Roommate

13 I'm getting crazy!


Notas iniciais
Olá! Bom, eu queria agradecer pelas reviews e também queria desejar um feliz aniversário atrasado para a
Ana Julia C M! Mil desculpas Ana, eu tentei postar ontem o capítulo a.k.a seu presente, mas estava sem internet :(( Desejo muitas felicidades, aninhos de vida, Lea Michele e Dianna Agron na sua vida! haha
Agora vamos ao capítulo: esse é de fato um capítulo muito importante. As duas começam a perceber como as coisas estão se tornando reais e isso assusta. Muita coisa pode começar a mudar a partir daqui, se preparem.

Quinn abriu os olhos vagarosamente. Esses encontraram uma figura descabelada e adormecida agarrada ao corpo da loira como se ela fosse um bichinho de pelúcia. Ela não ousou em se mexer. Afinal, ela tinha permissão para estar ali. Não era como quando Rachel estava bêbada e a convidou. Rachel estava sóbria e queria cuidar dela, por isso ela estava ali.

Quinn afastou um pouco dos cabelos do rosto da morena, e tornou a observá-la. Um sorriso idiota tomou conta de sua face. Como ela pode ser tão perfeita?

A loira percebeu que a respiração de Rachel não estava mais tão calma e a morena começava a se mexer. Não demorou muito até ela se deparar com os imensos olhos castanhos.

“Bom dia, princesa.” Quinn disse docemente, arrancando um sorriso manhoso da morena.

“Bom dia.” Ela murmurou sonolenta. “Oh, Quinn... me desculpe.” A morena disse ao perceber como estava agarrada a loira. Ela ia começar a se soltar, mas Quinn a impediu.

“Não.” Disse a loira, puxando Rachel ainda mais para perto. A morena riu na curvatura do pescoço de Quinn.

Elas ficaram ali por um bom tempo. E uma coisa Quinn tinha certeza, aquela semana tinha começado bem. Bem até demais. Porque, ao longe dessa semana ela tiveram.... bom, uns probleminhas.

Segunda-feira

Rachel estava fazendo o café da manhã. Isso havia se tornado rotina já que seu espetáculo estava cancelado temporariamente. Ela estava tão concentrada que nem percebeu quando a loira apareceu somente de toalhas na sala.

“Rachel.” Ela ouviu a loira proferir num tom nada acolhedor. Ela estava brava.

“Sim.” A morena levantou os olhos e deu de cara com aquela deusa que ela achama de amiga.

“Você podia, por favor, para de deixar o sabonete no chão. Eu escorreguei e bati meu joelho.” Quinn já estava sem paciência, e não deixou isso passar despercebido na sua voz.

“Desculpa, Quinn. Mas afinal, por que você não toma banho no seu banheiro?” Rachel já estava ficando irritada. Ela odiava gente mau humorada de manhã.

“Se você prestasse mais atenção, saberia que meu chuveiro quebrou!” Quinn estava gritando.

“Olha! Para de gritar comigo, tudo bem? O problema não é meu se você é desastrada e não olha por onde anda! Você que deveria prestar mais atenção!” Rachel também gritava.

“Você está me dizendo que a culpa foi minha?”

“Estou!” Rachel andou até a loira e cruzou os braços em frente ao peito.

“Que eu saiba lugar de sabonete não é no chão!”

“Então compre uma saboneteira decente, de preferência que não seja torta!” Rachel levantou os braços indignada.

“Como você pode ser tão idiota?” Quinn gritou. Ela estava irritada e com muita raiva. O problema é que não era só isso, ela também estava muito excitada.

Rachel tinha os olhos borbulhando de raiva. E a situação dela não estava muito diferente da loira. Ela queria jogar Quinn naquele sofá agora mesmo, se livrar daquela toalha e explorar o corpo da loira, e antes que ela percebesse, já estava salivando.

“Vai por inferno!” Rachel disse e se jogou nos lábios da loira. Quinn foi pega de surpresa, mas logo entrou no jogo.

A morena não perdeu tempo pedido permissão e simplesmente invadiu a boca da loira com sua língua. Uma guerra agressiva por dominancia começou. Elas foram até o sofá sem se desprender uma da outra nem por um segundo. E depois de tropessar em tudo o que podiam pelo caminho, Rachel se jogou no sofá e Quinn caiu por cima.

Rachel percorria as mãos por todo o corpo da loira. Quinn agora atacava seu pescoço e marcava cada canto que podia. Elas não conseguiam conter os gemidos e dizer que estavam quase tendo um orgasmo sem nem ao menos terem realmente se tocado, não era exagero.

A morena escorregou as mãos até a bunda da loira e apertou com força. Quinn gemeu um pouco mais alto que antes e aquele som foi o mais lindo que Rachel já ouviu, ainda mais sabendo que fora ela que provocara. E naquele momento a diva precisava olhar para loira e ver seu rosto.

Quinn tinha a respiração acelerada e olhos fechados. Ela percorreu os olhos por todo rosto da loira e foi descendo, até que ela percebeu que a toalha já estava na metade da barriga da loira.

“Deus...” Ela sussurou enquanto examinava o corpo da loira. E sabe-se lá de onde, ela tirou força e se pos por cima de Quinn. “Você é linda, Quinn.” Rachel disse enquanto deslizava o dedo indicador no vale do seios da loira.

A morena começou a distriubuir beijos no colo de Quinn e foi descendo até ficar cara a cara com os seios da mesma. Quando Rachel encostou os lábios uma corrente elétrica lhe invadiu e Quinn arqueou as costas.

Ela atacou um dos mamilos com a boca enquanto massageava o outro. Circulou com a língua e sugou, fazendo a loira se arquear novamente.

“P-por favor, Rachel.” Quinn sussurrou perdida em meio a tanto prazer. Ela empurrava o quadril contra o de Rachel exigindo contato.

E foi aí que a morena voltou a Terra. Ela arregalou os olhos para a loira e saiu rapidamente de cima dela. Quinn a olhou confusa, ainda com os seios a mostra, a respiração desregulada e as milhares de marcas que Rachel havia deixado.

“Desculpa, Quinn.” A morena sussurrou e saiu correndo para seu quarto, deixando uma Quinn completamente frustrada, insatisfeita e ainda mais irritada que antes para trás.

Rachel se jogou em sua cama. O calor no meio de suas coxas a distraia e isso estava a irritando. Ela precisava de um banho frio.

Um suspiro saiu dentre seus lábios quando a água tocou seu corpo. Ela ficou observando o chão e olhando para onde a água ia simplesmente porque precisava de distrair.

Rachel não sabia exatamente o porquê de ter fugido, mas ela tinha algumas teorias. A primeira é: ela nunca viu nada demais no sexo. Pelo menos quando ela fazia com Finn, não era nada de mais. Ou melhor, nada perto do que ela sentiu hoje. Segunda teoria: medo. Ela tinha medo por que nunca fizera isso antes... com uma mulher, claro. Terceira teoria: ainda não sabia se era o momento certo para isso, por que seria um grande avanço. Não é? E bom, elas nem eram nada ainda. E quarta teoria e mais assustadora: dúvida. Duvidava dos seus sentimentos por Quinn. Algo no fundo do seu subconsciente a fazia repensar todas as noites no que sentia pela loira. Ela odiava aquela situação, ela queria amar Quinn, mas algo não deixava.

Sempre que estava sozinha, pensava sobre isso. Tentava descobrir o que causava essa dúvida, por que ela não podia ser feliz, sendo que tinha tudo para dar certo? Isso era horrível, com ela e principalmente com Quinn. Rachel sentia-se péssima. Mas ela simplesmente não conseguia resolver.

A morena desligou o chuveiro e deitou na cama assim mesmo. As gotas de água que escorriam pelo seu rosto se misturavam com as lágrima que ela nem sabia que estava derramando.

Três batidas na porta puderam ser ouvidas e então a voz de Quinn soou. “Rach, está tudo bem?” Ela disse baixinho, mas a morena conseguiu ouvir.

“Sim.” Rachel sussurrou de volta, mas a loira sabia que não estava tudo bem.

“Rach, me deixe entrar. Por favor.”

“Quinn... você vai se atrasar para o trabalho.” Rachel disse mais alto dessa vez e Quinn suspirou derrotada.

“Tudo bem. Ligue se precisar de algo. Eu te a... adoro. Tchau Rach.” A morena ouviu os passos de distanciando e voltou a chorar.

E assim a semana passou. Todo dia uma briga, que acabava em amassos, que acabava em uma Rachel assustada correndo para o quarto e uma Quinn frustrada sexualmente.

E por mais que aquela situação estivesse incomodando a ambas, elas não falavam sobre isso. A loira dava espaço a Rachel, ela não iria forçar nada. Sabia que tudo isso podia ser confuso e assustador, mas o seu medo sobre o sentimentos da morena por ela se tornava mais real a cada minuto.

Quinn aproveitou que Rahcel não estava em casa e ligou para a única pessoa que ela podia se abrir no momento.

“Santana, eu preciso de você.” Ela disse sem delongas.

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“Finalmente!” Quinn abraçou a amiga.

“Eu não controlo o trânsito, nem vem!” Santana disse irritada e se jogou na poltrona mais próxima. “Qual é o problema, Quinnie?” A loira revirou os olhos com o apelido, ela odiava quando Santana a chamava assim.

“Rachel.” Ela suspirou e se sentou no braço do sofá. “Eu não sei o que está acontecendo.”

“Nem eu.” A latina disse. Quinn revirou os olhos novamente.

“Nós brigamos muito essa semana. E as brigas não me deixavam só irritada, mas me deixavam excitada também.” A loira ouviu a gargalhada extrondosa da amiga. Ela estava conversando com Santana Lopez, afinal. Não podia esperar outra reação.

“E qual é o problema, você está sendo mal comida?” A latina tinha a expressão de bitch no rosto.

“Não. O problema é que eu não estou sendo... comida...” Quinn odiava aquele termo. Santana tentou conter a gargalhada enquanto esperava a amiga continuar. “Nós brigamos, damos um amassos muito quentes e ai na hora H ela me deixa sozinha. Eu não aguento mais, Santana! Eu estou ficando louca! Só de pensar nela eu já... ARGH” Quinn andava para lá e para cá enquanto gritava com os braços levantados.

“Use o meu presente de natal.” A latina deu de ombros. A loira olhou indignada para a indiferença da amiga.

“Eu não quero aquele seu presente idiota. Eu quero a Rachel. Eu quero Rachel Berry dentro de mim!” E nesse momento, Rachel entrou na sala completamente vermelha e quando Quinn percebeu, corou também. Santana achou que tudo ficou mais interessante e começou realmente a prestar atenção nas coisas.

“Oi Santana.” Rachel acenou tímida. “Oi Quinn.” Ela deu um selinho na loira e sentou ao seu lado no sofá, ainda corada. Um silencio contrangedor se fez presente. Constrangedor somente para as duas, claro. Santana estava achando tudo muito divertido.

“Eu vou... pegar algo para gente... comer.” Milhões de piadas se formaram na cabeça da latina a partir da frase da loira e da situação que ela e Rachel se encontravam, mas ela preferiu deixar passar.

Quando Quinn saiu da sala, Santana olhou bem nos olhos de Rachel, essa extremesseu.

“Qual é o problema, Hobbit? Tendo problemas no mundo lésbico?”

“Eu não sou lésbica, Santana.” Rachel disse friamente. A latina ficou um tanto surpresa. Então a morena tinha problema com rótulos? Bom saber. Santana não sabia o porquê, mas essa informação ela não podia deixar passar.

Quando Quinn voltou para a sala, elas começaram a falar de algo aleatória. A latina percebia como toda vez que Rachel encostava na perna da loira, a expressão dessa mudava e ela ficava com uma cara muito engraçada. Oh... Ela está com muitos problemas... Pensou a latina quando Quinn cruzou as pernas e apertou um pouco forte.

“Gente, eu preciso ir.” Santana se levantou. Se ela continuasse ali, ia começar a rir e não ia parar nunca mais.

Elas se despediram. Rachel e Quinn suspiraram enquanto trocavam olhares. O fato de ficarem sozinhas estava ficando um pouco desconfortável naquela semana.