Rosalie... Sweet Rosalie
22 XX. Guten Tag, Fräulein!
Notas iniciais

Eu não pude evitar sentir-me atraído pela Jane. Aquele pescoço fino, aquele olhar hipnótico... Mas não foi nada além de mera atração física. Será difícil para a Rosalie aceitar que eu a amo. Como é que posso explicar que a amo mas que não quero ser exclusivo? Quero dizer, não é que não queira... eu não consigo. Ah! Estou confuso. Se eu estou, imagino como ela se deve sentir.
Horroriza-me a ideia de a puder perder para quem quer que seja, sobretudo para o Riley. Provavelmente, aquele beijo foi pura vingança. Mas se ela se deu ao trabalho de se vingar é porque está mal. E eu não quero nem pensar no que ela será capaz de fazer.
Eu fiz-lhe mal. Eu queria protegê-la de todos mas nem a consegui proteger de mim mesmo. Quem é que eu quero enganar? Não valho nada. Não valho nem o ar que respiro. Mas eu amo-a, caso contrário não me sentiria tão mal.
Sou tão idiota que mal me lembro da quantidade de irracionalidades que prometi à Jane assim que as suas mãozinhas me tocaram. O seu jeito fútil seduz-me.
Devia ter vergonha de mim próprio e da forma como me permiti agir!
E ainda por cima nem fui eu quem a encontrou! Quem me dera ter sido eu! Quem me dera ter podido explicar-lhe. Mas explicar o quê? Algo que não tem explicação? Algo que vejo claramente na minha cabeça mas que é impossível de verbalizar?
Eu gosto dela. Mas eu gosto de estar também com outras miúdas. É o cúmulo do egoísmo, ela nunca irá entender.
***
Sinto tanta vergonha e tanta raiva. Quero que ela compreenda. Preciso que ela compreenda.
Porque eu compreendo-a. É tão simples. Um simples corte e a raiva vai. Uma dor menor que anestesia a minha maior dor: a dor latente de ter perdido a minha doce Rosalie, por uma razão tão parva.
Sinto-me fraco. Sinto-me tão fraco... Os meus olhos fecham-se.
Ouço gritos mas parecem-me tão distantes... Oiço sirenes mas não sei se serão algo mais que partidas pregadas pela minha mente.
Rosalie... Rosie... eu amo-te.
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