Rosalie... Sweet Rosalie
18 XVII. "- Então, Drácula..."
Depois de Rosalie sair, Bree regressou para a cama e dormiu por mais algumas horas. A constipação fazia-a sentir-se gelada apesar de estar tapada com uma dúzia de cobertores grossos e peludos. Talvez devesse ir à enfermaria. Mas sair dali e ficar ainda mais enregelada? Argh!
Pegou no controlo remoto e ligou o ar condicionado no máximo calor. Talvez se o quarto aquecesse ela pudesse sair sem arriscar ficar ainda pior. Ligou a televisão. Estava repetindo um episódio de Doctor Who que ela tinha visto na noite anterior. Abriu uma gaveta e tirou uma aspirina. Engoliu-a sem água, virou-se para o lado e voltou a adormecer.
Quando voltou a acordar, devido ao incomodo do calor, já passavam das três da tarde. Sentia-se em fogo! Desligou o ar condicionado e saiu do interior da cama. Correu a abrir a janela. Estava tanto calor!!!
“Ufa, a febre já passou”, pensou.
Correu para o armário, enfiou uns leggings pretos e um t-shirt vermelha e calçou umas botas sem cano. Por fim, pegou um quispo e saiu correndo para o jardim. Estava ardendo. Tinha sido uma péssima ideia ligar o ar condicionado e voltar a dormir.
Apesar do calor do interior do quarto, cá fora o frio fazia-se sentir.
– É melhor vestires o casaco. — Ouviu alguém dizer. Virou-se para ver quem era.
– Oh, olá Diego.
– Oi. Queres ficar constipada?
– Mais ainda? — Ironizou enquanto o vestia. — Que estás a fazer?
– Nada.
– Tudo bem. Porque não foste?
– Não me apeteceu.
– Ok. Posso te fazer companhia? — Perguntou sorrindo.
– Ahm...Claro... Se quiseres. — Custava-lhe admitir, mas não era lá grande companhia. Gostava de Bree. Parecia-lhe uma boa rapariga, mas ele preferia ficar na dele. Sem ninguém a incomodar. Não era muito social, nunca tinha nada a dizer e rapidamente ficava sem assunto.
– Então... — Ela começou a puxar conversa. — Gostas de música?
Ele olhou-a incrédulo. Estava ouvindo música, que esperava? Que não gostasse? Que pergunta tão óbvia.
– Sim. — Respondeu ao fim de alguns segundos.
– Que tipo de música?
Nesse momento o estômago de Bree roncou.
– Não esse. — Ele disse apontando para a barriga dela. Ambos riram. — Não queres vir comer?
– Ya, ya. Tá certo! Eu deveria mesmo ir comer.
Com todo o mundo na “saída de campo”, a escola estava vazia e o refeitório fechado e por isso foram tirar alguma comida às máquinas.
Diego tirou um café e um saco de bolachas OREO. Bree tirou um saco de batatas Ruffles de ketchup, uma tosta mista e uma lata de Monster.
– Bem, deves estar mesmo com fome. — Ele comentou enquanto se sentava numa mesa.
– É, primeira refeição do dia. E já agora, para que servem as cadeiras?
– Para as pessoas se sentarem, suponho. — Disse Diego descendo da mesa e sentando-se na cadeira, ao lado de Bree.
Comeram em silêncio. Mal se conheciam e por isso nenhum dos dois sabia o que dizer.
– I am in pain! My name is Dracula. I'm gonna bite your neck. And take off your blood. I will draw it all! — Diego cantarolou, quebrando o silêncio. Provavelmente, pela primeira vez na sua vida, ele estava tentando puxar conversa.
– És sempre assim tão... estranho?
– Talvez. Isso aborrece-te?
– Não. Não, de todo. Eu diria antes que me... diverte. Sim, definitivamente, diverte-me.
– Tu também és uma miúda estranha Bree Tanner. Muito estranha. — Disse avaliando-a. – Gosto de ti.
Bree corou um pouco. Então, ele achava que ela era estranha? E ainda nem sabia da missa a metade. Ela achava-o diferente. Ele não se parecia com a maioria dos rapazes.
– Então, Drácula...
***
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