Road to the world

7 Rosada corajosa e beijinhos curiosos.


Notas iniciais
Oiolaa pessoal, eu estou de volta com a fic :U Me desculpem pela demora .___. Boua leitchura e bjs na bunda '3'

Momoi coloca uma pequena mochila nas costas, com algumas garrafas de água e alguns doces para se alimentar no caminho, mas antes de sair escondida do orfanato ela pega uma lanterna para enxergar naquela escuridão toda.

A rosada era pequena, então foi fácil passar pelo vão de baixo do grande portão que fechava o orfanato. Passou pelos muros e deu de cara com a estrada de terra com pouca iluminação. “No mínimo os meninos passaram pela mesma coisa que estou prestes a passar...” Pensou, começando a andar em direção a estrada estreita.

Ao contrário dos garotos, Momoi estava tranquila. Andava calmamente a paços um pouco apressados para logo chegar na grande rodovia que separava o interior da cidade grande. Momoi mantinha a todo momento a lanterna a sua frente, para ver onde estava indo, já que os postes de iluminação já haviam passado e agora estava tudo num breu, que nem a lua conseguia iluminar.

A rosada olhava para os lados e via os matos da plantação, eram altos e a qualquer momento poderia pular algum inseto dali, Momoi morria de medo de inseto e sapo, principalmente sapo, e Aomine sempre a assustava com isso, só de lembrar ela sentia calafrios. Mas quando chegou num certo ponto da estrada de terra, uma moita começou a se mexer, a rosada vira pra trás meio assustada e foca a luz da lanterna na moita que se mexia. Ela começa a ficar assustada, poderia ser um sapo, um sapo nojento e horrível, ela dá uns passos pra trás e de repente, um porquinho sai da moita.

“Oinc, oinc” –O porco fez barulho.

–Um porquinho... –Ela sorri para o animal pequeno, que parecia ainda ser um filhote, ela se agacha e passa a mão na cabeça do bicho que se aproxima da rosada.

–Está perdido? –Ela pergunta como se o animal realmente fosse responder. –Vem comigo... –Ela se levanta e começa a caminhar em direção a escuridão, estendendo a mão para o bichinho, o chamando, por alguns momentos o pequeno porco ficou sentado, a olhando, como se estivesse meio indeciso, mas logo começou a segui-la.

–Seu nome vai ser... –Ela fala meio pensativa. –Jojo!

Agora uma garotinha de nove anos caminhava ao lado de um pequeno porco.

–Vamos achar aqueles dois babacas, Jojo. –Disse determinada.

Alguns minutos de caminhada, ela finalmente chega na grande rodovia, onde via poucos caminhões dirigindo numa velocidade média, no mínimo transportando cargas. A rosada começa a caminhar no canto da pista, perto da vegetação, seguindo a grande rodovia. Ela não havia pensado como os garotos se pedir carona, afinal, era pequena e ainda não pensava muito nas coisas que poderia fazer.

De repente, ela escuta um caminhão grande reduzir a velocidade perto dela, Momoi se vira meio assustada para o grande veículo e na janela, surge uma mulher com cara de brava.

–Parece que virou moda criancinhas fugirem de casa e andar no meio da estrada! –Falou a mulher olhando para a rosada. –Da onde tu saiu, garota? É perigoso andar nesse horário por aí!

–E-eu fugi do orfanato e...

–Ahhh, já ouvi essa história, já sei de tudo, agora você está querendo viajar pelo país todo, não é!? –Falou a moça impaciente.

–N-na verdade não... –Disse Momoi abaixando a cabeça meio cabisbaixa.

–Então, o quê que tu tá fazendo!?

–Eu estou a procura dos meus amigos... Na verdade eu os considero como irmãos mais velhos... Moça, você viu eles?

–Quem são teus amigos?

–É o Daí-chan e o Kagamin!

–E eu lá vou saber por nome garota, cê tem que me dizer como eles são!

–Um tem pele escura e cabelo azul, e o outro é-

–Um ruivo de sobrancelha dupla!? –A moça sorri, já reconhecendo quem a garotinha procurava.

–ISSO! Você viu eles! –Momoi se agita.

–Vi sim, eles estavam andando bem por aí, onde cê tá... Mas já faz tempo, acho que já faz uma semana, não sei mais por onde eles andam.

–Hum... Entendi. –Momoi olha pro lado, sentindo um pequeno aperto no coração, sabia ela que os meninos estavam longe e que seria muito difícil achar eles e que talvez nem os ache!

–Escuta garotinha, quer carona?

–Hã?

–Eu te levo pra mesma cidade onde deixei eles, talvez você consiga achar eles. –A mulher de certa forma se sente comovida com a garotinha rosa, era tão pequenina e andando por aí no meio do mato poderia ser muito perigoso.

–Obrigada moça! –Momoi sorri.

–Vem, eu te ajudo a subir.

A mulher sai do caminhão e ajuda a Momoi a subir no grande veículo. Quando a mulher iria fechar a porta a rosada grita, alertando que ela havia esquecido do porquinho que era o novo animal de estimação de Momoi . Lógico que de primeira a mulher não queria deixar o animal entrar no seu caminhão, pois o mesmo poderia sujar as coisas, mas Momoi usou uma tática que sempre funcionava com Aomine e Kagami, o famoso “por favorzinho” e lógico que a mulher acabou cedendo...

O caminhão volta ao seu curso, mal sabia a grande sorte que Momoi tinha conseguido, qual as chances de isso acontecer, quase nenhuma em um milhão!

A rosada se aconchegada no banco de trás junto de seu porquinho e fecha os olhos procurando dormir, não demora muito e ela entra no mundo dos sonhos, um sonho bem bonito onde ela estava abraçada no Aomine e Kagami.

[...]

No pequeno hotel da cidadezinha onde Aomine e Kagami estavam, os mesmos continuavam deitados na cama. Depois de algumas horas de sono, logo de manhãzinha eles acordam, mas se recusam a levantar da cama.

–Bom dia... –Diz Kagami segurando seu elefante rosa, virado para o Aomine o observando.

–E ai... –Diz Aomine, encarando o ruivo.

Com certeza aquele momento estava constrangedor, pois já foi difícil dormir quando um tinha o mesmo pensamento que o outro, de que estavam deitados numa cama juntos sozinhos sem nenhuma criaturinha rosa entre os dois o separando, e essa foi a única ocasião que os dois dormiram juntos em total privacidade.

Ainda estava cedo, eram seis horas ainda, e por sorte a moça que cuidava da recepção não veio acordar eles.

–Dormiu bem? –Kagami pergunta, tentando afastar o silêncio que havia entre os dois.

–Sim, e você?

–Também...

Estavam sem assunto, estavam constrangidos, de certa forma aquela situação não era a mais agradável de todas...

–Escuta Kagami... Você já beijou?

–H... HÃAAAA????

Aomine pergunta sem querer, apenas pra puxar assunto, estava cansado de ficar ali em silencio, olhando aquele ruivo um tanto bonito a sua frente sem dizer e fazer nada, queria acabar com aquilo, nem que fizesse uma pergunta mais constrangedora do que o momento!

–ESTÁ FICANDO LOURO, QUE PERGUNTA É ESSA!? –Kagami não esperava aquilo, suas bochechas ficam vermelhas e a força que seus braços faziam para agarrar o bichinho de pelúcia em suas mãos, poderia arrancar a cabeça do elefante.

–Eu só perguntei, ué.

–Não faça esse tipo de pergunta do nada, que idiotice!!! –Responde gritando.

–Tá bom, tá bom, eu só estou puxando assunto.

–Então puxe assunto perguntando outra coisa e não isso!

–Responde logo, idiota. –Aomine estava ficando sem paciência.

–p-porque eu tenho que responder i-isso?? –Estava com tanta vergonha.

–Tem...

–Ué... V-você já me viu beijando alguém naquele orfanato? –Pergunta, quase escondendo o rosto no elefante rosa.

–Não.

–Então tá...

–Hmm... –Aomine estreita o olhar. –Entendi, entendi.

–E você, já beijou?

–Eu não...

–Hum...

E depois daquele pequeno diálogo, mais uma vez o silêncio reina. Se continuasse daquele jeito, para se distrair, Aomine teria de levantar da cama e ir para o banheiro se divertir com o seu enxaguante bucal, mas não estava nem um pouco a fim de se levantar da cama quentinha as seis da manhã, então para evitar tal ação, ele resolve puxar mais assunto.

–... Quer beijar?

–... O quê? –Kagami, logo de cara NÃO entendeu o que ele quis dizer.

–Quer beijar? Tipo... Beijar mesmo... O primeiro beijo e pans...

–Aomine, o quê que tá pegando?

–Eu estou morrendo de tédio, eu odeio ficar aqui deitado olhando pra você sem fazer e dizer nada! Tá chato!

–Então por que não vai no banheiro brincar com aquela coisa idiota azul que você amou!? –Disse Kagami meio estressado.

–Não estou a fim de levantar da cama, está cedo demais... Então... Vamos?

Kagami vira o rosto minimamente, tentando esconder mais um rubor que invadia a sua face, com certeza sua barriga começou a fazer coisas estranhas que eles não conhecia e seus braços começarem a tremer levemente.

–T-tenho que responder mesmo? –Perguntou meio baixinho.

–Tem. –Aomine falou direto.

–Tsc...

–Vamos logo Kagami, é só um beijo! Vamos! Vai ser o nosso primeiro beijo. –Aomine estava ansioso, queria logo beijar Kagami, era a primeira vez que ele sentia aquele sentimento.

–T-tá... Tá bom... –Disse meio receoso.

Aomine então dá um sorriso e se aproxima de Kagami ansioso. Os dois estavam deitado de lado, um olhando para o outro e quando Aomine aproxima o rosto de Kagami, quase encostando seus lábios o ruivo se afasta minimamente, meio assustado, com vergonha e talvez receoso. Era a primeira vez que estava passando por aquele tipo de coisa.

Aomine acaba não ligando para o pequeno afastamento e então se aproxima mais e vê que Kagami fecha os olhos rapidamente com força e apertando a boca, escondendo um pouco os lábios e assim Aomine finalmente encosta seus lábios nos lábios contidos de Kagami.

Aos poucos o ruivo acaba relaxando e encosta melhor seu rosto no rosto de Aomine, mas isso não quer dizer que seu coração não estava batendo a mil por hora e estava quase explodindo!

Foi um selinho breve e se separaram.

Aomine achou aquilo muito sem graça para um primeiro beijo, então ele se aproxima de novo de Kagami e encosta os lábios mais uma vez, dessa vez os apertando mais e Kagami não fazia nada, apenas recebia os selinhos de Aomine.

Kagami naquele momento era o contido e envergonhado, enquanto Aomine era aquele que avançava querendo sentir mais e descobrir mais, ele era o incessante.

–Kagami, abre a boca... –Diz Aomine meio baixinho, perto do rosto de Kagami, os dois tinham as respirações rápidas e seus rostos estavam vermelhos.

Sem mais delongas, Kagami fecha os olhos de novo e abre a boca minimamente, e Aomine encostas as bocas mais uma vez, dessa vez colocando sua língua na boca de Kagami, de forma tímida. Aomine simplesmente estava copiando o que via na televisão no horário de novela, e estava pondo em pratica junto a Kagami.

O ruivo apenas deixava Aomine agir, ajudava um pouco encostando sua língua na dele, os dois estavam desajeitados e não sabiam muito o que fazer a não ser esfregar suas línguas uma na outras e fazer estalos com a boca, deixando um pequeno excesso de saliva escorrer pelo canto e molhar o travesseiro.

Não dava pra negar, aquilo era de certa forma bom de se sentir, Kagami estava mais relaxado e sentia-se bem ao ter Aomine curioso explorando sua boca, não sabia por que mas, ele não se importava com aquilo e apenas ficava ali, aproveitando os vários e vários beijos que recebia.

Com passar dos minutos eles se separam, suas bocas já estavam vermelhas e os olhos tinham um certo brilho, Aomine até estava pensando em avançar pra cima de Kagami, ficando por cima dele e o beijar de novo de forma diferente, mas melhor deixar pra depois.

–Como foi o primeiro beijo? –Perguntou Aomine curioso.

–... Foi bom... –Disse meio envergonhado.

–Quer ir de novo?

–H-hn...

Kagami iria responder, mas eles escutam a porta bater e chamar a atenção dos dois.

A mulher da recepção entra no quarto.

–Bom dia meninos, dormiram bem? –Pergunta sorridente.

–Dormimos! –Diz Aomine alegre.

–Ok, ok, sinto dizer mas, vocês terão de ir embora agora, pois acabou de chegar um cliente que vai alugar este quarto.

–Está bem, já estamos saindo. –Kagami se levanta primeiro da cama e em seguida vai Aomine. Os dois vão rápido e arrumam logo suas mochilas e saem do quarto descendo as escadas.

–Obrigado por deixar a gente dormir aqui, moça. –Diz Kagami agradecendo.

–Não foi nada garotos, tomem cuidado por onde forem. –A mulher acena vendo os dois começarem a andar.

Os dois começam a andar no intuito de atravessar a pequena cidadezinha e saírem logo dali, eles queriam conhecer outros lugares, mas fazia um calor do cão e estavam sem água, teriam de beber em algum lugar.

–Estou com fome. –Diz Kagami, colocando a mão na barriga.

–E quando o senhor sobrancelha dupla não está com fome? –Diz Aomine com uma voz de sono.

–Cala a boca. Ei, Aomine!

–Hum?

–Uma mangueira!

–Uooohh!

Os dois correm até a mangueira que estava virada pra calçada, eles abrem ela e começa a sair um monte de água e meio desesperados eles começam a beber ela, começando uma pequena disputa pela água.

–Temos que encher as garrafinhas. –Diz Kagami pegando a mochila.

–Tá, tá, eu vou ali e já volto.

–Ei, me ajuda aqui!

–Vai enchendo aí, cê consegue...

–Vai na onde!? –Pergunta meio irritado.

–Vou mijar, já volto.

–Tsc... Idiota...

Aomine deixa Kagami ali enchendo as garrafas, enquanto ele vai atrás de uma arvore e desabotoando a bermuda e se concentrando para mijar. Ficou ali, de olhos fechados, apenas deixando o líquido esvaziando sua bexiga que no momento estava cheia.

Depois de alguns minutos ele finalmente termina e fecha a bermuda e olha pro lado, vendo um monte de bicicletas que estavam desocupadas...

–Droga, onde será que ele foi? –Kagami já estava perdendo a paciência de esperar o moreno naquela calçada quente debaixo daquele sol escaldante. As garrafinhas já estavam todas cheias e só faltava o garoto para saírem dali.

–KAGAAAAAAAMIIII!!! –Grita Aomine se aproximando rapidamente, em cima de uma coisa com duas rodas e vermelha.

–O-oe... A-AOMINE!!! –Kagami grita meio assustado. –DA ONDE VOCÊ TIROU ESSA BICICLETA!?

–Eu achei ela por ali... –Disse freiando a bicicleta na frente do ruivo. –Vamos, vai ser bem melhor ir de bicicleta.

–Você roubou? –Pergunta Kagami meio preocupado.

–Isso importa?

–LÓGICO QUE SIM SEU BABACA, E SE ALGUÉM ACUSAR A GENTE?

–Não iremos estar mais aqui seu besta! Vamos estar longe, ninguém vai se importar com essa bicicleta pois, tinha um monte do lado!

–Ai meu Deus, eu mereço!

–Vai logo, vem...

Kagami não tem escolha, ele mesmo achava que seria bem mais fácil andar por aí de bicicleta, suas pernas não ficariam tão doloridas. Ele senta atrás de Aomine se apoiando e segura as duas mochilas.


–Se segura em mim, Kagami. –Diz Aomine, começando a pedalar.

–Tá bom...

O ruivo se agarra a cintura de Aomine e os dois partem da cidade, seguindo uma pequena estradinha de terra, rumo a umas pequenas montanhas que ficavam ao fundo do horizonte.

Enquanto seguiam caminho, Kagami continuava agarrado a cintura de Aomine e sua cabeça pousada nas costas do mesmo, sentindo o cheiro dele tão característico. O ruivo estava pensativo, não conseguia parar de pensar no que aconteceu hoje de manhã... Todos aqueles beijos que recebeu do moreno, parecia não querer sair de sua cabeça.

Notas finais
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