Rock Me.
2 Capítulo 2.
Notas iniciais
Um mês depois […]
Rachel, Santana e Brittany decidiram passar o fim de semana na casa de Quinn. Kurt e Blaine estão no sitio dos avôs de Blaine, por isso não puderam ir junto com as meninas.
– Vamos jogar algo? — Brittany perguntou.
– Vamos! Que tal verdade ou desafio? — Santana sugeriu.
– Ok. — Quinn sorriu e as meninas fizeram uma roda no chão. Rachel pegou uma garrafa de água que se encontrava no chão e a girou. Santana perguntava para Rachel.
– Verdade. — Rachel disse.
– É verdade que você não está interessada em ninguém? — Santana perguntou e Quinn corou.
– É sim. — Rachel disse normalmente.
– E aquele tal de Finn? — Quinn perguntou olhando para o chão.
– Nós só ficamos, não foi nada de mais. Porque? — Rachel perguntou e Quinn levantou a cabeça para encara-lá.
– Você merece coisa melhor. — Quinn disse baixo, e todos ficaram em silêncio.
– Enfim, vamos continuar. — Santana disse e Rachel concordou.
[...]
– Kurt, Kurt! Me espera! — Blaine gritou enquanto corria atrás de Kurt em volta do lago que existia no sitio dos avôs de Blaine.
– Vamos nos sentar. — Kurt disse exausto de tanto correr. Então os dois sentaram num banco de madeira e ficaram observando o lago em silêncio.
– O céu está lindo, não está? — Blaine perguntou olhando para Kurt.
– Está sim, bastante estrelado. — Kurt sorriu enquanto admirava o céu, Blaine começou a observar o céu junto com Kurt.
– Esse foi o melhor fim de semana da minha vida, é uma pena nós termos que ir embora amanhã. — Kurt lamentou.
– Poisé. — Blaine fez uma careta. — Eu sinto falta das meninas.
– Eu também. — Kurt riu ao lembrar das amigas.
– Acho melhor nós entrarmos. Já está muito tarde. — Blaine pegou na mão de Kurt e o guiou para dentro de casa, os dois subiram as escadas em silêncio. Blaine tinha seu próprio quarto na casa dos avôs, e no mesmo havia uma cama de casal enorme, era ali onde Kurt e Blaine iriam dormir. Kurt se deitou, e logo depois Blaine deitou-se ao lado de Kurt.
– Boa noite. — Kurt disse sorrindo.
– Boa noite Kurt. — Blaine disse.
[...]
Já era segunda-feira, Santana estava se arrumando, Blaine iria busca-lá. Santana prendeu seu cabelo em um rabo de cavalo um pouco despenteado. Santana ouviu Blaine a chamar, pegou rapidamente sua mochila, se despediu de seus pais e subiu na moto de Blaine.
– Então, como foi o fim de semana? — Santana perguntou.
– Ótimo. — Blaine sorriu. — E na casa da Q, como foi?
– Foi bom também, a Quinn estava meio estranha, mas foi bom. — Santana disse.
– Como assim a Quinn estava ''estranha''? — Blaine perguntou parecendo preocupado.
– Depois eu te conto, agora presta atenção no caminho. – Blaine deu de ombros e voltou a prestar atenção no caminho.
[...]
Santana’s POV: Estranho... Todos estão olhando para mim e para Blaine de um jeito diferente, alguns com olhar de medo, outros de admiração, gostaria de saber o porque disso tudo.
– Blaine, o que é isso? – Sussurrei.
– Eu não sei. – Blaine sussurrou de volta.
– Blaine, Sant! – Quinn corria em nossa direção.
– Fala. – Eu disse.
– Então gente, nós, o nosso grupo, agora está meio que ‘’popular’’. – Quinn disse e eu fiz uma cara confusa.
– Como assim ‘’popular’’? – Blaine perguntou.
– Bom, é uma longa história. – Quinn disse.
– Fala logo Fabray. – Disse.
– Enfim, vocês lembram que no primeiro dia de aula o Blaine deu aquele soco no capitão do time de futebol, e o Kurt se meteu no meio certo? – Eu e Blaine assentimos. – Então, esses dias o capitão do time de futebol deixou ‘’vazar’’ o fato que você e o Kurt foram os primeiros a encarar ele. E com isso, vocês dois ganharam a fama de ‘’valentões’’ do colégio. – Blaine sorriu.
– Então quer dizer que agora eu sou o valentão do colégio? – Blaine fez uma pose de valentão.
– Você é um idiota. – Eu disse, e logo depois ri.
– Enquanto a você Sant, você ficou ‘’popular’’ por ter encarado aquelas lideres de torcida junto com a Britt. – Quinn disse e eu sorri.
– E você e a Rach? – Blaine perguntou.
– Nós ganhamos o prêmio de meninas mais bonitas do colégio. – Quinn sorriu.
– Parece que é um novo começo aqui na escola, meninas. – Blaine sorriu.
[...]
Quinn’s POV: Estou sentada na arquibancada lendo um livro qualquer, esse tempo e o próximo seriam vagos. Espera! Aquela ali é a Rachel vinda na minha direção? Sim, é a Rachel! O que será que ela está fazendo aqui? Achei que ela tinha aula de história agora.
– Você não tem aula de história agora? – Perguntei guardando o livro em minha bolsa, e logo depois me virei para encarar Rachel.
– Tenho. – Rachel disse simples e se sentou ao meu lado.
– Então o que você está fazendo aqui? – Perguntei confusa.
– As aulas de história não são as mesmas sem você, Fabray. – Rachel disse e eu sorri.
– Tem um lugar que eu gostaria de ir com você. – Eu disse olhando para Rachel.
– Que lugar? – Rachel perguntou.
– Primeiro você vai ter que topar fugir da escola comigo, e ter que voltar antes do 4º tempo. – Eu disse.
– Eu topo. – Rachel disse decidida.
[…]
Brittany's POV: Estava andando em direção ao meu armário para guardar meus livros, não iria utiliza-los mais. Peguei apenas o meu caderno de Geografia e de Matemática que seriam as próximas aulas. Depois disso fui em direção a alguns bancos que ficavam no corredor e me sentei. Vi que Santana estava vindo em minha direção, eu sorri, porém meu sorriso sumiu ao reparar no rosto de Santana, ela parecia triste. Ela se sentou ao meu lado.
– Oi Britt. — Ela disse sem muita animação.
– Oi Sant, o que foi? — Disse tirando uma mecha de cabelo que caia sobre seu olho.
– Posso te perguntar uma coisa? Eu quero que seja sincera comigo. — Santana perguntou, e eu assenti, então ela continuou. — Você acha que eu sou bonita?
– Sant, claro que acho! Você é linda, e eu também te acho muito gostosa. — Santana corou, e corei logo depois de ter percebido o que tinha falado.
– Eu não queria ter falad... — Fui interrompida por um beijo na bochecha de Santana. Eu corei mais ainda.
– Obrigado. — Santana disse sorrindo.
– De nada. — Eu disse sorrindo. Então Santana se levantou e foi em direção a sua aula de Geometria.
Eu estava um pouco preocupada com Santana. Ela é tão bonita, tão inteligente, e não reconhece isso. A auto-estima dela está baixa, eu tenho que fazer algo para animar a minha menina. Minha menina? Brittany, ela não é sua! Argh! Mas um dia ela será, eu tenho certeza.
[...]
Quinn's POV: Aqui estou eu com Rachel, numa floresta que fica atrás do nosso colégio. Deixe-me dizer como é essa tal floresta. As folhas das árvores são de cor clara, existem algumas flores e folhas espalhadas pelo chão também. Existe um enorme corredor no meio da floresta, e era ali que eu e Rachel estavamos caminhando em silêncio. Um silêncio confortavél. Eu poderia ficar naquele silêncio com Rachel do meu lado para o resto daquele dia. Droga! Faltam dez minutos para minha próxima aula, vamos ter que voltar para a escola. Ajudei Rachel a pular o muro e pulei o mesmo logo depois. Por sorte todos já estavam em suas devidas salas de aula.
– Então, vou indo para minha aula Quinn, obrigado pelo passeio, aquele lugar é realmente lindo. — Rachel disse, depositou um beijo em minha bochecha e foi em direção a sua sala de aula, e eu fiz o mesmo.
O tempo passou rápido, então logo me despedi dos meus amigos e fui para casa. Ao chegar em casa presenciei uma cena muito comum: Meus pais estavam brigando mais uma vez. Tentei passar sem ser percebida, porém não deu muito certo.
– Quinn Lucy Fabray, onde pensa que vai? — Meu pai disse com raiva em sua voz.
– E-eu vou estudar. — Eu disse gaguejando.
– Você não vai a lugar nenhum, você vai ficar aqui! Fique na minha frente, agora! — Meu pai disse, eu engoli o seco e fiz o que ele mandou, quando ele abriu a boca eu pude sentir o tão famíliar cheiro de álcool. Sim, meu pai é religioso, mas quando ele se irrita, ou briga com a mamãe ele enche a cara. E sempre acaba sobrando para mim. Meu pai se virou para minha mãe e continuou a discução.
– Eu não sei aonde eu estava com a cabeça quando me casei com você, com certeza foi a pior coisa que eu fiz! E ainda por cima ter tido uma filha tão estupida que nem você, Quinn. — Já podia sentir as lágrimas rolarem pelos meus olhos. E para completar, meu pai deu um tapa no rosto da minha mãe.
– Você não pode fazer isso com ela! — Eu berrei no rosto dele.
– Eu faço isso com quem eu quiser! — Ele berrou de volta e deu um tapa agora no meu rosto. Eu já soluçava de tanto chorar, então subi as escadas correndo e me tranquei no meu quarto. Meu pai batia com força na porta, eu estava assustada. Peguei meu celular e digitei rapidamente uma mensagem para Rachel.
De: Quinn
Para: Rachel
Preciso de você agora, é urgente.
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