Rosalie... Sweet Rosalie
3 II. Sobre Bloody Marys e Sutiãs Perdidos
O restaurante era meio rústico e Rosalie não tinha ido lá mais do que um par ou dois de vezes. Não gostava de nada ali a não ser o pão que era confeccionado pelos cozinheiros do lugar.
Havia todo aquele ambiente campesino e odioso para onde quer que se olhasse. Os cremes e os castanhos misturados numa horrível combinação de "verão no pântano" e as pipas serradas e empilhadas pela sala tornavam o lugar difícil de olhar. Os quadros de "Anas versicolor", "Cairina moschata" e "Alopochen aegyptiacu", que nada mais eram que patos e gansos, eram ainda mais feios depois que as crianças do lugar lhe tinham começado a atirar com sucos e sopas.
A comida era quase intragável. Não serviam mariscos ou doces e quase todos os pratos incluíam bacon. Argh, ela odiava bacon! E parecia sempre que era a única coisa que serviam ali, além dos pratos verdes que ela apelidava de "comida para caracol".
Por todo o lugar respirava — se aquele cheiro campestre das boninas acabadas de colher e dos rosmaninhos secos.
Os centros de mesa não passavam de fios de ráfia e de malmequeres muito miudinhos.
Estavam todos sentados e Renesmee estava resplandescente. Tinha um vestido branco e o cabelo encaracolado e solto. Alguém, por certo, o tinha gentilmente enrolado, uma vez que os cabelos da menina eram completamente lisos.
O menu chegou e Rosalie foi uma das primeiras a querer ver se tinham algo novo. Nem por isso. Para as entradas, melão enrolado em bacon, canja de galinha e creme de coentros. Entre os pratos havia linguado enrolado em bacon, bacon e camarões com molho de amêndoa ou bacon e ovos. As bebidas resumiam — se a sangria e vinho tinto, coisas que ela não levaria à boca nem que lhe pagassem. Desviou o olhar enojada e pediu apenas uma canja de galinha e um sumo de laranja.
– Eu preciso de ir à casa de banho. — Disse levantando — se da mesa e indo em direção à saída.
Virou à esquerda e entrou na discoteca. O lugar estava quase vazio e a música soava baixa. As paredes imitavam a superfície de morangos e eram de um vermelho vivo, carregado de pequenas sementes. Também davam a ilusão de água correr ao longo delas.
– Um bloody mary. — Pediu Rosalie ao empregado que estava atrás do balcão limpando algumas manchas de bebidas. Devia ser pouco mais velho do que ela.
– São dois. — disse alguém sentando — se ao lado dela.
Mesmo não olhando Rosalie reconheceu a voz.
– Andas a seguir — me?
– Não, claro que não. Só acho que a pequena Rosie não devia sair por ai sozinha. Há muitas pessoas más a andar pelas ruas.
– A começar por ti, Emmet!
Emmet riu com a resposta mas acabou acrescentando maliciosamente.
– Não que tu te tivesses importado ontem à noite, é claro!
– Não me lembro. — Confessou tristemente.
Emmet encarou — a intrigado. Era como se ela tivesse algum segredo e o instigasse a procurá — lo para lhe o revelar logo que ele estivesse perto de o descobrir. Talvez ele o tivesse descoberto ou ela lho tivesse contado, mas o empregado apareceu com as bebidas e ambos foram forçados a quebrar aquele olhar mútuo.
– Eu também não. — Disse baixo, mais para si próprio do que para ela.
Rosalie emborcou a bebida pela garganta abaixo o mais rápido que pode e deixou o dinheiro no balcão.
– É melhor ir. O Carlisle pode desconfiar. Se fosse a ti também não me prolongava por muito mais.
***
Era a primeira festa de anos de Renesmee. Tinha convidado toda a sua turma e todos tinham confirmado. A sala estava apinhada. Havia um enorme bolo coberto de massa pão cor de rosa no centro da mesa, tiaras e coroas, balões e todas essas coisas que as crianças da idade dela costumam gostar.
Todos estavam sentados nos sofás e em almofadas pelo chão a verem atentamente um programa qualquer sobre um casal que adotava uma leoa e depois a tentava devolver ao seu habitat natural.
Rosalie estava encostada a um canto comendo batatas fritas e bebendo um refrigerante cor de rosa. Emmet aproximou — se dela e sentou -se numa cadeira à sua frente.
– Então Rosie, tens planos para hoje à noite?
– Com toda a certeza que não são os mesmos da noite passada, disso podes estar certo.
– Uh, a menina gosta de provocar. Não conhecia esse teu lado. Talvez seja melhor esconderes as garras. Gatinha.
– Talvez tu estejas com amnésia! É o lado que eu sempre uso contigo. É estranho como a tua única ambição é aborreceres — me!
– Nem por isso. A minha ambição é aquilo que tu fazes dela. Se quiseres que seja aborrecer — te, será. Se não te sentires aborrecida, então não.
– Eu não estou aborrecida. Estou zangada.
– Queres descontrair? Observa.
Emmet andou alguns passos até perto de Bella e tirou frasco com pó dentro do bolso das calças. Agarrou um pouco na ponta dos dedos e fingiu um ataque de tosse para lhe o lançar para as costas.
Todos o olharam assustados.
– Eu estou bem, não se preocupem. — Disse voltando para perto da loira.
Bella começou a coçar — se que nem uma louca, estava tão vermelha que parecia que ia explodir. As crianças destaram a rir e até Edward teve de se esforçar muito para se conter.
– Agora disfarça. — Aconselhou Emmet enquanto Bella passava por eles resmungando e indo na direção da casa de banho.
– Tia Alice? — Perguntou uma das meninas mais novas.
– Sim meu amor?
– O que é aquilo? — Disse apontando para o candelabros. Rosalie seguiu a direção para a qual a menina apontava e viu o seu sutiã pendurado. Esbugalhou os olhos e corou até à ponta dos cabelos.
Alice fulminou — a com o olhar e todos se calaram. As mães de alguns meninos começaram a cochichar entre si. Rosalie nem quis olhar para a cara de Carlisle, sabia que ele estava furioso e mais tarde iria ouvi — las.
Emmet desatou a rir.
– Então meninos, vamos cantar? — Perguntou Alice saltitante, tentando disfarçar. Ela sempre adorou festas. Parecia nunca crescer.
– Claro!!! — Responderam todos em coro.
Notas finais
Beijos ♥
Fale com o autor