Rotten Flesh
11 Capítulo XI
Notas iniciais
Dan:
“Cara, aquilo foi terrível.
Amber e Bianca formularam um plano e que Deus não permita que isso aconteça novamente.
Bianca iria até os portões e os abriria permitindo que os mortos entrassem, quando os militares fossem cuidar deles Marina e Caitlin reuniriam os enfermos e os outros civis e tentariam convence-los a fugir conosco, enquanto isso Castiel e Amber iriam roubar tudo o que conseguissem pegar e eu... eu fiquei cuidando de George que ainda não havia acordado.
Eu ouvi tiros e gritos, mas não vi muito além do corredor. As garotas tiveram problemas em acalmar o pessoal e explicar o que estava acontecendo, em parte porque Caitlin ainda não acreditava que seu pai fosse capaz de fazer todas aquelas atrocidades que Marina dissera.
—Ele estava nos usando como cobaias para fazer sei lá o que. Ele usou você, ruiva, toda vez um de vocês desaparecia em uma ‘missão’ do outro lado das cercas ou ficava doente de repente era por causa dele! —Marina bradava—Então se qualquer um de vocês idiotas quiser ficar por aqui e ser usado como um maldito rato de laboratório, eu não vou fazer nada contra, nem obriga-los a ir, mas assim que aquela garota voltar para pegar o irmão dela nós vamos dar no pé sem nem mesmo esperar um de vocês pensar em dizer ‘eu mudei de ideia’.
Marina estava de bom humor.
Amber:
Enquanto isso eu e Castiel procurávamos a despensa, encontramos alguns civis saudáveis no caminho que decidiram nos ajudar. Alguns deles morreram quando entramos em ‘combate’ com uns militares, alguns saíram apenas machucados, mas nós matamos todos aqueles que ficaram contra nós... Todos eles.
Nós acabamos encontrando a despensa, roubamos comida e medicamento, também achamos um lugar onde eles guardavam os pertences que roubaram dos refugiados ali, meu celular estava lá, assim como as mochilas de George e Marina e os tacos de baseball. Lá também tinha um rádio, enquanto todos pegavam as coisas uteis dali, eu fui até o rádio com Castiel.
—Por favor funcione... —cruzei os dedos
Eu não podia levar aquelas pessoas todas comigo para San Francisco, eu e meu irmão seguiríamos sem eles, Dan viria, é claro, e não poderíamos deixar Marina depois de tudo isso, mas os outros... eles tinham que ir para outro lugar.
Liguei o rádio e peguei o microfone enquanto, procurei em todas as estações até finalmente encontrar.
“Todos os sobreviventes da costa oeste, se estiverem nos ouvindo, dirijam-se ao interior do Arizona...”
—Você consegue me ouvir?! —indaguei—Olá?! Cambio?
“Todos os sobreviventes da costa oeste, se dirijam ao interior do Arizona...”
Castiel se inclinou sobre o meu ombro e mexeu em alguns fios do microfone.
—Tente de novo. —pediu
—Olá? Aqui é Amber Peterson... Você consegue me ouvir?
Sem resposta além de alguns chiados.
—Você consegue me ouvir?! —tentei novamente
“Senhorita, estamos te ouvindo, pode nos informar sua situação?”
—Oh graças a Deus. —suspirei—Olha, somos no máximo oitenta civis, estamos em à alguns quilômetros de Los Angeles, precisamos de ajuda!
....
—Você está me ouvindo?!
“Pode repetir, por favor?”
Castiel bufou.
—Somos oitenta civis, contando com doentes e crianças, precisamos sair desse lugar o mais rápido possível, vocês podem nos ajudar?! —ele bradou
“Afirmativo”, o homem no rádio falou
Castiel e eu suspiramos aliviados, o homem nos disse onde deviam um grupo deles que os levaria até o campo de refugiados no interior do Arizona, aparentemente o lugar estava sobre o controle de um grupo de civis, ou seja, sem nenhum envolvimento do exército.
Terminamos de falar com o homem e saímos dali o mais rápido possível, precisávamos voltar até onde George estava e pega-lo. Encontramos Bianca no caminho, gente corria para todo lado então eu tive que, literalmente, passar por cima dela para vê-la, ela havia levado um tiro no ombro, eu vi o desespero nos olhos de Castiel quando ele a pegou.
Dan:
Amber chegou pouco tempo depois de Marina se tornar líder daquele pequeno exército, ela já havia ordenado que um grupo de homens fossem roubar os carros do estacionamento dali- eu não digo que ela os pediu, pois seria mentira já que ela realmente ordenou como uma mini ditadora.
Amber veio correndo em minha direção sem nem mesmo parar para falar com Marina sobre sua conquista.
—Ele acordou? Deu algum sinal? Qualquer sinal?
Neguei com a cabeça.
—Nem se mexeu, mas está vivo, se prestar atenção dá para ver que ele respira. —tentei anima-la
Ela apertou a mão do irmão, sua expressão era triste.
—Amber!! —Castiel chamou e a garota se voltou para ele agora com uma expressão séria— Os subordinados de Marina trouxeram os carros e um ônibus escolar.
Amber respirou fundo tentando recobrar as forças e então se voltou para o garoto.
— Ótimo, me arranje um desses já. —pediu
Castiel sorriu orgulhoso de si mesmo.
—Não precisa, eu já arranjei um para nós e...
—Não. —Amber interrompeu na hora—Eu não vou com vocês.
—O que? —Castiel perdeu seu sorriso, parecia, além de confuso, desolado
Esses Peterson só podem ter algum problema, sempre ignorando a gigantesca possibilidade de morrer, eles se agarram a pequena chance de fazer suas loucuras e sobreviver como crianças mimadas se agarram as pernas de seus pais quando não tem o que querem.
—Eu vou levar George e Dan para casa, vamos encontrar nossa família e cuidar deles. —ela disse—Você, você vai proteger essas pessoas e leva-las para onde é seguro de verdade.
Ele negou com a cabeça varias vezes.
—Eu vou com você. —ele parecia convencido—Você não pode ficar sozinha, é perigoso lá fora... —seu tom mudou para temeroso ao ver a expressão decidida de Amber—Você vai me deixar?
Ela ficou na ponta dos pés e lhe deu um beijo na testa.
–Eu era tanto a vela quanto o castiçal ali.-
—Eu agradeço por tudo o que fez por nós, mas o Arizona... não é para lá que temos que ir. —ela sorriu—E você não pode ir conosco, pois aquelas pessoas precisam de alguém bom de verdade para protege-los e guia-los para longe dessa falsa segurança que os militares criaram aqui.
—Falsa segurança? É você quem está destruindo o único lugar onde essas pessoas poderiam viver sem se preocupar com os monstros lá fora e ainda por cima está dando a impressão de que vai leva-los à um lugar melhor. —um homem disse atrás de nós vindo de uma passagem que não sabíamos que existia ali naquela ‘sala’
Major Wells e mais três subordinados apontavam suas armas para nós.
—Você está usando e matando essas pessoas! —bradei
—O que você fez com meu irmão, seu desgraçado? —Amber gritou
—Isso foi pelo bem de todos nós. —ele falou—Eles foram voluntários para testar o protótipo da vacina para acabar com esse vírus que está atacando a população.
Vi Amber levar a mão devagarinho até a sua arma, Castiel e eu fizemos o mesmo.
—Os únicos problemas é que eles não se voluntariaram! —Amb vociferou—E que sua ‘vacina’ ao invés de cura-los transformou alguns deles naquelas coisas!
—Não seja boba, eles não fizeram nada além de sua obrigação para com o país. —ele desdenhou— e esse acontecimento foi algo único e que não vai se repetir. E se isso acontecer de novo qual o problema disso?! Todas essas pessoas aqui devem a mim por ajuda-las, nada mais justo que fazerem isso por nós.
—E a sua filha, hm? Ela te devia algo também?! —gritei
O olhar do homem mudou de desdenhoso para indiferente.
—Era a única forma de ela me ser útil nesse mundo, esse tempo todo não fez nada além chorar... era irritante e me distraía, foram dois coelhos em uma cajadada só. —deu de ombros—Agora chega de enrolação.
Estalou os dedos para os seus subordinados, eles apontaram as armas para nós, mas antes de atirarem em nós alguém atirou neles. Bem. No. Meio. Das. Testas.
Eles caíram e nós quatro olhamos a procura de quem quer que tenha atirado e encontramos Caitlin caída no chão com uma shotgun no colo. Marina tentou ajuda-la a se levantar, mas a garota se levantou por si só tentando segurar a arma.
—Eu acreditei em você! —ela gritou e mirou no homem”
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