Roses And Demons: Warbloom
64 Ápice da Segunda Batalha
Notas iniciais
Estou pensando em jogar Team Fortress 2, mas temo que isso altere radicalmente minha rotina, incluindo a de escrever Roses and Demons.
Foi espelhando-se nos conselhos de Marcus Thoulash, seu pai, que Electron moldou a própria personalidade. Muitas vezes ele o ouviu dizer que ainda que o nome de um homem venha a ser esquecido, seu legado viverá para sempre junto com a nação que defender. E para melhor proteger Chesord, decidiu ser um modelo de lealdade e foco, uma escolha que o levou a direcionar tanto tempo quanto possível a suas missões e seu treinamento. O resultado não poderia ser outro, dominou rapidamente o poder de seu elemento e alcançou o respeito de seus pares e do povo que protegia. Contudo, naquele momento em particular, tudo isto parecia ser insignificante, pois o controlador do relâmpago não conseguia derrubar o inimigo diante de si.
Lince Walters era poucos anos mais velho que seu oponente, com uma rotina de treinamento não passível de comparação. Evidentemente, o capitão não era desleixado, mas separava algum tempo para seus hobbies, como a pintura. Ainda assim, tinha uma clara vantagem sobre Leonard, que este último acreditava ser resultado de sua incapacidade de usar os próprios poderes. Afinal de contas, desde que foi aceito na Rosa Branca ele sempre buscou tirar a maior vantagem possível de suas capacidades elementais e marciais. Assim, seus golpes desprovidos de eletricidade perdiam a eficiência e sua honra o forçava a dar continuidade a uma batalha que poderia muito bem estar perdida.
Um súbito surto de energia que se espalhou pelo corpo obrigou Electron a assumir uma postura defensiva. Era algo parecido com o que havia sentido ao receber os golpes elementais de William, mas diferente na essência. Por mais paradoxal que fosse, tinha a impressão de que fora alvo de um de seus próprios ataques, e havia apenas uma explicação plausível para isso.
A rajada relampejante surpreendeu Lince e o arremessou para trás, colocando-o no chão. Leonard observou as próprias mãos enquanto elas faiscavam e recolheu sua lança do chão. Finalmente seus poderes estavam de volta.
-Ent, ela conseguiu!
O velho agora dominava uma pequena parte do campo de batalha com sua manipulação, prendendo os inimigos em raízes e caules robustos.
-Mas é claro, você tinha alguma dúvida? – Ele comentou em tom amistoso.
Implementar o plano mostrou-se mais difícil do que se havia pensado, e embora os ferimentos recebidos não fossem graves, prejudicavam o desempenho de Aurora e Vulcano. Sol, mais experiente que os dois e lutando com toda sua seriedade, era um desafio maior para Gabrielle. Porém, ele não podia simplesmente abandonar os companheiros à própria sorte no meio de um conflito, e seguidamente colocava a si mesmo numa situação desvantajosa.
Pressionado por soldados inimigos e pela bruxa, ele sabia que era uma questão de tempo até ser atingido. Mas Erika não estava disposta a arriscar e tomou sua chance para desferir um ataque veloz. Sol escapou, mas não ileso. Ferido com um corte no peito, viu-se no meio de vários inimigos após sua esquiva de última e sob ataque por três ângulos diferentes. Ele se enfureceu de tal forma que parecia que seu próprio corpo estava prestes a explodir.
Quando se deu conta os inimigos próximos estavam caídos e seu uniforme da ordem um tanto chamuscado. Não tinha dúvidas de que os elementos mais uma vez fluíam pelo corpo enquanto que Aurora e Vulcano, testemunhas do que havia acontecido, se davam conta que também recuperaram seus respectivos poderes.
-Agora é hora da retribuição. – Disse Sol.
Exausta depois de um combate prolongado, Gabrielle não sabia mais quanto tempo aguentaria manter sua proteção. Mesmo assim, foi obrigada a testar os próprios limites quando foi envolvida numa confusão de chamas, gelo e explosões. Ela não podia simplesmente se deixar ser atingida e avançava lentamente na direção de seus agressores. Após metade da distância que os separava ser coberta, os três manipuladores assumiram posturas defensivas, mas não houve ataque algum. A irmã do alquimista deu um último passo à frente e caiu.
Camilla Ellure escolheu aprender a utilizar adagas como suas armas principais por dois motivos. Em primeiro lugar por apreciar estilos de luta que favorecem graça, delicadeza e precisão acima da resistência e força bruta. Segundo, porque acreditava que este tipo de arma seria o melhor complemento ao seu poder elemental. Em suma, Spectra tinha a convicção de que poderia eliminar qualquer oponente contanto que atingisse os pontos corretos.
Além disso, quando enfrentou os seis manipuladores na batalha pelos pilares, ela estava se contendo porque não pretendia matá-los. Mas agora a situação era diferente, estava no meio de uma guerra e para garantir o sucesso, teria de sujar as próprias mãos. Depois de matar tantos soldados a sangue frio, a morte de uma bruxa não pesaria muito em sua consciência.
A controladora da névoa, contudo, havia subestimado a inimiga. Por mais que o tridente de Jenipher tivesse quase o tamanho da própria portadora e aparentasse ser uma arma bastante desajeitada, ela o usava com uma habilidade ímpar. Por vezes como apoio e por outras girava a arma ao seu redor, conseguindo manter Spectra a uma distância respeitosa, mas com dificuldades para acertá-la.
Ainda assim, a maior preocupação de Camilla era que apesar do ritual ter sido interrompido, ela ainda não conseguia utilizar suas energias elementais. Ao ver que a arma da bruxa reluzia de uma forma sobrenatural, acreditava que aquela era a verdadeira fonte da interferência. Não tinha como saber se seus aliados conseguiram ou não recuperar seus elementos, portanto pretendia tomar o curso de ação mais seguro: eliminar Jenipher para garantir o sucesso.
-Quem é você? – Perguntou a discípula de Anya.
-Formalidades deviam ser desnecessárias nessa situação. – Abaixando-se para evitar uma estocada, a fantasma da ordem aplicou uma rasteira. – Mas se quer tanto saber eu me chamo Spectra.
A bruxa saltou e girou o corpo no ar, juntamente com sua arma, direcionando a lâmina para baixo. Sua oponente lançou o corpo para cima e para trás, arremessando as adagas no meio do pulo para depois usar os braços como apoio no chão e se impulsionar mais uma vez para cair em pé.
-Todo esse esforço é inútil, Spectra. – Disse Jenipher enquanto defendia-se, girando seu tridente, das lâminas lançadas. – Eu tive uma rápida visão do futuro próximo enquanto canalizava minha magia. Chesord será derrotada aqui.
-E vai me propor rendição em troca da minha vida? – Debochou Camilla, fazendo as adagas ressurgirem em suas mãos.
-Quanto mais rápido eu voltar a cobrir este campo de batalha com a Ordem Natural, mais rápido essa batalha chegará ao fim. Além disso, eu não tenho nenhuma rixa com você, se quiser ir embora não vou impedir.
-Não me subestime. Mesmo que você realmente seja algum tipo de médium ou vidente, não dou a mínima para as suas previsões.
Spectra avançou e saltou acima do arco feito pelo tridente na horizontal, mas a bruxa então ergueu o cabo num ângulo agudo em direção ao alto para detê-la. Camilla largou suas adagas, segurou o cabo com as duas mãos e o usou como apoio para virar seu corpo sobre ele e descer com um chute no rosto da adversária.
-Eu vou rasgar esse futuro que você previu com minha coragem e força de espírito.
No instante em que retornou ao chão, a controladora da névoa passou o tridente que segurava atrás de si para a frente e o ergueu, com a intenção de atingir a bruxa caída. Esta reagiu erguendo as pernas e chutando o cabo da arma, o que fez com que a lâmina se cravasse no chão alguns centímetros adiante de sua cabeça. Em seguida chutou o abdômen de Camilla para afastá-la.
-Você não deveria dizer tais coisas levianamente. Está tão cansada e ferida que sequer consegue segurar direito uma arma. – Disse Jenipher enquanto se levantava e arrancava o tridente do solo.
-Ninguém se torna bem sucedido se acovardando diante das ameaças e dificuldades. Se não escutou o que disse eu vou repetir: vou rasgar o futuro que você previu!
-“Rasgar o futuro e criar um novo. Será que isso é mesmo possível?” – Indagou a empericiana, admirada com a inimiga resoluta.
Notas finais
O conflito foi longo e árduo, mas agora deve chegar ao fim.
Capítulo 165: Bruxa do Destino
Em breve.
Capítulo 165: Bruxa do Destino
Em breve.
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