Rumor has It...

16 Capítulo 16. Verdades


Notas iniciais
Atrasada mas ai esta mais um cap >
Mt apressada aqui, obrigada pelos comentários *-*
Boa leitura s2

Capítulo 16 — Verdades

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"Você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneira das consequências."

Caroline deu uma breve, mas persebível risada. Era domingo a noite, os Mikaelson estavam reunidos na mesa do jantar, e cada um parecia ser mas diferente do que a loira pensava que seriam. Ester era uma amável mulher, parecia ser um pouco magoada, mas ainda sim amável. Finn quase não ficava na mansão, ou quando ficava era preso no quarto, mas quando Caroline o via era tratada com educação. Kol lembrava bastante o irmão mais novo de Elena, por lembrar de Jeremy, Caroline precisava falar com Elena, de repente ajudaria a amiga a enfrentar o que estava passando. Por fim, Elijah, de todos na casa era o que mais Caroline se sentia bem e era o único, fora Klaus, que sabia a verdade sobre ela. Por esse motivo a loira tinha mais afeição por ele, não precisava mentir, inventar como conhecera Klaus, como era apaixonada por ele e como a relação entre eles era um mar de rosas.

— E então a menina era alergica a pipoca, da pra entender o que aconteceu no cinema — Kol falava sobre um encontro com uma garota qualquer da faculdade dele, todos, menos Klaus, riam na mesa.

— Klaus coma as verduras — exigiu Ester, o loiro a encarou sério e Caroline teve vontade de rir da cena, pode vê-lo como um menino birrento, que realmente era.

— É Klaus — começou Kol com a voz melosa — Coma todas as verduras meu bebê.

— Cale a boca Kol! — exigiu Klaus, a voz grossa arrepiou o corpo de Caroline.

Ela ainda se perguntava como havia chegado aquela situação, fingia uma farsa.

Klaus não havia se importado muito com a história de noivado de Caroline, ele ate gostara um pouco disso. A ideia de imaginar Caroline como sua esposa era realmente boa, isso se ela não fosse uma prostituta e se ele não a estivesse pagando para estar ali. Deu um breve e impersebível sorriso lembrando-se perfeitamente de quando Caroline o contou sobre o noivado deles. O loiro desviou o olhar da comida para ela, seria mesmo capaz ele se apaixonar por uma prostituta? Não, claro que não, Elijah estava realmente errado quanto a isso.

— Então Caroline — Ester sorrio para a loira, já Caroline ficou nervosa, sempre ficava quando alguém a chamava naquela casa — Niklaus me disse que você é amiga de Rebekah.

— Sim, nós fazemos a mesma faculdade de direito.

— Isso quer dizer que a minha futura nora será uma advogada? Cada dia me surpreendo mais com você querida, e seus pais, quando os conheceremos?

Caroline engoliu em seco, desviou o olhar para Klaus como em uma súplica, uma ajuda para responder a pergunta, mas o loiro estava concentrado demais na comida que malmente a olhava. A loira então respirou fundo forçando um sorriso, pra que mentir mais?

— Meus pais são separados senhora Mikaelson.

— Isso não é problema querida, vamos fazer um jantar de noivado.

— Pare mamãe! — disse Klaus — Caroline não gosta de festas, tão pouco eu.

— Isso não é verdade, Caroline me disse que adora festas e organiza-las também — Ester desviou o olhar de Klaus para Caroline como se esperasse que ela confirmasse.

— Tens razão senhora Mikaelson, o que Klaus quer dizer é que estamos sem tempo para festas, e uma festa de noivado precisa de muita dedicação.

— E quando vão se casar? — perguntou Kol se intrometendo na conversa enchendo em seguida a boca com um grande pedaço de carne.

— Não me chame para ser o padrinho, Niklaus — disse Finn terminando seu jantar.

Klaus deu uma breve risada, visivelmente sarcastica.

— O casamento será daqui a dois meses, isso se ainda estivermos noivos ate lá!

— Niklaus! — gritou Ester — Como falas uma coisa dessa em frente a sua noiva? Querida ignore essa arrogancia dele.

— Esta tudo bem senhora Mikaelson — Caroline sorrio terminando o jantar — Ate porque Klaus esta chateado por não ter comparecido ontem, ele anda muito estressado com o trabalho e o amiguinho dele resolveu não funcionar — a loira se levantou beijando o rosto de Klaus e deixando a mesa de jantar em seguida.

Malmente Caroline saiu da sala de jantar e um eco de risadas se formou, Kol, Finn e ate mesmo Elijah que passara o jantar todo calado, começaram a rir irritando ainda mais Klaus. Ester ficou boquiaberta com a cena, não pelo seu filho comparecer ou não, mas sim por uma mulher ter coragem de falar algo assim, enfrentar Niklaus. A loira realmente se surpreendia e adorava cada segundo mais a sua futura nora.

— Calem a boca! — gritou Klaus deixando os talheres baterem no prato.

— Viagra, alguém precisa de viagra — cantarolava Kol rindo.

— Você é repugnante Kol — resmungou Finn revirando os olhos — Bem, boa noite a todos — o moreno se levantou sorrindo — Vou sair.

— Sair? — perguntaram Ester, Elijah e Kol em uni-son.

— Sim, vou conhecer alguém — o moreno deu um breve sorriso de canto e saiu da sala.

— Oh, meus filhos estão criando jeito — disse Ester sorrindo.

Klaus revirou os olhos. "Mais uma para querer meu dinheiro" pensou desviando o olhar para o corredor por onde o irmão passava, sumindo em seguida. A herança havia sido destinada para Klaus, grande parte dela, o que surpreendeu o loiro quando o testamento foi lido. E por esse motivo ele foi acusado como assassino, o que foi esquecido por não terem provas.

— É, parece que o único que falta desencalhar aqui é o Elijah — disse Kol dando uma breve risada — E ai irmão? Já escolheu a próxima noiva pra trair com a irmã dela?

— Eu já repeti mil vezes que pensei ser Katherine — respondeu Elijah revirando os olhos.

— Bom família querida — Klaus deu um sorriso sarcastico se levantando — Adoraria ficar mais um pouco e desfrutar da incrivel compania de vocês, mas prefiro subir.

— Não esquece a viagra — Kol piscou rindo em seguida.

Klaus cerrou os punhos subindo para seu quarto, ah Caroline pagaria.

— Droga! — Rebekah jogou as contas sobre a mesa, olhou o apartamento e suspirou. Sentia falta de sua melhor amiga ali, mas não podia aceitar o fato de Caroline estar morando com Klaus.

Nem ficara em casa no dia que a loira fora buscar as roupas dela. Se sentia traida e realmente estava sendo, tudo o que ela queria era que Caroline esquecesse de uma vez Klaus e voltasse a ser a Caroline que sempre fora. Rebekah revirou os olhos, estava cheia de contas para pagar e como não fora a boate nos ultimos dias, estava sem dinheiro, tinha malmente o da faculdade.

Ding dong.

— Ótimo, cobradores — resmungou se levantando.

Ao abrir a porta quase gritou de susto, o que Stefan fazia na porta de sua casa? O loiro estava um caos, totalmente desleixado e fedia a cerveja barata. Rebekah revirou os olhos dando espaço para ele entrar, céus, o que ele queria afinal?

— O que foi? — questionou ela fechando a porta atrás de si.

— Estava bebendo no bar, e como fica aqui perto...

— Você resolveu passar aqui e me importunar?

— Isso.

Stefan se sentou no sofá, fechou os olhos e respirou fundo. Elena não atendia as suas chamadas, não respondia suas mensagens e nem ao menos o deixou entrar ou falar com ela quando ele fora a casa da morena. Céus, tudo era um grande mal entendido.

— Já tomou banho hoje? — perguntou Rebekah fazendo careta — Se pensas que eu vou preparar banho para você de novo, esta completamente errado.

— Por que nunca me contou Rebekah? — Stefan desviou o olhar da tv desligada para a loira que estava em pé quase a sua frente. Ela sentiu um arrepio em sua nuca.

— Sobre?

— Sobre a profissão de vocês, eu sei que ser prostituta não é...

— Fora! Agora! — gritou Rebekah apontando para a porta — Quem pensas que é para entrar na minha casa e me chamar de prostituta?

O loiro se levantou bufando caminhando ate a porta, aquele com certeza não era seu dia, sua semana, seu mês. Tudo estava dando errado e agora ele havia brigado com a única pessoa que se preocupara com ele, como só Caroline se importaria. Céus, como ele sentia saudade da melhor amiga.

Parou em frente a porta virando para Rebekah.

— O que esta esperando? Saia!

— Rebekah eu vi você lá naquele mastro, quer negar o que eu vi?

— Fora Stefan!

— Só me explique, eu quero entender.

— Eu não sou uma prostituta, tão pouco Caroline — a loira revirou os olhos e suspirou — Somos dançarinas, apenas isso, nem eu nem ela formos para cama por dinheiro.

E como um alivio, Stefan se sentiu mais leve. Mesmo sendo Rebekah o contando aquilo, sem apresentar prova alguma ele se sentia incrivelmente feliz. Suas amigas não eram prostitutas, céus, isso o fez sorrir, sentia uma imensa vontade de abraçar Caroline.

— Ah Rebekah, graças a Deus — o loiro correu ate a loira e a abraçou levantando-a em seguida — Eu sabia, no fundo, que vocês não me decepcionariam.

Rebekah arquiou as sobrancelhas se afastando de Stefan, claro que era bom estar nos braços dele, mas não diante do preconceito que o loiro dizia.

— E se fossemos?

— Mas não são.

— E se fossemos Stefan? Iria jogar uma amizade de anos fora por um motivo como esse! Eu tenho amigas na boate que se prostituem por precisar de dinheiro para pagar a escola dos filhos, a faculdade, você é um preconceituoso.

O Salvatore não sabia ao certo o porquê da reação de Rebekah. Ela não era uma prostituta, deveria estar feliz por ele não pensar mais mal dela.

— Ah Rebekah pare de drama! O que importa é que vocês não são.

— O que importa é você sair da minha casa agora!

A loira sem pestanejar passou pelo Salvatore abrindo a porta apontando para fora. Stefan ainda não entendia, não conseguia compreender porque Rebekah o estava tratando assim.

— Nos vemos mais tarde — disse assim que saiu.

— Adeus! — Rebekah bateu a porta com força.

Stefan sorrio andando pelo corredor, depois faria as pazes com Rebekah, agora outra pessoa precisava saber dessa verdade. No dia em que o Salvatore almoçou com o Mikaelson, ambos decidiram o que fazer com Katherine, e esperavam que dessem certo, mas também naquele almoço eles decidiram muitas outras coisas e Stefan podia ver claramente em como Klaus mudava ao tocar no nome Caroline. Seu chefe e melhor amigo estava apaixonado e quem melhor para ajudar um novo casal do que alguém como Stefan?

— Niklaus — o loiro sorrio quando Klaus atendera o celular.

Então deu tudo certo com a irmã da golpista? — perguntou Klaus se referindo a Elena.

— Ainda não fiz o que acertamos, liguei para lhe dar uma noticia que o deixará muito animado — Stefan se encostou na parede ao lado do elevador, esperava o mesmo chegar no andar.

Sabes que odeio adivinhações, me fale logo.

— Digamos que eu descobrir que alguém não é uma prostituta.

Klaus arquiou as sobrancelhas com o que Stefan falara, o loiro parou passos antes de entrar em seu quarto. Será que era o que ele estava pensando?

— Caroline Forbes nunca foi para cama com homem algum por dinheiro, tão pouco Rebekah — Stefan sorrio aliviado e Klaus desejou socar algo, esbravejar o quanto estava feliz.

O Mikaelson sorrio se encostando na parede do corredor da casa. Desejava ser criança e correr feliz pelo que descobrira. Caroline não era prostituta, isso soou como música nos ouvidos dele, ele não havia se apaixonado por uma prostituta. Céus, não havia nada tão bom quanto o peso dessa noticia para ele.

Então se ela não era prostituta por que estava dançando em um mastro? Por que aceitara viver com ele? O que a prendia ao Mikaelson?

Novamente as dúvidas vieram, Klaus então passou a se questionar se aquela afirmação era verdadeira.

— Klaus? — chamou Stefan não escutando o loiro responder.

Quem lhe disse isso?

— Rebekah, mas eu sei de quem podemos tirar a prova a limpo — Stefan sorrio — Me encontre no Grill, vou leva-lo para falar com você.

Já estou a caminho.

Klaus desligou o celular, sentia uma felicidade diferente, um calor confortante dentro de si. Sorrio abrindo a porta do seu quarto, podia escutar o chuveiro ligado, isso queria dizer que Caroline estava tomando banho.

Por Deus, que vontade louca de abraça-la era esse que ele sentia? Se ela não fosse uma prostituta, ele fora muito cruel com ela e precisava seriamente se redimir.

— Vou sair! — gritou para ela poder escutar.

Caroline que desligava o chuveiro arquiou as sobrancelhas escutando a voz de Klaus. Para onde ele iria em plena noite? Será que teria algum encontro? Ah, isso não era justo, não era justo ela não poder sair com ninguém e ele poder sair cm quantas ele quiser. Se bem que, se a situação dela com Klaus fosse uma empresa, ele seria o chefe e ela o empregado, e empregados não podem se comparar a chefes.

Se enrolou na toalha abrindo a porta em seguida, pode ver Klaus vestir seu terno. A loira se perguntara se o Mikaelson realmente não tinha outro estilo de roupa, eram tantos ternos, e só ternos, ela já estava se sentindo enjoada por tanta monotomia.

— Agora? — questinou cruzando os braços — Quero sair também.

— Não, você fica aqui, faça compania a minha mãe, volto em breve.

E dizendo isso o loiro saiu do quarto deixando uma Caroline irritada para traz. Mas se ele pensava que a Forbes ficaria ali, estava completamente enganado.


[...]


— Que fique bem claro, eu não queria estar aqui — Elena se mexeu na cadeira incomodada, sentia os olhares das pessoas sobre ela.

Cidade pequena, todos já sabiam da traição de Stefan. O termino do casal mais romantico de Mystic Falls, a morena revirou os olhos pegando o drink a sua frente, não sabia se era tequila ou vodka, nunca fora de beber nada que continha alcool, talvez em festas, socialmente.

— Mas eu queria que estivesse aqui, veja é bom você sair, vai parecer que esta seguindo em frente — Damon sorrio de canto, o que incomodou ainda mais a morena.

— Sei que esta interessado em Bonnie, então pare com todo esse charme.

— É natural, não consigo evitar.

A Gilbert deu uma breve risada tomando em seguida um gole da bebida a sua frente, sentiu a garganta queimar. Fez uma breve careta que fez Damon rir.

— Rebekah vai me matar se me vir aqui, ela já me acusa de ter roubado Stefan dela, agora me acusará de roubar você.

— E você roubou — disse Damon fazendo a morena arquiar as sobrancelhas surpresa — Stefan ainda era namorado de Rebekah quando começou a dar em cima dele.

Ela suspirou, por um segundo pensou que ele se referia e ele e não Stefan.

— Como sabe disso?

— Stefan.

— Hm — a morena desviou o olhar da bebida para a entrada do Grill, arquiou as sobrancelhas ao ver Stefan entrar.

Seu coração acelerou a cada passo que o loiro dava, ele parecia passar em camera lenta, assim como no primeiro dia que o viu no corredor da escola, e se apaixonara por ele. Ela tinha plena certeza que o amava, e por saber que o amava sentiu seus olhos marejarem.

Traição.

Poucas mulheres perdoariam, e ela com certeza não era diferente. Todas as vezes que escutou ele dizer que a amava, céus, ela estava sofrando (N/A o que eu acho justo pra deixar de brincar com os Salvatores na série). Não suportava mais as lembranças, queria poder esquecer tudo e seguir em frente, será que ela realmente queria?

— Meu irmão não vai gostar nada de vê-la comigo — saiu de seus devaneiros pela voz de Damon, desviou o olhar para ele. Não podia mentir que sentia seu corpo arrepiar perto dele, mas que mulher não sentiria?

Damon era uma marca na cidade, todos conheciam sua fama e ainda mais agora que ele voltara a cidade para trabalhar como professor. As alunas da faculdade eram manuziadas perfeitamente por ele, como marionetes. E Elena sabia perfeitamente disso, mas não podia negar que os belos olhos azuis dele, o corpo perfeito e o sorriso galantiador a conquistara.

— Pouco me importa — ela empinou o nariz — Ele que pense o que quiser.

— Katherine — disse o moreno fazendo Elena arquiar as sobrancelhas.

— O que?

— Katherine disse a mesma coisa anos atras, quando Elijah nos viu conversando, isso antes de temos uma bela noite de sexo — Damon sorrio de canto.

— Isso não vai acontecer — disse Elena convicta.

— Não podes prever o futuro, podes?

— Não vou transar com você Damon, você me chamou aqui para falar sobre Bonnie, e se não for para falar sobre ela eu vou embora! — a morena se levantou da mesa, Damon segurou a mão dela antes que ela fosse.

— Fique — pediu.

— O que quer com Bonnie? — perguntou ela se sentando novamente.

— Sua amiga me chamou atenção no baile, quero conhecê-la.

— Não faz o tipo dela e ela tem namorado, vim aqui para avisa-lo de que será perda de tempo.

— Hm — Damon sorrio de canto — Come on Elena, sou seu ex cunhado, deve haver algo que ela goste em mim.

— Atrapalho?

Elena desviou o olhar, mesmo que não precisasse. Ela reconhecia perfeitamente aquela voz, céus, como sentia falta do calor do corpo dele, do cheiro amadeirado, dos lábios de...

— Stefan... — sussurrou se perdendo nos verdes dos olhos dele.

Notas finais
Obrigada, nos falamos domingo >
Beijos da Sah ;*