Royals
2 Castle On The Hill
Notas iniciais
Bom, eu sempre fui uma pessoa muito, extremamente sociável então não foi difícil me enturmar com aquele bando de babuínos balbuciando em bando. Parecia uma coisa de outro mundo, pessoas correndo para todos os lados com espadas de espuma nas mãos jogando umas contras as outras, aquilo eles chamavam de “caça-bandeira”, descobri mais tarde que aquilo era um evento literário. Bem, a primeira pessoa da qual eu falei naquele evento literário foi uma jovem, alta, pele branca como a neve e cabelo roxo, uma menina aparentemente calma, mas quando começou a lutar com aquelas espadas parecia uma guerreira, dessas do seriado da Xena e tals, seu nome era Elisa, ela me pareceu ser uma pessoa meio exaltada depois disso. Claro que ela estava no “habitat” dela, ali eu era uma espécie de intruso. Na real não sabia direito o que estava acontecendo, mas fui logo tomando conhecimento do que estava acontecendo e de como era feita a brincadeira, tanto que me denominei de um chalé (sim eram dividos por chalé) eu fui para o 13, lá eu conheci pessoas incríveis, e como sou uma pessoa bem sociável, como já disse, fiz amizades bem rápidas. Como por exemplo o Kassio, um menino baixo, magrelo, cabelo não tinha uma cor definida, aproximadamente uns 14 anos, cara de skatista e usava um cadarço como cinto. Tinham varias pessoas incríveis, mas não vou ficar citando todas, só algumas, até porque algumas nem eram tão incríveis assim. E isso não era o caso do Lucas, um menino moreno, gordinho que lutava capoeira, cara ele era uma pessoa muito legal, ele tinha 18 anos já, mas era mais criança que todo mundo junto ali naquele lugar, seus olhos brilhavam toda vez que falava da menina ruiva que se chamava Amanda, que era uma menina toda graciosa, parecia ser calma, mas na verdade era um furacão. Aquele trio ficou na minha vista o tempo todo, eles pareciam pais dos outros integrantes do assim chamado “chalé”, e tudo não passava de uma tenda armada no meio do parque, uma toalha no chão forrada, com alguns alimentos e refrigerantes. Era engraçado confesso, então fiquei ali fiz algumas amizades, alguns nomes que não vou me lembrar agora, e acabou o evento e o pessoal resolveu subir para o metrô andando, até então eu nunca havia feito o caminho e fui com eles, subimos até o metrô Ana Rosa ao chegar no metrô nos despedimos, vou confessar que o abraço que eu recebi do Lucas foi um dos melhores que eu já recebi na minha vida, aquele dia eu voltei pra casa com uma sensação muito boa. Voltei até boa parte do caminho com o Kassio, o menino skatista, e eu confesso que acho que ele não foi com a minha cara, ou eu acho que isso podia ser coisa da minha cabeça mesmo. Chegando em casa liguei meu computador e adicionei todos que eu havia conhecido no Facebook, nunca tinha adicionado tanta gente, sério. Eu sou comunicativo, mas o dia tinha sido muito, sem falar a quantidade de gente me adicionando.
E os dias da semana foram passando, as pessoas conversando, e assim os dias ficavam cada vez menos tediosos. Eu ia trabalhar todo dia, ficava horas no facebook, no whatsapp com aquele pessoal que eu conheci no fim de semana anterior. A amizade ia crescendo cada dia mais, e enfim chegou o sábado, dia de ir pro Ibirapuera brincar de espadinha cheguei no evento, muitas pessoas para cumprimentar, juro levava mais de 30 minutos para dar oi para todo mundo, pessoas que estavam me fazendo bem aquele momento da minha vida, e por mais que eu acreditasse que aquilo não fosse durar muito tempo, porque pelo menos na minha vida as pessoas chegavam faziam a diferença e sumiam, e eu já tinha me acostumado com isso, então só deixei nas mãos do tempo. E assim participei daquele evento. Brinquei de espadinha pela primeira vez, e posso falar, descobri uma sensação nova, uma sensação de que estava em casa, pela primeira vez na vida, me senti aceito, senti que por mais que cada um fosse de um lugar, estávamos todos ali vivendo aquele momento, ali era o verdadeiro castelo no meio da montanha.
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