Rocket Queen

17 O inferno estava só começando


Notas iniciais
LEIAM AS NOTAS FINAIS.. Boa leitura.

Após aquele beijo foi estranho encara-lo na escola, tentei fingir que nada havia acontecido mas foi algo impossível, logo eu e Sassori já éramos oficialmente "ficantes", não demorou muito e eu já estava louquinha por ele, todos da escola já sabiam do nosso lance, afinal era impossível não saber, para nós, crianças da sexta série, aquilo era um compromisso sério, mas para eles, experientes enganadores de meninas idiotas, aquilo era só curtição.

Lembro-me de ter perguntado para Sassori sobre nós, sobre o nosso caso, ele dizia que me amava e que faria de tudo por mim, aquilo soava como algo sério da parte dele, o pessoal da minha sala já me via com outros olhos, eu tinha 12 anos e namorava com um garoto popular do colegial, traduzindo : Eu era intocável.

Passei a frequentar os mesmos lugares que eles, Sassori sempre me levava para as festas que ele e os amigos frequentavam; passei a me inspirar naquelas meninas que eram consideradas as tops da escola, no jeito de se vestir, de se portar, enfim, eu estava me tornando uma patricinha nojenta, arrogante e que acha que os outros não chegam aos seus pés, mas por um lado aquilo era bom, meus colegas de classe me viam de forma diferente, eu não era mais a nerd invisível, eu era a Sakura, namorada do Sassori, carreguei esse título durante um tempo e foi ele que me tornou popular, alguns garotos começaram a me desejar, inclusive alguns da minha sala, foi quando eu comecei a me achar bonita.

Na época eu não tinha dúvidas quanto aos sentimentos dele, na minha cabeça ele me amava e pronto. Inocente, eu não notava os sinais de que ele realmente não gostava de mim. Nunca saímos juntos para um encontro,só nós dois, sempre era com a galera dele, muitas vezes ele dizia que tinha que estudar e que por isso não poderíamos sair só nós dois para jantar, por exemplo, e eu, ingênua, acreditava em tudo que ele dizia. Muitas vezes ele queria ditar como eu deveria me vestir ou como me comportar perto dos amigos dele, eu era exibida como um troféu.

Nas férias de final de ano os alunos que tinham passado no vestibular fizeram uma festa para comemorar, Sassori era um dos calouros, logo depois da festa, que foi um churrasco na casa do Deidara, ele me deixou ele casa, deveria ser por volta de 19:00, meus pais chegariam em casa no dia seguinte e dali a dois dias nós viajaríamos de férias. Por volta de 22:00 eu liguei para ele mas quem atendeu foi sua mãe, ela disse que ele havia saído com alguns amigos para comemorar a aprovação, saiu sem ao menos me convidar ou sem ao menos me avisar, mas eu não questionei nada para evitar uma briga, logo eu viajaria de férias e ficaria um mês longe dele, mas hoje eu sei que enquanto eu sentia saudades ele aproveitava para comer as piriguetes que ele quisesse.

Na época que ele entrou na faculdade passamos a nos ver com menor frequência, Sassori entrou para o curso de medicina, ou seja, suas aulas eram em tempo integral e durante a noite nunca dava para nos vermos pois ele alegava estar muito cansado. A diretora da faculdade dele e da minha escola é a mesma, os prédios são ao lado um do outro, a maioria dos alunos que estudam na minha escola fazem faculdade ali, a não ser os que mudam de cidade ou que queiram algum curso que não tenha lá. Se eu quisesse poderia visita-lo durante o intervalo, mas ele dizia que não pois seus intervalos eram corridos e ele sempre os aproveitava para estudar, claro que eu entendia o lado dele, mas hoje entendo que aquele galinha deveria aproveitar o intervalo para me trair com alguma veterana.

Passei a me sentir mais solitária, por um momento me lembrei de quando Hinata me disse para não me meter com Sassori e eu disse que ela era uma idiota invejosa, fui muito cruel com minha amiga, ou melhor, ex amiga. Mas algo que eu realmente nunca vou me esquecer é do dia em que minha vida virou de cabeça pra baixo.

Eu estava sozinha em casa como na maior parte do ano, quando recebi uma ligação do meu amado Sassori, fazia um tempo que não nos víamos, fiquei muito contente quando vi que ele estava me ligando, geralmente era o contrário.

– Alô amor — Falei animada quando atendi a ligação.

– Oi Sakura .. Tá ocupada ?

– Eu nunca tô ocupada pra você, e você sabe disso.

– Vem aqui em casa, vamos ver um filme, passar um tempo juntos, topa ?

– Na hora !!

– Então te espero.

– Ok. Beijos, eu te amo.

Sassori desligou o celular na minha cara, ele nunca fez o tipo romântico mas eu amava aquele cafajeste.

Tomei um banho e fui me arrumar, eu gostava de ficar bonita pra ele, vesti uma saia jeans e uma camisa do Nirvana, ela batia no meu umbigo, deixando um pouco da minha barriga à mostra, fiz um rabo de cavalo alto, calcei uma sapatilha amarela e fui direto para a armadilha, Sassori era o verdadeiro lobo na pele de cordeiro.

Quando cheguei na casa de Sassori ele estava sozinho, parece que os pais dele estavam viajando ou coisa parecida, achei estranho ele estar em casa naquela situação, até porque, quando os pais dele estavam fora ele aproveitava pra sair, já ouviram dizer que quando os gatos saem os ratos fazem a festa ? Pois é, mais ou menos por aí.

– Oi Sakura — Ele me cumprimento com um selinho.

– Oi — Sorri — Qual filme vamos ver ?

– Ah, nem sei -Ele deu de ombros.

– Você me chama pra ver filme e nem sabe qual é o filme?

– Nós podemos decidir isso — Ele foi subindo as escadas — Vem.

– Não vamos assistir na sala ? — Indaguei.

– No meu quarto é mais confortável.

Eu, idiota, subi as escadas atrás dele, seguindo-o até seu quarto. Ele entrou e se jogou na cama, eu sentei ao seu lado.

– Vamos escolher o filme ?- Perguntei.

– Nossa, você é muito apressadinha — Ele riu — Vamos aproveitar esse tempo a sós — Ele se aproximou de mim e começou a beijar o meu pescoço daquele jeito que me fazia arrepiar.

– Sassori — Eu tentei afasta-lo, juro — Vamos ver o filme.

– Pra que tanta pressa ?

Sassori começou a distribuir beijos pelo meu pescoço e foi subindo até chegar nos meus lábios, eu estava tão envolvida por aquele beijo que, quando me dei conta, ele já estava deitado por cima de mim. Senti sua mão passear por minha perna e ir subindo até chegar na minha calcinha, foi quando eu o interrompi.

– Sassori, me desculpa, mas eu não quero... — Falei corada.

– você não me ama ? — Ele perguntou sério. — Amo sim, muito — Respondi convicta.

– Então prova.

– Mas Sassori, eu não estou pronta.

– Então você não me ama, porque se amasse estaria.

– Eu te amo Sassori, mas é muito cedo pra mim.

– Não é não, se você tem certeza de que me ama,então você deveria estar pronta pra mim.

– Sassori, eu ... — Desviei meu olhar, mas quando me dei conta ele já havia selado seus lábios nos meus.

Eu já não pensava mais racionalmente, sabia no que aquilo ia dar, sabia que eu ainda não estava pronta, mas me deixei levar pela emoção do momento, eu o amava e temia que ele me deixasse, afinal ele já tinha quase 18 anos e tinha suas necessidades, mas eu sabia que aquilo era errado, eu era muito novinha.

Sassori me beijava com vontade e me apertava forte contra a cama, o peso do seu corpo sobre mim não incomodava, ao contrário, parecia algo bom, sentir o corpo dele tão próximo do meu. Ele arrancou minha blusa e começou a beijar minha barriga, senti um arrepio imenso, aquilo era bom, definitivamente era bom. Logo em seguida tive meu sutiã arrancado, senti minhas bochechas formigarem de vergonha, ele passou as mãos pelos meus seios, ele apertava forte e aquilo doía, me fazendo gemer, parece que ele gostou de me ouvir gemer e começou a apertar mais, logo em seguida ele começou a suga-los, passava a língua pelo bico, fazendo-me soltar gemidos altos, meu rosto estava muito vermelho.

– Você é uma delícia — Ele sorriu malicioso.

Sassori tirou sua camisa, expondo seu belo e definido abdômen, isso me fez corar mais ainda. Ele beijou as minhas pernas, as vezes dava leves mordidas, eu apenas ficava deitada pensando "O que eu estou fazendo aqui ?", eu sabia que iria me arrepender, estava com medo, medo de perder minha virgindade e também medo de dizer para ele que não queria.

Logo tive minha saia jeans retirada,fiquei só de calcinha, Sassori se levantou da cama, ficou de pé ao lado e começou a me olhar.

– Vem cá, levanta — Ele me deu a mão para ajudar-me a levantar.

– Tá bom — Respondi sem jeito e fiquei de pé.

– Dá uma voltinha, eu quero te olhar.

Ele me olhou dos pés à cabeça, me analisando enquanto sorria de maneira maliciosa. Sassori me deitou novamente na cama e arrancou minha calcinha, sorriu para mim antes de começar a lamber minha intimidade. Foi uma sensação totalmente diferente de qualquer uma que eu já tinha sentido, um prazer imenso, os movimentos da língua dele em minha intimidade faziam-me gemer alto, ele segurava forte em minhas coxas enquanto me dava prazer. Ele foi passando com a língua pela minha barriga, seios, até chegar no meu pescoço, aquele maldito chupão ficou marcado por uma semana.

– Agora é sua vez — Ele sussurrou no meu ouvido.

– Minha ? — Indaguei — Mas o que você quer que eu faça ?

Ele sorriu, logo tirou sua bermuda e sua cueca, expondo seu membro ereto. " Será que isso vai caber em mim ? " — Pensei.

– Agora você faz — Sério que ele queria que eu colocasse aquele negócio na boca ?

Foi exatamente isso, ele agarrou forte nos meus cabelos fazendo-me colocar seu membro quente e pulsante na minha boca. Fiz o que pude, experiência eu não tinha nenhuma, comecei a chupa-lo, mesmo que com nojo. Ouvia gemidos baixos vindos dele, também ouvia ele dizer :

– Porra Sakura, chupa direito.

Depois de um tempo ele me puxou novamente, aquilo doeu e quase arrancou meus cabelos, ele me olhou nos olhos e me beijou insanamente. Senti seus dedos acariciarem minha intimidade e passarem levemente sobre o meu clitóris, aquela sensação era ótima.

– Você tá molhadinha — Disse ele assim que nossos lábios se separaram.

O encarei envergonhada e ele sorriu, em seguida me deitou na cama e se posicionou sobre mim, começou a beijar meu pescoço e logo o senti me penetrando, uma sensação de aperto, parecia que alguém estava me rasgando, era horrível, ele não foi devagar no início, e muito menos gentil, foi tudo menos isso.

Logo de início ele me penetrou violentamente, não me deu tempo sequer para me acostumar com aquela sensação invasiva dentro de mim, era torturante, suas estocadas eram fortes e eu só gritava e gritava, tentei me mover para sair dali mas ele me segurava, e quanto mais eu implorava para ele parar mais ele me machucava, parecia que estava gostando de me ver sentindo dor por causa dele, parecia gostar de me ver implorar para ele parar, aquilo doía, não era bom.

Senti-me aliviada quando ele saiu de dentro de mim, o encarei ajoelhado na minha frente, notei que ainda estava excitado.

– Chega, por favor, chega — Pedi.

– Eu digo quando acaba.

Ele me segurou forte e me deixou de quatro, segurou na minha bunda e a empinou, tive uma sensação ainda pior quando ele me penetrou por trás.

– Aaaaiiii para !! — Pedi.

Ele não se importou, me penetrou bruscamente, eu mordia o travesseiro para abafar meus gritos, comecei a derramar grossas lágrimas enquanto ele me penetrava com força e dava fortes tapas na minha bunda. Senti o líquido quente entrando em mim, ele tinha gozado finalmente, eu não aguentava mais.

Sassori saiu de dentro de mim e me deixou ali, do jeito que eu tava, não disse uma palavra sequer e foi direto para o banheiro.

Sentei-me na cama e comecei a chorar, não acreditava no que eu havia feito, já estava mais que arrependida mas não tinha como voltar atrás; minha intimidade ainda doía, olhei para baixo e vi uma pequena mancha de sangue no lençol que cobria a cama de Sassori, era uma vez um hímen.

Ouvi o barulho do chuveiro aberto, ele estava tomando banho com certeza, analisei aquele quarto, cheio de roupas jogadas e a cama totalmente bagunçada. Sassori saiu do banho enrolado na toalha, envergonhada, me enrolei no lençol.

– O que você ainda está fazendo aí? — Ele perguntou.

– Como assim ? — Eu não podia crer que aquele era o Sassori, o mínimo que ele podia fazer era ser carinhoso.

– Você ouviu.. — ele suspirou — Veja bem o horário, vai embora logo.

Realmente já estava tarde, vesti minha roupa e saí dali, Sassori sequer me acompanhou até a porta ou me ofereceu uma carona, porque ele estaria tão frio comigo ?

Cheguei em casa, me joguei na cama e comecei a chorar, me arrependi amargamente de ter me entregado para ele, só que era tarde demais, eu achava que não podia piorar mas o inferno estava só começando.

Notas finais
Gente, vai ter mais um ou dois capítulos narrados pela Sakura tá ?! Rsrs. Perdão, mas é que acabou ficando muito grande, mas logo as narrações do nosso querido Uchiha voltarão. E agora ? Alguém consegue adivinhar porque o inferno da rosada estaria só começando ? Algum palpite ?? Façam suas apostas heheh Beijos :*