Seis e cinquenta e sete da manhã apontava o relógio daquele lugar. Logo em seguida saiu de dentro de uma pequena caverna, um homem com uma disposição imensa para acordar cada uma daquelas pessoas que ainda dormiam em umas cabanas, aparentemente construídas à mão por cada uma delas.

— Já está na hora, rapazes e moças! – Gritava e batia palmas o homem, cuja idade era uns 55 anos, tinha cabelos grisalhos, olhos escuros e era um pouco baixo.

Assim quando terminou esse momento de barulho, muitas pessoas já se levantaram, saíram de suas cabanas, uns sonolentos, outros já preparados. Esse pedaço de terra, não muito grande, cujo nome era Acampamento Salvador, assim nomeavam os habitantes desse lugar, era um lugar fechado com enormes muros e em cima dos muros tinha bastante lenha para ser acesas de noite quando fossem dormir para servir de segurança. Fora do Acampamento havia bastante mato e árvores. Sempre há treinamentos para sobrevivência, pois nada se conhece do lado de fora, há treinamentos com arco e flecha, facas, fogo e treinamentos de resistência.

— Diz aí, Cris! – Cumprimentou, Cow, com um soco ombro.

— Para Cow! Isso dói! – Exclamou, Cris, dando outro nele. Cris era uma garota com pele escura, olhos claros, cabelos com cachos esplêndidos e um corpo cheio de curvas.

— Foi mal, aí. Ei, hoje não é meu dia para treinar, estou numa preguiça. – Resmungava ele, enquanto andavam em direção ao local de treinamento. Cow tinha cabelos escorridos, pretos, olhos castanhos e o corpo era um pouco avantajado.

— Relaxa, cara. – Disse Cris, sem muita importância. – Você não viu o Éric não?

— Vi ontem a noite antes de dormir. – Respondeu.

— Olha lá ele! – Falou Cris um pouco alto acenando com a mão.

Chegando onde estava Éric, eles avistaram o mestre chamando-os, o treinamento iria começar.

— Não te vi ontem cara, acho que foi porque fui dormir cedo. – Disse Cris.

— Deve ter sido isso então – sorriu Éric. – Fiquei andando o Acampamento ontem, achei até um bilhete, ele estava dentro de um buraco. Depois mostro vocês. Vamos logo! – Disse Éric um pouco distraído. Ele tinha cabelos loiros, era modelado com um topete, tinha olhos azuis e era um pouquinho magro.

Todos estavam dando o melhor de si no treinamento, o mestre observava tudo de longe. Éric estava treinando arco e flecha, ele conseguia acertar o alvo perfeitamente, Cris estava aprendendo a acender uma fogueira batendo uma pedra na outra e Cow estava treinando sua resistência.

Mais tarde, depois que já estavam exaustos, foram na barraca de alimentos comerem algo, a fome estava muita. A única refeição que tinha naquela noite era sopa de ervilha. Cow tomava-a fazendo careta.

— Velho, que negócio ruim! – Resmungava ele.

— Deixa de frescura, cara, e termina com isso logo. – Falou Éric sorrindo de Cow.

Quando todos terminaram a refeição, o mestre veio dar-lhes um aviso.

— Tenho uma tarefa para vocês. Melhor dizendo, não é bem uma tarefa. É porque nosso estoque de alimentos acabou, por isso venho lhes dizer que é preciso vocês saírem agora mesmo para caçar, ou senão ficarão sem comer amanhã cedo. – Falou o mestre seriamente.

— Ô Deus! Lá vem mais coisa! – Dizia Cow, inquieto.

— Esse estoque tinha que acabar logo agora de noite? – Falava mentalmente, Cris, entediada.

— Vamos gente, conversem depois! – Falou alto o mestre quando viu todos os campistas conversando sobre como seria essa caça. Todos pararam de falar e levantaram imediatamente. – Mais uma coisa. Levem armas, ninguém sabe o que pode ter lá fora.

Cris, Cow e Éric foram pegar algumas armas, os outros campistas também, uns preferiram ir de mão vazia. Era cinco e cinquenta, assim apontava o relógio do acampamento, e a essa hora já era noite. Uma boa quantidade de campistas saiu para o lado de fora por um grande portão de ferro muito resistente.

— Éric, você vai liderar essa caça, estou contando contigo. Tomem cuidado! – Disse o mestre olhando fixamente para ele.

— Sim, senhor. – Agradeceu Éric. Todos despediram do mestre e foram em busca de alimento na imensa floresta.

Eles estavam andando em fila, o mato chegava a encobrir o joelho dos campistas.

— Odeio sair à noite para caçar, prefiro ficar deitado em minha cabana, sem contar que estou com fome ainda. – Dizia Cow olhando para os lados, conferindo se achava algum alimento ou animal perigoso.

— Cow, aqui não, para um pouco. – Falava Cris, com um tom sério.

Em um certo ponto Éric pediu para pararem.

— Vamos nos separar, assim acharemos mais rápido. Quem encher esse saco aqui de alimentos, já podem voltar para o acampamento. – Disse ele mostrando um enorme saco de pano. – Vamos nos dividir em dois grupos.

Cris e Cow ficaram com alguns campistas e Éric ficou com o resto. Eles seguiram caminhos diferentes e foram engolidos pela escuridão.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.