Roses and Clover

1 He's waiting in the garden, dont you know


Notas iniciais
Roses & Clover - Animal Liberation Orchestra

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O sorriso era inevitável de esconder naquele momento, embora suas bochechas estivessem vermelhas e quentes. Ele odiava, e amava, ao mesmo tempo, ter aquelas maravilhosas surpresas.

Era como aquele sol que aparecia num céu nublado depois de uma chuva.

Tinha o pequeno botão de rosa vermelha em suas mãos, observava silencioso, enquanto a chuva caía de vagar lá fora. O cheiro dele estava tão próximo. Aquele perfume caro que ele havia comprado no mês passado.

Ele fechou o sorriso, abaixou o rosto. Só o levantou quando beijou-o com delicadeza, virando seu rosto o suficiente para tocar-lhe a bochecha.

Teve certeza de ver um sorriso irradiar no rosto dele, e sentiu-se satisfeito. Tudo que ele queria era deitar sobre ele no sofá e ficar olhando o botão de rosa em um vaso em cima da mesa de centro. Talvez conversassem sobre algum caso rotineiro. Sobre alguma fofoca do vizinho, sobre como o tempo em Londres era estranho e melancólico. Ou simplesmente dormiriam, acordariam com dores, e depois fariam algo para comer.

Esses momentos se passavam tão rapidamente, mas era ali que ele encontrava aquele sentimento tão radiante. Sentia algo estranho percorrer seu corpo. Não sabia exatamente o que era, mas sentia os olhos molhados de mais.


Feliz.

(...)

A gota descia. Dava curvas, juntava-se a outra. O vidro embaçava; um arrepio do frio que vinha da janela.

Os olhos juntavam-se àquela corrida. Era de fato uma das melhores coisas a se fazer quando se chove. Nada. Absolutamente nada. Seu livro preferido estava sobre o sofá, ele apenas sentou na cadeira de madeira, observando o tempo lá fora; as gotas no vidro; a corrida.

Tinha estado tão longínquo... Tinha saudade. Sua ultima mensagem não fora respondida, mas ele sabia o quão ocupado ele era. Tempo era uma das coisas que pouco lhe faltava, mas o americano tinha de poucos. Talvez por ser um irresponsável. Deixar os assuntos para a ultima hora roubando seu tempo para jogar algum videogame que lançou naquele dia. Pegou-se rindo. Ele ainda tinha as atitudes de uma criança.

A gota desceu na madeira da janela. Arthur quis observar outra, mas sentiu-se preguiçoso de mais. Levantou-se, lamentando o estado em que suas costas haviam ficado. Espreguiçou-se, olhou para a xícara sobre o pires na mesa. Pegou-a com delicadeza e teve certeza de lavá-las antes de retornar a sala. A Tv estava ligada, no mínimo volume, e mostrava alguma reportagem ordinária. Arthur desligou-a, checou seu celular novamente, e então teve certeza de que naquele dia ele não iria lhe retornar.

Era um dia frio, nublado, chuvoso. Aquele dia preto-e-branco em Londres. Arthur estava de folga, sua casa sendo banhado pelas gotas, fazendo barulho na janela fechada da cozinha, o vento às vezes tocando sua pele e trazendo arrepios. Era tarde, pouco mais das três horas; aquele momento em que sua casa fica as escuras por que o sol não está no céu.

Voltou para a cozinha, olhou para o livro, deixou-o no armário de madeira maciça atrás da cadeira que estava sentado. Pensou se devia pegar outro, se devia ler aquele seu conto favorito de Shakespeare, ou colocar o som baixinho de Rolling Stones. Olhou para seu celular, como ele fazia falta nessas horas. Suspirou. Resolveu ir para seu quarto, navegar em sites, ler algo interessante na Internet, mandar um e-mail para aquele seu amigo que um dia ele casualmente conheceu em uma plataforma de metrô. Ligar para a vó Mary, comprar um chá diferente, visitar algum museu ou alguma biblioteca. A chuva o desencorajava, mas ele realmente achava necessário fazer algo.

Iria morrer com seu tédio se algo não o distraísse.

Agarrou sua bota, vestiu seu melhor suéter, seu sobretudo cinza, seu cachecol amarelado, aquela bolsa de ombro. Visitaria Henry, talvez, compraria algum livro de um escritor nacional. Algum daqueles que às vezes a falta de publicidade esconde um talento orgulhoso. Caminhou com aquele montão de roupas, sentiu-se um pouco sufocado. Pegou o guarda chuva nos ganchos na parede ao lado da porta de madeira, a chave naquele quadrinho de uma fazenda nostálgica à sua direita. Teria ganhado, ele, de alguma artesã há muito tempo atrás?

Abriu a porta, fechou-a, abriu seu guarda chuva antes de sair da varanda. Pouco depois, estava a fechar o portãozinho meio enferrujado em seu quintal.

Caminhou pelas ruas, comprou um café quente. Novamente algo o faria lembrar-se dele. O gosto era muito forte, mas estava quente o suficiente para aquecer seu corpo magro e vulnerável. Sua bota deixava seus pés insensíveis. Arthur correu o olhar pela avenida a frente, pela gota que caía naquela poça de água ao lado do poste. Estava dentro de uma das cafeterias prediletas do outro, na mesma cadeira que sempre sentavam. O vidro o protegia do vento lá fora. O inverno vinha, logo teria neve em sua janela, ele teria que limpá-las propriamente.

Quem sabe se ele limpasse para mim. Ele tem mais força, aposto que vai encarar como um desafio.

Encontrou-se pensando nessas coisas sem nexo. Sorriu para o corpo de porcelana da xícara que continha seu café. Envolveu com suas mãos, sentiu a quente superfície, fechou os olhos, escondendo metade de seu rosto, aquecendo-se solitariamente. Queria abrir os olhos e encontra-lo ali. Queria que suas mãos fossem aquecidas pelas alheias. Como ele fazia falta naqueles momentos.

A livraria a qual ele entrou era uma antiga propriedade histórica. Tinha alguns anos que o proprietário havia mudado, mas Arthur mantinha uma boa amizade com aqueles velhinhos sorridentes que lhe davam uma Boa Tarde todo momento em que entrasse pela porta de vidro e madeira escura. Ele respondeu-lhe com um sorriso, mas um ânimo de fim de tarde chuvoso.

Teriam conversado sobre o tempo, sobre Beatles, sobre alguma promoção no mercado ao lado, sobre alguma mulher que comprava flores na barraca do Sr. Will. Sobre Conan Doyle, sobre Poe, sobre qualquer escritor conhecido, sobre aquele que não se conhece, sobre o Best Seller do momento. Se Arthur soubesse muito, teria continuado a conversa com o filho daquele velho homem. Games? Não, ele teria agradecido e evitado se não tivesse caído em cegas lembranças alheias. Teria uma cômica briga com aquele bobo quando mantiver contato novamente. Quem era ele para tomar conta de seus pensamentos?

Aquele que está em todos os Jornais. Nos melhores sites de noticias, nas bilheterias dos cinemas. Quem mais? Não seja ridículo, Arthur, ele tem tudo nas mãos quando quiser.

Deu um rápido sorriso, de olhos fechados, quando o garoto insinuou um ataque de um personagem de seu jogo favorito.

Até você.

Permaneceu por volta de meia hora ali dentro. Folhando livros, procurando os de capa dura (seus favoritos), lendo pequenos trechos de sinopses, até aventurando-se por alguns capítulos. Três títulos chamaram sua atenção e ele puxou a carteira sobre a bancada velhinha do senhor.

Tenha um bom dia, volte sempre Sr. Kirkland!

Arthur agradeceu-o, graciosamente sorridente. Agarrou sua sacola e seu guarda-chuva. Pensou se iria para algum lugar antes de voltar para a casa. Não queria voltar para o ambiente solitário novamente. Queria fazer algo que o distraísse por algum tempo.

Jesus. Às vezes tenho decepção dessa cidade.

Na verdade ele refletiu enquanto andava pelas calçadas, de volta a seu jardim molhado, ao petricor das tardes. Era na verdade, aquele tipo de dia em que você sente falta de alguém para conversar. Conversar coisas idiotas, coisas que geralmente não merecem sua atenção. Indignar-se com alguma notícia na TV, aventurar-se em receitas na cozinha, atacar o oponente com uma mão cheia de glacê. Estava crítico, ele pensava em tentar cozinhar algo. Era melhor acabar com aquilo, iria queimá-lo novamente e sentir-se pior do que estava.

Tentaria ligar para ele, talvez?

Deixou os três livros sobre sua cama, retirou aquelas roupas pesadas, vestiu algo que oferecesse conforto. Ligou o aquecedor, bebeu um copo de chá. Olhou para o celular sobre a mesa, bem a sua frente, em frente ao pires que escorria anteriormente. Ele deve estar trabalhando arduamente, Arthur, deixe-o torturar-se por um momento. Desceu seu rosto, deitou-o e sorriu. Que tipo horrível de pessoa eu sou.

– Eu só queria saber se você estava bem.

Sorte a sua, ele havia o pego em seu intervalo.

Se te faz melhor, estou tomando o melhor cappuccino da cidade.

Arthur deu uma risada.

Trate de se alimentar, também.

Uma rosquinha vale como alimentação?

Arthur respondeu negativamente, mas bem humorado.

Que tal então um pedaço de bolo de morango?

– Está me fazendo lembrar do ultimo encontro?

– Aposto que passou a tarde sem fazer nada, sentindo a minha falta.

Arthur franziu o cenho, corou violentamente, olhou para seu chá. Deus, ele sabia direitinho como atacá-lo.

– N...Não! É claro que não! Eu também tenho trabalho!

– Você está de férias, Arthur.

– Eu tenho ... livros para ler.

– E notícias na internet?

– ...

Ouviu a risada bem humorada do americano.

– Check Mate.

Houve um silêncio. Duraram uns cinco segundos, mas pareceu um pouco torturante para o mais velho. Ele não queria que o rumo da conversa caísse de modo que ele desligaria com um simples “Tchau”. Estendeu seus dedos para o pires, mexeu na colher ao lado da xícara. Respirou diversas vezes antes de chamá-lo.

Alfred.

– Sim?

– Quando...você vai vir pra cá?

Desta vez o silêncio foi da parte alheia. Arthur fechou os olhos, suspirou, queria ter respondido antes dele. Pedir-lhe desculpas por perguntá-lo a segunda vez na semana.

...Arthur.

– Desculpe, eu não devia estar te pergun—

– Eu também sinto sua falta.

Arthur sentiu uma dorzinha no coração, um frio na barriga, e a situação de seu rosto piorar violentamente. Ele não sabia se gostava por ele ser tão sincero, ou se odiava por fazê-lo passar esse tipo de vergonha.

You fool.

Ele jurou ter sentido que o americano sorria gentilmente.

Não me espere, por favor, Arthur. Não tenho ideia de quando o velho vai me liberar para as minhas férias.

– Isso não é algo que se diz pra alguém que dorme no frio da noite sozinho.

– ...I’m sorry.

Arthur desculpou-se por soar irritante, ter estragado sua folga. Desligou alguns minutos depois. Eu odeio mais ele do que seu chefe. Franziu sua grossa sobrancelha. Abriu os olhos para observar seu gato na janela. Ele parecia tão entediado quando o próprio dono. Levantou-se, deixou o celular ali mesmo, na mesa, ao lado do seu chá que esfriava. Sentou-se no sofá e descansou a cabeça ao lado do gato tão quieto.

Sentiu-se cansado.

O gato deitou-se no colo alheio, Arthur sorriu e massageou a nuca fofa e peluda. Ele tinha sido um dos presentes de Alfred há um ano e meio. Não bem um presente. O idiota sempre pensava que qualquer animal na rua tinha de estar em sua casa. Ele veio com um sorriso, os cabelos molhados, uma caixa de sapato com um pano dentro. O gatinho tremia muito molhado.

Arthur perguntou-lhe o que era, Alfred não respondeu antes de procurar por um pano o qual o enrolou. “Ele estava em frente à cafeteria. Alguém muito cruel o deixou lá. Ele estava molhado de mais, eu não pude evitar.”

Arthur suspirou. “Você não pode trazer qualquer animal para casa.” Mas terminaram os dois dando um belo banho no filhote. Arthur segurava-o no colo enquanto Alfred secava-o com delicadeza, próximo ao aquecedor. Ele miou muito de noite. Arthur sentiu Alfred acordar no mínimo três vezes, deixando-o sozinho na cama para poder acariciar o gatinho que dormia (volta e meia acordava, fazendo barulho). Em uma das ocasiões, Arthur ligou o abajur e estreitou os olhos. Alfred apenas o respondeu com um sorriso, sentado ao lado da caixa com um pedaço de cobertor de lã dentro. “Ele deve sentir falta dos pais.” Arthur sorriu, retrucou com um “E eu sinto frio. Venha logo pra cama.”

Com o passar do tempo, Arthur acostumou-se por aquele bichano ser uma boa companhia quando Alfred regressava ao país.

Ele deitou a cabeça. A rotina de observar as gotas na janela retornou. Ele acabou adormecendo com o gato sobre seu colo, e sua mão depositada sobre o braço da poltrona. Sua respiração tornou-se lenta, seu cochilo terminaria em sono de verdade.

Sonhou com livros. Sentiu-se cansado dentro do sonho. Terminou com alguma peça teatral que tinha visto no ultimo mês. Nada conexo, mas estava certo de que o sonho rendeu-lhe um atrativo passar de tempo.

Ao acordar, ouviu um barulho vindo da cozinha. Estava delirando? Sentiu-se alerta quando percebeu que não havia trancado a porta quando tinha regressado da livraria. Mas então viu Alfred fazer alguma fritura gordurosa no fogão. Não acreditou a princípio. Abaixou a cabeça, coçou os olhos. Estou insano.

Quando os reabriu, num minuto de meditação, observou algo vermelho a sua frente. Uma rosa, um botão de rosa delicado e bonito. Não pode conter o sorriso ao ouvir sua voz.

“Desculpe pelas semanas. Foi difícil convencer meu chefe.”

Terminou com um beijo quente no pescoço e um “Te amo” sussurrado ao pé do ouvido.

Arthur correspondeu silenciosamente.

(...)

Passada algumas horas, estavam sentados no sofá. Arthur de lado, Alfred deitado sobre seu colo. O britânico acariciava o cabelo louro do outro como acariciava os pelos de seu gato. Teria perguntado como convenceu seu chefe a deixá-lo ir para Londres. Alfred respondeu com atitudes dignas de um louco. Rendeu risadas para o inglês. Alguma fez com que o Inglês de preocupasse.

Você não tem medo de perdeu o emprego?

– Quem no mundo iria fazer um trabalho como o meu?

– A pergunta certa é “Existe algum substituto?”.

– ...indeed.

Arthur sorriu. Beijou sua testa, tocou o rosto alheio com suas mãos agora quentes. Fechou os olhos, ficando alguns segundos com seus lábios presos em sua pele, sentindo o cheiro alheio. Alfred remexeu-se, deixou um singelo beijo sobre os lábios alheios, quieto, doce, tão desconexo com motivo qualquer. Não queria parar de senti-lo ali perto, então não se preocupava com o tempo que ficassem daquele jeito.

Arthur.

Sim?

– ... Você não quer fugir comigo?

Arthur tinha se afastado, assustado enquanto murmurava o “O que?” indignado. Ele parecia sorridente de mais para estar falando a verdade.

Podemos ir para algum lugar muito longe. Alugar uma cabaninha na beira da praia. Ficar sem fazer nada pelo resto da tarde, embaixo de um guarda sol. Quem sabe uma ilha...

– Você está ficando louco.

– Diga-me, não seria maravilhoso?

Arthur não respondeu, agora cogitando a ideia de que ele não estava brincando. Ele piscou os olhos, beijou sua testa novamente, como se dissesse a uma criança que ela não podia voar pelos céus como um pássaro.

Que tal trocarmos isso por algo melhor?

– Tipo o que?

– Uma pizza bem grande.

– Está me persuadindo.

O britânico riu.

Tudo bem, então, que tal... eh...

Alfred não entendeu a princípio, mas o rosto do britânico expressou por si só. Arthur tinha uma expressão frustrada, como se aquilo que estava para ser dito fosse algo que Arthur e Alfred faziam a pouco tempo. O americano tinha consciência de que eles não mantinham tanto contato como faziam os casais mais novos. Culpa de seu trabalho, culpa dos continentes, talvez do tráfego aéreo. Alfred sorriu, tocou o rosto alheio; Arthur voltou os olhos para ele, como se dissesse “Entenda! Entenda logo!”

– ... Eu adoraria.

(...)

Desta vez, observar uma gota cair no vidro da janela nunca fora tão aconchegante. Ele dormia bem atrás de si, com sua mão esquerda circundando sua cintura, e seu braço esquerdo dobrado, criando um travesseiro o qual a cabeça de Arthur descansava. Ele respirava de vagar, admitindo seu sono profundo, enquanto o britânico ficava a sentir seu cheiro e sentir com suas mãos sobre a pele do peito alheio o bater do coração.

Ele poderia ficar ali pela eternidade, só pra ter certeza de sempre ouvir aquele barulho gracioso.

Aproximou-se mais, abriu os olhos lentamente num suspiro apaixonado.

Os óculos dele estavam sobre o criado mudo, a noite era fria, chovia, tinha tudo para ser a pior delas se este estivesse sozinho. Dormir numa cama de casal nunca fora tão aconchegante desde que ele estivesse ao seu lado. Abriu os lábios que antes estiveram tão arduamente colados ao dos outro, numa paixão interminável.

Eu te amo.

Saiu como um sussurro. Mas ele não se importou. Colou-se ao corpo nu. Fora correspondido com um abraço caloroso. Alfred sorria com o rosto escondido no ombro alheio. Não precisava de respostas. Dammit, ele sabe como ser fofo. O americano apertou seu corpo contra seu peito musculoso, Arthur deu uma risada baixa. Alfred o reprimiu com um “Shh”.

Arthur correspondeu o abraço, deitou sua cabeça e fechou os olhos. Ele iria duvidar sobre ter ouvido algo como “Você também sabe como tirar minha sanidade.” Mas ele não soube dizer se foi parte do sonho, ou da realidade que ele tinha presenciado.

À noite em Londres tinha o gostinho de não querer sair de casa nunca mais, principalmente depois de um ritual apaixonado, onde os corpos parecia estarem conectados, onde nada mais valia a pena pensar sem ser sobre cada um.

A flor jazia no vaso. Vermelha. Amante.

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Notas finais
É coisa que a gente faz sem perceber.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!