando sem rumo pela floresta. Percebeu um movimento estranho nas folhas e resolveu descobrir o quê era. Chegando ao tronco da árvore, viu uma garota de cabelos de fogo rápido cair, e seus braços, por reflexo, segurou a menina. Ela estava de olhos fechados, mas suas sardas e seu cabelo já denunciava quem era. Não fazia muito tempo em que Mason começou a reparar na beleza de Ella. Tinha o rosto anguloso, com as maças do rosto formosa e com poucas sardas, pele branca como a neve, destacando seus cabelos intensamente vermelhos mais ainda. Seu corpo não é rebuscado. Simples, com busto e coxas medianas. Tinha porte médio feminino.

Mason tentou falar com Ella, mas a garota não dava nenhum sinal de que estava se sentindo bem. Tentou disfarçar o susto que tinha levado, forçando um sorriso. Disse algo a mais a ela, mas a única coisa que recebeu foi um olhar enigmático. Os olhos verdes dela queriam responder algo a ele, mas não conseguia. E em seguida, ela começou a soar frio e a gurnir e logo depois desmaiou. Seus batimentos cardíacos, junto com o movimento de seu tórax começou a abaixar, sinal previsível que ela não só estava passando mal, mas também estava morrendo. Então demorou muito para Mason começar a correr.

A pele de Ella estava começando a perder a cor que já não tinha. Estava ficando cinza. Mason apreçou seus passos cada vez mais. Carregar Ella era o mínimo que o atrapalhava, o que realmente estava dificultando o garoto era a sua preocupação. “Como ela chegou a esse estado?”, “O que aconteceria se eu não tivesse lá?”, “Ela está morta?”, essa e mais perguntas bombardeavam sua mente.

Saindo da parte mais escura da floresta, a lasca de esperança de Mason aumentou: Andy e Liza estava lá.

– O que essa garota está fazendo desmaiado? — Elizabeth se juntou a ele, olhando diretamente para menina.

– Precisamos achar um médico. — falei respirando de um modo pesado.

– Por quê? — o modo grosso de Andy fazia Mason respirar fundo. Mas ele não estava capaz. — Está com falta de ar. Tem uma coisa errada?

– Isso não importa e sim. A Ella precisa de médico, ela desmaiou.

– Ella, a garota que não fala com ninguém, a ruivinha antissocial. — Mason não estava suportando seu amigo.

– Não fala dela assim, e sim, é ela. Estava andando até que encontrei com ela no chão. — mentiu.

Elizabeth cerrou as sobrancelhas ao encostar seus dedos no pulso da garota ruiva, com ar de pena e tormento, sentindo uma corrente elétrica passear pelo seu corpo.

– Mason…

– Que foi? — respondeu de um modo que parar respirar era um sofrimento.

– Não estou sentindo pulso. — um peso caiu diretamente na cabeça de Mason, piorando cada vez mais, assemelhando-se a uma gravidade 20 vezes maior que a da Terra. Andrew olhava com preocupação, enquanto Elizabeth puxou ar para afirmar a péssima notícia — Ela está morta.


Notas finais
faltou alguma coisa? deem reviews ;)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.