Roses And Demons: Warbloom
13 A Estratégia de Lince
Notas iniciais
Infelizmente não houve jeito de postar Roses and Demons antes, mas eu tenho boas notícias! Para compensar a falta de novidades, além do capítulo, eu trago também...
Uma imagem do Electron:
http://i45.tinypic.com/nn4b53.jpg
E também um novo extra, chamado Sacra Regulamenta. Se você não leu o anterior, "A Mitologia de Roses and Demons", então dificilmente entenderá:
http://quartel-canvete.webnode.com/news/sacra-regulamenta/
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“Eu me lembro muito bem do primeiro dia em que vi Rina. Seus longos e lindos cabelos negros balançavam com cada movimento que ela fazia enquanto que seu sorriso me enchia de alegria. Ela vinha todo dia comprar mantimentos na loja onde eu trabalhava e sempre acabávamos conversando por bastante tempo.”
“Eu levava broncas da minha patroa, mas ainda assim era divertido.” “Logo passamos a nos encontrar nos meus momentos de folga também e, como vivíamos em Ekal, muitas vezes seguíamos até a pequena ilha no centro do lago para conversar. Outras vezes permanecíamos no barco mesmo, aproveitando a companhia um do outro enquanto descansávamos.” “Eu não sei explicar ao certo, mas as bruxas têm esse charme especial. Talvez seja algum tipo de magia que as torna tão atraentes.” “Somente soube que ela pertencia a um clã quando, num dia ensolarado, ela me disse com pesar que tinha que partir. Eu queria acompanhá-la, mas infelizmente não podia, pois era filho único e minha mãe, viúva. Foi triste nossa separação, mas juramos que nos veríamos novamente.” “Por quase um ano eu continuei vivendo em Ekal, mas todo dia sentia a falta de Rina. Naquele dia fatídico em que minha mãe faleceu em um acidente e eu fiquei sozinho, percebi que só me restava um lugar no mundo. Depois de tanto tempo eu tinha que reencontrar aquela bruxa.” “E foi assim que iniciei minha busca por ela, procurando pistas primeiro em Ekal e depois em cada cidade que ela passou. Minha curiosidade atraiu a atenção das bruxas e, por sorte, elas entenderam que eu não lhes desejava mal. Elas me levaram até seu esconderijo, onde eu sabia que poderia encontrar novamente minha amada.” “O que eu não sabia era que Rina sempre fora uma bruxa com uma grande paixão por magias antigas. Mesmo sendo apenas uma novata ela as pesquisava afoitamente para então tentar replicá-las. Quando eu finalmente a reencontrei meu coração se partiu ao saber que, devido a um de seus experimentos, ela havia contraído uma doença degenerativa e incurável.” “Solicitei um serviço que me permitisse permanecer bastante tempo na biblioteca e, na minha ignorância, tentei desesperadamente procurar algum meio de cura, lutando contra o tempo. Mas no fundo eu sabia que era em vão, que um dia eu teria que lidar com a morte de Rina. Eu... simplesmente não estava preparado.” Elbio ergueu os olhos, observando enquanto o sol surgia no horizonte. Ele tinha pressa e continuava seus passos enquanto que uma sonolenta Kate tentava seguir seu ritmo. -“Aguarde só mais um pouco, Rina, eu já estou chegando.” Mais tarde naquele dia, Agas Pyrath estava reunido com Modnar, Inferno e outros comandantes do exército que liderariam as tropas na batalha contra Empericia. Sobre uma extensa mesa de madeira repleta de cadeiras estava um mapa do reino e o dedo do comandante supremo estava apontado na direção de uma região montanhosa. -De acordo com nossos informantes, o exército de Empericia já está se mobilizando na fronteira norte para invadir o sul do nosso reino. Desta forma, eles terão que passar por uma região montanhosa e o único caminho relativamente seguro é uma estreita passagem entre dois desfiladeiros. – Explicava Agas. -Então nossa prioridade inicial será detê-los lá? – Questionou Inferno. -Exatamente. Podemos deter o avanço deles facilmente com um grupo de cinqüenta a setenta arqueiros. Evidentemente eles devem estar planejando usar táticas de guerrilha, atacando nossas tropas nas montanhas, mas contra-atacaremos com nossos próprios grupos de batedores. – Prosseguiu o Pyrath. -Temos a vantagem do terreno, eles certamente serão derrotados! – Comentou um dos oficiais. -Mas por que eles vão invadir por um ponto tão perigoso? – Perguntou, confuso, Modnar. -Aparentemente eles não desejam dar a volta ao redor das montanhas, o que levaria muito mais tempo, enfraqueceria seus soldados e os deixaria vulneráveis a ataques surpresa. – Explicou Agas. -Muito bem, eu diria que temos um plano. – Disse Inferno, sério. Quartel-General de Himitsu. O alvoroço de bruxas e soldados finalmente começava a findar após um discurso do General Otrom, o comandante supremo do exército de Empericia. As tropas começavam os preparativos para a partida no dia seguinte, quando se juntariam ao restante no norte do reino. No pátio agora quase vazio restavam apenas Lince Walters e o próprio Otrom, um homem imponente que tinha apenas o rosto, severo e enrugado, enfeitado com uma barba curta e branca, visível. O restante de seu corpo era coberto por uma robusta armadura de tons vermelhos e dourados, em formato arredondado e com diversas saliências pontiagudas. Sua imponência, ferocidade e a armadura que trajava haviam lhe garantido a alcunha de “General Dragão”. Um nome que Otrom tinha orgulho em mencionar. -Preste atenção, Walters. Marcharemos em direção à morte e muitos de nós não voltarão, pois assim é a guerra. Você que é jovem e ainda não conhece esses horrores, saiba que terá de aguentar a dor de ver seus companheiros morrendo. Acha que está pronto para isso?
Lince fechou os olhos por um momento, pensando nas palavras de seu superior. -Sim, eu estou pronto. -Boa atitude. Eu confio em você, portanto será meu conselheiro durante esta investida. -Sério? Estou muito grato, grande general. A conversa foi interrompida pela chegada de cinco pessoas, o grupo de manipuladores que agora era liderado por Fernand. Lince não estava nem um pouco surpreso em vê-los, pelo contrário, esperava que viessem antes. -Parece que não chegamos tarde demais. – Disse Fernand, com um sorriso no rosto. -O que vocês querem aqui? Estamos no meio dos preparativos para a guerra! – Rugiu Otrom. -Calma, general. Você deve saber que nós fomos os responsáveis por derrubar a barreira de Chesord. É apenas natural que tenhamos interesse em participar do confronto que está por vir. – O manipulador da terra falava em tom calmo, esperando cair nas graças do dragão. -Eu já esperava que viriam, portanto tomei a liberdade de bolar um plano. Lince chamou a atenção geral, sorrindo ainda mais que o próprio Fernand. Até mesmo seu superior estava curioso para saber o que o capitão tinha em mente. Com a atenção de todos, o capitão prosseguiu. -Eu duvido que essa batalha será resolvida rapidamente, especialmente porque não sabemos nada sobre o relevo, o clima e outros detalhes de Chesord. Mas vocês são diferentes, e temos o trunfo de poder enviá-los para onde vivem as bruxas. -Você não está insinuando que devemos atacar o reino por dentro! – Exclamou Samantha, perplexa. -É exatamente o que estou insinuando. Mas não agora, é claro, pois certamente eles devem ter preparado algumas defesas prevendo este tipo de estratégia. Somente quando eles estiverem concentrando todos os seus esforços na fronteira é que vocês vão agir. – Explicou Walters. -Mas o que faremos quando a hora chegar? – Questionou Yasmin. -Não é óbvio? Vocês vão invadir a capital de Chesord novamente, desta vez para eliminar o próprio Vladmir Banemare!
Notas finais
Diante da passagem guardada pelas forças de Chesord, Empericia inicia seus esforços de guerra.
Capítulo 114: Caminho para a Morte Certa
Em breve.
Capítulo 114: Caminho para a Morte Certa
Em breve.
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