Roller Coaster
2 It's you ?
Notas iniciais
"Oh I'm begging of you, please don't take my man Jolene, Jolene, Jolene, Jolene"
"Pra Tuts Tuts quero vê ♥"
Olha se eu odeio telefones tocando, eu não sei descrever meus sentimentos por despertadores tocando as 06:00 porém se eu quero continuar mantendo minha BMW e minhas despesas acho bom ir trabalhar, levantei ,arrumei meu quarto e fui tomar um banho pra ver se minha cabeça ligava. Vesti uma calça, uma blusa social, um blazer preto e um salto da mesma cor. Uma coisa que ninguém pode falar é que eu não tenho estilo, eu amo moda, até hoje me pergunto o porquê eu estou cursando direito ao invés de moda, enfim, quando eu terminei de arrumar tudo já eram 7:15 provavelmente a Tuts já deve ter saído ela nunca se atrasa .Fui direto pra cozinha,e olha que maravilha não tem nada pronto,saudade do tempo em que aqui tinha empregados, nem lembro o porque a Tuts mandou eles embora . Como eu já tinha que pagar umas contas e buscar uns relatórios da empresa na contabilidade, decidi tomar um café na rua mesmo, tranquei a casa e peguei as chaves da minha BMW,e bora pra rua .Eu estava empolgada, agora só não me pergunte o por que.
Parei numa cafeteria que tinha na esquina, comprei um café puro bem forte pra me manter bem acordada porque hoje o dia iria ser longo, eu poderia ir ao Starbucks, mas seria mais gasolina e mais dinheiro gastado atoa apenas pra comprar o mesmo café.
Assim que eu terminei meu café, fui ao banco paguei as contas de casa e fui direto pra contabilidade, tomara que não demore pra pegar esses papeis. Eu sentia falta da empresa, eu e a Tuts custamos pra levar pra frente, não tinha como nossos pais ajudar, nós estávamos em outro país, de certa forma foi melhor porque pensa comigo somos duas garotas de 24 anos com uma empresa muito bem sucedida e sem precisar da ajuda de ninguém ,no começo foi muito puxado pois, eu tinha que pagar a faculdade e tentar arrumar dinheiro pra montar a empresa, porém nós fomos espertas, eu vendi a casa que minha mãe comprou pra mim e comecei a morar de aluguel com a Tuts , comprei nosso primeiro caminhão e o dinheiro que os pais dela mandavam pra ela , ela usava pra pagar as despesas do caminhão .
Com isso nós fomos crescendo e até a ultima vez em que eu fui à empresa eram 20 caminhões e 5 carretas . Eu só tenho que agradecer a Deus porque olha, eram tantas pessoas esperando nós erramos qualquer coisa e tudo dar errado e nós termos que voltar pro Brasil, e olha foi tudo completamente diferente e hoje nós só temos uma coisa a dizer pra eles “ NOS VENCEMOS “.
Peguei os papeis e paguei a contabilidade, juntei tudo e fui pra empresa, já eram 10:00. Cheguei lá e fui em direção minha sala.
– Bom dia senhora Rafaela, quanto tempo não te vejo por aqui.
– Bom dia Natasha, e corta essa de senhora porque eu ainda não to velha.
– Ah claro , bom a senhorita Anna não está – achei ofensivo a Tuts ser senhorita e eu senhora , não tenho tanta cara de velha assim — ela teve que resolver uns assuntos sobre os vales dos motoristas.
– Okay , assim que ela chegar avisa que eu estou na minha sala.
[...]
Tinha umas contas que não estavam dando certo nesses relatórios, não tem como esses motoristas terem gastado um jogo de pneu em um mês. Eu me lembro de ter assinado a nota do caminhão do Felipe mês passado, eu mesma mandei trocar todos os pneus e agora um mês depois tem que trocar de novo, tsc tsc tsc, não tem base isso .
Ouvi meu celular tocar e eu não preciso repetir meu animo pra atender né.
*telefone on*
– Alo? – atendi sem olhar ao menos quem era.
– Rafs, é a Mari, você ta em casa?
– Não, eu to na empresa.
– Ah é SUA empresa com a TUTS – ela disse ressaltando o “sua “ e “tuts” , olha que maravilhosa crise de ciúmes da Mariana as 11:00 da manhã.
– Mari sem ciúmes, você ta precisando de alguma coisa?
– Não, eu só queria te visitar porque eu não tenho nada pra fazer – acho que eu devia ficar ofendida com “não tenho nada pra fazer”, mas vamos relevar – Vou deixar você trabalhar, tchau.
*telefone off*
“Tchau Mari, parabéns mariana 2 a 0 pra você , obrigado por me deixar falando sozinha.” – respondi mentalmente.
Mariana e sua imprevisibilidade quando eu iria adivinhar essa crise com a Tuts, mesmo depois de que eu abandonei a Tuts o domingo inteiro pra ficar com ela.
Tuts chegou na minha sala .
– Até quem fim você voltou né bonitinha – ela disse
– Quem é vivo sempre aparece – rimos.
– Nem vi você chegar ontem.
– Claro, até porque você não tava em casa.
– Nem te conto – disse ela sentando na cadeira em frente minha mesa – eu fui numa festa ontem – novidade pensei – e adivinha quem tava lá.
– Só um minuto que eu vou consultar minha bola mágica.
– Idiota, eu encontrei a irmã do Wellington, ela tava em um estado deplorável, você tinha que ver.
– O Maximo que eu iria fazer era rir dela. Você sai da vida dos leões , mas eles não saem da sua vida .
[...]
Conversei com a Tuts sobre diversas coisas da empresa, a folgada pegou as coisas dela e veio pra minha sala pra falar na minha cabeça. Eu estava terminado uma promissória.
–Rafs sabe de quem eu to lembrando
–bufei- Não Anna Flavia eu não sei – ela deve achar que eu tenho algum poder mutante pra adivinhar as coisas.
– Eu to lembrando da Tuf Tuf ,por onde será que ela anda?
– Pela terra Anna, ela ainda não aprendeu a voar.
– Se mata Rafaela. Era muito bom conversar com ela.
– Verdade, Laiza é uma peça, eu acho que ta morando na Alemanha, a ultima vez que eu conversei com ela me disse que ia pra lá.
– Nossa você é bem vadia em, conversa com ela e não me conta parabéns.
–Não é meu aniversario ainda Tuts.
– Eu acho que você devia ir à merda com essas suas piadinhas ridículas.
– Também te amo.
– eu acho que ela devia vir passar um tempo conosco.
–Quando eu conseguir falar com ela eu a convido. Acabei! Até quem fim.
– você vai almoçar onde?
– Não sei nem se vou achar um lugar pra almoçar as 13:50.
– Olha eu vou no mesmo restaurante de sempre.
– Eu tenho que ir a um lugar antes de almoçar, então provavelmente eu vá almoçar lá.
– Então me deixa no restaurante – Anna nem um pouco folgada né? Imagina. Peguei minhas coisas e fui pro carro esperar a Anna , eu iria na casa da Mariana porque ela tava muito estranha no telefone, eu não iria falar pra Tuts que vou lá por motivos de: ela começaria com o drama de “você está deixando de almoçar pra ir com suas amigas e bla bla bla “
[...]
Cheguei na casa da Mariana e fiquei esperando ela achar a chave.
– Olha eu acho bom você começar a falar rápido o que ta acontecendo porque eu deixei de almoçar pra vir aqui – disse tudo de uma vez assim que ela abriu a porta.
–entra Rafs – joguei minha bolsa no sofá e fui procurar alguma coisa pra comer.
– Já pode começar bonitinha.
– Ai, você não vai acreditar, na verdade nem eu to acreditando que esse pesadelo voltou .
– O que voltou?
– A maldita beffa Cemig, olha eu achei que tinha me livrado dessa coisa assim que todas nós saímos do Brasil, mas essa demônia voltou.
–calma me explica isso direito, como você sabe que ela voltou?
– Ela ligou pra Deza toda falsa. Argh! Eu queria uma arma agora, eu iria faze — lá conhecer o capeta mais cedo.
– Eu não to acreditando nisso, era pra ela ter sumido das nossas vidas a muito tempo, que merda ! Será que ela não entende que o sentimento acabou? – eu queria explicações do porque essa praga voltar pras nossas vidas, e o porquê da Deza atende – lá – Olha eu não quero ver ela nem pintada de ouro, então caso ela pergunte por mim diz que eu morri.
[...]
Depois que eu sai da casa da Mari eu voltei pra empresa, reorganizei umas datas e tava olhando uns currículos que foram enviados . Olhei no relógio já eram 18:00 , legal vou me atrasar pra faculdade. Fui pra casa tomei um banho juntei meus livros da faculdade e coloquei tudo dentro da BMW. Eu não sabia onde estava a Tuts mas nem iria procurar agora , porque eu já perdi o primeiro horário não posso perder o segundo.
Eu já estava quase chegando na faculdade e meu celular não parava de tocar, oh inferno. Assim que eu cheguei ao campus, fui olhar quem era a praga que não parava de me ligar, era a Deza, então não era tão praga assim. Retornei a ligação.
*telefone on *
– MENINA DO CÉU ONDE VOCÊ ESTÁ?
– Acabei de chegar na faculdade e já perdi o primeiro horário.
– OH GOD ! VOCE NÃO DEVIA TER SAIDO DE CASA RAFS.
– Ai Deza pelo amor de Deus para de gritar, eu não fiquei surda ainda –sentei no refeitório enquanto não dava o horário do segundo sinal- enfim porque eu não poderia sair de casa? Eu faço isso todo dia esse mesmo horário.
– POR QUÊ? MENINA VOCÊ OLHOU SEU HORÓSCOPO HOJE? ACHO QUE NÃO NÉ – e eu acho que ela não entendeu que eu não sou surda. — VOLTA PRA SUA CASA AGORA !
– Sinto muito Deza, mas acabou de bater meu sinal, beijos te amo.
– RAF...
*Ligação off*
Fui pra sala de aula sentei junto com a Margarida, uma garota muito legal, porém meio doidinha.
– Rafaela, achei que você não viria. Estamos ferradas Sr.Thomas vai dar prova de código penal sexta feira, olha que merda não vou poder ir pra party por causa desse velho imbecil – Outra coisa que eu me esqueci de avisar sobre a Margarida é que ela fala demais.
[...]
Foi um saco as aulas hoje graças a Deus acabou , todo mundo já tinha saído menos eu, porque a imbecil alem de aproveitar a hora que chegou pra entregar os papeis pra coordenação foi entregar só agora. Eu tava saindo da faculdade quando ouvi um mega barulho e pior vinha direto do estacionamento, a primeira coisa que eu pensei foi “ MINHA BMW” , eu tava certa , um motoqueiro foi arremessado na minha BMW , olha agora eu estava afim de matar a Deza , o horóscopo e o motoqueiro.
A única reação que eu tive foi grita minha BMW , por que olha eu to pouco me lixando pro motoqueiro agora minha BMW é minha vida .
– EU VOU TE MATAR, OLHA O QUE VOCÊ FEZ NA MINHA BMW. – eu disse pro imbecil do motoqueiro que até agora não tinha tirado a porcaria do capacete.
– Rafaela? É você?
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