Runaways

8 Próxima parada, Lima, Ohio


Notas iniciais
NA: Só para me desculpar por não ter postado NC ontem e dizer que amanhã virar e que tem uma oneshot de Natal que foi postada no lugar dela caso alguém queira ler...
Agradeço os comentários até agora, especialmente Justacrazybitch, anna e Julia, que sempre comentam e não tem um usuário para que eu possa agradecer in private...
A Santana aparece, mas vou avisando que as aparições dela são meio que em doses homeopáticas..
Bom Natal e até amanhã!

26 de novembro — terça-feira – meio da tarde

Próxima parada, Lima – Ohio.

A voz mecânica fez Rachel levantar os olhos da revista que estava lendo. Quinn, por outro lado, nem se mexeu. Sua cabeça estava escorada no ombro da diva e ela dormia profundamente. A morena levantou uma mão e ajeitou os cabelos desordenados de sua amiga, chamando seu nome baixinho, mas sabendo que teria que fazer mais do que isso se quisesse acordar a violoncelista.

"Já chegamos!" Uma certa dançarina apareceu do nada ao lado da cantora, mochila nas costas e gaiola de Príncipe Gabriel nas mãos. "Santana disse que ia estar nos esperando bem na frente... A Quinn não vem com nós?"

"Vem sim..." A morena assoprou no rosto da loira, fazendo-a franzir o nariz. "Quer ver uma coisa engraçada?"

A loira mais alta fez que sim, sorrindo inocentemente para a diva, que simplesmente levantou de seu lugar, fazendo a cabeça de Quinn cair para frente. A violoncelista arregalou os olhos imediatamente, arquejando e se endireitando no banco. Ela passou uma mão pelos cabelos e olhos dourados encontraram castanhos momentaneamente maquiavélicos.

"O... Onde a gente está?" Perguntou Quinn, totalmente desorientada, olhando para fora da janela em uma tentativa de se localizar.

"Próxima parada, Lima, Ohio." A voz mecânica anunciou pela segunda vez, poupando Rachel de uma resposta. A loira bocejou e balançou a cabeça, tentando se manter acordada enquanto Brittany corria para a janela oposta a delas na esperança de ver sua namorada antes de desembarcar.

A cantora estava na ponta dos pés, tentando alcançar sua maldita mala no bagageiro, sem muito sucesso. Ela sentiu uma pessoa parar atrás de si e alcançar pela alça cor de rosa de sua bolsa, sua respiração falhou antes de acelerar contra sua vontade. "Baixinha." Murmurou Quinn contra cabelos escuros, se afastando para colocar a mochila com suas coisas nas costas e puxar o violoncelo de baixo do banco. Rachel respirou fundo e as duas colegas se juntaram a dançarina perto da janela, avistando Santana em um piscar de olhos.

...

Depois de um momento relativamente constrangedor aonde as duas ex lideres de torcida mataram um pouco da saudade, as 4 mulheres tentavam fazer a bagagem caber no porta malas do Elantra da mãe da latina.

"Se eu soubesse que a namorada da Berry ia trazer um violão superdesenvolvido teria vindo com o carro do meu pai..."

"Ela não é minha namorada." Respondeu Rachel, pela milésima vez, revirando os olhos, mas não deixando de corar com a ideia.

"Mas vocês dormem no mesmo quarto." Disse Brittany, soando confusa e encarando as duas meninas. "E estão sempre juntas e..."

"E é um violoncelo." Interrompeu Quinn, sua face tão vermelha quanto a da diva. "E eu posso levar ele no banco de trás."

"Quer saber? Vamos pegar um taxi. Acho que é a coisa mais lógica a se fazer." Rachel jogou as mãos para cima e Santana estava prestes a concordar com ela quando Brittany apareceu ao seu lado, passando uma mão por sua cintura.

"Mas eu quero deixar vocês em casa..."

"Eu sei Britt, mas-" Começou a morena.

"É no caminho, não é San?" A loira pressionou rapidamente seus lábios contra os da latina que suspirou.

"Sim..." Não era. Rachel morava do outro lado da cidade.

Alguns minutos depois, a cantora se viu sentada no banco traseiro do carro com o estojo revestido em couro do violoncelo em cima de suas pernas. O instrumento pesava mais do que ela esperava, mas ela não falou nada sobre isso, ocupando-se por mandar uma mensagem aos seus pais avisando que havia chego em Lima.

Os Berry não tinham conseguido tirar folga na terça e nem na quarta, já que o feriado seria só na quinta, mas Rachel não se importava, ela estava feliz em estar de volta. Seu pulso acelerou quando elas viraram a esquina e ela pode ver sua casa no meio da quadra.

O que ela não esperava era que Quinn tivesse a mesma reação, a única diferença era que os olhos dourados pousaram em uma casa diferente.

...

"Essa é a sua casa?" Perguntou Quinn quando elas desembarcaram em frente a casa branca com canteiros alegres e coloridos.

Rachel terminou de acenar para Brittany, vendo o carro prateado desaparecer em uma curva antes de responder que sim, parando ao lado de sua amiga e encarando sua casa. Seu coração continuava acelerado, como se ela não soubesse o que esperar daquele lugar que continuava familiar, mas ao mesmo tempo tão estranho.

"E você mora nessa rua?" A voz da loira estava diferente e ela falava devagar.

"Essa pergunta não faz muito sentido..." A cantora franziu a testa e pescou a chave de dentro de sua bolsa.

"Você sempre morou aqui?" Quinn finalmente desviou os olhos da casa para olhar sua amiga.

"Sim... Na verdade, a gente se mudou pra cá quando eu tinha 6 anos por que ficava menos longe da escola, mas eu não tenho muitas lembranças da casa antiga, então sinto como se tivesse vivido aqui a minha vida inteira. Por quê?" Ela perguntou curiosa, abrindo a porta para entrar, mas a fechando logo em seguida, quando sua amiga, ao invés de acompanha-la, continuou parada no meio da calçada.

"Oh, meu Deus..." A loira murmurou, seus olhos percorreram a rua e uma onda de lembranças de infância preencheram seu cérebro. A imponente casa de tijolos com detalhes em branco e amarelo, um conjunto de balanços no pátio de trás, ao lado da piscina que era funda demais, as crianças com quem ela costumava brincar no meio da rua e uma menininha de cabelos castanhos, olhos grandes e um sorriso maior ainda. "Eu lembrei..." Ela falou, seus olhos viajando entre Rachel, a casa da cantora e a casa de tijolos que permanecia exatamente igual ao que ela lembrava. "Por isso você me parecia tão familiar..."

Uma mão fria envolveu a sua, fazendo-a abaixar a cabeça. "Está tudo bem?" Perguntou Rachel, apertando os dedos da loira suavemente.

Quinn concordou, era tão estranho e bizarro e inesperado. Ela estava acostumada com pequenas coincidências todos os dias, mas aquilo parecia muito mais do que mera coincidência. Era como uma conspiração, ou algo assim. Talvez ela estivesse enganada, mas aqueles olhos castanhos que a encaravam com preocupação eram tão familiares.

"O que é que você tem?" A morena chacoalhou seu braço de leve, sem entender as coisas que se passavam nos olhos de sua amiga, que alternavam entre verde e dourado de uma forma que ela nunca havia visto antes.

"Eu lembrei de onde te conheço."

"O que?" A cantora não entendeu, inclinando a cabeça em confusão.

"Lembra no dia em que nos conhecemos? Você pediu se não nos conhecíamos de algum lugar e eu tive a mesma sensação." Rachel fez que sim, devagar, ainda sem entender aonde ela queria chegar. "Daqui. Eu te conheço daqui..." Ela gesticulou para a rua. "Aquela era a minha casa..." Ela apontou para a casa, que ficava na esquina da quadra oposta. "E ali era aonde eu costumava sentar para brincar enquanto minha irmã fingia que cuidava de mim." Quinn indicou o cordão em frente ao portão branco que cercava a casa de tijolos.

Rachel arregalou os olhos e partiu os lábios, sem acreditar.

"E eu lembro de você." Um pequeno sorriso apareceu nos lábios dela. "Você era minúscula e parecia mais nova do que eu e falava tão alto..."

A expressão da morena foi se suavizando a medida em que também ia lembrando das meninas loiras que haviam morado na casa da esquina até a metade de 2002. Ela tinha uma lembrança de estar cantando para seus bichinhos de pelúcia no pátio e de olhos dourados a encarando por cima da mureta que o rodeava. "Você foi para o McKinley..."

"Sim, mas nós não éramos da mesma turma..." Quinn respondeu, elas se conheciam, mas nunca chegaram a fazer amizade, mesmo indo para a mesma escola e morando na mesma rua.

Rachel sorriu e chacoalhou a cabeça. "Eu lembro de perguntar para o meu pai por que você não falava..." Ela tinha tentado iniciar uma conversa com a menininha loira mais de uma vez, mas tudo o que recebia como resposta era um olhar tímido antes que a Quinn de 6 anos voltasse correndo para dentro da própria casa.

A loira mordeu o lábio, ela também lembrava daquilo. "Meu pai disse que eu não devia falar com você." Ela desviou os olhos para o chão. "Por causa dos–"

"Meus pais." Rachel completou a frase, ajeitando a boina que usava na cabeça e percebendo o quanto estava frio do lado de fora. Ela se sentiu mal por um momento por causa do que Quinn havia acabado de revelar.

"Desculpa..." A loira apertou os lábios.

"Não foi culpa sua." Ela respondeu automaticamente.

"Nós poderíamos ter sido amigas naquela época..." Comentou Quinn, lançando mais um olhar para sua antiga casa.

"Nós somos amigas agora."

...

"Russel Fabray... Sim, eu lembro dele. Você lembra dele, querido?" Hiram perguntou, olhando por cima do ombro para seu marido que se encarregava do jantar.

"Humm, vagamente. Ele não era muito agradável." Leroy comentou, parando de cortar os tomates por um momento.

"Pai!" Exclamou Rachel, que arrumava a mesa. "Ele é pai da Quinn!"

A loira, que sentava a mesa em frente a Hiram, cobriu a boca com a mão para ocultar seu sorriso. "Tudo bem. Na verdade, meu pai não mudou absolutamente nada." Três pares de olhos castanhos se voltaram em sua direção. "Ele ainda consegue ser bem desagradável a maior parte do tempo." Ela disse friamente, fazendo um gesto com a mão que dava o assunto por encerrado.

"Não é uma coincidência enorme que nós duas tenhamos acabado dividindo um quarto na faculdade a quilômetros de distancia daqui?" Perguntou Rachel, terminando sua tarefa e puxando sua cadeira para perto de Quinn. "Quero dizer, quais as chances de isso acontecer?"

"Não existem coincidências, minha querida." Hiram piscou para ela. "Só pessoas destinadas a se encontrar."

"Eu não acredito muito em destino..." Disse a loira. "Eu acho que tudo acontece em função das escolhas que fazemos."

"Então como você chama isso?" Ele perguntou, apontando para as duas meninas. "As escolhas que vocês fizeram acabaram sendo responsáveis por juntar vocês novamente."

"Parece destino pra mim." Comentou Leroy, colocando a salada na mesa e parando atrás de seu marido com as mãos na cintura.

"Não sei como ou por que, mas eu fico feliz por ter te conhecido." Declarou a morena, colocando sua mão sobre a de Quinn por cima da mesa.

A loira sorriu e levou suas mãos unidas as lábios, depositando um beijo na pele bronzeada e fazendo a cantora corar. Os dois homens trocaram um olhar e Hiram arqueou uma sobrancelha para o gesto, mas nenhuma das duas percebeu.

...

"Obrigada." Quinn agradeceu a porção de massa que Leroy serviu em seu prato e se moveu para alcançar a salada quando seus olhos caíram sobre o que sua amiga estava colocando dentro do próprio prato. "O que é isso?" Ela perguntou quando a diva lhe ofereceu a tigela cheia de bolas amareladas com pontinhos verdes e brancos.

"É vegan." Respondeu Rachel, quebrando uma das bolas com o garfo e colocando um pedaço na boca. "É tipo um purê de batatas com tofu, açafrão e espinafre." Ela explicou depois de engolir.

"Parece horrível..." Murmurou a loira, fazendo uma careta.

"É bom!" Exclamou Rachel, dando uma risadinha. "Você deveria experimentar..." Ela gesticulou para a tigela na frente de Hiram.

Quinn cutucou uma das bolinhas no prato da diva com o próprio garfo e roubou um micro pedaço, encostando a língua nele antes de colocá-lo na boca. Ela apertou os lábios como se não tivesse gostado e tomou um gole de água.

"Nem deve ter dado pra sentir o gosto, Quinn." Disse a cantora, revirando os olhos e fincando o garfo em uma porção considerável antes de estendê-lo para a boca de sua amiga. A loira encarou o talher e manteve os lábios selados, fazendo com que Rachel os cutucasse com a comida até que ela aceitasse a garfada.

Quinn mastigou com cuidado e percebeu que não era tão ruim. "Meio esquisito." Disse ela, lambendo os lábios.

"Mas não é horrível..." Apontou a cantora, voltando a comer.

"Mas não é bom..."

"É sim.."

"Sei lá, é estranho." Quinn deu de ombros e finalmente se serviu de salada.

"Eu gosto." Disse a diva, aceitando os tomates que a loira lhe oferecia.

"Então, Quinn..." Começou Leroy, cortando a interação das duas. "Rachel falou que você toca violoncelo."

A loira concordou.

"Eu toco piano." Sorriu ele. "Não profissionalmente, é claro."

"Mas poderia." Disse Hiram, sorrindo também.

"Quinn também toca piano." Comentou Rachel. "Na verdade, tem algum instrumento que você não saiba tocar?" Ela perguntou, parando para pensar em tudo o que já tinha visto sua amiga fazer.

Quinn riu e limpou a boca delicadamente. "Eu não sou muito boa com sopro, só cordas e percussão. Eu sempre quis aprender a tocar gaita de fole, mas é mais difícil do que parece e meu pai não me deixava ensaiar em casa por causa do barulho..."

Rachel e seus pais arquearam as sobrancelhas.

"É brincadeira..." A loira revirou os olhos. "Na verdade, eu não tenho muito folego para tocar coisas que precisem de ar."

"Eu não te imagino tocando trompete..." Comentou Rachel. "Ou gaita de fole..."

"Vocês escolhem o instrumento principal no inicio do curso, não é?" Perguntou Leroy e Quinn concordou.

"Meu pai esperava que eu escolhesse o piano." Disse ela, tentando esconder um certo rancor em sua voz. "Ele me colocou em aulas de piano quando tinha 4 anos."

"E por que você escolheu o violoncelo?" Questionou Hiram, tentando aprender mais sobre a nova amiga de sua filha.

"Eu sempre gostei dele, eu acho." Ela deu de ombros. "E tem algo no modo como um violoncelo sozinho consegue tocar as pessoas... Eu não sei explicar, mas o som dele pode ser delicado e agressivo ao mesmo tempo e tão puro e triste." Ela olhou para baixo. "É o que eu amo tocar, sei que vai parecer cafona, mas eu sinto que o violoncelo reflete o som da minha alma..."

A mesa caiu em silencio por alguns instantes, ninguém tinha certeza do que dizer ou como responder ao que a loira havia acabado de falar.

"Vocês tem que ouvir ela tocar..." Rachel disse baixinho e os dois homens apenas concordaram.

...

"Teus pais devem achar que eu tenho algum problema psiquiátrico." Declarou Quinn, deixando-se cair de barriga para baixo na cama da morena, esperando sentir o cheiro de Rachel nos travesseiros, mas se deparando com o aroma genérico de amaciante.

"Eles gostaram de você." Disse Rachel, sentando ao lado de sua amiga e apoiando uma mão no meio de suas costas.

Quinn levantou o rosto dos travesseiros e virou a cabeça para a cantora. "A tua família é tão normal e eles são tão legais, eles se preocupam com você..."

Rachel não sabia o que responder ao comentário aleatório. Ela queria perguntar sobre a família da loira, mas sabia que Quinn não gostava de falar sobre eles. "Nenhuma família é normal, eu acho..." Ela acabou dizendo, seus olhos acompanharam o movimento da sua mão, que descia pelas costas da loira até a bainha de seu suéter verde escuro, onde uma pequena linha de pele muito branca estava exposta entre o blusão e a calça.

"É... Mas você tem sorte por ter eles..."

A cantora murmurou um 'sim' e seu indicador traçou aquele pedacinho de pele na base das costas de Quinn, fazendo a violoncelista estremecer. Rachel removeu a mão rapidamente. "Você gostou do seu quarto?"

"Mhum..." Ela deitou de lado. "Mas vai ser estranho não ver o estrado da sua cama hoje de noite."

"Eu sei, é esquisito olhar para o teto e ver ele na altura certa." Elas trocaram um sorriso. "Amanhã eu queria passar no McKinley, Santana disse que a maioria do Glee Club está na cidade."

"Posso ir junto?"

"Claro, eu estava te convidando."

"Você sente falta deles?"

"Sim..." A cantora soou distante.

"Tem alguma coisa te incomodando." Quinn falou, deitando de barriga para cima antes de sentar como índio no meio da cama. "O que foi?" Ela perguntou, cutucando as costelas da morena.

Rachel ganiu e se afastou das mãos da loira.

"Me conta..." Insistiu Quinn, afofando o edredom branco com florzinhas amarelas.

"Lembra do ex namorado que eu tinha te falado?"

"Flynn?" Perguntou a loira com um sorriso torto.

A morena sorriu com o erro proposital de sua amiga. "Finn."

"Isso ai.. O que tem ele?"

"Ele vai estar lá amanhã. Ele trabalha na escola." Ela mordeu o lábio. "Eu estou preocupada com isso, eu nuca soube o que esperar dele e não quero ter que passar por momentos desagradáveis ou constrangedores. A última vez que nos encontramos foi quando descobri que Brody tinha me traído e agora que terminei com ele... Eu não quero que o Finn haja como se já soubesse que não ia dar certo."

"Ele não precisa saber que você terminou com o Cara Chato." Sugeriu a loira.

"Ele já sabe." Ela passou uma mão pelo rosto. "Facebook."

"Haa... É por isso que eu não tenho essas coisas." Quinn balançou a cabeça. "Bom, acho que você não precisa se preocupar antecipadamente. Nos últimos anos eu aprendi na prática que nada acontece como a gente imagina..."

A morena concordou com a cabeça, bocejando no meio do processo. Ela se levantou e pegou seu pijama de coraçõezinhos de dentro de uma gaveta.

"Acho que eu vou pro meu quarto..." A violoncelista levantou também.

"Você pode ficar mais se quiser, eu não estou com tanto sono." Disse Rachel, tirando as botas e colocando-as perto da porta.

"Nah.. Eu estou cansada da viajem e você também. Amanhã conversamos mais." Ela parou ao lado da morena e se inclinou para a frente. "Boa noite."

A cantora beijou a bochecha de sua amiga. "Boa noite, Quinn, até amanhã."

"Até." Sorriu Quinn, desaparecendo pelo corredor.

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Notas finais
É Natal! Comentários são o melhor dos presentes.. :D