Royal Secrets
1 1- Prólogo
Notas iniciais
Essa é minha primeira fanfic, portanto me digam o que acham, por que se não gostarem eu paro de escrevê-la.
O Prólogo está meio curto, mas acho que o resto será maior.
Espero que gostem
“Todos nós temos segredos mantidos do resto do mundo. A questão é: Podemos encontrar coragem para liberar nossos segredos mais ocultos? E se formos acessíveis e sinceros, podemos algum dia ser realmente amados? Ou no final, somos todos incompreensíveis até para nós mesmos?“ – Revenge.
***
Segredo.
Essa palavra de sete letras é extremamente perigosa. Não se pode ter demais, pois, uma vez descobertos, podem mudar completamente uma vida. Sei disso por experiência própria, e é exatamente por isso que não quero segredos entre minha filha e eu.
Portanto, quando, naquela tarde, ela me pediu para contar como era a minha vida antes de tudo, da seleção, das aventuras e estresses que vinham junto daquela competição e depois, de como acabei me casando com seu pai, não pude dizer não.
Percebi que aquele era o momento perfeito para revelar tudo a ela. Com 13 anos, Sophie é a minha cara, mas a personalidade é toda do pai: Divertida, falante, apaixonada...
Eu sabia que, cedo ou tarde, teria que contar a ela. Sabia que guardar segredos nunca é a melhor opção. Cobrava isso dela. Por isso tinha que contar tudo, sem faltar um único detalhe.
Primeiro porque é o direito dela saber de todas as minhas escolhas, pensamentos e inseguranças do passado, já que ela é uma consequência deles. Segundo porque eu precisava dar o exemplo. Mostrar a ela que eu praticava o que cobrava dela, senão todo o resto não valeria nada.
Todas as correções, ordens e concelhos dados até hoje, teriam sido em vão.
Até por que é assim que se educa e forma o caráter de um filho: Ordenando, dizendo o que é certo e o que é errado, e mostrando na prática que você faz aquilo que manda. Dando o bom exemplo.
E naquela tarde nublada, eu percebi que era um desses dias em que eu teria que dar o bom exemplo...
***
- Por favor, mãe eu quero saber! Como viverei minhas próprias experiências se você não me conta como foram as suas na adolescência?!- Inventa uma desculpa.
- Esse foi um péssimo argumento, filha. Se quiser me convencer precisará de um esforço maior. – Digo, mesmo já tendo decidido que faria o que ela estava pedindo.
Me direciono ao canto da grande sala onde se encontra um sofá, sabendo que ela me acompanha de perto. Sentamos lado a lado e ela me olha com tristeza, prevendo, erroneamente, que minha resposta seria “não”.
Ela respira fundo e explica:
- Foi a única coisa que eu consegui pensar!
Dou uma leve risada de sua expressão derrotada, e ela me olha com a cara fechada, como se não estivesse vendo graça nenhuma naquilo.
- Me desculpe filha. Eu falo sério que os seus argumentos precisam melhorar, até porque você precisará ser perfeita para governar o país daqui alguns anos, mas...
- Ah não mãe!!! – me interrompe com evidente irritação por eu ter tocado no assunto. – Não preciso ser informada dos meus deveres para com o país. Já tenho uma quantidade considerável de pessoas me dizendo isso diariamente. Obviamente você sabe disso.
Sabe também que te procurei por outro motivo. Então se for para ficar me enrolando, eu vou fazer outra coisa com o meu tempo livre. – Completa ela, já fazendo menção de se levantar e sair.
Rapidamente seguro seu braço para evitar que se levante e falo:
- Se você, ao menos me deixasse terminar o que eu estava dizendo, saberia que, na verdade, eu já pretendia te contar tudo, independente de seus péssimos argumentos.
No momento em que termino de falar, ela me olha como se fosse uma criança e tivesse acabado de ganhar um grande saco cheio de doces.
- É sério isso?! – Pergunta não acreditando no que eu acabara de falar.
- Com certeza, mas você se precipitou e começou a tagarelar sem ao menos saber o que eu falaria a seguir.
- Me desculpe mãe. É que você sempre me enrolou e nunca contou a historia. Achei que agora não seria diferente. – Me olha encenando estar arrependida, o olhar dela era quase convincente. Provavelmente, se eu não a conhecesse tão bem acreditaria que ela estava mesmo arrependida.
Ela espera um pouco, me analisando. Me estudando. Talvez esperando que eu falasse algo como: “Me desculpe filha. Não deveria ter te enrolado por tanto tempo...”. Mas eu não daria essa vitória a ela. Afinal, eu sou a Mãe da relação.
Ao perceber minha expressão de indiferença, ela abre um sorriso e, com olhos brilhantes promete que, de agora em diante pensará antes de falar qualquer coisa.
Ao ouvir isso eu mesma abro um sorriso e digo olhando diretamente nos olhos dela:
- Ótimo! – penso por alguns segundos tentando organizar meus pensamentos da melhor forma possível – Antes de começar, só queria reafirmar para você que eu detesto segredos. Com todas as minhas forças. E essa história que contarei agora, de como conheci seu pai e como foi participar de uma seleção, vai ajuda-la a entender o porquê da minha aversão a isso. Tudo bem?! – Olho fundo nos olhos dela para evidenciar a seriedade do assunto
- OKAY! – Ela responde como se não entendesse onde eu queria chegar com aquilo.
- Perfeito! Agora, podemos começar na manhã que recebi a carta da seleção. Há 17 anos...
Notas finais
Por favor comentem!
Até o capítulo 2.
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