Rosas de Sangue
1 O Prólogo
Notas iniciais
Existia uma menina que vivia sempre com medo, Lara era o nome dela, menina pálida de cabelos castanhos e olhos azuis.
Vivia com pai, Elgar, a mãe não se tinha noticia a muito tempo, tinham uma vida humilde e simples.
A pequena Lara tinha problemas na escola, as outras crianças não gostavam do pai dela.
Elas tinham medo pois ele era o coveiro da pequena vila, a pessoa que enterrava os falecidos, como elas o conheciam.
Era conhecido pela toda vila, por que ele era o dono do único cemitério da vila e era uma boa pessoa.
Mas como as crianças são cruéis, apelidavam a Lara e atormentavam, o seu pai era o único que a animava para ir na escola.
Quando ela completou os seus 16 anos ela desistiu da escola, ela se cansou dos outros, ela se sentiu aliviada por sair daquele tormento.
Ela tentou trabalhar em confeitaria, mas nos seus 17 anos ela começou a trabalhar com seu pai.
No passado ela teria medo dos mortos, mas ela odeias mais os vivos.
Acordar, levantar da sua cama, regar a sua roseira e trabalhar com seu pai cuidando do cemitério, essa era a sua rotina.
Existia uma questão que a intrigava era o seu pai ficar toda noite no cemitério e nunca falava o que fazia por lá, mas não questionava pois confiava nele.
Tudo se seguia normal, até um fatídico dia o pai de Lara entra em óbito por causa de uma doença desconhecida, com sintomas mais peculiares, cegueira permanente, sangramento pelos olhos e manchas negras pelo corpo.
Descobriram uma mordida necrosada na região da bacia, ele tinha sido mordido por uma criatura indeterminada, esse homem era muito misterioso.
Tão misterioso que antes de morrer ele entregou uma chave a Lara e não explico mais nada.
No final do dia o funeral já tinha acabado, e a Lara refletia sobre a vida enquanto encarava a lapide de seu pai.
Sem mais nada o que fazer e sem sono ela vai averiguar a procedência da chave, ela testa todas em todas fechaduras da casa, mas não abriu nada, ela começou a pensar se a chave podia ser uma metáfora, mas a ideia caiu por terra quando ela abriu uma porta.
A porta se encontrava no porão da casa, um lugar nunca explorado por ela, ao abrir se revela uma sala cheia da ferramentas de jardinagem.
Mas algo a intrigava, uma adaga, tão diferente daquele cenário mórbido também tinha uma carta, ela começa a ler:
— Mas que droga...
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