Rob a Star

3 Eis A Questão!


— O-oi, Jinx... — Falou Estelar, um pouco tímida.

— Estelar? — Jinx se assustou. — O que faz aqui?

— É que eu preciso conversar...

— Mas comigo? — Jinx arqueou uma sobrencelha.

— É... Talvez os outros não entendessem... — Suspirou a alienígena.

— Tudo bem. Sobre o que quer falar?

— Sobre você e o amigo Ciborgue. — Respondeu a garota tamaraneana.

O rosto de Jinx ficou ainda mais corado com aquilo de repente.

— Por que?

— É que eu preciso saber de umas coisas...

— Isso é invasão de privacidade! — Comentou Jinx, ainda assustada.

— Desculpe... Mas eu queria saber o que você sente quando está com ele...

Jinx parou e olhou aquela garota alienígena suplicando para saber sobre ela e seu amado robô.

— Eu sinto que o mundo só gira em torno de nós dois. Todo o resto desaparece. — Comentou Jinx, olhando para o chão. — O coração dispara, eu sinto as bochechas queimarem e eu sinto que estou nas nuvens.

— É isso então? — Estelar perguntou.

— É... E uma sensação estranha no estômago... Por que?

Estelar paralizou no lugar.

— Você quer saber porque acha que gosta de alguém? — Indagou a feiticeira, mas Estelar nem conseguia responder.

Jinx colocou a mão na frente da alienígena, que ainda estava imóvel.

— Só me responda sim ou não: Você gosta de alguém? — Jinx tentou de novo.

— E-eu não sei...

— Bom, eu vou tentar ajudar... Pensa aí na pessoa que acha que gosta.

E Estelar obedeceu, apesar de estar muito constrangida.

— O que você sente quando está com essa pessoa?

— Eu acho que me sinto bem, eu rio com essa pessoa, ela sempre me anima e tudo mais... E gosta muito de mim.

— Hum... Isso não diz muito. Tá legal, me diz como essa pessoa é.

— É um pouco excêntrica, mas bondosa. Engraçada do jeito dela, especial, bonita, um pouco mandona mas ainda assim...

— AHÁ! — Jinx interrompeu, batendo na mesa.

— Ahá o que? — Se assustou Estelar.

— Eu já sei quem é! — Falou Jinx.

— S-sabe?

— É! Eu sei! — Jinx deu um sorrisinho. — É o Ricardito, não é?

Estelar ficou aliviada.

— Como sabia?

— Intuição... E pelo que me descreveu, só pode ser. Não poderia ser o Robin, né? — E a feiticeira começou a rir.

Estelar engoliu em seco e fingiu rir também.

— Então... Você gosta é do Ricardito?

— É-é... Do Ricardito! — Estelar queria acreditar mesmo nisso. Não poderia mesmo gostar de Robin, certo?

— Então, deve falar pra ele!

— Mas como? — A doce tamaraneana indagou.

— Sei lá. Apenas fala. Falando nisso, me deu tanta saudade do Cib, acho que vou ligar para ele. — Comentou Jinx, puxando seu celular.

"Apenas falar?" — Pensou a alienígena. — "Mas eu não sinto nada pelo Ricardito. Será que então eu sinto pelo Robin?"

— Obrigada pela conversa, Jinx! Até logo!

— De nada! Boa sorte! — Jinx disse, acenando para ela enquanto segurava o celular com a outra não.

Estelar saiu do café onde estavam com o coração disparado.

— O que eu faço? Preciso tirar isso a limpo! — Falou ela, usando uma das gírias que Ciborgue havia ensinado.

Foi voando procurar Ricardito até que o encontrou.

— Oi, Ricardito! — Cumprimentou ela.

— Olá, Estelar! — Ele sorriu.

— Preciso que venha comigo.

— Pra onde?

— Por aí... — Ela deu um sorrisinho amarelo.

— Ah... Tudo bem! — Ele concordou e foi com ela.

"Se eu sentisse alguma coisa, já teria começado, certo?"

Na Torre dos Titãs...

— Cara, não acredito que você ganhou de novo! — Mutano reclamava com Ciborgue, por ganhar pela 10º vez no videogame.

— Acredite, eu sou melhor que você! Hahaha!

Mutano estava emburrado, enquanto Ravena reclamava dos gritos muito altos.

— Oi, amigos maravilhosos! — Cumprimentou Estelar. — Olhem quem está aqui!

Ricardito apareceu ao lado dela.

— Ah... É o Robin de peruca. — Disse Mutano, desanimado.

— Não sou o Robin! Eu sou...

— A cópia dele, blá blá blá... — Ciborgue entrou na onda.

— Parem com isso! — Berrou Ricardito.

Dessa vez, Robin escutou e foi até lá.

— O que esse cara tá fazendo aqui? — Robin parecia irritado.

— Ué, ele não é um titã? — Estelar estava confusa.

Robin estava segurando sua raiva.

— Tem razão. Bem-vindo, Ricardito. — Robin tratou de apertar a mão do ruivo.

— Obrigado. — Ricardito também apertou a mão do líder.

"Ele não está com ciúmes?" — Pensava Estelar, horrorizada.

Robin realmente tinha mudado.

— Para que você me trouxe aqui, Estelar? — Perguntou Ricardito, confuso.

— Preciso fazer um teste. Venha comigo. Robin, você também. — E ela foi na frente.

— Eu? Mas o que eu fiz? — Robin perguntou.

— Nada. Só vem!

Ciborgue e Mutano não estavam prestando atenção, estavam jogando mais uma vez, enquanto Ravena ia lendo seu livro.