Notas iniciais
Donaire ?” Elegância.

Com a lamparina acesa em mãos, ele desceu para a parte mais afastada das docas, onde o cais tinha mais limo e o mar mais rochas. Impossível para embarcações grandes aportarem, então só havia silêncio, neblina e uma sereia acorrentada.

Ele deixou uma porção de comida na borda.

“Culpa?”

O tom dela era estranho, embora o timbre fosse puro donaire. As correntes permitiram que nadassem a frente, o corpo esverdeado reluzindo.

“Ainda tenho coração.”

“Tem? Então me traga um pouco de água doce.”

Ela jogou uma garrafa vazia de absinto no cais. E foi assim que ele passou a chamá-la: Absinto.