Rockabye
12 Atração fatal
Notas iniciais
P.O.V. Patrícia.
Saber que vampiros existem é... insano.
—E o que mais tem lá fora?
—Tudo. Tudo o que você imaginar.
—Ai, quando a gente joga vampiro no Google aparece um monte de coisa. O que é real e o que é falso?
—Bom, existe mais de uma raça dentro da espécie vampira. Como humanos brancos, negros, asiáticos. É mais ou menos isso Bozer.
—E qual é a diferença?
—Apesar de serem raças diferentes algumas coisas são iguais. Alguns vampiros parecem mais com vocês do que com o meu pai. Eles se ferem, cortes com facas, tiros e coisas. Machucam eles, mas não morrem. Se quebrar o pescoço deles se regeneram. Água benta dá pra beber, alho dá pra comer. E o sol afeta as duas raças só que de maneiras diferentes. Eles precisam de proteção pra sair no sol.
—Protetor solar fator três mil?
—Proteção mágica. Crucifixos são ótimos enfeites de parede e sim, eles tem reflexo. Uma das raças não consegue sobreviver só com sangue animal, eles tem que se alimentar de sangue humano. A transformação também é diferente. Os da primeira raça possuem uma espécie de controle mental. Chamam de compulsão. Fazem você esquecer coisas ou te forçam a fazer coisas. Todo tipo de coisa. Inclusive se matar ou matar um ente querido.
—O que?
—Por isso, eu trouxe umas coisas pra vocês. A última coisa que quero é um banho de sangue. Não quero mortes. Nem da parte de vocês, nem da nossa.
Ela abriu a mochila.
—Riley.
—É um belo colar.
—É proteção. Verbena. Enquanto estiver com você ou em você, não pode ser controlada. Bozer.
—Maneiro. É uma caveira.
—MacGyver.
—E Patrícia.
—Fadas existem?
—Existem. Mas, fadas e vampiros não costumam se misturar. O sangue das fadas é muito apelativo para os vampiros.
—Como a coisa da Cantante?
—Pior. Sangue de fada é como sei lá, cocaína pra vampiros.
—E estacas?
—Sim, dependendo da raça funciona, mas... seria praticamente impossível pra você matar um vampiro. Nem um batalhão conseguiria. Só ia deixar-lo com raiva.
—Quem sabe eu não encontro um vampiro bonitão pra mim?
—Agora as relações inter espécies são permitidas de minha parte, mas há sempre um risco. Especialmente para o humano ou humana envolvida. Nós somos predadores. E sempre seremos predadores. Que isso fique claro senhorita Davis. Isso não é uma ameaça, é a verdade. O sangue nos faz renascer e é ele que nos atrai acima de qualquer outra coisa. O meu avô se apaixonou pela minha avó porque ela tinha um cheiro gostoso e eu não to falando de perfume.
—Então, os vampiros escolhem seus parceiros por causa do cheiro?
—Também. Na maioria das vezes é bem isso mesmo. Porém, uma vez que temos os nossos parceiros é... bom, somos possessivos, ciumentos, super protetores. Especialmente os homens. Quer deixar um vampiro puto da vida? Mexa com a parceira dele.
—Você disse que alguns vampiros tem poderes. Que tipo de poderes?
—Meu bisavô é telepata, minha bisavó é um escudo, tio Jasper é empata ele sente tudo o que os outros sentem e consegue controlar as emoções deles em um certo nível. Tia Alice é vidente. Tia Jane faz você acreditar que está sentindo a pior das dores, meu tio Benjamin consegue controlar os elementos é uma coisa física. Ele consegue fazer o chão rachar só com um soco ou um pisão, Demitre é um rastreador, o melhor rastreador que conheço. Ninguém se esconde ou foge dele. Tio Eleazer consegue sentir outros vampiros e seus poderes, tia Kate produz uma corrente elétrica que derruba até um elefante.
—Maneiro.
—Vocês humanos são facilmente impressionáveis.
—Você disse que o tal do Demitre é um rastreador. O que é um rastreador?
—Honestamente? Nem eu entendo direito como funciona. É como um instinto que os leva até o que ou quem eles procuram. Eles pegam o cheiro e... acham o que ou quem quer que seja.
—Acha que o seu amigo rasteador conseguiria encontrar alguém mais rápido que eu?
—Demitre adora um desafio.
—Legal. Vamos ver quem ganha.
P.O.V. Riley.
Eu quero ver quem ganha. As minhas habilidades como Hacker ou o faro de um vampiro.
Eles me levaram até uma baita duma mansão.
—Uau! Vocês moram super bem.
—Demitre vai se animar com a sua aposta.
—Ah, eu ganho fácil amor.
—Uma aposta.
—Nossa! Você é um branquelo esquisitaço, mas saca só. Vamos fazer uma aposta. Tem um criminoso á solta. Ele é traficante. O nome dele é Angel Ruiz. E eu aposto que consigo encontra-lo antes de você.
—E o que eu vou ganhar quando o encontrar?
—Sei lá, escolhe.
—Quando eu ganhar, você terá que se ajoelhar diante de mim.
—Tá. Mas, se eu ganhar você vai ter que ficar de joelhos diante de mim com uma multidão de testemunhas e admitir a derrota.
—Apostado.
—Vamos no três?
—Sério?
—Sério. Eu sou a Riley Davis á propósito.
—Demitre Volturi.
—Muito prazer.
Eu liguei o computador.
—Pega. É do Ruiz. Um... dois... três.
Ele cheirou a camisa e eu comecei a digitar.
—Achei!
—O que?
—Eu achei o Ruiz e você ficou chupando o dedo. Branquelo.
—Eu duvido.
Eu virei a tela do computador pra ele.
—Ta vendo o pontinho? É a localização do Ruiz.
—Isso não prova nada.
—Quer tirar a prova? Então entra no carro.
P.O.V. Demitre.
Recuso-me a admitir que uma humana encontrou outro humano antes de mim!
—Põe o cinto.
—Eu não...
—Se eu for multada, você vai pagar. Põe a merda do cinto.
Assim que ela ouviu o clique do cinto, meteu o pé no acelerador.
—Acho que está acima do limite de velocidade.
—Fala Riley?
—Achei o Ruiz. Ele tá no Brooklyn.
Ela deu o endereço para quem quer que estivesse no telefone.
—Unidades a caminho.
—É policial?
—Não.
—Parece policial. Se você não é policial, o que você é?
—Uma ex-presidiária na condicional. E para de me distrair ou vamos bater.
Então ela estacionou o carro. Freou e o carro parou certinho na vaga.
—Cara, eu sou foda.
Ela digitou mais alguma coisa no computador.
—Essa é a foto do Ruiz. Olha o cara lá. Lembra-lhe alguém?
—Nunca em todos os meus séculos pensei que seria vencido por uma humana.
—Cara, eu hackeei a CIA e o Pentágono.
Ela digitou de novo.
—Merda! Eles tem submetralhadoras e armamento militar.
Ela falou pelo rádio.
—Ai Mac! Recuar. Eles tem armamento militar. Fuzis, submetralhadoras. Se entrarem lá vocês vão tomar chumbo.
—Não tem como arrumar outra entrada?
—Entrar lá, é suicídio. Peraí, tem uma claraboia e acessei a planta do prédio. Tem um túnel, que era usado pra contrabandear bebida na época da lei seca.
—Beleza Riley.
—Não. A claraboia é pequena demais, você é muito grande não vai passar.
—E quem vai passar?
—Eu vou.
—Riley, se eles tem armamento militar...
—Mac, eu aprendi algumas coisas na prisão. Relaxa, fica de olho que eu faço ele sair.
Ela soltou o cinto e foi para o banco de trás.
—Não olhe!
Ela colocou uma roupa bem apertada, abaixou a blusa até aparecer o sutiã, tirou a jaqueta de couro e jogou o cabelo. E o homem permitiu que a senhorita entrasse.
Então, ouvi o barulho dos tiros. Senti cheiro de sangue e uma equipe invadiu e levou o indivíduo preso. Enquanto Riley Davis era carregada numa maca e enfiada dentro de uma ambulância.
Eu dirigi atrás da ambulância e quando cheguei ao hospital o grandão me apontou uma arma.
—Isso não vai funcionar em mim filho. Riley Davis. Em que quarto ela está?
—Ele é vampiro Jack. Baixa a arma.
—Droga!
—Em que quarto ela está?
—Ela tá na cirurgia. Tomou um tiro.
Depois de uma longa espera a médica saiu.
—Os acompanhantes da senhorita Davis?
—Somos nós.
—Bom, ela perdeu muito sangue. Removemos umas três balas de dentro dela. Felizmente não atingiu nenhum ponto vital, mas tivemos que induzir um coma graças ás duas paradas cardíacas que ela sofreu. Quando estiver fora de perigo nós avisaremos.
—Ei, podemos... vê-la. Por favor.
—Claro. Um por vez.
Os amigos dela foram primeiro. E então foi a minha vez.
—Nunca imaginei que uma reles mortal seria melhor rastreadora que eu. Você tem que viver senhorita Davis, ainda tenho que pagar a aposta.
—O senhor tem que sair agora.
—Tudo bem.
Ela ficou meses no hospital até os médicos decidiram acordá-la do coma.
—Ei Riley!
—Oi Jack.
—Estamos tão feliz que você está bem.
—Acho que preciso de uma licença.
—Claro. Vamos arrumar todos os recursos necessários para a sua recuperação.
—Obrigado Thornton.

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