Rosalie... Sweet Rosalie
13 XII. Verdade ou... Sexo Público?
Notas iniciais

A música estava ao rubro. O álcool, a droga e o sexo desenfreado serviam de combustível a um bando de adolescentes alucinados. Eram duas da manhã e era impossível encontrar um único académico sóbrio em toda a Ross.
Rosalie e Emmet não eram exceção. Claramente afetados pela bebida, jogavam verdade ou consequência com o grupinho que lhes tinha dado boleia mais cedo, a colega de quarto de Rosalie – Bree, o colega de quarto de Emmet – Diego, e um tal de Riley Biers que possuía uma cara de ninfomaníaco e que comia Rosalie só com o olhar.
Larry agarrou a garrafa e girou-a. Quando parou, apontava o gargalo para uma Raf claramente embriagada.
– Verdade ou consequência? — Perguntou.
– Verdade . — Ela respondeu tentando parecer sensual. Mas só conseguiu parecer ainda mais pedrada.
– É verdade que já chupaste o Leo?
– O quê? Não sejas idiota Larry! — Disse Leo tentando parecer ofendido. — Isso não é pergunta que se faça!
Larry ignorou-o e apenas encarou Raf, esperando a sua resposta.
– S-s-sim. — Respondeu gaguejando, muito vermelha e envergonhada. Talvez não estivesse assim tão bêbeda quanto parecia.
Todos na roda gritaram eufóricos, não tanto pela resposta àquela pergunta impertinente mas mais pela bebedeira que cada um tinha em cima. Apenas Leo ficou calado, amuado.
– Vais ver, quando chegar a tua vez! — Disse zangado.
– Oui, o menino não quer ir prender o burrinho para outro lado? — Provocou Larry.
«Gostaste?», «Cuspiste ou engoliste?» perguntaram os curiosos, mas Raf não abriu mais a boca sobre isso.
– O combinado é uma pergunta a cada pessoa que a garrafa calhar e escolher verdade. Agora é a minha vez de rodar.
A garrafa girou novamente e calhou em Bree.
– Bree Tanner! True or consequence?
– Consequência!
– Desafio-te a ires até à mesa de som lá em cima e apalpares o DJ.
– Estás maluca? Eu nem o conheço, vai matar-me!
– Que esperavas? É por isso que é um desafio.
Bree subiu as escadas e posicionou-se bem atrás do DJ. Fez umas quantas caretas cá para baixo e fez menção de lhe tocar, como que para tentar descobrir a melhor maneira de o apalpar e ir embora, sem ser notada. Ele era muito alto e estava distraído com os fones enormes que lhe tapavam os ouvidos. Ela ficou tão envergonhada que acabou esbofeteando o pobre coitado e fugindo aflita.
– Que vergonha. Nunca mais me meto nestas coisas! — Resmungou enquanto rodava novamente a garrafa. Calhou em Lucas.
– Antes que perguntes, quero desafio.
– Awn, tudo bem. Desafio-te... a... dares um beijo... e é mesmo um beijo, com língua e com uma duração razoável, num rapaz da roda.
Lucas era o que estava mais chapado de todos e por isso nem reclamou ou tentou argumentar. Virou – se para o lado e espetou um enorme beijo na boca de Larry, que mal teve tempo de respirar. Este ficou tão assustado que a sua primeira reação foi chutar Lucas. Mas Lucas não o largou e continuou a beijá-lo, empurrando-o em direção ao chão. Pouco a pouco, Larry relaxou, deixou-se ser beijado e correspondeu o beijo. Enquanto isso Lucas acariciou-lhe o membro por cima das calças. Larry soltou um gemido, abafado pelo toque dos lábios.
– Ele está gostando! — Gritou Minnie animada e histérica. Era ela a que parecia ficar mais eufórica sob o efeito do álcool.
Lucas agarrou a mão de Larry e enfiou-a nas suas calças. Larry passou a mão no membro dele e começou a masturbá-lo. Lucas fez o mesmo nele.
– Ei, bichinhas, não levem isto tão a sério, acho que já está bom. — Disse Bree.
Mas nenhum dos dois parou até gozar nas mãos do parceiro com enormes gemidos, disfarçados apenas pelo som da música.
Ninguém pareceu reparar, mas a verdade era que todo o salão fazia mais ou menos o mesmo.
– Agora, eu rodo. — Disse Lucas enquanto abotoava o botão e fechava o fecho das calças.
A garrafa rodou, era a vez de Riley.
– Verdade ou consequência.
– Consequência.
– Roda a garrafa e passa à próxima pessoas. Depois vai lá atrás do palco e pega a Bree. — Lucas sorriu triunfante para ela. Sim, parece que a vingança é mesmo um prato que se serve frio.
– Eu tenho quinze anos!!!
– Lamento, ma chérie, é a vida!
Desta vez foi Bree quem amuou, no fundo nem se devia importar, estava demasiado bêbeda para isso. Riley rodou a garrafa.
Calhou em Emmet.
– Escolho verdade.
– Hmm. Já... algumas vez... fudeste a tua irmã?
– Primeiro, ela é só minha irmã adotiva e depois, bem, sim, mas foi apenas uma vez. E nós estávamos bêbedos, por isso não conta.
– Ahhhh, eu sabia! Foda é foda, conta sempre. O meu instinto nunca falha! — Gritou Riley enquanto se afastava com Bree.
Emmet rodou a garrafa.
Foi novamente a vez de Raf.
– Consequência.
– Desafio-te: um beijo lésbico!
Raf andou em direção a Minnie e beijou-a enquanto rebolava no seu colo. Minnie só abanava as pernas e gritava muito alto, como se estivesse a ter o maior orgasmo da história.
– É a minha vez.
Raf rodou.
Rosalie olhou aborrecida para a garrafa e escolheu.
– Consequência.
– Vai lá atrás com o Emmet!
– O quê? Ele é meu irmão.
– Ah, isso é conversa fiada. Não nos enganas. Vai lá, ou és assim tão santinha?
– Eu não sou santinha. — Disse chateada.
Ao contrário da maioria das pessoas que ficava extremamente libertina e feliz quando bebia, ela ficava ainda mais suicida. Na realidade apenas perdia o seu lado racional. Toda a sua consciência e bom senso se dissolviam na bebida.
– Não sei, não. Rejeitas-te a marijuana e agora perdes a oportunidade de dar em cima desse pedaço de mau caminho... — Raf provocou, olhando Emmet de alto a baixo.
Rosalie pegou-lhe na mão e conduziu-o até à parte exterior da escola, para o campo de futebol. Subiram às bancadas. Rosalie começou a beijá-lo e a acariciá-lo, mas foi interrompida.
– Rosie, não.
– Porquê?
– Ambos sabemos como isto irá terminar se continuar-mos. Da última vez estávamos bêbedos. Nenhum de nós se lembra do que aconteceu naquela noite. Não quero que aconteça o mesmo hoje. Rosie, eu não quero acordar amanhã e não saber o que se passou.
– Há um mês atrás, nem pensarias duas vezes. O que mudou?
– Não sei, desejava saber, mas não sei.
Nenhum dos dois sabia o que tinha mudado, mas algo mudara. Ambos sabiam que se fossem para a cama um com o outro, não ia ser como das outras vezes. Estavam indo por um caminho sem retorno. Nada voltaria a ser como antes.
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