Roseira Púrpura

2 Nenhuma rosa tinha a mesma cor...


Notas iniciais
Eu ainda não sei o final, haha.

Preenchida pelo tédio, Anya encarava o livro de história em suas mãos, ela não gostava de ler e nem de história.

Sabia que seu amigo provavelmente estava dormindo, o relógio marcava 03h45min e Anya notou que também não deveria estar acordada afinal teria problemas com isso. Ela tinha noção de que afetaria o garoto que tinha aula cedo, ele estava no fundamental e ela quase terminando o ensino médio. Mas a jovem não conseguia controlar-se, estava em absoluto tédio ali com todas aquelas matérias para estudar...

Decidiu que pularia a janela e arremessaria pedrinhas na janela de Allen até que o mesmo acordasse e abrisse. A árvore ao lado de sua janela ajudava muito em suas fugas, talvez ela não odiasse tanto a natureza quanto falava, mas isso não interessava naquele momento, pois a pestinha precisava despertar alguém, e escolheu a vítima de mais fácil acesso.

Depois de mais de dez pedradas na janela do quarto do garoto, Anya ouviu os passos dele e logo após a janela foi aberta, o mais novo expressava muita raiva em seu rosto inicialmente, mas depois cansou e deitou-se em sua cama novamente, ignorando o fato de que sua vizinha não estava conseguindo subir a pequena sacada.

Allen então agarrou uma corda, retirando-a do chão e jogou para fora da janela, puxando Anya só até a metade da sacada, onde ela já podia subir sozinha.

—Você sabe que horas são? Já são quase 4 da manhã e você...

O sermão dele foi interrompido por um beijo iniciado pela mais velha, que ao mesmo tempo puxava ele mais perto de si para depois arranhar as costas nuas de Allen, fazendo-o arfar.

O beijo terminou e Anya falou com a usual expressão infantil:

—Mas eu não tinha nada pra fazer, e você tá tão pertinho!

—Então se fosse outro morando aqui e não eu, você viria mesmo assim não é?

—O que?

Ele simplesmente ignorou a reação confusa da garota, ele não poderia demonstrar que tinha ciúmes, eles nem eram namorados ou coisa do tipo. Mas era evidente que isso magoava o mais novo, ele não iria fazer aquele tipo de coisa com qualquer pessoa, porém Anya parecia exatamente o contrário, ela se entregaria á qualquer um que a tratasse bem não é? Allen ficou imerso nesses pensamentos e não percebeu que a morena havia deitado ao seu lado e agora estava o abraçando.

—Eu não viria se não fosse você.

—Acho bom isso ser verdade. – Rebateu novamente o garoto, arrancando um sorriso debochado de Anya.

Isso fez com que ele ficasse ainda mais confuso e preocupado, ele não queria se separar dela, de jeito nenhum. Era assim com suas bonecas e outras criações também, ele não queria deixar que suas coisas preciosas fossem embora.

Anya não possuía essa visão, esses detalhes tão inúteis não importavam para ela, assim a mais velha não tinha a menor ideia do que se passava dentro da cabeça dele e do porquê de ele ser tão desconfiado e tão chato quando ela fazia certas brincadeiras e tocava em certos assuntos, parecia tão aleatório para ela que não pensou no ponto comum que fazia o garoto ser sensível. Isso a irritava muito, mas não importava naquele momento, ela queria fazer sexo e era apenas pra isso que estava ali.

Assim que ela começou a balbuciar bobagens sexuais no ouvido dele, mas ao invés de causar arrepios ou sinais de contentamento, nada disso foi possível, pois ele estava concentrado em não deixar que as lágrimas saíssem de seus olhos, uma tarefa quase impossível naquele momento.

—Droga.

Anya desistiu, seu humor mudou para o pior possível e ela decidiu ir embora, não sabia o porquê e nem o que levou seu plano ao completo fracasso e estava muito irritada.

Ela gostava dele, no entanto... Não seria melhor se ele simplesmente não estragasse tudo ou tornasse tudo tão complicado?

Notas finais
Nessa memória Anya tem 17 anos e Allen tem 13. Avisem de quaisquer erros de digitação ou concordância muito graves por favor.