Rota Zero

12 A ocasião faz o ladrão


Notas iniciais
Então chegamos a mais um sexta-feira com um capitulo cheio de coisas que não posso falar se não seriam Spoilers. A chegada turbulenta de Haila a Castelia City, como sempre com uma pitada de má sorte. Espero que gostem. Tia Chibieska me deu uma mão na construção e acho que ficou bem bacana.

Haila

A OCASIÃO FAZ O LADRÃO

Quando finalmente cheguei à passarela que fica sobre a rodovia percebi a magnitude da ponte. Além da vista incrível, que a altura em que eu estava proporcionava, a própria ponte poderia ser chamada de ponto turístico.

Segui andando sobre o trânsito calmo abaixo de mim e demorei mais do que imaginava para alcançar o primeiro par de torres que apoiava a ponte. Ao longe eu podia ver a cidade de Castelia e seus enormes prédios pareciam reluzir com o brilho do sol da manhã.

A minha esquerda, o mar parecia infinito. Lembrei-me da vista da minha cidade e senti uma pontada de saudade, mas tanta coisa parecia ter mudado dentro de mim. Eu queria tanto seguir em frente, ver até onde eu poderia chegar.

Leaf parecia preguiçosa do meu lado, com a cabeça erguida olhando como eu para o mar. Imagino que se ela pudesse falar talvez dissesse que sentia falta dos irmãos, ou algo assim.

Nesse ritmo chegamos ao segundo pilar e logo os prédios pareciam gigantescos sobre mim. O movimento de pessoas foi aumentando gradativamente e o barulho do trânsito também.

Peguei Leaf no colo, segurando-a por baixo das patas dianteiras e caminhei um pouco desorientada pelo porto. Havia barcos e navios de cruzeiro gigantescos nos ancoradouros o que atraiu minha atenção e me deixou maravilhada.

Quando percebi havia sido tragada pela multidão nas calçadas. Então notei que não tinha ideia de onde ficava o Centro Pokémon. Parei em frente a uma vitrine onde manequins femininos eram expostos com vestidos de festa e suspirei.

Leaf fez seu barulho esquisito querendo me dizer que não queria ficar no meu colo então aumentei o aperto para mostrar-lhe que “nem em sonho” eu faria isso. Soltei a respiração lentamente tentando me acalmar.

O fluxo de pessoas e de carros estava me deixando nervosa. O barulho do montante de vozes, o som dos pneus dos carros contra o asfalto. Agora até mesmo o barulho do mar se chocando contra o quebra mar se fundia ao ruído que preenchia a cidade.

– Não seja burra – murmurei pra mim mesma. Leaf se remexeu mais uma vez mostrando seu desconforto chamando minha atenção pra ela, então desisti – tá bom – deixei escapar pegando a Pokeball dela, a mandando de volta lá pra dentro.

Joguei a Pokeball na bolsa e resolvi fazer uma das coisas que mais detesto. Pedir informações. Hesitei duas vezes porque todos pareciam ocupados demais, mas quando vi duas mulheres conversando casualmente pela calçada tomei coragem.

Elas me disseram que eu estava a seis quarteirões de distância. Que eu deveria seguir a rua do porto e continuar do mesmo lado da calçada. Agradeci aliviada e segui andando.

Devo ter demorado cerca de vinte minutos para ver a cor vermelha na fachada do prédio. Tive que esperar alguns sinais fecharem e também que andar mais devagar para não esbarrar nas pessoas para finalmente conseguir chegar.

O Centro Pokémon ficava no primeiro andar de um prédio enorme. Não era muito diferente dos outros na parte de dentro. Apenas notei que o fluxo de pessoas ali também era maior.

Fiquei parada na porta um pouco, vendo as pessoas interagindo umas com as outras e cuidando de seus Pokémon, e me lembrei da despedida de Cilan no Centro em Nacrene City.

Sinceramente eu não conseguiria me imaginar sem Leaf. Quanto mais vê-la partindo assim. Cilan deve ter sido muito forte e isso me dava mais vontade ainda de treinar Simisage.

Fui ao PokéMarket e comprei alguns Pokéblocos e dois fracos de Potion por segurança, então decidi relaxar um pouco. Dei uma volta pelo Centro, mas todas as mesas estavam ocupadas, xinguei mentalmente, então sai e decidi procurar alguma lanchonete ou algo assim.

Dei uma volta pelas proximidades e encontrei um lugar legal com mesas na calçada e palmeiras em miniatura na entrada. Me sentei e pedi alguma coisa pra comer e um suco.

Era estranho pensar no tamanho da cidade. Eu parecia estar ilhada, cercada por prédios altos e dezenas de pessoas que nem sabiam que eu existia.

Peguei as Pokeball em minha bolsa e deixei Simisage e Leaf saírem. Leaf olhou um pouco em volta, caminhou até a beirada da minha cadeira e se deitou. Já Simisage pareceu estranhar o lugar.

Primeiro me encarou um pouco inexpressivo, logo depois começou a olhar curioso para os prédios, para as pessoas e para a lanchonete. – Sente comigo – pedi a ele apontando para cadeira do outro lado da mesa.

Mexi na minha bolsa e encontrei os pokéblocos. Peguei alguns e entreguei ao Pokémon que me retribuiu com um sorriso símio engraçadinho. Ele os comeu depressa e desceu da cadeira, vindo em direção a Leaf.

Ele se abaixou perto dela e segurou com dois dedos a pata da Pokémon. Leaf ergueu a cabeça e o olhou preguiçosamente, voltando ao cochilo em seguida. Simisage me olhou como se desamparado e eu não consegui conter o sorriso – não se preocupe, ela não é de muitos amigos.

Passei o resto da manhã em um píer brincando com os dois. Leaf se animou um pouco, mas acabou não interagindo muito. Simisage parecia muito sociável. Ele pulava, rolava e fazia barulhos engraçadinhos.

Voltei para o Centro Pokémon cheia de energia. Acho que finalmente estava me acostumando a ver tantas pessoas. Quando as portas de vidro se abriram notei que a quantidade de pessoas não havia diminuído.

Peguei as Pokéball dos dois e chamei Simisage de volta. Enquanto ele desaparecia no feixe de luz vermelho um vulto cinza surgiu na minha frente. Leaf arqueou as costas e quando percebi ela estava se atracando com outro Pokémon.

– Peach – gritou um garoto de blusa roxa correndo em nossa direção.

– Cuidado Leaf – gritei ainda desorientada com o ataque do Patrat furioso. Todos estavam olhando pra nós quando o garoto se jogou entre os dois e agarrou o Patrat com as mãos.

Leaf cravou os dentes no braço do garoto, mas acho que de tão assustado ele nem sequer sentiu. O Pokémon se debatia com força no colo dele enquanto ele se esforçava para acalmá-lo.

Me abaixei depressa segurando Leaf que parecia pronta para atacar os dois e vi o machucado em sua orelha. Assim que abri a boca para brigar com o garoto uma enfermeira mais velha apareceu. Ela colocou as mãos na cintura e com olhos furiosos começou a gritar – parem já com essa zona.

– Seu idiota – gritei para o garoto que só então pareceu ter me visto, – se não consegue controlar seu Pokémon não o tire da Pokeball.

Vários murmúrios começaram a ecoar no fundo e juro que pude ver o sangue da enfermeira correr todo para a cabeça – parem com isso, é contra as regras do centro Pokémon...

Mas infelizmente a enfermeira não teve tempo de terminar a frase. Antes que qualquer um de nós pudesse tomar qualquer atitude Leaf fez seu típico barulho, desta vez com rancor no tom e saltou do meu colo, no mesmo instante que o mesmo acontecia com o garoto de blusa roxa.

Os chicotes em suas costas surgiram com uma velocidade incrível e começaram a girar no alto enquanto as duas se engalfinhavam no chão. Tentei traze-la de volta para a Pokeball, mas não consegui que o feixe de luz a acerta-se.

Os murmúrios se tornaram um turbilhão de vozes e os gritos da enfermeira chegaram a uma magnitude tão assustadoramente exaltada que todos entramos em choque. Foi como se alguém apertasse o botão do mudo em um controle remoto.

De uma hora pra outra, todos ficamos em silencio, até mesmo os Pokémon pararam de brigar e a encararam estupefatos.

– Eu quero vocês dois fora daqui, agora – ela gritou com o a respiração ofegante. Seu peito subia e descia com tanta frequência que temi que a mulher tivesse um enfarto ou pior, que nos matasse.

Ergui a Pokeball de Leaf e finalmente consegui trazê-la de volta. Enquanto saia do Centro Pokémon dei uma olhada para trás e vi a expressão assustada e curiosa das pessoas que ficavam lá dentro.

Me repreendi mentalmente por mais uma vez chamar atenção desnecessária para mim e temi, talvez até inconscientemente, ser descoberta e pega.

Parei na calçada a um centímetro da rua e olhei para o ancoradouro a minha frente. Meu coração ainda estava batendo depressa e minha mão tremia um pouco. Olhei pra trás e vi o garoto de blusa roxa.

Ele estava com o olhar meio perdido e por mais que eu quisesse enforcá-lo, esse era apenas um pensamento superficial, afinal eu tinha preocupações maiores. Ele começou a caminhar na direção oposto a minha sem olhar para trás, então tomei a decisão que qualquer garota irritada tomaria no meu lugar. Fui atrás dele.

– Ei, você – gritei e a principio ele não olhou para trás, mas vi que a velocidade de seus passos diminuiu, – é você mesmo – gritei quase o alcançando.

O garoto parou de andar e se virou ficando de frente pra mim – seu imbecil, idiota. Por sua culpa fomos expulsos do centro Pokémon, o mínimo que você me deve são desculpas – gritei furiosa.

Ele franziu o cenho e respondeu em um tom indiferente – foi mal.

Ergui minha sobrancelha e senti meu sangue ferver – peça desculpas direito, você nem se quer fingiu arrependimento.

– Ok, desculpa minha doce princesa. – Ele estava sendo irônico. – Eu devo me ajoelhar e beijar seus pés como forma de demonstrar arrependimento?

Eu travei por um segundo, abri a boca pra responder, mas as palavras não saíram de imediato – quer mesmo ser irônico? Perfeito, vamos fazer o seguinte, aprenda a controlar seu Pokémon e depois a arrumar esse cabelo – então parei por um segundo e engoli a raiva de mim mesma. Por Arceus, eu não consigo articular uma frase melhor que essa?

– Qual o problema com o meu cabelo? – Ele puxou uma mecha negra e pareceu totalmente disperso com meu discurso.

– Acho que o seu Patrat não andou atacando só o meu Leafeon – respondi com um sorriso irônico. – Você precisa de mais do que uma enfermeira para salvar isso ai.

– Você não deveria falar isso, a Cassie ficaria muito chateada.

– Cassie? – Perguntei confusa. Que garoto estranho, pensei antes de retomar a discussão – do que você esta falando?

– Se bem que a Cassie também me disse que meu cabelo estava estranho. Está tão feio assim? – Por que ele não respondia o que eu perguntava?

Sinceramente eu gostaria de continuar a briga, esfregar a cara dele no asfalto, mas foi inevitável, meu sorriso irônico acabou sendo substituído por uma risada verdadeira. Suspirei profundamente e apontei para a cabeça dele – bom, ta grande e muito atrapalhado. Faz quanto tempo que você não lava isso hein?

Ele levou a mão à cabeça mais uma vez e passou os dedos entre os feios de cabelo fazendo uma cara engraçada depois. Fiquei olhando pra ele um tempinho antes de me tocar que por causa dele estávamos sem teto.

– Você tem algum dinheiro? Vamos ter que procurar um hotel – o lembrei.

– Tenho algum – ele me respondeu calmamente. Não dava pra dizer que estávamos no meio de uma discussão mortal um minuto atrás. – Mas por que, podemos dormir no Centro, não?

– Você é tapado ou só finge que é? – Perguntei ficando nervosa de novo – por sua causa fomos expulsos, lembra?

Pela expressão dele imagino que tenha entendido e isso pra mim já foi o suficiente. Precisei de um segundo pra me acalmar e comecei a andar em direção a primeira rua que vi.

Quando olhei pra trás ele continuava parado no mesmo lugar – você não vem?

Ele deu de ombros e respondeu quase que causalmente – ok, beleza. – Ele deu uma pequena corrida até me alcançar e depois começou a andar junto a mim. O lado positivo era que eu não estava sozinha nessa, o lado negativo é que eu devo ter tido a sorte de receber o cara mais lerdo que já conheci como companheiro. Pelo menos até achar o hotel.

– Alias, meu nome é Haila – me apresentei enquanto seguíamos em uma calçada movimentada.

– O meu é Deedee ­– ele respondeu trombando sem querer em um cara de camiseta. Acho que ele deve ter reparado na cara que eu fiz quando ouvi seu nome porque ele completou a frase dizendo – tem uma historia engraçada por trás disso.

Eu não disse nada e acho que ele também não esperava resposta.

=8=

Ainda eram cinco da tarde para nossa sorte, pois não havíamos encontrado nenhum hotel que coubesse no nosso orçamento. A cidade parecia cada vez maior. Quanto mais hotéis víamos, mais haviam para serem visto.

Passamos por uma infinidade de ruas e nem preciso comentar das incontáveis outras que não tivemos coragem de percorrer.

Em algum momento, Deedee sugeriu que déssemos uma olhada no hotel que tinha uma placa luminosa em um beco. Estávamos já um pouco afastados do centro da cidade e a essas alturas o movimento na rua havia caído consideravelmente.

Havia algumas caçambas de lixo impedindo a visão da porta do prédio. Algumas sacolas de lixo espalhadas pelo chão e um pouco mais a frente, havia uma escada de emergência de metal prateado fixada ao prédio.

– Que lugar horrível pra se colocar um hotel – comentou Deedee andando um pouco mais a frente.

Olhei mais uma vez para placa luminosa e dei de ombros. Eu sei que deveria ter pegado mais dinheiro do cofre, mas não tive coragem, em questão de um dia ou dois eu não teria mais nada. A solução seria arrumar inevitavelmente um trabalho.

Ouvi vozes estranhas e quando olhei para frente dois caras com ternos pretos estavam de pé no meio do beco.

Deedee continuou andando normalmente, então aumentei a velocidade do passo e o segurei pelo ombro – o que foi? – Ele me perguntou claramente confuso.

– Acho melhor voltarmos – sugeri baixinho.

– Voltar por quê? O hotel já é aqui – ele respondeu alto o bastante para que os dois caras escutassem. Senti uma vontade súbita de dar um soco nele, mas não tive oportunidade.

Os dois homens começaram a andar depressa na nossa direção e antes que eu pudesse orientar Deedee eles já estavam em cima de nós. – Onde pensam que vão? – Um deles perguntou.

Senti frio na barriga quando me dei conta de que ele era duas vezes mais alto que eu. Acho que Deedee finalmente entendeu a situação e ficou completamente mudo e imóvel.

O outro que estava com ele mexeu no bolso do blazer e sacou uma arma. Deedee tentou dizer alguma coisa pra mim, mas não consegui entender nada. Minhas pernas fraquejaram e meu coração começou a bater tão forte que eu podia jurar que todos ao meu redor podiam ouvi-lo.

– O que você tem na bolsa gracinha? – Perguntou o primeiro cara chegando perto de mim. Me afastei o mais rápido que pude. Eu queria correr, mas tinha medo que Deedee não conseguisse, medo que ele ficasse travado.

Por causa dele estávamos nessa situação, mas eu não poderia deixa-lo sozinho, eu ia me sentir uma idiota depois. Olhei pra ele e vi o medo em seu rosto, não muito diferente do que o meu estaria, então tomei uma decisão idiota quando o segundo brutamonte careca disse – só queremos suas coisas, ninguém vai se machucar.

– Alguém vai – gritei puxando minha Pokeball e libertando Simisage. Enquanto ele se materializava eu berrei – eles querem nos roubar Simisage.

O Pokémon macaco pareceu entender de imediato o que estava acontecendo e saltou furiosamente na direção dos dois homens. Os olhos de Deedee se arregalaram, agarrei o braço dele e comecei a puxa-lo na direção contraria a confusão.

O homem cujo qual Simisage atacou gritava de dor com os arranhões que recebia. – Eu vou matar vocês – vociferou o outro apontando a arma em nossa direção com olhos em brasa.

Fechei os olhos com força correndo sem rumo, segurando a mão de Deedee que me acompanhava desajeitado, quando ouvimos o som da arma. Mas ao invés de um estrondo, ou um grito de dor, ouvimos um “tick” falho. Depois outro e mais outro.

– Droga – o homem gritou. Quando olhei para trás Simisage corria meio que pulando pelo beco em nossa direção. O homem que foi atacado estava caído no chão e o outro com a arma fez um movimento puxando a parte superior dela para trás e depois apontou em nossa direção.

Dessa vez o tiro não falhou. Pude ouvir a bala rasgando o ar perto de nós. Deedee me puxou assim que chegamos à rua me fazendo virar para a esquerda perdendo a visão do beco. Simisage surgiu em seguida com a respiração ofegante.

Corremos enquanto ainda tínhamos folego e depois de vários minutos paramos em uma praça um pouco movimentada. Me joguei na calçada mesmo e coloquei a cabeça entre as pernas dobradas.

Deedee se apoiou nas pernas, o peito dele subia e descia com rapidez, seu cabelo estava todo desengonçado e seu rosto começou a ficar molhado. Eu também podia sentir o suor escorrendo por todo meu corpo e minhas pernas queimarem.

Simisage parou próximo a mim e se jogou no chão também. Ele parecei cansado, mas estava em um estado muito melhor do que o nosso.

– Não acredito que você fez aquilo – Deedee vociferou em meio a uma bufada, mas ele não parecia realmente espanto, mas sim feliz.

Franzi o cenho e fiquei de pé na frente dele – como assim? Se eu não tivesse tomado uma atitude nós teríamos que dormir na rua.

– Não é isso. O seu Simisage! Ele pulou e derrubou o cara! Foi um máximo. – Os olhos brilhavam ludibriados. Então do nada, ele parou e me encarou. – Mas nós poderíamos ter morrido, você sabe... – Ele fazia uma expressão engraçada, de quem conta um grande segredo.

– Estamos vivos não estamos? – Questionei – graças a você – disse me virando para Simisage que ainda estava largado no chão. Me abaixei e o abracei com força. Ele já não estava mais ofegando e pareceu ficar todo orgulhoso de si quando eu o soltei. Ele ergueu o peito e deu um enorme sorriso.

Deedee se abaixou e estendeu a mão, meio temeroso, na direção dele. Simisage o encarou um pouquinho e saltou sobre ele. Deedee se desequilíbrio e caiu sentado com Simisage ainda o abraçando.

Pude ver a confusão nos olhos dele. Era bonitinho e inegavelmente engraçado. De qualquer forma, eu não estava procurando amizades.

Notas finais
Queremos opiniões, nos xinguem, nos elogiem. Temos medo de fantasmas.