Roses And Demons: Warbloom
19 A Verdadeira Guerra Começa Agora
Notas iniciais
Bom, o Natal já passou mas graças a ele pude adiantar um capítulo. Se estão sentindo falta do grupo de Yasmin, não se preocupem. Em breve eles voltaram a ferrar.
Jack Secrett, rei de Empericia, tinha dois filhos. A mais velha era Erika Secrett, uma bela jovem de dezenove anos. O mais novo havia nascido sete anos mais tarde, se chamava Youth Secrett, e pela lei de Empericia era o herdeiro do trono. Como tal, ele foi submetido a um extenso treinamento militar, embora não fosse exatamente esta a sua aptidão. Por outro lado, Erika, que era quem desejava participar do exército, jamais poderia cumprir sua vontade.
Youth tinha cabelos dourados como os de sua irmã, que pendiam para trás de uma forma que o fazia parecer com o pai. Contudo, ele não os mantinha perfeitamente arrumados como era o caso do rei. Quanto à sua personalidade, era muito mais calmo que Erika. Embora não lhe agradasse a ideia de ser um soldado, ele entendia perfeitamente que para um rei era necessário conhecimento militar. Portanto, cumpriria de bom grado as exigências de Jack, pois somente assim poderia se preparar para o momento em que subiria ao trono. E justamente em um dia em que o rei supervisionava os treinos de seu filho no quartel de Himitsu, um homem de vestes nobres se aproximou de Jack, fazendo uma reverência antes de dizer qualquer coisa. -Milorde, vim lhe dizer que Juliana, instrutora da Magna Academia, enviou uma carta para vossa majestade. -Eu imaginei que ela enviaria outra carta em breve. E que informações ela tem para mim desta vez? -Ela deseja sucesso na guerra contra Chesord e, quanto à situação de Erika, disse que ela mantém suas notas em alto nível, como de costume. Parece que sua filha estava desejosa de observar o conflito de perto, inclusive solicitando para que pudesse vir para a capital, mas a instrutora a convenceu de que neste momento deve se concentrar nos estudos. Jack abriu um pequeno, mas nítido sorriso de contentamento. -Realmente esta é uma mulher fabulosa e, com um pouco de sorte, conseguirá colocar juízo na cabeça de minha filha. Foi uma escolha muito correta enviar Erika para a Magna Academia. Em outro lugar, distante dali, Yasmin Pyrath caminhava pelo subúrbio de uma cidade, acompanhada de uma adolescente. Seus cabelos eram tão parecidos com o da manipuladora do fogo que poderia se passar por uma versão mais nova dela, não fosse pelo seu tom de pele mais escuro. Era Clarice Astrock, a irmã mais nova de Fernand, que absorvia com grande curiosidade tudo que Yasmin tinha a dizer. -E desde então comecei a controlar melhor o poder da Draconis. Não tive mais problemas com a espada. -Esse William realmente parece ser uma pessoa incrível. Conta mais sobre suas aventuras, Yasmin! As duas garotas agora estavam diante da casa de Fernand, onde o soldado da terra se encontrava. Ele comia uma fruta, distraído, enquanto observava Samantha e Karin conversando. Luna não estava lá, mas sim ajudando a mãe do anfitrião com algumas tarefas domésticas. -Acho que a Clarice ainda vai pedir pra sua mãe me adotar como filha. Ela não desgruda de mim, Fernand! – Reclamou a Pyrath em tom de brincadeira. -Não é de se espantar, afinal de contas você foi exatamente aquilo que a Clarice pretende ser um dia. -Eu fui? Yasmin fez tal pergunta não em tom de curiosidade, mas sim um tanto rancorosa. Ela sabia que o grande sonho de Clarice era participar do exército e lutar pela glória de Empericia. Ouvir o comentário de Fernand a fazia se sentir uma espécie de mau exemplo. -Claro. Pelo menos eu creio que trair o reino que você serve não contribui muito para manter uma carreira militar estável. -Bem, se é esse o problema eu poderia entrar para o exército de Empericia. – Rebateu a ex-capitã. -Sem chance, mulheres não entram pro exército aqui. -Então por que a Clarice ainda insiste em seguir uma carreira militar? – Yasmin agora estava completamente confusa. -Eu não sei, mas ela não larga essa ideia mesmo sabendo que não pode. Eu já cansei de falar isso pra ele e simplesmente vou na onda. Walters estava correto sobre o fato de que Agas Pyrath não se encontrava nas montanhas. Contudo, ele não se escondia num quartel militar, mas se encontrava numa campina não muito distante do atual foco da batalha, onde havia montado uma base provisória. Enviados do responsável por defender o Corredor Uivante estavam chegando em uma carroça puxada por dois cavalos, após pouco mais de cinquenta horas de viagem quase ininterrupta. Os animais estavam cansados, mas a prioridade era trazer a bruxa. Contudo, quando o transporte chegou ao limiar do acampamento chesordiano e os soldados de lá se aproximaram, viram seus colegas caídos e imóveis. A própria bruxa teria escapado se não estivesse presa à própria carroça por correntes. Amordaçada, nada podia dizer, mas seus olhos brilhavam com ferocidade. Não demorou para que Agas fosse chamado para verificar o ocorrido. -Diga-me, soldado, qual a situação destes homens? – Perguntou o comandante supremo, preocupado. -Mortos, meu senhor. Ainda não descobrimos a causa, mas não possuem nenhum tipo de ferimento externo. E pelo que pudemos ver eles traziam consigo uma carta ao senhor, que explica que capturaram uma bruxa de Empericia. -Examinem todo o conteúdo da carroça, mas com cuidado. Eu quero descobrir exatamente como foi que eles morreram! Quanto à bruxa, coloquem-na num local seguro, de onde não possa fugir.
Veneno. Esta havia sido a ideia de Lince Walters, envenenar o suprimento de água do inimigo. Porém, como se tratava de um córrego, fazê-lo não seria nada fácil. Ainda assim, ele apostou na capacidade das bruxas e teve uma resposta de Anya. Uma mistura tão potente que apenas se dissiparia após percorrer alguns milhares de metros no curso d’água. Os soldados de Chesord não desconfiaram do plano e continuaram a consumir a água que corria pela montanha sem a menor preocupação. Isto selou seus destinos e garantiu o sucesso do plano de Lince, que mal podia acreditar no que estava prestes a dizer ao general quando entrou em sua tenda. -Senhor, o grupo de reconhecimento voltou. Encontraram diversos cadáveres pelo trajeto, mas nenhum homem vivo. -Incrível. Eu estou muito surpreso com a sua capacidade e com a das bruxas. Temos muita sorte de tê-las como aliados. – Respondeu Otrom. -E agora, o que faremos? -Não é óbvio, jovem capitão? Temos que aproveitar deste momento de fraqueza do inimigo para atacar com todas as nossas forças! Neste dia, o exército de Empericia marchará para enfrentar Chesord! Agora vá, Lince Walters, e avise os homens que a verdadeira guerra começa agora! -Sim, senhor!
Notas finais
As tropas de Empericia atravessam o Corredor Uivante e o confronto direto se torna inevitável.
Capítulo 120: Prelúdio da Primeira Batalha
Em breve.
Capítulo 120: Prelúdio da Primeira Batalha
Em breve.
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