Rudolf: Uma Jornada Extraordinária
2 Capítulo 02
Notas iniciais
Flashback, alguns meses atrás
Rudolf empilhava os livros nas mais diferentes ordens.
-Tínhamos que fazer isso logo agora? — resmungou Ayesha.
-Está bem divertido... rsrs — respondeu Rudolf. — Quem sabe? Organizar os livros pode se transformar em uma tarefa produtiva, proveitosa.
A moça revirou os olhos e se limitou a ajuda-lo com algumas das pilhas de livro, que Rudolf separava e colocava em suas estantes no apartamento. Os livros separados por Ayesha também foram colocados por ele, cuidadosamente, ao longo de suas estantes. A moça de origem egípcia parecia ansiosa para que acabassem logo com aquele entrevero.
Dias atuais.
Rudolf se apressou ao se encaminhar para seu quarto. A porta estava entreaberta, por ele ter saído um pouco apressado e desleixado de casa mais cedo naquele dia.
Logo que chegara ao apartamento, ele ficou se perguntando aonde havia deixado os livros e artigos de seu avô. Havia sido com a ajuda de Ayesha que ele os havia localizado, espalhados pelas casas de outros parentes — embora a moça parecesse entedidada quando ajudou Rudolf a organizar e guardar toda sua coleção, inclusive as obras do avô. Rudolf não falava muito dessas obras, de modo que poucos de seus amigos sequer sabiam da existência delas.
Após algum empenho, enfim encontrou a pilha onde estavam os livros de seu avô, que tratavam de seus ensaios e publicações acercas das mais diversas áreas acadêmicas. Ele havia afixado na lombada de cada um desses livros um pequeno aviso, com as palavras: "Ronilson Lincoln Silvestre", escritas no papelzinho de aviso. Talvez seu avô tivesse se orgulhado de sua investigação e de sua organização quanto às obras dele.
Encontrou enfim os livros que havia imaginado. Seu avô havia dissertado sobre diversas áreas: Biblioteconomia, Astronomia, Biologia, áreas médicas, Saúde, Biomedicina, Museologia, História, Geografia, Química, Arquivística, Física, Matemática, Literatura, Teologia, Filosofia, Antropologia, Psicologia, entre outras.
"Quanto tempo livre ele devia ter?", Rudolf ficou se perguntando.
Separou o livro sobre Biblioteconomia e iria começar a folhea-lo, em busca de alguma informação que suavizasse sua curiosidade, quando seu celular tocou.
- Senhor? — Era Bruna Rariane, uma das recepcionistas do projeto. — Um homem chegou aqui, perguntando pelo senhor. Diz que é seu conhecido. Está pedindo educadamente para ve-lo, para conversar com o senhor. Eu disse a ele que poderia marcar um horário, mas ele insiste em falar com você de imediato. Não falei que o senhor se encontrava em casa, que é aqui perto, mas ele parece estar desconfiado. O tempo todo ele olha para o seu condomínio e já disse que iria até a portaria, perguntar por você, caso eu não o atendesse.
"Que estranho", pensou Rudolf. Quem poderia estar querendo falar com ele?
-N-não tem problema, minha jovem... Diga que eu estou a caminho, posso atende-lo.
Rudolf não era de frescura, nem de adiar as coisas. Nem de demorar para atender alguém que quisesse conversar com ele no projeto. Geralmente, era alguém que queria conhecer o projeto e ajudar. Então, por que não atender? Ajuda nunca era demais.
...
...
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Um dia de emoções surpreendentes, era o que Rudolf concluiria consigo mesmo depois, ao olhar em retrospecto para o dia de de hoje.
Chegou ao projeto e foi recebido por Rariane. A moça também era estudante de Contabilidade e conseguia horas extra-curriculares para seu curso superior ao ajudar o projeto, com base num acordo feito entre Rudolf e a Universidade Federal do RN. Ela indicou-lhe aonde se encontrava o recém-chegado.
Antes mesmo dele se virar, pois se encontrava sentado em frente à recepção, Rudolf reconheceu a cabeleira grisalha do, literalmente, velho conhecido.
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