Rose Kiss

5 Outra Dimensão


Notas iniciais
Olá minha gente!
Eu sei que demorei... desculpem >.
Parte deste atraso foi devido á minha preguiça e também por ver poucas vezes o meu revisor online (ele é um fofo por me aturar e por corrigir isto tudo)
Boa Leitura!

Enquanto a minha mente viajava, ouvi outra vez a tal voz:

“Faças o que fizeres, não te esqueças que a chava é essencial para ajudá-los.”

De volta à enfermaria, reparei que era de noite.

Ainda bem. Tinha sido apenas um sonho.

Suspirei.

Levantei-me para ir à casa de banho, mas o movimento dos lençóis fez cair uma coisa metálica.

Olhei para o chão à procura do que seria.

Assustei-me ao ver a chave dourada do meu sonho. Antes de tocar a chave, a minha mão tremia, tal era o medo, mas ao tocar-lhe nada aconteceu.

Suspirei mais uma vez, aliviada.

“Usa a chave”. Lembrei-me do que aquela voz estava sempre a dizer.

Usar a chave? Será que isso queria dizer que tinha que a por numa fechadura?

A minha intuição dizia que sim.

Resolvi usar a porta que dava para a casa de banho.

Calma, Ally. Já passaste por coisas piores.

Coloquei a chave no buraco da fechadura e esta transformou-se na do meu sonho. Eu não os conseguia enfrentar sozinha, por isso deixei a porta como estava e fui a correr o mais rápido que pude para o Gabinete do Komui.

Cheguei lá alagada, em suor, e cansada.

- O que é que te aconteceu Ally? – Perguntou Komui preocupado.

Desbobinei tudo, desde o sonho até ao aparecimento da posta na enfermaria.

- Não tenho a certeza, mas algo me diz que é provável que, ao abrir a porta, consigamos chegar à dimensão onde os Bookman estão.

Komui, sentado, com o queixo apoiado entre as duas mãos, apenas precisou de poucos instantes para pensar numa estratégia. Pegou no microfone para que a sua voz fosse ouvida por toda a sede e disse:

- Miranda e Lenalee, apresentem-se equipadas, urgentemente, no Gabinete. Ninguém da equipa de segurança deixe entrar gente na enfermaria.

Enquanto as exorcistas não chegavam, Komui perguntou-me:

- Achas que estás em condições de usar a inocência?

- Hai! Pode contar comigo. – Não menti, desde que acordei não me sinto nem um pouco esgotada. Antes pelo contrário, sentia que podia lutar durante horas. Eu sou forte, tinha que o ser.

Lenalee e a exorcista que não conhecia, Miranda, chegaram em segundos. Esta era mais alta que eu, com cabelo pelos ombros meio ondulados e devia ter uns 25 anos.

- Muito bem, agora que estão aqui todas vou-vos explicar o que têm de fazer. Como a Ally me contou, existe uma porta que vai dar à dimensão onde o Lavi e o Bookman estão presos, provavelmente, Neste momento não estamos em posição de lutar, por isso a missão vai ser apenas resgatá-los. Segundo Ally, está escuro e por isso se ela usar a Rose Poison apenas por uma abertura na porta, eles não devem notar. Quando isso acontecer, não podem fazer barulho. Depois é onde Lenalee entra. Com as Dark Boots, ela vai resgatá-los. Se algo correr mal, a Miranda está de suporte. A seguir iremos trancar a porta e colocar uma barreira à sua volta. Lembrem-se, evitem qualquer contacto com os Noah, não temos recursos humanos suficientes, já para não falar que se algo correr mal, a Ordem toda está em perigo. Agora é convosco. Não me desapontem. Estão dispensadas.

Já no começo da missão sentia-me nervosa.

Encontrava-me em frente à tal misteriosa porta.

Respirei fundo. O pior disto é que se correr mal, é por minha causa.

Ativei a minha inocência e, pelo orifício da fechadura, comecei a expansão dos meus espinhos.

Podia sentir quatro pessoas na sala. Devagar e um pouco distante, comecei a formação da abóboda que depois irá aprisioná-los.

Não podia ver do outro lado da porta, é claro, mas esta forma de inocência privilegiou-me um sentido sensorial muito alargado, devido à extensão do meu braço.

Sem nenhum barulho, fechei finalmente o casulo.

As rosas brotaram e, quando crescidas, deitaram o veneno anestesiante,

Senti as quatro presenças na sala a adormecerem.

Fiz o meu braço voltar ao normal e rodei a suspeita chave dourada.

Ouviu-se um “click” ao destrancar-se a porta.

Fiz sinal a Lenalee para que entrasse em ação e tudo o que senti foi vento e quando olhei, já ela não estava ao pé de mim.

Wow… A rapariga era mesmo rápida.

Poucos segundos depois, Lenalee voltou a aparecer carregando dois corpos. Apressei-me a trancar a porta e para nossa surpresa, esta desapareceu do nada.

Com os nossos comunicadores anunciámos o final da missão e depois fomos literalmente arrastadas para fora da enfermaria.

- Para fora meninas! Deixem-me trabalhar! Não querem atrapalhar a saúde dos vossos colegas, pois não?

Miranda e Lenalee iam festejar mais uma missão bem concluída, mas eu anunciei que iria dormir mais cedo.

Sentia-me sonolenta, muita coisa aconteceu hoje e a noite já ia alta.

Quando cheguei ao meu modesto quarto, dormi até o nascer de um novo dia.

***

Um homem de pele acinzentada e com estigmas a decorar a testa. Um Noah, ou mais propriamente, Sheril Kamelot, tinha acordado com a cara colada ao chão. Furioso, notou que os Bookman não estavam lá.

Teriam escapado? Não… não estavam em condições físicas para isso. E porque estaria ele, um ministro digno, a dormir no chão?

- Será que devemos ir atrás deles? – Fiidova, o seu “irmão” Noah tinha interrompido os pensamentos de Sheril. Este notou os vestígios do odor adocicado de rosas. Podia ver-se na sua face que parecia ter achado a última peça do quebra-cabeças.

- Sheril? – Chamou novamente Fiidava à atenção.

O outro Noah apenas esboçou um sorriso sádico e disse:

- Não, por agora vamos só observar, daqui para a frente promete ficar divertido.

***

Acordei de manhã com um bater na porta.

Levantei-me para ver quem era e dei de caras com Lenalee.

- Bom dia Lenalee. – Disse feita zombie de segunda-feira. Devia de estar com o cabelo todo despenteado. Estava vestida com um pijama branco de inverno, aqueles com uma camisa de mangas longas e umas calças.

- Bom dia, vamos comer?

- Sim, dá-me só um segundo enquanto me vou vestir, mas entra.

Entrámos no meu quarto e eu fechei a porta atrás de mim. Peguei no uniforme bem dobrado em cima da cómoda. Lenalee estava sentada na cama quando entrei para a casa de banho.

Vesti-me e penteei o meu longo cabelo branco selvagem. Tentei ser o mais rápida possível, mas demorei uns cinco minutos para que o cabelo ficasse sem nós. Olhei ao espelho. Tinha algumas olheiras, mas não podia fazer nada quanto a elas.

Quando saí, encontrei Lenalee a apreciar um objeto prateado. Era o relógio de bolso da minha família falecida.

-É muito bonito…

- Pois é, é o único objeto que sobrou da minha família adotiva.

- Desculpa. Estou a fazer-te lembrar de coisas dolorosas.

- Não faz mal, eu não me importo. Lembrar-me deles é o que os faz vivos. Por isso é que o relógio é tãoo importante para mim. E o resto ardeu tudo, eles eram pobres por isso não tinham materiais caros. Mas isso não os impediu de me amarem como uma filha.

- Estou a ver… — Lenalee pareceu um pouco triste.

- Estou cheia de fome… Vamos para o refeitório! – Disse sorridente, a pensar em comida.

Já na cantina pedi 15 pratos diferentes. Era o meu ritual do começo de um bom dia.

Encontrámos Kloud a “tentar” ensinar boas maneiras à mesa ao Timothy, mas a coisa não estava a correr assim tão bem. Aproveitei a oportunidade para lhe perguntar quando iria começar os treinos, e respondeu-me que me ia dar mais uns dias de descanso. Na verdade senti-me aliviada. Estava com um pouco de medo da sua rigidez.

- Depois de comer vou visitar o Lavi, ouvi dizer do Komui que ele já acordou, queres vir? – Perguntou Lenalee enquanto eu comia um panado. Sim. Um panado de manhã.

- Claro, porque não?

- Boa! Vai ser uma boa oportunidade para esqueceres o Kanda!

- Eu já disse que eu não gosto do Kanda! – Disse por entre engasgos por ter engolido mal o panado.

Notas finais
Gostaram?
Em breve vou colocar uma capa nova u.u
Se tiverem sugestões ou assim, terei muito gosto em ouvir :3
Até à próxima!