Rosalie... Sweet Rosalie
10 IX. Os Meus Amigos Embebedam-se... de Novo!
Notas iniciais
– Rosalie!
– Sim, Emmet?
– Vais ao jantar do Luke?
– Não sei, Em, isso dá sempre muita barraca. Lembras-te do ano passado? Vocês embebedaram-se todos e eu acabei passando a noite sozinha!
– Rosie, este ano não vai ser assim, juro. Prometo não beber se tu também não quiseres beber.
– Não, eu não quero. Mas tu vais beber, bebes sempre.
– Nem que sejamos os únicos a não beber. Se tu ficares sóbria, vou ficar sóbrio contigo.
– Está bem, eu vou. Mas se tu beberes, eu juro que venho embora para casa.
– Tudo bem, não vou fazer isso. — Prometeu Emmet, indo por trás de Rosalie e abraçado-a carinhosamente. Tinham ficado extremamente próximos depois de Emmet ter apanhado Rosalie a cortar-se. Ele não gostava, no entanto, de pensar que todo esse carinho e ternura advinha do facto de Emmet sentir pena da sua situação. Talvez, tivesse antes preferido que ele agisse como Royce, e ignorasse por completo todas as suas cicatrizes.
***
Faltava pouco mais de meia hora para o jantar e Rosalie estava bastante atrasada. Tinha o cabelo ainda encharcado, a roupa por vestir e a maquilhagem por aplicar. Não iria demasiado produzida mas ainda assim gostaria de ter tempo esconder as suas cicatrizes.
Começou por limpar o corpo e passar o Dermablend nos braços e nas pernas, escondendo assim as marcar brancas e retorcidas que se tinham apossado do seu corpo.
Depois colocou uma lingerie creme e um vestido branco e umas pérolas no pescoço (http://style.mtv.com//wp-content/uploads/style/2013/11/katy-perry-unconditionally-5.jpg) e calçou uns sapatos altos pretos e simples.
Tirou a toalha do cabelo e viu que continuava muito molhado. Olhou para o relógio, faltava menos de meia hora. Pegou no secador e secou-o, pois não havia tempo para que ele secasse por si próprio. Em seguida enrolou-o com o babyliss e penteou-o, deixando apenas umas ondas.
Faltava apenas um quarto de hora quando começou a maquilhar-se. Colocou rimel nas pestanas, passou o delineador na parte inferior do olho e um pouco de blush nas bochechas. Colocou por fim gloss rosa nos lábios. Estava pronta quando faltavam cinco minutos.
Por que não tinha nascido homem afinal? Teria limpado o corpo e vestido uns jeans e uma t-shirt e estaria pronta! Ser mulher é decididamente muito complicado. Mas era disto tudo que ela precisava para se sentir segura. Sabia que qualquer coisa a poderia derrubar, deitar abaixo, mas ainda assim esforçava-se para estar sempre no seu melhor, não demonstrar a sua fraqueza em público.
– Estás pronta? — Perguntou Emmet do lado de fora da porta do seu quarto, sem entrar.
– Estou. — Disse enquanto pegava na sua carteira e no seu telemóvel.
Emmet abriu a porta e ficou olhando para ela.
– Que se passa? — Perguntou desconfiada. — Estou assim tão mal?
– Não Rosie, pelo contrário... estás linda.
– Obrigado. — Respondeu corando. — Vamos?
– Claro. — Ele respondeu sem tirar os olhos dela. Como era possível existir alguém tão belo? Belo, diferente de bonito. Rosalie era perfeita a todos os níveis. Não se limitava a ser bonita. Não se limitava à dimensão física. Não sabia o que mais lhe atraía nela. Talvez o seu carisma... A sua capacidade de se destacar e de seduzir tudo e todos. Tudo nela era divergente. E o seu carisma e a sua fraqueza não eram exceção.
O restaurante era perto por isso chegaram rápido.
– Parabéns, Luke. — Cumprimentou Rosalie com dois beijos. Quase todos na mesa tinha um copo de sangria ou de cerveja e apenas alguns bebiam bebidas brancas. De qualquer forma, álcool não faltava. Aquela ia ser uma longa... longa noite.
– Obrigado. — Respondeu Luke. — Que queres beber?
– Pode ser um mojito.
– Rosalie... Rosalie – Brincou Luke já claramente afetado pelo álcool. — Sempre refinada nas suas escolhas. Que seja então. Um mojito para a menina. E tu Emmet, também vais ser tão fino?
– Um Cuba Libre.
– Vocês Cullens só gostam de rum.
– Também gosto de cola-cola! — Defendeu Emmet.
***
Após o jantar várias garrafas de sangria e de litrosa tinham tornado aquele grupo num terrível bando de adolescentes febris e álcoolicamente alegres. Apenas Rosalie e Emmet se mantinham sóbrios. Alguns deles tinha pulado rapidamente da fase de alegres para a de “vomitar até a alma”. Alguns dos seus amigos já tinham desaparecido e provavelmente estavam se agarrando em algum beco. Luke estava agarrado a um poste, quase dormindo.
Mais cedo tinham – se deparado com um carro da guarda. Rosalie nunca tinha visto as grades da cadeia tão próximas. Por estranho que possa parecer, ainda não tinha passado nenhuma noite na esquadra.
Afastou-se um pouco do grupo. Royce e alguns dos seus amigos chamaram-na. Ela aproximou-se.
– Vem cá Rosalie. — Disse Royce agarrando-a. A sua boca tresandava a álcool e a tabaco.
– Larga-me Royce, estás bêbedo.
– Olhem rapazes, esta é a minha menina.
Ele agarrou-a firme e com uma das mãos entrou dentro do vestido agarrando-lhe as coxas enquanto ela se debatia. Rosalie começou a chorar, soluçando e a gritar por ajuda. Outro dos seus amigos, com olhar lascivo, tentou agarrar-lhe os peitos. No entanto, foi mal sucedido pois alguém o derrubou com um murro.
Ajudado pelo estado decadente daquele grupo, Emmet conseguiu tirar Rosalie das mão deles e juntos fugiram por uma das ruas.
Quando pararam de correr, Emmet olhou para Rosalie. Tinha a maquilhagem borrada e o rosto banhado pelas lágrimas que lhe caiam dos olhos.
Emmet acariciou-lhe o rosto e limpou-lhe as lágrimas beijando-lhe a testa.
– Está tudo bem, loirinha. Ele não te vai voltar a tocar, nenhum deles.
Rosalie encostou a cabeça no peito dele e chorou até não haver mais lágrimas. Ela não sentia nada por Royce, sabia que ele não prestava. Sentia-se tão estúpida.
– Leva-me para casa. — Pediu.
Emmet conduziu-a até ao carro e guiou em silêncio até casa. A noite tinha, de repente, tornado-se fria. O Verão estava chegando ao fim. Mas a verdade era que isso pouco importava pois aquela era uma cidade chuvosa na qual os dias quentes eram poucos.
Saiu do carro e foi abrir a porta de Rosalie. Ela estava adormecida. Parecia tão bonita, iluminada apenas pela lua e pelas estrelas. Pegou-a ao colo e levou-a até ao quarto. Deitou-a na cama. Desejou tanto ficar a noite toda a olhar para ela. Parecia errada mas ao mesmo tempo tão apetecível. Olhou para a janela. Aquela era uma noite estrelada, das poucas que aconteciam todos os anos. Desejou fortemente que pudesse ficar com ela naquela noite.
– Emmet? — Rosalie chamou-o muito baixo. — Não vás embora. Fica comigo esta noite.
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