Roses And Demons: Warbloom
40 William Deve Morrer
Notas iniciais
Será que dizer que a vida tá f*** é pleonasmo?
Karin, Fernand e Samantha acompanhavam o grupo de Elbio em sua refeição, sendo que ele e as duas bruxas, depois de uma viagem cansativa, estavam felizes por finalmente chegar ao esconderijo de Madame Papillon. Erika, contudo, sentia certo desagrado ao compreender o quão difícil era a vida das bruxas em Chesord. Kate, por outro lado, estava mais interessada em saber o que os manipuladores estiveram fazendo até aquele momento.
-Você me disse que estava cumprindo uma missão, Samantha. Afinal de contas, do que se trata? -O rei de Empericia deseja que capturemos Vladmir Banemare. Por isso algumas das bruxas que já estavam infiltradas na capital estão nos fornecendo informações diversas que ajudarão a definir um plano de ataque. Inclusive uma delas até mesmo trabalha como camareira no castelo. -Enquanto isso, eu e Yasmin verificamos diariamente a situação dos arredores do esconderijo. Na atual situação queremos evitar ao máximo um encontro inesperado com um grupo de soldados. E claro, às vezes a Samantha nos ajuda com isso também, como aconteceu hoje. – Explicou Fernand. -E quanto a você, Karin? – Perguntou Elbio. -Eu tenho estudado um pouco com as bruxas daqui, por isso quase não saio do esconderijo. E a Luna agora praticamente vive na biblioteca, passa os dias lendo tomos antigos. -O meu pai realmente solicitou uma missão complicada. Boa sorte para vocês. – Ponderou Erika. -Seu pai? – Kate ergueu uma sobrancelha. -Ah sim, eu me esqueci de comentar. Meu pai é Jack Secrett, o rei de Empericia. Naquele momento até mesmo Samantha ficou surpresa, enquanto que todos os outros permaneceram boquiabertos por um bom tempo. No dia seguinte, cedo pela manhã, os seis integrantes da Rosa Branca que auxiliavam as tropas de Chesord se reuniram nas proximidades da barraca do comandante geral. Estavam todos com expressões sérias, já preparados mentalmente para o conflito inevitável. O único detalhe que os deixava apreensivos era o fato de que não sabiam quando a batalha se iniciaria. -Todos já sabem as suas respectivas equipes, certo? – Perguntou Agas, recebendo acenos afirmativos como resposta. -Por quanto tempo devemos manter a busca antes de retornar, comandante? – Perguntou Ent. -Quanto tempo acharem necessário, mas recomendo que voltem antes do anoitecer. O inimigo pode tentar tirar proveito disso. – Foi a resposta. -E como devemos lidar com o alvo caso ele seja avistado? – Questionou Electron, embora já estivesse decidido quanto ao tratamento que daria a William. -De acordo com nossas informações, ele está descontrolado, portanto creio que será difícil demais capturá-lo, sem contar que provavelmente não conseguiríamos nenhuma informação. Nesse caso... – Divagou Agas. -Em um determinado momento da luta aquele rapaz disse algo como “Morra Rosa Branca”, então tenho meus motivos para acreditar que especificamente os integrantes da Ordem são os alvos dele. Sendo assim creio que só há uma coisa a se fazer. – Comentou Spectra. -Ele deve morrer. – Decretou Sol. -Estão todos de acordo com essa decisão? – Perguntou Electron. Novamente, os integrantes da ordem acenaram afirmativamente. Agas então os dispensou para que pudessem realizar os últimos preparativos antes de partir. Após se separarem, Vulcano logo percebeu que estava sendo seguido por Aurora. -Eu fiquei muito preocupada quando soube que você tinha sido ferido, Thomas. O controlador do magma esboçou uma meia careta ao ouvir seu nome e então se virou. -Eu estou bem. Mas você sabe que eu não gosto que me chame dessa forma. -Assim como você sabe que eu vou continuar a te chamar assim. Nós nos conhecemos desde antes de entrar para a Rosa Branca. Vulcano suspirou. Sabia que não adiantava continuar a discussão, pois isso não o levaria a lugar algum. -Não há com o que se preocupar, eu estou bem. E se encontrar o inimigo farei o melhor que puder para ajudar Spectra e Sol a derrotá-lo. -Só peço para que você tome cuidado. Nós já perdemos o Martin, não quero que você morra também. -Não creio que fará alguma diferença. Se eu morrer serei substituído eventualmente, assim como fizeram com ele. Afinal de contas não passamos de ferramentas do governo agora, não é verdade? Mais cedo ou mais tarde seremos descartados. O garoto prosseguiu seu caminho, deixando uma entristecida Aurora para trás. Acampamento Empericiano. Lince Walters tinha diante de si não apenas Anya, a líder das bruxas, mas também um dilema. Como comandante daquela tropa era sua responsabilidade tomar a decisão final, mas aquela mulher tinha experiência em influenciar pessoas com palavras. -Os preparativos já estão todos prontos, Capitão Walters. Basta você dar a ordem. -Eu ainda creio que deveríamos incluir alguns de meus soldados. -Entendo a sua preocupação, mas a verdade é que neste tipo de situação eles provavelmente apenas atrapalhariam as minhas irmãs. Lince deixou escapar um leve suspiro de irritação. -Tudo bem, então pode enviá-las. Já está bem claro para mim que o rei não pretende enviar mais soldados, pelo menos por enquanto. Teremos que continuar avançando de algum jeito.
-Muito bem, vou avisá-las imediatamente. – Disse Anya, encerrando a conversa com um sorriso. Era um alívio para o jovem capitão saber que sua principal aliada tinha, além de uma quantidade considerável de cartas na manga, esperança de que conseguiriam encontrar uma forma de superar o fracasso da batalha anterior. Ele nem sequer conseguia imaginar uma possibilidade de vitória sem o auxílio das bruxas, pois todas as opções que considerava em sua mente envolviam, de uma forma ou de outra, o apoio de Anya. -É arriscado, mas é o único plano que temos. Se isso falhar aí sim chegaremos numa situação desesperadora. – Monologou ele para si mesmo, afundando-se cada vez mais em seus pensamentos.
Notas finais
Gabrielle, Jenipher e outras partem numa missão decisiva.
Capítulo 141: Expedição das Bruxas
Em breve.
Capítulo 141: Expedição das Bruxas
Em breve.
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