Roses And Demons: Warbloom
45 Você Não Pode Ser Capturada Aqui
Notas iniciais
A magia Infecção Mental provavelmente foi um dos tópicos mais incertos que eu já coloquei em Roses and Demons. Assim sendo, resolvi investir uma parte deste capítulo para explicá-la em mais detalhes.
Só espero que ela não tenha causado muitas dúvidas.
Só espero que ela não tenha causado muitas dúvidas.
Electron cedeu sob o próprio peso e permaneceu deitado no chão, imóvel. Ainda estava consciente, mas sua atitude desesperada piorou a situação de seu corpo. Por outro lado, a bruxa por ele atingida estava desmaiada e não demonstrava sinais de que acordaria em breve.
–“Será que esse imbecil pensou que realmente estávamos tentando matar a garota?” Embora sua raiva ainda fosse grande, Gabrielle não via sentido em ferir um inimigo que já não representava qualquer ameaça. Felizmente para ela, havia alguém em quem tal sentimento poderia ser descontado. Aurora, que se mantinha em pé com dificuldade, ainda poderia causar problemas. –No fim das contas nem posso culpa-lo pela atitude que tomou. Se alguém merece apanhar com certeza é você, manipuladora do gelo. – Acusou a bruxa. –Do que está falando? – Retrucou Aurora, considerando aquilo um disparate. –A magia Infecção Mental age diretamente no cérebro causando paralisia e eventualmente perda da sensibilidade. Mas algo assim não poderia te matar nem se nós quiséssemos, então o que diabos você estava fazendo gritando e se debatendo? –Aquilo doeu pra caramba, sabia? Parecia até que meu corpo estava sendo eletrocutado! –“Estranho, essa magia não deveria causar dor. Será que por ela ser uma manipuladora a única forma de mantê-la paralisada era usando a magia com força total a ponto de causar uma sobrecarga através de todo o sistema nervoso?” O martelo de Gabrielle ergueu-se do chão, movido por uma força invisível, e voou até a mão da jovem. Naquele momento não era do seu interesse pensar que diferenças uma magia apresentava quando usada contra um tipo específico de alvo. –Garanto que a dor que vai sentir agora será pior. Após dizer isto, a garota arrancou a lança de Electron do chão e a arremessou contra a adversária, correndo em sua direção logo em seguida. Aurora não tentou bloquear o primeiro golpe, pois estava ciente do que havia acontecido com Leonard ao tentar se defender dos ataques da bruxa. Assim, desviou dando um salto para o lado e então disparou enormes estacas de gelo. –Nada pessoal, manipuladora! Mas agora vou ter que te colocar pra dormir! –Venha se acha que consegue, bruxa! O chão abaixo de Gabrielle rachou e cedeu alguns centímetros quando ela saltou, alcançando uma altura suficiente para evitar o ataque inicial. Então ela lançou seu martelo num ângulo fechado, logo à frente da controladora do gelo, pois não tinha o intuito de feri-la gravemente. Devido ao peso aumentado, a arma criou um pequeno buraco ao cair, causando uma onda de impacto que fez até Ent e as outras bruxas tremerem. Aurora, embora de joelhos, estava segura atrás de um escudo lascado de gelo que logo ruiu. Esse era o momento pelo qual ela estava esperando, pois pôde lançar uma salva de dardos congelados contra a indefesa inimiga, tomando cuidado para evitar um ferimento fatal. –Você não vai escapar disso, bruxa! Apesar das palavras da oponente, Gabrielle sorriu e deixou seu corpo ir de encontro ao chão. De olhos fechados, nem sequer sentiu enquanto os projéteis atingiam sua pele, incapazes de feri-la. Novamente perdendo o equilíbrio, dessa vez devido ao impacto da queda da própria bruxa, Aurora notou que ela estava perigosamente perto, o suficiente para atacar com os punhos. –Isto é boa noite para você! Aurora rolou para o lado, evitando por um triz o punho que desceu de encontro ao chão. Com o corpo ainda formigando, ela sabia que eventualmente seria atingida, mas uma ideia surgiu em sua mente para tirar vantagem da proximidade entre as duas. Antes que Gabrielle pudesse atacar novamente, se viu cercada por luzes coloridas, lembrando o fenômeno da aurora boreal. –O que é isso? –Meus poderes de manipuladora não se limitam apenas a criar objetos de gelo! Não bastasse a dificuldade em discernir a posição da inimiga, a bruxa sentiu que a temperatura ao seu redor estava baixando rapidamente. Agora a irmã de Gabriel estava em séria desvantagem, pois nem mesmo sua incomparável resiliência poderia salvá-la dos efeitos nocivos que tamanho frio causaria. Apesar da desvantagem numérica, a batalha travada entre Ent e as duas outras bruxas era dominada pelo controlador das plantas, que agora lutava com seriedade absoluta. Prevendo com facilidade os movimentos de suas oponentes graças à extensa experiência em combate, ele certamente já teria derrotado uma delas se não estivessem lutando em dupla. Preocupada com a situação, a garota que dominava o Grito da Banshee não pensava em economizar suas energias espirituais e preparou-se para liberar novamente a magia. Contudo, caules surgiram do solo e se enroscaram em seu pé direito, derrubando-a. A onda sonora então atingiu sua amiga, que se viu obrigada a cravar as três espadas no chão para não ser lançada para longe. –Eu sinto muito por isso. – Disse o homem, impassível. Mais caules surgiram do solo e se prenderam aos braços da bruxa imobilizada para então atirá-la na direção de Ent. O velho se ergueu no ar e atingiu o abdômen da inimiga com um chute aplicado com a parte de trás da perna.
–Droga, mas que droga! – Praguejou a usuária da magia Asura, atirando uma de suas espadas na direção do controlador de plantas, que estava de costas. Porém, ele não havia se esquecido dela e fez surgir um tronco no meio da trajetória, defendendo com facilidade o ataque. –Já basta, rendam-se antes que se machuquem mais. Prometo que se colaborarem não serão feridas. – Pediu Ent e, para sua surpresa, duas espadas foram largadas no chão. Uma delas, assim como aquela que havia se cravado no tronco, se desintegraram em feixes de luz azul. –A-Alissa? Ao ver sua aliada abandonar a arma, a outra bruxa permaneceu imóvel. Via claramente o temor estampado na face da irmã, mas não esperava que alguém tão valente cederia a este sentimento. –Ele tem razão, não há como vencer essa batalha. Só nos resta uma coisa a fazer, vamos falar com a Gabrielle. Não havia blefe, pois a voz estava repleta de sinceridade. As duas aprendizes de Anya se encararam por um breve momento, no qual não foi necessário trocar palavras. Elas já sabiam o que fazer. Novamente empunhando sua arma, a jovem D’Illusie não conseguia atingir Aurora em meio às luzes que dançavam ao redor, vendo-se obrigada a recorrer à verdadeira natureza de sua magia. Contudo, antes que pudesse fazê-lo, sentiu uma mão tocar seu ombro. Ao se virar, viu os rostos tristes de suas amigas. –O que houve? Não me digam que vocês...? –A Mestra Anya ainda precisa da sua força para vencer essa guerra. Você não pode ser capturada aqui. – A bruxa chamada Alissa sussurrou isso para Gabrielle e então colocou o pergaminho que estivera segurando até aquele momento na mão livre da amiga. –Não se atrevam-! Antes que ela pudesse terminar a frase, um grito tão poderoso que drenou praticamente todas as energias de sua usuária lançou a bruxa manipuladora para fora da cidade. Uma tática rude, mas que não a machucaria. –Trate de ficar em pé, irmã. Isso ainda não acabou. – Disse a espadachim. Mesmo de joelhos e quase sem forças, a outra discípula de Anya se ergueu mais uma vez. Ambas estavam conformadas com o seu destino, pois nunca se iludiram pensando que não corriam riscos. Contudo, não aceitariam a derrota tão facilmente, pois agora fariam de tudo para dar tempo suficiente para Gabrielle fugir.
Notas finais
Revoltada com a atitude de suas irmãs, Gabrielle segura firme o pergaminho em suas mãos enquanto pensa no que deve fazer.
Capítulo 146: Uma Brisa na Floresta
Em breve.
Capítulo 146: Uma Brisa na Floresta
Em breve.
Fale com o autor