Roseh Lestrange: Evanesco
2 O Chapéu Seletor
Notas iniciais

O cenário desmanchava como um borrão por trás da janela do trem em movimento. Roseh observava os trilhos percorrendo pela ponte, atravessando as primeiras fronteiras da Grã-Bretanha...
O cinza chuvoso do céu, lentamente assumindo o azul vivo e colorido dos novos ares que o Expresso Hogwarts adentrava...
Um pequeno solavanco nos trilhos a fez com que perdesse o equilíbrio e batesse de cara no vidro... Ainda estava de pé no corredor, desde que havia avistado seu tio.
O choque havia sido intenso.
A expetora do trem lhe lançou um olhar feio de longe, já passou do horário de sentar em uma cabine!
A garota aperta a alça da bolsa com nervosismo começando a andar com cuidado pelos corredores dos vagões.
Estava tudo ocupado! Ela avançava se equilibrando naquele chão trêmulo da locomotiva, procurando ao menos um único assento livre.
Passando por um corredor, teria avistado as seguintes cabines;
Os gêmeos de suéters verde que havia visto na plataforma estavam sentados juntos, e de frente a eles, uma menina acomodava-se com delicada postura. Longas madeixas loiras caíam como cascatas douradas em seus ombros. Seus olhos portavam de um verde intenso, digno da mais polida esmeralda, assim como as vestes elegantes que trajava. Seu olhar, afiado e severo perscrutou Roseh quando a mesma se aproximou.
— Licença. — Cumprimentou Roseh — Tudo bem eu ficar nesse assento livre? Se não incomodar claro...
Cassandra Vole, esse era o nome que os gêmeos de cabelos castanhos tanto repetiam com ternura.
— Me importarei bastante. Procure outro assento. — Curta e grossa ela responderia em um tom cordial, elegante e... ríspido? Era quase impossível manter essas três nuances de uma vez com as poucas palavras ditas, mas era um feito que somente Cassandra conseguia.
Suspirando, a Lestrange se vira avançando pelo corredor e se depara com um garoto loiro com óculos desajeitados no rosto. Em sua volta haviam pilhas de livros grossos tomando toda a cabine. Ele parecia nervoso e evitava contato visual com Roseh propositalmente.
Quando finalmente avistou um espaço entre aquela bagunça um vulto passou do seu lado. Arregalando os olhos, demorou para notar que aquela velocidade era provida de uma garota de traços asiáticos e cabelos escuros e curtos. E ela sorria quase sem fôlego ao se enfiar entre aqueles livros pegando único espaço livre.
— Kevin!!! — Sua voz era animada e poderia se escutar em todo trem. — Quase não te vi por trás dessa bagunça...
— T-Tome cuidado Robyn... O trem podia ter te lançado pra longe correndo desse jeito... — Ajeitava seus óculos após quase saltar da cadeira com o susto que tomou.
— Besteira! Esses solavancos não chegam nem perto de um vôo de vassoura... Oh, desculpa, eu não tinha te visto aí. — Ela finalmente notou Roseh ouvindo a conversa dos dois — Eu poderia abrir espaço pra você sentar com a gente, mas tem livros até pelo chão inundando tudo... Deve ter algum espaço lá pra trás! Eu acho que vi um!
Roseh acenou com a cabeça e prosseguiu pelo corredor novamente. Alguma cabine haveria de estar livre naquele trem!
Avançando mais alguns passos, ela reconheceria o rosto do garoto ruivo que havia esbarrado na entrada do Beco Diagonal. Sentia uma pontinha de culpa por ainda haver lama em suas vestes... Sequer tivera tempo de ajudá-lo.
Ele estava solitário em sua cabine, com o rosto apoiado em sua mão. Seus olhos castanhos claros observavam de forma apática e com melancolia a paisagem no vidro da janela... Apesar de haver algumas malas e caldeirões consigo, ainda havia bastante espaço em sua cabine.
— Com licença... — Ela começou se aproximando de fininho.
Mas o olhar que o ruivo lhe lançou em resposta a penetrou como uma estaca.
— Você não vai querer se sentar aqui, acredite em mim.
Com o semblante perdendo o brilho, Roseh se retirou retornando a percorrer sozinha o corredor.
Um inesperado cheiro de tinta começou a lhe invadir as narinas. Ela se esgueirou um pouco e notou que estava vindo de uma cabine.
Um quadro enorme estava sendo colorido, quase que ganhando vida pelos incontáveis toques de brilho e profundidade. Pétalas pendiam de um vaso de flores. Era o cenário que se criava naquele paínel, pintado de forma graciosa por uma garota de olhos gentins e radiantes.
Absorta pelo mundo que nascia de seu pincel, ela demorou a perceber Roseh de pé a olhando. O vagão de sua cabine tremia e sacolejava derrubando seus potes de tinta pelos bancos desocupados.
— Que desastre... Me desculpe, não imaginava que teria muitos solavancos. — Tinta escorria de seus cabelos curtos onde delicadamente formavam-se espirais. E manchas coloriam sua face morena.
— Tudo bem, ao menos está nascendo uma linda obra de arte. — Sorria Roseh antes de se retirar.
Estava sozinha...
O trem ainda se mexia e não havia mais encontrado espaço livre para se acomodar durante a viagem...
Logo a expetora voltaria a supervisionar os vagões. Veria Roseh de pé avulsa pelos corredores e a colocaria para fora! A pobre Roseh já se imaginava... sendo lançada contra a ponte que o trem estava passando. Caindo de ponta cabeça no lago frio...
— Roseh?! É você Roseh? Vem aqui pro fundo! Tem um lugar aqui!
Uma garota de cabelos prateados e olhos violeta apontava para Roseh confusa com o chamado.
— Ivy? — Virou-se aliviada — Mal havia te visto! Que bom te ver de novo!
As duas sentaram-se juntas na cabine começando a conversar alegres.
Durante a conversa Ivy indagava onde estavam as malas de Roseh e em resposta ela retirava uma grande gaiola de coruja de sua bolsa mágica sem fundo. As duas gargalhavam durante todo o trajeto brincando com as possibilidades ifinitas da bolsa guardando e tirando objetos maiores que bolsa normal alguma suportaria.
E a noite caía lá fora, com a lua aos poucos aparecendo pelo escuro céu...
Entre as sombras e nuvens, torres apontavam para cima, e milhares de pontinhos luminosos revelando-se aos poucos janelas conforme a locomotiva se aproximava. O castelo intimidava pelo seu tamanho e imponência. Pontes interligavam pátios até as proximidades do castelo, que agora era visto com mais clareza com o brilho da lua nascendo atrás do topo de sua colina.
Uma lágrima escorreu de um dos olhos de Roseh. Nunca havia desejado algo de todo coração quanto estar ali...
Agora que estava diante dos seus olhos, sentia-se cada vez mais próxima de seus objetivos.
— Roseh? — Ivy a sacolejou — Vamos amiga, o trem já parou há um tempão. Hora de descer!
Roseh limpou rapidamente seu rosto pegando sua bolsa.
Ao descerem do trem, se depararam com um multirão de primeiranistas sendo guiados por um bruxo de tamanho extremamente avantajado.
— Claramente um gigante. — Pensou Roseh em voz alta.
— Nah, eu diria "meio-gigante". Ele é bem grande para nós, mas pequeno entre os gigantes tradicionais. — Disse Ivy.
— Ei meninas, não fiquem paradas aí. Venham comigo. — O bruxo gigante percebeu as duas ali as chamando atenção — Eu sou Rúbeo Hagrid, serei o Professor de Trato com Criaturas Mágicas de vocês. Faremos uma travessia com canoas pelo grande lago em direção ao Salão Principal do castelo. Onde vocês participarão da Cerimônia do Chapéu Seletor e terão um grande banquete de boas-vindas.
A reação das garotas se constratavam com o sorriso alegre de Ivy ao ouvir a palavra "Banquete" e os olhos assustados de Roseh com a ideia de "Atravessar o lago".
Hagrid talvez tentasse a tranquilizar dizendo que a travessia era um ritual de iniciação para os que pisariam em Hogwarts pela primeira vez, mas falhava ao lembrar que havia visto longos tentáculos surgindo na superfície a maior parte do tempo, e que havia esquecido de alimentar a criatura naquele mês.
— Tentáculos? Também servem tentáculos fritos de lula no jantar?
— Ivy..! Por Merlim...
Roseh foi a última a subir na canoa que seria movida por Hagrid. Ivy já havia se acomodado na ponta. Extremidade essa que estava perigosamente mais elevada devido o peso que Hagrid fazia do outro lado...
A Lestrange olhou para o castelo do outro lado, respirou fundo e embarcou.
— Não precisa se preocupar Roseh! Hagrid deve ter nos sacaneado com o assunto dos tentáculos.
— Não é só isso, Ivy. — A garota apertava as mãos com força nas bordas da canoa — Eu não sei nadar...
Seu pai nunca a levou para passear a beira mar. Os lagos, rios e oceanos eram algo que Roseh apenas apreciava nos retratos assustadores que Rodolfus pregava nas paredes. As ondas neles pareciam que iam inundar o painel e vazar pelas molduras...
Certamente o oculto e desconhecido das profundezas era algo que consumia a pobre Lestrange de aflição.
— Roseh. — Ivy esticou sua mão tirando a de Roseh da borda do canoa, a segurando gentilmente — Se você cair, iremos juntas!
Um sorriso torto e excêntrico se formou no rosto da Lestrange.
— Não sei se me sinto confortada com a ideia de não morrer sozinha, ou mais apavorada com essa condição. Mas obrigada Ivy...
— Chegamos meninas!
A ponta da canoa fez um baque na terra firme, finalmente atracando nas margens do castelo. Havia levado alguns minutos para atravessar, mas longas horas no desesperado consciente de Roseh.
O temor logo deu lugar a empolgação. Estavam caminhando em direção aos enormes portões que davam entrada ao corredor do Salão Principal.
As garotas boquiabertas olhavam para todas as direções.
Tochas iluminavam os corredores, onde nas paredes, grandes armaduras pareciam ter vida apesar de aparentarem sempre inertes.
Bruxos pintados em retratos nas paredes se mexiam e conversavam entre si. E ao erguerem suas cabeças avistavam fantasmas atravessando os cômodos.
Um deles passou atravessando o corpo de um garoto do primeiro ano. Um gélido calafrio o fez tremer a ponto de ficar azul. Roseh e Ivy se entreolhavam impressionadas.
Os portões do Salão Principal estavam abertos e todas as crianças do primeiro ano começaram a caminhar no centro entre quatro enormes mesas. Duas de cada lado.
Cada mesa havia alunos veteranos com trajes de cores diferentes em seus uniformes. Somente as vestes de Roseh, Ivy e os demais primeiranistas consigo eram completamente preto.

Hagrid sorriu acenando para os novatos e se sentou a frente com os outros professores, onde um deles se levantou assumindo a frente. Era uma senhora de longo vestido esverdeado com um chapéu pontudo sobre a cabeça.
— Sejam bem-vindos aqueles que estão chegando em Hogwarts pela primeira vez. E saudações também aos rostos conhecidos do último ano. Aos novatos, eu serei diretora de vocês, Minerva McGonagall.
A mulher esbanjava seriedade e poder em sua postura e toda sua voz ecoava até os confins do salão. Roseh cochichou para Ivy sobre seu chapéu mas logo notou que a amiga não estava mais do seu lado.
— Ivy..? — Olhava para os lados a procurando entre aquela multidão de alunos.
Minerva continuou com seu discurso, narrando sobre a resistência e a evolução que o mundo bruxo prosseguiu durante o fim da Guerra Bruxa em 1999. E que os anos de paz eram graças aos esforços dos estudantes, dentre eles destacando Harry Potter, Ronald Weasley e Hermione Granger.
"Weasley". Esse nome Roseh Lestrange conhecia muito bem.
Sua mãe morreu pelas mãos de uma Weasley. Bellatrix Lestrange, assassinada por Molly Weasley 2 de maio em 1998. Naquele mesmo salão que Roseh estava pisando.
Os pensamentos culminavam sua cabeça, perdendo metade do discurso da diretora...
"Concentre-se Roseh... não pense no passado. Pense em seu objetivo."
A garota demorou para perceber que McGonagall já não estava mais falando, e sim um chapéu pontudo, velho e surrado em sua mão...
O chapéu estava... Cantando?! Seu pai já havia lhe comentado sobre, certa vez. Porém assistindo a situação pessoalmente era uma experiência inusitada.
Do chapéu entoava:
Podem guardar seus chapéus-coco bem pretos,
Suas cartolas altas de cetim brilhoso
Porque sou o Chapéu Seletor de Hogwarts.
E dou de dez a zero em qualquer outro chapéu.
Não há nada escondido em sua cabeça
Que o Chapéu Seletor não consiga ver,
Por isso é só me porem na cabeça que vou dizer
Em que casa de Hogwarts deverão ficar
Quem sabe sua morada é a Grifinória,
Casa onde habitam os corações indômitos.
Ousadia e sangue-frio e nobreza
Destacam os alunos da Grifinória dos demais,
Quem sabe é na Lufa-Lufa que você vai morar,
Onde seus moradores são justos e leais
Pacientes, sinceros, sem medo da dor,
Ou será a velha e sábia Corvinal
A casa dos que têm a mente sempre alerta,
Onde os homens de grande espírito e saber
Sempre encontrarão companheiros seus iguais,
Ou quem sabe a Sonserina será a sua casa
E ali estejam seus verdadeiros amigos,
Homens de astúcia que usam quaisquer meios
Para atingir os fins que antes colimaram.
Vamos, me experimentem! Não devem temer!
Nem se atrapalhar! Estarão em boas mãos!
(Mesmo que os chapéus não tenham pés nem mãos)
Porque sou único, sou um Chapéu Pensador!
Ao fim da canção, a diretora começou a chamar alunos primeiranistas para se sentar no banquinho, diante de todo o salão.
— Robyn Thistlethwaite. — Chamou McGonagall.
Robyn, a menina que Roseh viu no trem sentada com Kevin começou a andar empolgada até a frente, sentando-se no banquinho. O Chapéu Seletor após rápidas análises e balbiciações silenciosas gritou.
— Grifinória!
Robyn desceu do banquinho sendo calorosamente aclamada pelos alunos da mesa da Grifinória.
— Lottie Turner!
A artista que havia criado o belíssimo quadro no vagão do trem se dirigiu um pouco tímida.
— Corvinal!
Gritou o Chapéu Seletor, e os alunos da Corvinal levantavam da mesa apertando as mãos de Lottie a recebendo com zelo.
— Daniel Page. — Chamou a diretora em seguida.
O garoto com quem Roseh havia esbarrado no Beco Diagonal começou a andar em direção ao banco.
Pela primeira vez a garota havia escutado seu nome claramente. E, por um curto instante os dois se entreolharam mais uma vez... O garoto estava visivelmente incomodado com tanta atenção voltada para si mesmo.
— Sonserina! — Exclamou o chapéu.
Daniel suspirou aliviado por se livrar daquela posição expositiva e foi se sentar com os sonserinos que o recebiam com aplausos.
A seleção durou parte da noite com quase todos os primeiranistas sendo selecionados para suas devidas casas comunais.
As Casas cujo seriam como famílias em Hogwarts, e competiriam entre as outras com pontos para se ganhar durante todo o ano letivo.
— Roseh Lestrange. — Chamou McGonagall.
Com o nome entoado, o silêncio tomou conta até das mesas mais badernadas do salão. Como se um dementador houvesse visitado cada um ali presente.
Roseh por sua vez ergueu sua cabeça, começando a caminhar pelo espaço entre as mesas em direção ao banquinho.
Escutou risadinhas por trás de suas costas e fios dos seus cabelos desgrenhados eram tocados por mãos que não poderia identificar de quantos pertenciam.
Quando se virou para sentar, avistou um mar de rostos com as seguintes emoções estampadas: Desdém, dúvida e medo.
E o temor era o mais evidente entre os semblantes dos alunos nas mesas. Do novato ao mais velho dos veteranos. A surpresa estava também estampada nos colegas de vagão, exceto um deles.
O olhar de Daniel Page encarava Roseh com mais avidez. Sua seriedade era indecifrável.
Quanto a Lestrange, seus olhos azuis analisavam todo o salão com um semblante impassível.
— Sonserina! — A voz do Chapéu Seletor ecoou.
Mas nenhum aplauso ou comemoração foi recebido por Roseh, que desceu do banco com a mesma aura fechada.
Daniel afastou-se rápido de seu banco à mesa. Havendo um espaço para Roseh se sentar ao lado.
— Roseh Lestrange, filha da Comensal da Morte e fiel seguidora de Você-Sabe-Quem. — Desdenhou Cassandra no banco a frente. Ela e os gêmeos também foram selecionados para a Sonserina — Que desgosto dividir a casa com gente da sua laia... Pessoas como seus pais desonram o nome da comunal.
Daniel arregalou seus olhos ao ver Roseh exibindo o dedo do meio para Cassandra.
A loira engoliu em seco ficando com o rosto vermelho de ira. Mas antes que dissesse algo a diretora chamou o último primeiranista para a seleção.
— Ivy Warrington.
Mas o silêncio se fez presente de novo.
A garota dos cabelos prateados não respondia. Sequer poderia saber se ela realmente ainda estava por ali.
— Ivy Warrington! — McGonagall chamou mais outra vez.
— Ivy... — Roseh olhou a volta com a preocupação se formando em seu semblante. Não havia mais visto sua amiga desde que entraram no salão. — Essa cabeça de vento não pode perder a cerimônia desse jeito agora...
— Alguém sabe onde está Ivy? — Indagou McGonagall procurando mais uma vez. — Hagrid, uma aluna está perdida na escola. Faça uma busca completa por todos os lugares.
O professor meio-gigante de Tratos com Criaturas Mágicas assentiu também preocupado.
— Pobre menina, espero não ter sido avistada pelos trasgos que eu estava ensinando a passear com sapatos nos andares superiores.
— Hagrid?
— Não se assuste excelentíssima diretora, eles aprendem rápido e não correm risco de tropeçar!
— Não é disso que estou preocupada!
Os portões do salão foram atravessados as pressas por uma Roseh Lestrange desesperada se disparando contra as escadas acima.
"Essa escola é um hospício?" Questionou-se para si mesma. "Quem em sã consciência soltaria essas criaturas por aí?!"
Roseh se lembrou da conversa que teve com Ivy no trem. A garota dos cabelos prateados estava motivada a explorar todo o castelo assim que chegasse.
Aquela lembrança embrulhou seu estômago agora que estavam diante do perigo...
Correndo afobada, Roseh gritava por Ivy subindo pelos degraus em direção aos andares superiores.
Mas a mesma se surpreendeu ao ver o próximo lance de escada fazer um movimento imprevisível, virando-se no sentido contrário.
Roseh estava correndo tão depressa que mal conseguiu conter o impulso, acabando por vacilar ao tentar pisar no degrau que sumia debaixo de seu pé.
A última visão que a Lestrange tivera em sua primeira noite em Hogwarts, foi do chão de mármore se aproximando. E tudo se apagando em seguida.
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