Rotten Flesh

8 Capítulo VIII


Notas iniciais
Boa leitura ^^

Amber:

“Castiel... huh! Insuportável!!

Quando meu irmão e Dan desmaiaram naquele jipe eu fiquei sozinha com aqueles três a viagem toda e ele não perdeu tempo, logo começou a puxar assunto me perguntando de onde tínhamos vindo, para onde íamos e como havíamos chegado ali. Respondi tudo sem muitos detalhes, nos filmes que George via quanto menos as pessoas sabiam umas sobre as outras mais tempo viviam, Adam e George costumavam apostar em que personagem viveria mais, eu achava aquilo uma loucura, mas agora talvez faça sentido.

Ao chegar ao acampamento, meu irmão Dan e Marina foram levados para um lado e eu para outro. Um homem bruto e com uma carranca terrível ia cuidar dos meus ferimentos, ele agarrou meu braço com força e me obrigou a me sentar em uma maca, mas Castiel o interrompeu e se dispôs a fazer isso por ele, não foi tão mal assim, pois aquele cara estava me assustando e me machucando mais ao invés de cuidar de mim.

—Não se preocupe Cas aqui vai cuidar de você, docinho. —ele sorriu travesso ao colocar as luvas

Revirei os olhos e bufei.

Ele começou a desatar a atadura improvisada que fiz no corte em meu braço, gemi de dor quando ele tocou a área ao redor do corte, estava tudo roxo, havia sangue coagulado e pus amarelo... ew!

Ele mordeu o lábio inferior.

—A coisa esta feia, docinho, vai doer um pouco, mas você é forte, não é?

Engoli em seco, ele pegou uma toalha branca e estendeu para mim.

—Morda isso. —peguei a toalha e fiz o que ele mandou, Castiel pegou um vidro de soro e começou a limpar o ferimento, cada toque era extremamente doloroso, seu olhar sobre mim parecia de pena e... preocupações talvez? —Hey, seja forte! Eu te vi saindo daquele carro para salvar seu irmão e seus amigos, te vi lutar! Uma dorzinha dessas não devia ser nada! —falou baixinho

Meus olhos estavam marejados, mas eu não havia chorado ainda, prometi a mim mesma que não o faria. Enquanto limpava Castiel conversava comigo, sempre em um tom baixo.

—Não é todo dia que encontramos uma garota como você por aqui, a maioria das garotas que achamos vivas estavam sendo mantidas a salvo por alguém, e quando chegaram aqui ficaram depressivas ou tentaram se matar, às vezes os dois. —contou, tirou uma agulha da caixinha de primeiros socorros ao meu lado na maca e me olhou como se esperasse permissão.

Apertando mais a toalha entre os dentes eu assenti.

—Vê? Você é forte. —colocou a linha na agulha, não tirei os olhos do meu braço em momento algum, vi a agulha perfurar minha pele e atravessar minha carne—A última vez que vi alguém costurando o machucado de uma garota ela desmaiou depois de gritar como uma louca e se borrar.

Já não apertava mais a toalhinha entredentes, mas agora cravava minhas unhas na palma de minha mão. A cada ponto no corte mais eu sentia minhas unhas afundando em minha pele e a cortando, assim que ele terminou os pontos e enfaixou meu braço, teve de limpar e enfaixar minha mão também.

Sorriu e massageou minha mão.

Tirei a toalha da boca e o encarei com o cenho franzido, qual era a daquele cara?

—Eu tenho namorado! —puxei a mão

—E eu não sou ciumento. —ele zombou

Revirei os olhos, aquele garoto era tão irritante, desviei meu olhar dele para um grupo de militares ao longe que nos encarava fixamente, homens brutos e carrancudos como aquele outro. Castiel me deu um peteleco na ponta do nariz.

—Preste atenção em mim! —falou sério e eu arregalei os olhos—Fique perto de mim aqui, entendeu? Ou do seu irmão, mas de preferencia perto de mim, faça o que eu digo e não converse com outras pessoas...

—Qual é a sua, maluco?! —gritei e ele tapou minha boca

—Não me interrompa! —brigou sussurrando—Nunca coma ou beba algo antes de ter certeza que não há nada no meio e não siga ninguém também, você é forte e é dos fortes que eles gostam.

—Como assim? —perguntei e saiu abafado por causa da mão em minha boca

—Quanto menos souber melhor, não quero que algo aconteça contigo, já basta...

Joe pigarreou atrás de nós, Castiel se afastou de mim, foi só então que eu notei o quão próximo ele estava de mim. Ele se virou para o amigo e sorriu sacana.

—Joe! Olá amigo do meu coração! —saudou o garoto de rosto vermelho

—Castiel... —Joe sorriu, suas gengivas pareciam sangrar—Vejo que vocês estão... se dando bem.

—Docinho e eu fomos feitos um para o outro, não é? —ele me olhou

Eu não sabia o que dizer, fique tempo de mais procurando as palavras, então Castiel coçou a nuca.

—Ela é um pouco tímida. —sorriu

—Vá devagar com ela, cara, o irmão dela parece ser durão. —Joe disse

—George?! —gargalhava de forma escandalosa—Docinho me contou que ele é um cagão, sobreviveram por sorte, esses aqui são uns fracotes. —se virou para mim— Sem ofensas docinho, você sabe que eu te adoro.

Joe sorriu novamente, bateu nas costas de Castiel para se despedir e saiu tossindo. Castiel suspirou e olhou novamente para mim.

—Não conte isso para George, mas se puder fazer ele ser menos badass será de grande utilidade. —falou baixo

—Eu vou tentar.

Depois disso ele me arranjou algo para comer, mingau de aveia, ficou todo orgulhoso quando me viu procurar algo no meio e o obriguei a provar antes, aquele maluco ficou apertando minhas bochechas como se eu fosse uma criança. Depois me arrumou uma blusa nova, uma de suas grandes camisas brancas, pois a minha estava toda suja e rasgada, mas apesar de toda a bondade ele ainda era um pervertido e eu o peguei me espiando trocar de roupa. Depois de bater nele, Castiel se tornou uma pessoa até aturável, me levou para conhecer todos os cantos daquele acampamento.

O lugar era enorme e muito bem vigiado, haviam cercas ao redor das tendas que mantinham os mortos longe e um grande portão vigiado. Pelo o que pude ver estávamos fora da cidade, em algum lugar perto da rodovia. Havia um lugar com muitos carros ali, além de camionetes militares haviam carros civis e até um ônibus escolar, muito provavelmente para transportar muitas pessoas no caso de algo dar errado ali.

Depois do ‘tour’, Castiel se tornou novamente um pervertido começando a dar em cima de mim e quando foi me levar para ver o meu irmão ele ‘tropeçou’ e caiu em cima de mim, o maldito ainda por cima me beijou.

Ainda não acredito que dias depois beijar ele foi minha única salvação.”

Notas finais
Mereço reviews? Sério pessoas, falem comigo!!! Vocês não me dizem nada, como eu sei se tá bom ou não?? Falem comigo, pls ;-;