Romance Mortal

7 Missão Japão – parte 2 Rumo a Kyoto


Notas iniciais
LOL to kum sono @.@

Quinta-feira, 04/11/2010 05:24 A.M

- Atenção passageiros peço que coloquem o cinto de segurança, pois em breve estaremos decolando – anunciou a aeromoça.

A garota apenas ignorou o fato enquanto ajeitava melhor seu livro nas mãos.

Em poucos minutos o avião já estava decolando e, ao ver da garota de olhos estranhos, aquela viagem seria longa, pois ao lado de seu acendo uma criança, com idade entre seis e nove anos, reclamava e gritava com sua mãe enquanto esta tentava ao máximo calar o ‘capetinha’.

Logo o avião havia se estabilizado no ar e a mulher, a beira da histeria, ergueu-se de seu lugar deixando Mari às sós com o garotinho.

- Hey, veia – chamou o menininho. – Eu to falando com você ô estranha – anunciou-se o pequeno estalando os dedos frente a face quase pálida da azulada cujo olhar foi-se para o garoto. – Você é feia... – gritou o ‘anjinho’ e logo em seguida começou a rir alto.

A azulada apenas fechou seu livro e curvou-se sobre o próprio colo e puxou sua bolsa que estava em baixo de seu acento, desta ela apenas sacou uma seringa contendo um sedativo chamado Fenobarbital e aplicou na perna do garoto ao seu lado.

Em poucos minutos a droga fez efeito e logo a ‘peste’ dormia tranquilamente ao lado da garota que já se prontificou de voltar a ler seu livro. E Logo a mãe do garoto voltou com um comprimido e um copo em mãos.

- Ah, ate que enfim ele dormiu – disse ela agradecida sentando-se em seu lugar.

- Filho maluco, mãe maluca – pensou a garota de olhos estranhos balançando a cabeça negativamente – onde esse mundo vai parar? – perguntou-se por fim. – No inferno – respondeu a si própria enquanto a mulher ao seu lado olhava atônita a menina sorrir.

*

Quinta-feira, 04/11/2010 07:37 A.M

- Lass!! – gritou a ruiva pela vigésima vez aquela manha.

- Não adianta eu não vou abrir a porta – disse o rapaz ainda de olhos fechados e deitado em sua cama.

- Então eu não vou ter escolha – disse ela por fim.

Após alguns minutos de silencio o rapaz sentou-se em sua cama estranhando o silencio que vinha por detrás da porta.

- Silencioso de mais – disse ele franzindo o cenho. – Não confio nesse silencio – disse a si mesmo em pensamento.

Em poucos segundos ele suspirou já se virando e sentando na cama.

- Ai tem... – sussurra já abaixando-se para pegar um mochila que este já havia mantinha como prevenção caso a ruiva acordasse de TPM. Ergueu-se de seu lugar e, levando a mochila consigo, foi em passos apressados ate a cômoda de seu quarto. Puxou a primeira gaveta desta e, como ele já tinha o costume de fazer, pressionou o dedo indicador no pequeno painel de reconhecimento de impressão digital que havia embaixo da gaveta no canto esquerdo do móvel.

- Identificação reconhecida – anunciou uma voz feminina e logo viu-se as outras gavetas se abrindo revelando variedades de facas, serras, pistolas e muitas outras ferramentas tais quais o garoto tinha total domínio sobre.

Lass apenas pegou seu costumeiro par de adagas, uma pistola calibre trinta e dois, um silenciador e quatro pentes de bala. Colocou tudo na bolsa e saiu pela janela deixando que o móvel fechasse as gavetas automaticamente.

Minutos após seus pés tocarem o chão ouviu-se o barulho de a porta do seu quarto ser arrombada.

- Ah! Maldito – gritou ela a todo fôlego. – Eu te mato desgraçado – berrou da janela já preparando-se para pular.

- Nem vem – respondeu ele correndo para longe.

- Onde você pensa que vai? Tem uma viajem pra fazer desgraçado – gritou ela, mais uma vez, da janela.

- Viajar – gritou ele. – Dizem que Kyoto é linda – continuou finalizando a discussão com um sorriso de canto.

O garoto apenas colocou a mochila nas costas e foi para a parada de ônibus. Quarenta e cinco minutos foi o suficiente para que o ônibus que levava para o aeroporto passasse. O rapaz adentrou neste e sentou-se na ultima cadeira já colocando os fones no ouvido e ignorando os homens sentados nas cadeiras ao lado.

Lass apenas olhou para eles de canto de olho. Os poucos segundos em que este manteve o olhar sobre os garotos o fez deduzir que aqueles caras eram idiotas totais.

Meia hora passou-se e, novamente o ônibus havia parado. Logo os homens ao lado do rapaz ergueram-se de seu lugar já anunciando assalto.

- Podem ir passando tudo o que tiverem de valor – disse o com aparência mais jovial carregando uma sacola para que os pertences pudessem ser colocados nesta enquanto o mais velho sacava uma pistola calibre doze e apontava de passageiro em passageiro.

O garoto suspirou já soltando suas coisas no chão enquanto erguia-se de seu lugar.

- O que você pensa que ta.....? – começou o mais jovem logo sendo interrompido por um soco que o albino dera deste. O Garoto passou por este com sua frieza habitual, já dirigindo-se para o cúmplice cuja a arma estava apontada para o albino.

Primeiro tiro... Segundo tiro... Terceiro tiro...

O rapaz apenas continuava a caminhar ate o homem cujo temor estava evidente. O albino apenas pegou uma caneta que estava no bolso de um senhor de idade e, assim que aproximou-se o suficiente, cravou-a com toda sua força no ponto sobre a clavícula arrancando um grito agudo do homem que, agora, se contorcia no chão entre as cadeiras do ônibus enquanto seu sangue espalhava-se pelo chão.

- Estrago minha camisa favorita idiota – disse o rapaz deixando as pessoas ao seu redor abismadas enquanto este retirava sua camisa revelando seu colete a prova de balas.

*

Quinta-feira, 04/11/2010 21:48 P.M

- Odeio viajar de avião – sussurrou a azulada para si mesma enquanto via através do vidro do carro uma construção antiga que chamou-lhe a atenção.

- Vejo que a senhorita se interessou pelo Kyöto Gosho – disse o motorista do carro observando a menina pelo retrovisor.

- Sim. Esse é o antigo palácio imperial do período Edo, não é mesmo? – perguntou ela mecanicamente deixando-se levar pelo fascínio.

- Isso mesmo – respondeu o homem com um sorriso. – Foi neste palácio em que os imperadores Taisho e Showa foram coroados.

- Hmm... Depois procurarei mais livros sobre a cultura japonesa – disse ela por fim.

Logo o silencio permaneceu enquanto o automóvel seguia sua rota para um templo onde os membros regentes das famílias principais da Yakuza estariam esperando-a.

*

Quinta-feira, 04/11/2010 15:07 P.M

Já havia passado a hora do almoço e a essa hora o rapaz encontrava-se deitado sobre os bancos do avião tomando o espaço de mais dois passageiros já que este estava na primeira classe onde poucas eram as pessoas que poderiam estar, ou seja, naquela área do avião estava apenas ele, um homem dormindo a sete fileiras a frente deste e uma mulher, também dormindo, na fileira atrás deste.

- Senhor eu gostaria que sentasse e... – começou a aeromoça vendo o rapaz retirar o livro e cima de seu rosto e sentar-se.

- Hum? – o olhar do albino foi para a loira a sua frente que sorria gentilmente para ele. Ele deu um sorriso de canto.

- Gostaria de algo para beber ou comer? – perguntou ela educadamente.

- Você esta no cardápio? – perguntou ele em resposta. Ela sorriu e apenas piscou seu olho cor de esmeralda para o garoto cujo olhar observou-a desfilar ate o banheiro. A mulher entrou neste, mas antes, claro, chamou-o com o indicador.

O rapaz apenas ergueu-se de seu lugar com um sorriso prazeroso e seguiu para a cabine. Assim que este chegou à porta a mulher não tardou a puxá-lo pela camisa para dentro. Logo ouviu-se a porta se fechar em um baque surdo.

*

Quinta-feira, 04/11/2010 22:57 A.M

- Gostei – disse Mari observando-se no grande espelho trajando um kimono azul marinho com detalhes de flores róseas.

Logo esta virou-se e observou o homem de terno que acabara de adentrar no recinto.

- Meus superiores a esperam – anunciou ele curvando-se.

- Me leve ate eles – mandou-a.

- Como queira – disse ele por fim virando e saindo sendo seguido pela azulada.

Os dois caminharam em silencio pelo extenso corredor do templo. Logo o homem parou abrindo uma porta e adentrando nesta sendo seguido pela garota cujo olhar agora se mantinha sobre cada regente das famílias. O homem ao lado da garota apenas curvou-se e se retirou enquanto agora o olhar dos homens presentes se mantinha sobre a bela jovem vestida de azul.

- Senhores... – começou ela falando curvando-se.

- Hmm – começou o homem com a aparência mais jovem do que os demais se pronunciando pela primeira vez. – Vejo que eles mandaram uma bela jovem – disse retirando o charuto dos lábios e o depositando sobre o cinzeiro. – Sente-se – pediu ele mostrando o lugar para a garota sentar-se sendo que esta o obedeceu.

- Porque mandaram alguém tão jovem? – perguntou o de aparência mais velha. A garota o observou por alguns instantes. Olhos e cabelos negros, pele branca quase albina, assim como os outros presentes, mas o que chamou a atenção da azulado foi a cicatriz que se iniciava na sobrancelha esquerda e descia cortando o olho, cor de safira, ate a bochecha. – Será que eles acham que não a mataremos por ser jovem?

- Creio que eles esperem que me matem – anunciou ela – ou que eu os mate.

- Não nos faça rir – disse o segundo mais velho. – Acha mesmo que eu Satora Namura morreria pela mãos de uma criança? Não me faça rir.

- Eu não falei para o senhor ou os senhores rirem – disse ela. – Estou apenas decifrando as entrelinhas do ‘contrato’ de meu pai – continuou fazendo aspas no ar para a palavra contrato.

- Porque escutaríamos o que uma criança tem a dizer? – perguntou Namura.

- Porque essa criança pode acabar com todo o seu dinheiro, matar todos os seus familiares e deixá-lo sem nenhum seguidor durante as próximas quatro gerações – anunciou ela vendo o rosto do homem ficar vermelho de raiva enquanto os outros presentes na sala riram do que a azulada dissera.

- Com quem você pensa que esta falando? – disse ele alterado.

- Com Satoru Nomura atual Oyabun da Towa Yuai Jigyo Kumiai a quarta maior família da Yakuza – disse a azulada deixando os presentes surpresos enquanto esta apenas fixava seu olhar no homem mais jovem da sala.

- Ora, ora... – disse o mais jovem quebrando o clima pesado que se instalou – parece que nossa jovem gueixa é um gênio – continuou batendo palmas devagar. – Palo que vejo a senhorita sabe bem quem somos, poderia se apresentar minha dama?

- Mari Ming Onette atual Especialista da capital dos Estados Unidos a vosso dispor senhor Kenichi Shinoda – disse ela com uma leve reverencia.

O homem frente à garota sorriu de canto enquanto observava atento, com suas orbes esmeraldas, a garota a sua frente.

- E que tipo de contrato a senhorita deseja fazer conosco? – perguntou o homem que ate aquele momento havia permanecido em silencio, mas a garota o reconheceu como sendo Shigeo Nishiguchi o Oyabun da segunda maior família da Yakuza a Sumyoshi-rengo.

- Acredite meu trato é um pouco mais complicado que o de meu pai – disse ela.

- E sobre o que ele seria? – perguntou Nomura.

- Seria sobre minha vingança Satoru-sama — disse ela.

- Você acha mesmo que a ajudaremos a vingar-se de alguém? Pensa que somos o que criança? – perguntou Nishiguchi.

- Não estou pedindo para que matem ninguém, isso eu farei pessoalmente e com maior prazer. Mas preciso de ajuda para investigar umas pessoas em particular – disse ela.

- Hmmm – disse o líder da maior família. – Irei pensar sobre este assunto — anunciou ele por fim. – Amanha lhe darei uma resposta definitiva.

- Certo – disse ela erguendo-se de seu lugar.

- Hikaru – chamou Nomura e logo o homem que a trousse anteriormente apareceu. – Leve-a ate seu aposento e cuide para que nada falta para ela.

- Como o senhor desejar Nomura-sama – disse o homem curvando-se e guianodo-a ate o seu quarto.

*

Quinta-feira, 04/11/2010 23:41 A.M

- Ate que enfim Kyoto – diz ele a si mesmo jogando-se sobre sua cama no hotel. – O que será que ela esta fazendo a essa hora? – ele riu consigo mesmo – provavelmente dormindo.

O rapaz apenas balança a cabeça afastando os pensamentos.

- Estou louco – diz a si mesmo antes de virar-se em seu leito e fechar os olhos.

Notas finais
nhaa ó so como adoro vcs to postando as 5:32 da matina @.@ espero q gostei depois reviso ele pq a lizz anda sumida perdoem os erros e kero reviews @.@ e eu kero saber o que estao axando da fic ninguem recomendo ate agora u.u ai eu penso q ta chata né =/ bjinhuss Fenobarbital -> mais conhecido como Gardenal aushuahsuah