Royal Oak
4 Não Procure Pelo que não Existe
Notas iniciais
Formatação do texto continua ruim, me desculpem! xD Eu preciso dar um jeito de consertar essa coisa... ninguém merece ficar dando sei lá quantos espaços antes de começar um parágrafo. Por favor, né, M. Word, dá uma ajuda aí! ):
Deixando isso de lado, lhes apresento mais um capítulo de R.O.! Este aqui está especialmente nonsense, mas as coisas finalmente começam a se esclarecer.
Ou será que ficam ainda mais confusas? @_@
Boa leitura, e boa sorte para descobrir! ♥
Deixando isso de lado, lhes apresento mais um capítulo de R.O.! Este aqui está especialmente nonsense, mas as coisas finalmente começam a se esclarecer.
Ou será que ficam ainda mais confusas? @_@
Boa leitura, e boa sorte para descobrir! ♥
Quando o Orihara acordou, tudo parecia ter voltado ao normal – estava confortável em sua cama, Kida dormia como uma pedra ao seu lado e parecia não haver nenhum homem com um serrote embaixo da cama.
Espreguiçou vagarosamente e o loiro grunhiu. – Já é de manhã...? -, falava baixinho. – É, são nove e meia... -, respondeu Izaya em meio a um bocejo. Fitou o teto por algum tempo; sua mente livre de qualquer pensamento enquanto observava a coisa imóvel. - Vou preparar o café, toma uma banho enquanto isso. – Kida levantou-se da cama, espreguiçando-se novamente, e saiu do quarto, deixando o Orihara com seus pensamentos que agora vinham com força total.Ele ainda não sabia como reagir à descoberta de que aquele homem era realmente o mesmo Shizuo que ele havia conhecido há alguns anos. Depois que cada um dos dois seguiu seu próprio caminho, o Orihara o havia visto algumas vezes, porém deixou de reconhecê-lo de primeira por causa do cabelo, que o Heiwajima descoloriu.Provavelmente era esse mesmo o motivo de Izaya não tê-lo reconhecido quando o viu dias antes – além de não fazer uns bons dois anos que não o via, mal se lembrava de que o loiro era, digamos, loiro.Porém, não era a parte de reconhecê-lo ou não que preocupava o Orihara. Temia que acontecesse tudo de novo, ou pior – temia que Kida fizesse alguma coisa impensada. Apesar da expressão passiva de jovem quando contou que sabia sobre o recente encontro dos dois, Izaya o conhecia muito bem e poderia enxergar o ódio em seus olhos.Deus, ele podia sentir o cheiro do ódio a uns dois quilômetros de distância. E o ódio cheirava a curry...- Izanyan! O café está quase pronto, já tomou seu banho? – Izaya praguejou baixinho e saiu correndo até o banheiro, para tomar um banho rápido bem quente. Vestiu suas roupas e finalmente dirigiu-se até a cozinha, onde Kida terminava de pôr as louças à mesa.- Ehhh~ Não ganho um beijo de bom dia? – O loiro usou sua expressão mais fofa enquanto olhava Izaya, que soltou um pequeno sorriso e deu-lhe um beijo na testa. Kida franziu as sobrancelhas e puxou o moreno pela camisa, dando-lhe um beijo suave nos lábios. – Bom, vamos comer!Os dois sentaram à mesa e agradeceram pela comida; Izaya suspirando em contentamento enquanto olhava o curry quentinho à sua frente. Fazia um longo tempo desde a última vez que havia comido isso, e estava muito atrativo.Puseram-se a comer em silêncio pelos primeiros minutos, apenas saboreando a refeição, até que realmente começaram a dialogar. – Ahh! Izanyan, nós vamos passar a virada do ano juntos, né? Não pude passar o natal com você, mas faço questão que assistamos aos fogos bem juntinhos~!- Tudo bem, parece boa idéia. – Izaya tentou fingir um sorriso e voz felizes, ele realmente tentou, mas tinha preocupações demais para ser convincente. – Por quanto tempo vai ficar assim? Espero que eu não tenha que matar ninguém pra você ficar contente de novo... -, disse Kida num tom cômico, e qualquer um assistindo à cena iria pensar que havia sido uma brincadeira.Izaya sabia que o loiro estava falando sério; aliás, muito sério... o que o deixava ainda mais preocupado. – Izaya, você não acha que-O diálogo dos dois foi bruscamente interrompido pelo celular de Kida tocando lá do quarto. Ele lançou um longo olhar para o companheiro antes de sair para atender ao seu telefone, e o moreno não podia estar mais aliviado – Kida com certeza estava prestes a dar-lhe alguma sugestão perigosa. Depois de alguns rápidos minutos, Kida voltou até a cozinha, já vestindo sua jaqueta e luvas. – Ehh, aconteceram alguns imprevistos e vou ter que sair. Consegue se virar sozinho?- Com certeza. – Kida lançou-lhe um olhar desconfiado e dirigiu-se até a porta, deixando algumas instruções enquanto o fazia. – Nada de antidepressivos; não exagera no café; não esqueça de arrumar a sua cama; o almoço está no micro-ondas. Se precisar de alguma coisa, me ligue. Bye-bye, Izanyan~!Com isso, Kida saiu do apartamento. Izaya descansou a cabeça em sua mão, e seu cotovelo na mesa, enquanto fitava a porta de madeira. Era verdade que, todo esse tempo em que ele havia ficado mal por causa de Shizuo, o jovem estava lá para ajudá-lo e tomar conta dele, mas ainda assim o Orihara não conseguia vê-lo da forma que ele o via.Não que Kida não soubesse disso.Desde o começo, o Masaomi havia deixado claro que amava Izaya, e este havia deixado claro que nunca conseguiria amá-lo de volta. Era quase como um trato que eles tinham, e Kida não se importava que seus sentimentos não fossem retornados desde que pudesse tomar conta de Izaya da forma que queria.De certa forma Izaya estava grato ao jovem; quem sabe aonde o moreno estaria se não fosse pela ajuda que recebeu?Claro, ele sentia um profundo carinho por Kida, mas não passava disso. Essa “peça” que eles encenavam em seu cotidiano não passava disso – um espetáculo, um teatro, ao menos para Izaya. Ele sabia que o que eles tinham era levado muito a sério pelo loiro.Suspirando, levantou-se da mesa e levou as louças para a pia. Seria um dia muito longo.-Kida estava preocupado. A ligação que ele havia recebido não tinha uma cara nada boa, e, considerando esse sentimento de estar sendo vigiado vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana, o loiro não podia deixar de pensar que havia uma conexão.
Essa coisa toda de perseguição havia começado um pouco depois do final das aulas. A sensação de estar sendo seguido vinha de vez em quando e se ia embora logo, e Kida chegou a pensar que era apenas paranóia.Porém, nas últimas duas semanas, essa sensação se tornou constante. Seus poucos momentos de paz durante esse tempo eram seu sono e algumas vezes enquanto estava em casa ou junto de Izaya.Por um segundo, o loiro sentiu-se arrepiar. Olhou para trás e viu o canto de uma sombra passando rapidamente para uma rua estreita entre dois prédios. Irritado com a história toda, Kida correu até a rua e atravessou-a correndo, mas já não havia ninguém lá e, do outro lado dos prédios, havia pessoas demais para que ele conseguisse diferenciar.Apertou os dentes e continuou a andar; precisava encontrar-se logo com seus colegas para entender melhor a situação explicada rapidamente pelo telefone.Quando finalmente chegou ao seu destino, viu três de seus homens com expressões um tanto perturbadas, o que era realmente anormal. – Desculpem a demora. Mas então... dá pra alguém me explicar o que exatamente aconteceu?O trio se entreolhou; pareciam estar decidindo quem falaria. – Bom... Big C disse que um cara muito estranho ficou perguntando de você.- E? Quem era esse cara?- É aí que tá o problema. Ele disse que foi um demônio. – Kida levantou uma das sobrancelhas. – Um demônio perguntou pra ele sobre mim?- Isso. Fala pra ele, Big C! – Um dos três, ironicamente o menor deles, coçou um pouco as costas da cabeça antes de começar a falar. – É... ele tinha esses chifres bem grandes, sabe, e a roupa dele era toda preta! Foi muito esquisito; a voz dele era toda distorcida!- E o que ele queria saber?- Ah... ele... ficou perguntando se você era mesmo o líder dos Lenços Amarelos, e me disse pra falar tudo o que eu sabia sobre você.- E o que você fez?- ...eu saí correndo. – Abaixou a cabeça envergonhado, e os colegas o olharam com expressões de pena; devia ter sido realmente desesperador. – Você viu o rosto dele?- Não. – Kida levou uma das mãos ao queixo, pensativo. Era realmente difícil de acreditar que um demônio estaria andando por aí fazendo perguntas esquisitas sobre ele, mas do jeito que as coisas iam, também era realmente difícil não acreditar. — De qualquer forma, toma cuidado! Ele pode lançar uma maldição em você!- Já sou amaldiçoado o suficiente. -, disse Kida, suspirando. – Bom, vocês fiquem de olho nesse cara. Se ele der as caras de novo quero que vocês o peguem, demônio ou não. Nós vamos agora mesmo procurar essa aberração.Os três se arrepiaram um pouco mas, mais assustador que um demônio rondando as ruas, era o olhar fixo que Kida tinha neles. O jovem conseguia ser muito persuasivo.-Já eram sete da noite e o Masaomi ainda não havia voltado. Izaya deveria ficar preocupado, ligar para ele, talvez... mas estava com o humor de um vegetal.Havia passado o dia todo assistindo TV debaixo do cobertor e comendo tudo o que tinha potencial para fazer mal à sua saúde, e sentia que estava aos poucos ficando louco – apenas via as imagens passando no televisor, mas nenhuma fazia sentido e ele não conseguia prestar atenção em nada.Olhou pela janela e nevava um pouco lá fora, deixando-o ainda mais deprimido. – Ah... foda-se essa merda, eu vou pro bar beber. -, resmungou enquanto ia até seu quarto buscar sua jaqueta e luvas. Nada como cervejas e homens barbudos com cara de vikings para levantar o seu astral.Assim que saiu de casa, arrepiou-se um pouco com o vento gelado, mas seus passos eram constantes e rítmicos; não demoraria para que chegasse ao pub. E realmente não demorou.Logo ouviu o sininho sobre a porta fazendo seu barulho de costume, e o barman cumprimentando-o. – Bem-vindo ao Royal- Izaya?! – O moreno levantou a cabeça e congelou em seus passos.Ele estava se sentindo muito, muito burro.- Ehh... pub errado! -, disse apressadamente enquanto saía do lugar; seu rosto afundando em sua mão enquanto xingava sua falta de atenção. – Ei! Espera um pouco! -, ouviu Shizuo falando logo atrás de si. Sentiu a mão forte do loiro segurando seu braço e foi forçado a parar, porém fitava apenas o chão.- Agh... eu ainda vou ser despedido por sua causa, sabia? – Izaya finalmente olhou o loiro e levantou uma das sobrancelhas. – Acabaram de brigar comigo porque eu “assustei um cliente”. Coloca essa sua bunda branca de volta lá no pub, que era o que você ia fazer mesmo.- Pra quê? Pra você me embebedar e estuprar de novo?- Pelo amor de Deus, Izaya, eu não fiz isso! – A expressão de Izaya se tornou irritada. – É um pouco difícil de acreditar, considerando tudo o que você já fez.- Aquilo foi há uns dez anos.- Mesmo que tivesse sido há vinte! Não sou mais tão idiota quanto antes, não vou ser o seu brinquedinho de novo. – Soltou-se do loiro e pôs-se a andar, porém Shizuo abraçou-o pelas costas.O próprio Heiwajima ficou surpreso com sua ação impensada, porém, estava desesperado para que Izaya acreditasse nele, e uma outra parte dentro de si queria simplesmente segurá-lo em seus braços e dizer que ficaria tudo bem. – Seu namorado foi me visitar, ontem.- Meu nam-? Ah... Kida-kun.- Pois é, pelo que ele me disse vocês estão muito bem juntos. – Izaya apenas grunhiu; o calor do corpo do barman sendo transferido para o seu. – Você não gosta dele.Aquilo definitivamente não era uma pergunta. A voz de Shizuo estava séria demais para que fosse. – Isso não é da sua conta! — , disse o Orihara enquanto tentava se soltar dos braços do loiro, porém ele não permitia. – Me solta!- Então por que não me olha nos olhos e diz que ainda me ama?Naquele momento, o Orihara ficou congelado. As palavras de Shizuo cortavam fundo em seu peito, e seu coração reverberava dentro dele de forma dolorida. Qualquer força que ele possuía, havia ido embora naquele exato momento.Sentiu que Shizuo soltou-o e virou-o de frente para si; seus olhos o encaravam seriamente enquanto esperava por uma resposta.Izaya queria responder. Queria mandar Shizuo para o inferno ou para qualquer outro lugar que parecesse perigoso e potencialmente mortal, mas suas palavras não saíam; ele apenas conseguia olhar os orbes chocolate que o loiro possuía.Shizuo disse alguma coisa depois disso, mas Izaya não conseguia ouvi-lo. Talvez fosse o choque; talvez fossem os lábios de Shizuo que se aproximavam devagar até finalmente tocarem os seus...Talvez fossem os braços do Heiwajima, que o abraçavam apertado enquanto ele sussurrava coisas doces em seu ouvido, como costumava fazer...Ou talvez fossem as lágrimas dele, que caíam quentes em seu ombro.-Kida bocejou enquanto andava pela cidade gelada, voltando para seu apartamento, que era relativamente mais perto que o de Izaya. O moreno entenderia.Sua busca pelo “demônio” não havia dado em nada; absolutamente nada – era quase como se ele fosse invisível, assim como seu perseguidor – ninguém o havia visto e nem sequer ouvido falar nele... talvez não existisse mesmo demônio algum, mas seja lá quem fosse, conseguia se esconder muito bem.Finalmente chegou até sua porta, e já ia abri-la quando notou uma pequena carta em frente a ela. Olhou para os dois lados mas não havia ninguém.Agachou-se para pegar o pedaço de papel e entrou em casa, tirando suas luvas e jaqueta antes de sentar-se no pequeno sofá. A carta não possuía remetente, mas lia em grandes letras, “Kida Masaomi”.Será que seu perseguidor havia finalmente decidido se revelar?
Notas finais
Weee~ Kida-kun tem mesmo um perseguidor! Quem será? E por que Shizu-chan está tão triste com o que aconteceu entre ele e Izaya? 0: O Demônio esxiste mesmo? E ele sabe escrever? O_O
Essas perguntas e algumas mais serão respondidas no próximo capítulo! ♥
Espero que tenham gostado, e peço desculpas por qualquer erro que eu tenha cometido!
Até o próximo capítulo de R.O.! ♥
Ps.: Para algumas culturas, não é um monstro que existe embaixo da cama, e sim um homem com um serrote ou coisa parecida. ^-^
Essas perguntas e algumas mais serão respondidas no próximo capítulo! ♥
Espero que tenham gostado, e peço desculpas por qualquer erro que eu tenha cometido!
Até o próximo capítulo de R.O.! ♥
Ps.: Para algumas culturas, não é um monstro que existe embaixo da cama, e sim um homem com um serrote ou coisa parecida. ^-^
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