Rota Zero

14 Todo mundo odeia Contests


Notas iniciais
E nessa sexta feira viemos com o primeiro Contest de December. A media de palavras dos capitulos apartir de agora também manterão um quantidade maior como podem ver, a historia começa a criar um ritmo mais veloz. Espero que gostem de ler tanto quanto eu gostei de escrever. Leitores Fantasmas, digam um "Ola" de vezes enquando.

Haila

TODO MUNDO ODEIA CONTESTS

Cocei o olho enquanto ia com Deedee até a pracinha onde havíamos parado de correr no dia anterior. Se eu já havia me conformado com essa historia? Com certeza não. Quanto dinheiro ele tinha investido para se inscrever nesse Contest afinal de contas? Revirei os olhos e bufei, “não adianta chorar pelo leite derramado” murmurei a mim mesma.

Eu não conhecia muita coisa sobre Contest, mas tendo Adizia como mãe eu esperava que Deedee tivesse herdado algum talento natural. Com o livro na mão eu o encarei e temi que nem uma gotinha da magia familiar tivesse recaído sobre ele.

Um gemido se fez ouvir chamando nossa atenção. Riolu estava estendido no chão perto de Simisage – tome mais cuidado com ele – repreendi o Pokémon.

Simisage fez um movimento com a cabeça demonstrando que compreendeu e voltou a brincar sorridente com Riolu. – Eles se dão melhor que nós – comentou Deedee andando do meu lado. Eu apenas assenti.

– Bom, a primeira coisa que o livro diz é que você deve conhecer os movimentos dos seus Pokémon – comentei olhando para Bacon que estava próximo a perna de Deedee. O pequeno Pokémon de fogo olhava para Chiclete e Simisage que ainda se enroscavam de forma amigável.

Deedee balançou a cabeça em um movimento positivo quando o encarei. Tentei imaginar até que ponto ele era novato “nessa coisa de Pokémon”. Ele não sabia sequer o que era um Potion.

– Qual Pokémon você inscreveu? – perguntei a ele erguendo a mão direita.

– Na verdade, nenhum – ele respondeu olhando para Bacon. – Eles me disseram apenas que eu poderia usar somente um Pokémon e que ele deveria ser registrado na categoria em que eu quisesse participar, amanhã até meio dia.

Dei de ombros e perguntei novamente – e que Pokémon você pretende usar?

– Eu não pensei nisso ainda – ele respondeu balançando a cabeça.

Um ótimo começo. Talvez eu devesse ter me inscrito nesse Contest, mas só a ideia me deixava com preguiça. De todas as coisas que eu poderia vir a me tornar, coordenadora Pokémon parecia uma das mais distantes.

Não que eu não achasse legal. Passei algumas boas tardes assistindo O Grande Festival e cheguei até mesmo a torcer pela mãe do Deedee quando era mais nova. E ainda era muito estranho pensar nisso.

Passei a mão no rosto e respirei fundo – certo, você tem três Pokémon. Um do tipo fogo, um do tipo lutador e um tipo normal. Acho que você deveria se inscrever na categoria Cool.

Deedee continuou sem expressão e confirmou com a cabeça novamente mostrando que estava prestando atenção. Nós precisávamos do dinheiro, então ele tinha que ganhar. Claro que eu esperava que ganhando tantos Contest e escrevendo livros a mãe de Deedee tivesse uma boa situação financeira, mas com um filho tão, como dizer sem magoar, inútil como esse eu duvidava que ela estivesse disposta a ajudar. Eu só ainda não sabia como ele faria pra ganhar.

– Acho melhor você não usar essa Patrat louca – comentei tentando pensar no que fazer.

Leaf estava deitada um pouco mais a frente, debaixo de uma árvore. Caminhei até ela e fui seguida por Deedee. – se você quiser pode usar um dos meus Pokémon.

Deedee olhou para Leaf e eu podia jurar que senti a tensão no olhar do garoto – obrigado, acho que vou ficar com Chiclete e Bacon mesmo. Minhas experiências com Pokémon emprestado não são muito... – Passou a mão pelos cabelos. – Você sabe... – Ele tinha me contado sobre Peach e Cassie, em uma tentativa de explicar o comportamento avesso da Patrat.

Bacon pareceu entender o que ele disse e o encarou com olhinhos brilhantes. Não sei se de medo ou de alegria. – Talvez eu devesse usar ele – o garoto comentou pegando o Pokémon no colo.

– Talvez – comentei desanimada. Ele realmente me pareceu empolgado quando me contou sobre o Contest, mas não era difícil reparar a insegurança que transparecia dele.

Então agarrei Leaf que reclamou um pouco e a coloquei no meu colo. Quando me ajeitei na grama fiquei exatamente de frente para Simisage e Riolu e só então reparei em seus movimentos.

Simisage tentava golpear Riolu desferindo socos com as duas mãos e com movimentos rápidos e até mesmo graciosos o Pokémon lutador se esquivava dos ataques. Em dado momento Simisage libertou seus chicotes e para se defender Riolu pulou para trás arqueando o corpo, o girando cento e oitenta graus, se sustentando apenas pelas mãos e voltando a ficar de pé.

Os dois pararam ofegantes e se jogaram no chão com expressões felizes e satisfeitas no rosto – você viu isso?

Perguntei a Deedee que ergueu o olhar até mim e perguntou – o quê?

– O Riolu é muito bom, você deveria usá-lo – sugeri ficando empolgada. Talvez tivéssemos uma chance.

– Chiclete é bom? – Ele perguntou meio confuso.

Afirmei com o polegar e sorri – o Simisage é melhor treinador que nós dois juntos. – Deedee olhou para os dois Pokémon a nossa frente e franziu o cenho.

=8=

Passamos boa parte da tarde ali com Simisage e Riolu treinando. Percebemos que se os dois trabalhassem juntos, fazendo os mesmo exercícios Chiclete se esforçava mais. Treinamos vários chutes, socos e saltos. Comecei seriamente a acreditar que poderia dar certo.

Deedee também pareceu se animar no decorrer do treinamento. Ele me confessou que aquela era a primeira vez que fazia algo parecido e eu lhe contei que também não tinha costume de treinar.

Quando por volta de cinco da tarde os dois pareciam bem cansados, Deedee sugeriu que déssemos fim ao treinamento. Deu alguns Pokéblocos a todos que pareceram satisfeitos com lanche e os recolhemos as Pokéball.

Quando perguntei sobre Peach, Deedee fez uma careta – ela precisar comer também, Deedee – o repreendi fazendo o olhar mais furioso que pude. Eu estava começando a me divertir com as expressões temerosas e confusas do aspirante a coordenador.

Ele mexeu no bolso da jaqueta roxa e pegou uma Pokéball entre mais duas que ali haviam. Estranhei, mas o garoto carregar Pokéball vazias junto as outras não me surpreendia mais. Me encarou por um segundo antes de estender a mão em minha direção – toma, você é melhor do que eu com Pokémon.

– Você tem que fazer – revidei com a voz alta – e quando eu não estiver por perto?

Ele deu de ombros e continuou com a mão estendida. Peguei o objeto e o joguei para o alto. Depois de girar uma vez o raio de luz vermelho foi emitido, materializando a pequena Patrat de pelos acinzentados no chão.

Me abaixei com alguns Pokéblocos na mão e estendi os braços.

A Pokémon me encarou um pouco e depois a Deedee, que sequer se moveu. Ela deu dois pequenos passos meio tontos na minha direção e depois disparou a correr, dando um pequeno salto e começando a comer na minha mão mesmo. Olhei para trás com um olhar vitorioso e um sorriso debochado. Deedee torceu os lábios e me encarou de braços cruzados.

=8=

A noite pareceu durar uma eternidade. Fomos ao mesmo restaurante meia boca da noite passada e depois de somar o dinheiro que tínhamos o desespero começou a bater. Eu não queria dizer ao Deedee, mas estava colocando todas as minhas fichas na vitória dele.

Ele ficou bastante calado durante a noite lendo o livro da mãe enquanto eu, deitada na cama do lado, me aprofundava no livro da folha que havia ganhado de Lenora.

Descobri várias coisas interessantes sobre como aumentar o ataque de um Pokémon tipo planta, sobre Nature e também Hability, de qualquer forma acabei dormindo sem perceber.

Quando acordei Deedee não estava no quarto. Depois de verificar o relógio, tomei um banho rápido e resolvi respirar um pouco de ar fresco fora do Hotel. Dei de cara com ele que estava com as mãos no bolso na calçado olhando o movimento na rua.

– Nervoso? – Perguntei antes de chegar ao seu lado.

Ele olhou para trás com uma expressão indecifrável à lá Deedee e sorriu – um pouco, mas depois de tudo que fizemos ontem eu imagino que terei pelo menos uma boa classificação.

Balancei a cabeça positivamente e fiquei um pouco ali com ele antes de voltarmos para o quarto.

Dei uma mexida no cabelo de Deedee tentando organizá-lo. Ele pareceu bastante satisfeito, mas não vi grande mudança no final. Depois de conversarmos um pouco com Chiclete fomos finalmente até onde o evento aconteceria.

O endereço era um pouquinho longe, mas demoramos mais para descobrir onde ficava do que propriamente chegar ao lugar.

Era um prédio de três ou quatro andares que ocupava quase um quarteirão. Não sei dizer se era um ginásio poliesportivo que foi ajustado para o evento, ou se realmente aquele prédio era específico para Contest.

Havia um movimento considerável de pessoas perambulando do lado de fora. Algumas barracas de comida foram montadas e faixas alegravam o lugar.

– Eu não imaginei que teria tanta gente – Deedee comentou olhando em volta.

Paramos na portaria e Deedee apresentou seu Contest pass. Um cara magro e alto de cabelos cacheados sorriu e nos deu passagem – acho que ainda aparecerão muitas outras pessoas. O concurso só começa dentro de duas horas.

Ele me olhou meio preocupado e logo me arrependi de ter feito o comentário. Mas o que ele esperava, que apenas os jurados fossem assistir?

Seguimos um grande corredor até nos encontramos no meio de um enorme auditório. Era exatamente como os concursos que víamos na TV. Alguns coordenadores já estavam presentes e Pokémon de todos os tipos se alongavam e ensaiavam ali.

Arquibancadas cobriam as paredes, a mesa dos jurados disposta em um canto e no centro a arena demarcava no chão. O enorme placar pendia sobre nossas cabeças, erguido a uma altura de mais de cinco metros completando assim a decoração.

Caminhamos até a mesa dos jurados onde uma pequena fila estava formada, paramos atrás de uma garota de vestido amarelo – porque tem tanta gente aqui? – Deedee perguntou olhando em volta.

– Certamente são participantes. Eles não abriram os portões ainda – respondi dando dois passos para frente para acompanhar o movimento da fila. Deedee franziu o cenho e suspirou fazendo cara de desanimo. Dei uma cotovelada nele e a garota de vestido amarelo deu lugar a nós.

Chegamos à mesa e uma mulher de cabelos presos em um coque alto nos olhou sobre o óculos – Contest pass por favor. – Dei um passo para trás e praticamente empurrei Deedee para minha frente. Eu não podia negar que estava tão ou mais nervosa que ele.

A mulher me encarou com um olhar preguiçoso e me perguntou – mocinha, seu Contest pass, se vai participar mesmo não enrole. Temos muito o que preparar.

Balancei a cabeça negativamente e sorri sem graça – só estou acompanhando December, não vou participar.

– December? – A mulher repetiu fazendo uma careta – se você não vai participar então não pode ficar aqui dentro. O que eles estão fazendo na portaria? – Questionou ela ficando de pé atrás da mesa.

Deedee deu um passo à frente e interrompeu a mulher – ela é minha orientadora.

A mulher olhou nos olhos de Deedee e depois pra mim – ela é o que sua?

– Orientadora, sabe, que orienta – ele respondeu meio irônico.

A mulher pareceu perder a paciência. Fez um barulho agudo com a boca e se sentou pesadamente na cadeira. – Que seja – murmurou secamente – não sei onde esses coordenadores de hoje vão chegar.

Deedee se abaixou e começou a preencher a ficha sobre a mesa enquanto eu quis enfiar minha cara em um buraco.

Depois que terminou de preencher encontramos uma escada que levava a arquibancada. Subimos alguns degraus e ficamos olhando os treinadores lá embaixo. Sugeri que ele liberasse Chiclete para que ele pudesse se acostumar com o ambiente e ele prontamente o fez.

– De onde você tirou aquilo de orientadora? – Perguntei olhando o Purrloin de um garoto saltar sobre um aro que ele erguia com o braço a uma altura considerável.

Ele seguiu meus olhos e resmungou alguma coisa vendo a cena – não sei, foi à primeira coisa que consegui pensar. – Pensei em questionar citando opções melhores, mas decidi ficar calada.

Ficamos ali olhando os coordenadores até que um a um eles começaram a desaparecer indo em direção ao vestiário. Faltando uma hora para o evento a mulher anunciou que os portões seriam abertos e todos, inclusive Deedee foram cuidar de seus últimos preparos.

Eu o abracei e desejei boa sorte. Ele pareceu meio sem graça com o contato físico, mas agradeceu com um sorriso. – Você pode me fazer um favor?

– Claro, o que precisa? – Perguntei esperando que não fosse nada idiota.

– Queria que Bacon pudesse assistir – e estendeu a Pokéball em minha direção.

Peguei a Pokéball e libertei o suíno, o deixando sentado do meu lado imediatamente. Dee agradeceu novamente e se foi. Ficamos na primeira fileira, quase atrás da mesa dos jurados. Apenas algumas cadeiras acima.

Logo o lugar foi enchendo e as dezenas de vozes e risadas começaram a ecoar pelo estádio.

Morri de ansiedade até que os jurados finalmente chegaram as suas mesas e a apresentadora, uma mulher linda de longos cabelos ruivos, chegou ao centro do estádio. Os Câmeras se ajeitaram nos cantos e o telão sobre nós foi ligado.

O rosto da mulher foi focalizado e a multidão se calou.

– Muito boa tarde a todos os fãs da oitava arte. Meu nome é Cindy Macfly e serei a apresentadora desse grande espetáculo – se apresentou fazendo uma reverência.

Meu coração estava parecendo um tambor. Batendo tão forte no peito que mal pude respirar. Temi que Deedee estivesse tão ansioso como eu, mas infelizmente agora, tudo que eu podia fazer era torcer.

– Como de costume apresentarei os jurados – disse ela erguendo o braço em direção as pessoas sentadas na mesa. – Nosso primeiro jurado, o senhor Darvin Vandcamp – o homem careca sorriu e acenou para as pessoas na plateia que pareceram receber uma dose de adrenalina e começaram a grita e acenar de volta.

– Suze K, Top coordenadora e filantropa – a mulher de cabelos castanhos ondulados acenou para plateia. Ela era linda, ao ver seu rosto sendo focado no telão até mesmo cheguei a sentir inveja. Era improvável que alguém pudesse ter uma pele tão perfeita.

– E por ultimo, mas não menos importante Burgh, o líder do Ginásio de Castelia nos encanta com sua participação nesta tarde. – Tentei vê-lo direito olhando para baixo, mas ele estava de costas para mim, então ao encarar o telão tentei decorar seu rosto. Uma chama se acendeu em mim e decidi naquele momento, que lutaria com o homem de cabelos longos.

Seria uma ótima oportunidade. Ele era o primeiro líder de ginásio que eu conhecia. Bom, ginásio ativo. Se eu quisesse me tornar uma treinadora Pokémon como Jaden teria de ter insígnias.

Os momentos seguintes foram um borrão. Eles começaram a chamar os coordenadores um a um para as apresentações por categoria. Assim que os coordenadores da categoria Beautiful terminaram suas apresentações os da categoria Cool começaram a ser chamados.

Um a um, em ordem alfabética, os Coordenadores foram chamados. O garoto do Purrloin foi o primeiro a se apresentar. O nome dele era Aaron. O Pokémon dele fez um ótimo trabalho, dando saltos e cambalhotas legais. A plateia o aplaudiu com fervor e ele se retirou depois de fazer uma mesura.

Mais duas garotas foram chamadas e então o nome do Deedee foi dito. Eu estava tão nervosa. Parecia que eu entraria naquela arena. Fiquei de pé segurando no parapeito enquanto esperava ele aparecer e Bacon agitado por ouvir o nome do seu treinador quase atravessou as barras de proteção e caiu na arena.

Não demorou muito. O cabelo dele parecia impecável no telão e um sorriso sem graça brotava em seu rosto.

Comecei a gritar e acenar o máximo que pude, sendo quase totalmente abafada pela multidão, mas para a minha alegria e euforia de Bacon ele nos encontrou logo e deu um sorriso escancarado desta vez. Imagino que de alívio.

– Muito bem, ah, eh, December certo? De Aspertia City, o que tem para nós? – Cindy perguntou sorridente, tentando não mostrar seu estranhamento com o nome. Já havia gaguejado mesmo para dizê-lo.

Deedee retirou a Pokéball do bolso e a jogou para alto assim como tínhamos combinado. Enquanto ela ganhava altura o raio de luz vermelho cortou o ar e no alto o Riolu tomou forma. Com seus braços e pernas dobramos.

O pequeno Pokémon girou no alto e caiu sobre as duas patas traseiras erguendo as patas dianteiras.

– Chiclete use o Reversal seguido de Force palm e salto – comandou Deedee confiante.

Apertei a barra de ferro do parapeito com força enquanto Chiclete balançou a cabeça afirmando e saiu correndo. Ele era bastante rápido, correndo com as patas dianteiras largadas para trás. Deu um pequeno salto jogando seu corpo de costas e com um movimento brusco de perna chutou o ar girando seu corpo o deixando na orientação correta novamente.

Antes de cair executando o Force Palm, acertando o ar com movimentos rápidos com as mãos, patas dianteiras, sei lá.

Caiu graciosamente no chão dobrando-se sobre seu joelho e novamente pulou, girando seu corpo para frente em um salto mortal. A plateia gritou de empolgação e vi no rosto de Deedee no telão o misto de euforia e nervosismo tomando conta. Bacon fez um som animado e quando o olhei percebi que ele dava pulinhos de ansiedade.

Chiclete olhou para Deedee esperando novas ordens e o coordenador suspirou brevemente antes de prosseguir – ok, Quick Attack, use a parede e salte.

Esse movimento tinha sido um dos que mais treinamos, eu estava confiante de que ele conseguiria executá-lo bem, mas não pude deixa de ficar nervosa. Ele começou a correr, desta vez bem mais veloz. Vi que Darvin, um dos jurados sorriu com isso e o aperto no meu peito diminui.

Com um movimento magnifico Chiclete se jogou contra a parede, deu dois passos a usando como apoio, ganhando altura e se jogou de costas com os braços abertos. Seu corpo arqueou e em um movimento magnifico caiu de pé, rugindo da como forma como podia no final.

– Esplêndido – exclamou Cindy batendo palmas e sorrindo enquanto as pessoas nas arquibancadas explodiam em gritos e assobios. Olhei para o telão novamente e vi a expressão de alívio no rosto de Deedee que agora sorria apenas de alegria e orgulho de seu Pokémon.

Eu queria correr e abraçá-lo pra comemorar que tinha dado tudo certo, mas logo ele estava voltando para o vestiário e um novo coordenador entrou na arena com seu Snivy do lado.

A hora demorou há passar um pouco. Eu estava muito ansiosa pela segunda parte e logo os nomes dos treinadores já estariam sendo anunciados. Peguei a Pokéball de Simisage e Leaf, os libertando para que eles pudessem acompanhar a segunda parte comigo.

Leaf não pareceu muita satisfeita com a multidão, mas Simisage me deu a impressão de já ter estado em locais assim antes, o que me fez pensar por onde Cilan deve ter passado com ele. Aquele Pokémon era muito mais experiente que eu, era quase uma honra poder tê-lo na equipe.

– Agora vamos anunciar quem serão os candidatos que passarão para a próxima fase – disse Cindy depois de voltar da mesa dos jurados. – Estão ansiosos meus queridos? Porque eu estou.

Assim que ela ergueu o braço a imagem de cada um deles foi aparecendo. Cada uma delas captadas durante as apresentações. Separados por categorias os oito primeiros coordenadores que foram classificados foram sendo mostrados um a um.

O garoto do Snivy ficou em segundo lugar. Aaron o coordenador de Purrlion ficou em quinto e em sexto lugar estava lá, o rosto sorridente de Deedee. Suspirei de alívio enquanto Simisage pulava de alegria. – Pelo menos pegaram um ângulo bom. Acho que ele ia gostar de saber disso – comentei pra mim mesma.

Depois de uma pausa de quinze minutos os oponentes foram apresentados. Deedee enfrentaria coincidentemente o garoto do Snivy. Seu nome era David. Pela aparência ele deveria ser um pouco mais novo que Deedee. Não deveria ser tão difícil vencê-lo.

A primeira luta foi do primeiro colocado, que lutou contra a garota de vestido amarelo, Clarice. Pra ser sincera não prestei muita atenção na luta entre os dois. O primeiro colocado estava usando um Tranquill enfeitado com um laço. Já a garota tinha um Audino com uma flor presa na orelha.

Torci o lábio quando os vi pela primeira vez e fiquei me repreendendo mentalmente por não ter colocado um terno ou pelo menos uma gravata em Chiclete. E Deedee, nem sequer havia usado uma roupa especial como os outros. Então me dei conta do porque o Deedee era coordenador e eu não. Ri de mim mesma.

O Tranquill do garoto acabou vencendo o Audino depois de uma luta demorada. O Timer no placar quase zerou.

Me levantei de novo quando as fotos de David e Deedee apareceram no telão. Simisage se jogou contra o parapeito tentando ao máximo olhar por cima das barras de ferro, mas por fim decidiu escalá-las.

O primeiro a chegar à arena foi David. Ele acenou para as pessoas na arquibancada que gritaram e aplaudiram de volta. Deedee entrou mais envergonhado. Ele estava sério, com o olhar meio perdido olhando para a centena de pessoas a sua volta.

Um juiz se apresentou e depois de algumas palavras doces e enjoativas de Cindy finalmente Deedee e David se cumprimentaram no centro da arena.

Deedee me procurou mais uma vez na plateia enquanto voltava para o seu lugar e eu, Bacon e Simisage acenamos e gritamos, mesmo sabendo que as vozes ao nosso redor abafavam nossos gritos.

– Vamos então à segunda rodada de batalhas. No canto esquerdo – apontou Cindy com o braço – temos o novato em concursos, December, vindo de Aspertia City. No canto direito – disse ela girando o corpo – temos David, vindo de Nimbasa City. Não se enganem por sua idade, pois ele já é um coordenador experiente. No que será que isso vai dar? – Terminou ela de apresentar exaltando sua voz.

– Prontos? – O juiz perguntou. Os dois confirmaram com a cabeça e então o sinal tocou e a barra de pontos apareceu abaixo da foto dos dois no telão.

David disse alguma coisa a Deedee, mas foi baixo de mais para que pudéssemos ouvir. Infelizmente não parecia ser coisa boa porque Deedee franziu o cenho e jogou a Pokéball que saiu rolando pelo chão.

O raio de luz cortou o ar novamente, deixando Riolu no chão. Para a minha surpresa e para a de todos, Chiclete continuou dando cambalhotas até parar quase no centro da arena e ficar em posição de ataque apoiado no joelho direito.

A plateia aplaudiu sorridente e eu comecei a gritar de empolgação. Aquele imbecil não tinha me falado nada sobre isso. Talvez fosse isso que ele tivesse ido fazer antes de eu acordar.

David fez uma careta e libertou seu Pokémon sem nenhuma mesura. Snivy surgiu com seu porte orgulhoso. Comecei a babar olhando aquele Pokémon. Ele era tão lindo, eu precisava capturar um.

David começou. Deu um comando e seu Snivy começou a usar o tornado de folhas. Chiclete não teve tempo de desviar. Apenas se defendeu com as mãos e o placar de pontos desceu pela primeira vez.

Mas essa foi só a ponta do Iceberg. Do ângulo que Deedee podia ver, o tornado de folhas era o único problema, mas quem estava do outro lado da arquibancada pôde ver que Snivy estava correndo em direção a Chiclete.

O Pokémon planta saltou em meio ao seu próprio ataque e aproveitou a força do vento para girar seu corpo e se arremessar contra Chiclete que foi surpreendido e lançado a um metro de distância.

O placar voltou a descer, deixando os pontos de Deedee quase na metade. Xinguei furiosa e uma mulher que estava ao meu lado me encarou carrancuda. Ergui meus braços em sinal de trégua e voltei à atenção para a arena.

Deedee deu o comando e Chiclete começou a correr na direção de Snivy. David deu outro comando e Snivy também foi na direção de Chiclete. Os dois se encontraram pouco depois do meio, mais do lado de David.

A calda de Snivy brilhou verde e eu reconheci o ataque Leaf Blade. Deedee não devia conhecer o ataque pois pude jurar que ele gritou para Chiclete usar Quick Attack.

Snivy acertou em cheio o Pokémon lutador que caiu no chão com força. O placar desceu novamente, agora estava abaixo da metade. Amaldiçoei em pensamento e olhei para a velha do meu lado de olhos semicerrados. Se eu tivesse tempo ia discutir com ela.

Chiclete se ergueu com a pata no braço direito. O Câmera deu um close em sua cara, e era nítida a dor.

Deedee estava com uma expressão nervosa. Provavelmente não sabia como agir. Então novamente Snivy atacou com Vine Whip. Vi Deedee gritar e Chiclete começou a se esquivar dos ataques usando sua velocidade.

Os pontos de David caíram também. Sinal de que ele perdera pontos por errar os ataques.

Então quando os ataques cessaram Chiclete esta ofegante. Deedee provavelmente estava com medo de revidar, pois os dois se encararam por um minuto antes de David dar o último comando.

Energy Ball. Meu ataque preferido dos tipo plantas. Chiclete tentou segurar a esfera verde com as mãos quando ele percebeu que não poderia escapar. Ele a segurou por alguns segundos, tempo suficiente para os jurado acreditarem que ele conseguiria, fazendo a barra de David descer alguns pontos, mas a mesma explodiu jogando com força o Pokémon no chão.

Quando os pontos de Deedee chegaram a zero e a sirene tocou, fazendo a foto de David preencher o telão com um enorme Winner escrito em cima, Deedee correu até o centro da arena onde Chiclete estava caído e se abaixou perto dele. Gritos e aplausos explodiram no ginásio.

O garoto falou algumas coisas que eu não pude entender e trouxe de volta para a Pokéball seu Pokémon.

Soltei o ar que nem reparei estar segurando e passei a mão na cabeça de Simisage que parecia triste com a derrota de Deedee e Chiclete. Bacon estava sentado de cabeça baixa, provavelmente desapontado com a surra que seu amigo e treinador haviam levado. Dee me procurou por uma última vez antes de desaparecer em direção ao vestiário. Nossos olharem não se encontrarem por mais que um segundo, mas pude notar a tristeza estancada.

Quando a mim, só queria o dinheiro.

Notas finais
E é isso. Haila diria – Precisamos de dinheiro e esse idiota gastou o pouco que tinhamos inutilmente. Eu digo: Esperem porque as coisas vão ficar muito mais legais! Espero que tenham gostado, eu gostei. Comentarios? Me xinguem se quiserem, mas falem comigooo!