Rosa dos Ventos – Draco & Hermione
7 Capitulo 07: Sou Hermione Granger e você é?
Notas iniciais
Ao virar se deparou com ela vindo em sua direção, tão pequena, com seus cabelos armados e com os olhos castanhos tão cheios de ódio quanto os seus.
— Pelo menos ninguém da Grifinória pagou para jogar, só entrou quem tem talento!
— Ninguém pediu a sua opinião, sujeitinha de sangue –ruim.
De repente...
A chuva caia tão violenta que os raios sobre as arvores, as tornavas seu pior pesadelo. Não sabia exatamente onde estava ou como chegou ali, mas sentia uma angustia tão forte dentro de si, como se tivesse lhe dizendo para continuar. Suas pernas o guiavam em meio a floresta escura. Seu desespero era tanto, que nem reparou o quão brilhante estava o colar em seu peito.
[meus Deus, como cheguei a esse lugar?...]
Continuava andando pela floresta adentro, totalmente perdido, encharcado e com frio. Fazia muito frio. Encostou em uma das arvores próximas, para se proteger um pouco da chuva, quanto finalmente reparou no seu colar.
— Claro...- Lembrou do que sua mãe disse, quando lhe deu. A rosa dos ventos é guiada pelo desejo mais profundo do coração... – pensou — Mas qual é o meu maior desejo? Saiu dos seus devaneios, quando avistou uma luz distante, achou que até estava alucinando. Levantou curioso tentando se guiar pela luz, esperava encontrar alguém para pedir ajuda. A rosa estava com um brilho muito intenso, como se quisesse lhe dizer que estava no caminho certo, de repente... avistou uma casa, caída aos pedaços, deu graças a Merlin por ter encontrado um refugio, mas ainda era cauteloso. Foi se aproximando da casa bem devagar, reconheceu a luz que tinha visto, vinha de uma das janelas dos cômodos.
Uma coisa que tinha aprendido como comensal da morte, era ser discreto, andar pelas sombras, quando se aproximou de uma das janelas, seus olhos não acreditavam no que viam... Ela estava lá...
~Fim do sonho~
POV DRACO
Acordei num pulo, suando frio, angustiado. A quanto tempo não tinha pesadelos. Olhei ao redor e aos poucos comecei a reconhecer o meu quarto, me senti aliviado. Levantei, fui até o banheiro, lavei o rosto e me encarei no espelho, enquanto minha respiração foi normalizando. Nunca sonhei com Hermione antes. O que esta acontecendo?.
Fique um tempo pensando no sonho. A visão que tive dela pela janela era tão ruim, mas ela esta bem, eu sei que esta. – procurei acreditar em minhas próprias palavras — Não faz sentido algum eu estar sonhando com ela do nada. Amanhã vou até o ministério bem cedo falar com ela sobre esse sonho – lembrou o quanto era idiota com ela na escola — Eu estava tão cego de ódio naquela época que nem reparei na tristeza em seus olhos quando a chamei pela primeira vez de sangue- ruim. Como eu era um idiota.
~*~
Draco voltou para a cama, deitou e ficou esperando o sono chegar, nem reparou que seu colar brilhava ao seu lado. Dormiu com as gotas de chuva batendo em sua janela.
~*~
Na manhã seguinte Draco levantou bem cedo como tinha planejado na madrugada anterior quando acordou com o pesadelo. Precisava urgente fala com a Hermione. Como uma excelente profissional, ele sabia que ela estaria no Ministério cedo. Ao terminar sua higiene matinal, desceu para tomar café com a sua mãe.
— Ola mãe!... Bom dia!
— Bom dia filho, o que faz acordado a essa hora?. Já vi que nos dois não tivemos uma noite muito boa.
— Realmente mãe, não tive. Tive um pesadelo ruim, angustiante na verdade, mas ainda estou sem entender.
— O que sonhou? Quem sabe não te ajude. Agora fiquei curiosa.
— Sonhei com a Hermione.
— A menina Granger, né?
— Ela mesma. Foi tudo tão confuso. Primeiro estávamos em Hogwarts, no nosso segundo ano, quando brigamos e pela primeira vez a chamei de sangue ruim. A deixei tão triste, nunca tinha notado o quão enigmáticos eram seus olhos. Eles estavam com tanto ódio. Não gostei de encara-los. De repente, estava numa floresta, estava escuro e chovia muito. Nunca me senti tão perdido na vida. Me sentia cansado. Do nada vi uma luz, bem longe e um tempo depois vi que vinha de uma casa no meio dessa floresta, quando olhei por uma das janelas dessa casa, querendo buscar ajuda, a encontrei la. Não dava para ver direito, estava muito escuro, mas era ela. Hermione estava muito mal. Do nada acordei e me vi no quarto.
— Você já tinha sonhado com ela ou teve algum tipo de sonho parecido? – Narcisa perguntava curiosa, quase como se quisesse desvendar o sonho.
— não. Nunca. Sempre tive pesadelos desde quando me tornei um comensal, você sabe. Mas sonhos com a Hermione ou parecidos com esse, nunca. O Mais estranho que o colar que me deu, brilhava tão intensamente. O que tudo isso quer dizer mãe?
— Eu realmente não seu filho. É muito estranho isso é evidente. O que pretende fazer?
— Estou indo até o Ministério agora, para tentar falar com ela. Não sei se ela vai levar a serio esse sonho, mas acho que é importante ela saber. Nunca fomos muito próximos desde que a guerra acabou, mas sinto que preciso falar com ela.
— Faz bem. Pelo menos tira esse peso de cima dos seus ombros. Faça o que for melhor. – Narcisa sabia que tinha algo errado, mas não achou que era um bom momento para contar a Draco, principalmente em relação a rosa dos ventos. Ela nunca se engana. Mas o que a Hermione tinha com tudo aquilo? – vai vir almoçar em casa ?
— vou sim, nos falamos depois. Até mais – Draco deu um beijo em sua mãe e aparatou no Ministério.
~*~
Ao chegar no Ministério, logo tratou de ir a recepção para se informar sobre a sala da Hermione. Estava tão ansioso que nem reparou que ela estava chegando.
— Bom dia! Poderia por gentileza me informar onde é a sala da Senhorita Hermione Jane Granger? – Perguntou a secretária.
— Acho que não será preciso senhor... – Draco a olhou sem entender. Até ouvi uma voz atrás de si.
— Draco Malfoy me procurando? Que honra. – sorriu para ele simpática, mas não podia deixar a ironia de lado. Draco virou para encara-la.
— Sendo irônica Granger? Não conhecia essa sua habilidade. – sorriu de volta.
— Pois é Malfoy... a muitas coisas que aprendi com os anos. Mudei bastante desde a guerra – disse triste, mas logo tratou de se recompor – Então... o que veio fazer aqui tão cedo? O que quer comigo?
— Eu preciso muito conversas com você algo importante. Podemos ir a sua sala?
— Claro... vamos. – ambos saíram lado a lado da recepção a caminho do elevador.
POV HERMIONE
Desde o fim da guerra eu e Draco nunca nos aproximamos muito, apenas nos cumprimentamos educadamente quando nos encontramos por acaso, estranhei quando o vi perguntando por mim na recepção do Ministério. Quando me encarou, notei que tinha algo diferente nele, uma certa preocupação.
Ao chegar em minha sala é que comecei a reparar nele mais detalhadamente. Estava com um terno cinza chumbo, uma camisa branca, sapatos saciais envernizados. Seu cabelo estava mais curto, desde a ultima vez que o vi, um pouco arrepiado dando um ar mais despojado e ao mesmo tempo elegante. Estava muito elegante. Um perfeito Malfoy.
— Sente-se Malfoy, fique a vontade. Quer algo para beber?
— Não, muito obrigado Granger.
— Confesso que não esperava te encontrar aqui e na minha sala – dei uma leve risada – o que tem de tão importante para me falar?- Draco se sentou numa das cadeiras de frente para ela e respirou fundo.
— Eu sei que pode parecer estranho. Acredite até eu estou meio confuso, mas eu precisava conversar com você.
— Esta me assustando desse jeito, o que foi?
— É que nessa madrugada eu tive um sonho, um sonho bem angustiante e você estava nele.
— Como assim? Que tipo de sonho? Não sei se fico mais assustada pelo seu sonho ou pelo fato de Draco Malfoy ter sonhado comigo.
— Não seja boba Granger é serio. Alias você é péssima em ironias – disse segurando o riso – No primeiro momento sonhei com o dia em que brigamos quando te chamei de sangue ruim pela primeira vez. – reparou quando ela olhou para baixo, como se estivesse lembrando daquele dia. – De repente o sonho mudou me vi no meio de uma floresta, estava chovendo... – Contou tudo a ela, exceto sobre o colar, não achou necessário abrir sobre algo que não tinha importância.
— Mas o que tudo isso quer dizer? Não estou entendendo direito. Você acha que esse sonho é tipo uma premonição? Acha que isso pode acontecer comigo? Mas a anos não temos mais nada que possa nos ameaçar, se é que me entende. Não existem mais comensais da morte ou qualquer coisas que ligue as trevas.
— Eu sei que não foi encontrado mais nada relacionado as trevas e nem que tenha qualquer coisa que possa te ameaça, mas senti que precisava te contar. Fiquei sabendo que ira iniciar as buscas pelos seus pais. Como estão as coisas?
— Eu entendo, mas não se preocupe, nada vai acontecer comigo e obrigada por se importar em me contar. Sim, entre semana que vem e a outra eu já dou inicio a minha viagem. Antes vou passar na cada dos meus tios, faz tempo que não os vejo e vou falar com o meu primo, ver se ele quer ir comigo. Vai da tudo certo.
— Boa sorte para você – sorriu para ela – antes de eu ir, queria falar uma outra coisa que estava pensando além do sonho.
— Pode falar.
— Queria te pedi perdão por todos os anos em Hogwarts. Sei que fui um idiota e você não merecia nada do que fiz. Me desculpa de verdade. – Sorriu sem graça.
Eu não acreditei no que estava ouvindo, mas sempre soube que Draco no fundo era uma boa pessoa, desde o dia que fugimos da casa dele no dia em que Bellatriz me torturou. Sabia que aquela guerra tinha mexido com ele. Sabia que ele estava sendo sincero. – Não se preocupe Malfoy, esta tudo bem, já foi. Não precisa mais se preocupar com isso. – sorri com compaixão.
— Obrigado Granger. Se importa de nos abraçarmos?
Ok. Aquilo foi demais pra mim. Draco Malfoy me pedindo um abraço? – senti vontade de dar risada. Meu queixo foi parar no chão. – Claro que não – sorri meio nervosa – nos abraçamos meio sem jeito, mas pela primeira vez tive uma sensação estranha, uma sensação boa, como se eu estivesse sendo protegida. Era confortável esta nos braços dele. Sai de seus braços, tendo uma ideia.
— O que acha de começarmos tudo de novo? Mas de uma maneira diferente?
— Como assim? – Ele me perguntou confuso
— Prazer sou Hermione Granger e você é? – estendi a mão para cumprimenta-lo
— Malfoy, Draco Malfoy – Draco respondeu o cumprimento e sorriu.
— Prazer – sorri
— O que acha de deixarmos as formalidades de lado?
— Ok Draco – ri
— Ok Hermione – se despediu de mim com um beijo no meu rosto.
~*~
No mundo Trouxa
— Como estão os nossos prisioneiros?
— Continuam desacordados. Já fazem dois anos que estamos aqui desde que a guerra acabou. Será que ela volta para o mundo trouxa?
— Ótimo. Não se preocupe Scabior – disse Rodolfo Lestrange – a vingança é algo que se tem que ter paciência. Quando invadimos o Ministério para roubar a profecia, sabia que pegar esses registros seria bem úteis também. – Deu uma risada maléfica – Acredite, ainda vingaremos o Lorde e minha esposa. Vou acabar com aquela sangue-ruim.
— Será que o Ministério já percebeu a falta deles?
— Huum... não sei... talvez, mas eles nunca nos encontraram. Estamos escondidos nesse mundo a muito tempo. Nunca poderão imaginar que ainda restam dois comensais da morte soltos, agora somos apenas meros parentes de uma sangue-ruim. Ate que essa bebida trouxa é boa.
— Muito, me deixa mais calmo depois de aturar esses trouxas nojentos.
Fale com o autor