Royalty
2 And Derek shows up...
Na entrada havia um menino de cabelos pretos que nos ofereceu uma bebida, que logo identifiquei como Catuaba, uma bebida afrodisíaca de origem brasileira. Não deveria estar tomando nada afrodisíaco pelo que aconteceu noite passada, mas como negar de alguém tão bonito como ele.
Entramos na área de lazer onde vimos os convidados, penso que conheço apenas 10% das pessoas lá presentes.
–Charlie, ação! – diz Ashley.
Eu e a Ashley temos um ritual em festas, primeiro visualizamos se tem pessoas com nível de beleza acima de 7, se sim localizamos os bares. Depois vamos em busca de alguém para a noite.
Checamos cada passo e decidimos continuar na festa.
Fui ao bar e pedi uma batida de abacaxi, e me sentei na borda da piscina, ainda estava bem abatida pela conversa do almoço, mas logo chegam os gêmeos.
–Oi, Charlie.
–Mike, Andrew.
Mike e Andrew são os gêmeos da rua ao lado da minha, já namorei Andrew, mas alguns acontecimentos nos separaram.
Andrew senta-se ao meu lado e Mike vai a procura de Ashley
–Como vai? – diz ele com seus cabelos negros me hipnotizando, seus olhos me penetrando, mas o que mais me incomodava era sua barriga, aqueles sixpacks seguindo meus olhos.
–Hm... – me embanano – Bem, você?
–Sinto sua falta
Não sei se foi aquele olho, barriga ou cabelo, mas me precipitei e beijei-o. Acabamos caindo na piscina e rindo. Não sei por que fiz isso, e nem porque ele ainda aceitou. Ele me pegou na cama com seu irmão mais novo.
–Não consigo, desculpa.
Saio da piscina e vou em direção ao bar, novamente. Para desestressar beijo o barman, e coloco minha mão debaixo de sua blusa.
–Sim... precisava disso – resmungo
Vejo o olhar confuso de Andrew, mas ele precisa acordar. Não ficamos com as pessoas que nos magoaram, fiz isso pelo seu bem.
Duas latas de Heineken, quatro batidas de abacaxi, não se esqueçam dos dois copos de Catuaba, e um shot de tequila, eu já estava um pouco tonta, mas não o suficiente.
Dancei, beijei, joguei, bebi e então adentrei a casa para ir ao banheiro. O do primeiro andar estava ocupado, então vou no do segundo. Quando vou descer novamente vejo um homem de terno azul escuro, seu cabelo preto meio bagunçado me atraiu, mas ele parecia inquieto naquele quarto que mais parecia um escritório. Então me aproximo
O homem se assusta, me olha rapidamente, aqueles olhos verdes intensos.
–Você está bem?
–Si-sim, claro, ótimo. Você não deveria estar lá em baixo? – diz desesperado- JOHN – ele grita- venha aqui, um de seus convidados está perdido.
–Não, eu apenas estava no banheiro.- digo desconfiada.
–Charlie, venha vamos descer- John aparece e pega meu braço.
–Quem é ele?
–Alguém que você não quer conhecer.
Ele me leva para seu quarto, e me empurra contra a parede.
–Ei. Não – digo
–Calma não farei nada. – diz olhando para os lados- Cadê o dinheiro que você está me devendo?
Eu havia comprado algumas drogas de John e estava o devendo, mas sempre o pagava com sexo e dessa vez ele estava diferente.
–Não tenho, meus pais cortaram minha mesada. Não podemos pagar do jeito antigo?
–Não! Porra, Charlie – diz dando um soco na parede – O que eu faço agora?
–Não tô entendendo, sempre fazíamos daquele jeito – digo confusa
–Agora é diferente, Charlie. Preciso do dinheiro AGORA! – diz apertando minhas bochechas com uma mão.
E quando ele diz isso, vejo o homem de terno na porta
–Então você não tem o dinheiro? – diz o homem – Solte-a.
John me solta, estou nervosa e confusa. Esse é o homem do andar de cima, o que ele tem a ver com isso?
–Não, mas prometo arranjar um jeito de.. – digo, mas sou interrompida com sua risada.
–Não funciona assim querida. Hoje aceito dinheiro, amanhã terás de pagar de outra maneira.
–O que? Como?
–Ela não pode entrar para o Vortex, Derek. Ela disse que vai pagar. – diz John
–CALE-SE! Ela entrará para pagar o que me deve.
–Ela deve a mim, e eu o devo. Ela não aguentaria.
Derek pega um controle preto do bolso e aperta, então John cai no chão começando a se contorcer até desmaiar.
–Quer falar alguma coisa também? – diz rindo, nego com a cabeça. – Então vamos, mas antes você deixará uma mensagem para seus pais.
Ele me faz sentar na cama, e me entrega um papel e uma caneta. Derek pega uma arma e mira a minha cabeça e grita
–ESCREVA. Diz estar saindo de casa, pois não aguenta mais a pressão, pois não é essa a verdade?
Escrevo chorando. Ele lê e bate em minha face, o que me desespera ainda mais.
–Escreva uma melhor, faça igual seu irmão.
Como ele sabia sobre meu irmão?. Então escrevo uma que até eu mesma estava acreditando. Tomara que eles não acreditem e me procurem. Já não sei o que poderia acontecer de pior?
Derek pega meu braço esquerdo com sua mão direita e com a esquerda pega uma seringa injetando um liquido, logo começo a tontear.
–Esse não é meu estilo, desmaiar as pessoas. Gosto de vê-las contorcer igual John. Boa Noite Gata.
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