Rizzoli And Isles - O amor por trás do caso
17 Capítulo 17
Okay!
Por essa ninguém esperava! Nem Jane, muito menos Maura. Talvez nem Ângela esperasse por isso... No fundo ela sabia que sempre o desejou, mesmo que só no fundo, porque tinha medo de estar misturando e vendo coisas onde não tinha, mas mãe é sempre mãe! Ela sabia que Jane estava diferente, que estava com um brilho nos olhos que ela nunca havia visto e isso lhe intrigava, pois ao mesmo tempo em que pensava que pudesse ser algo bom, pensava que esse algo pudesse ter a ver com Maura, já que a loira também estava diferente e com o mesmo brilho nos olhos...
Ângela sempre teve Maura como uma filha. Tinha as mesmas preocupações, o mesmo amor, o mesmo bem querer e claro, como toda mãe, queria muito a felicidade da loira. No seu mais intimo e alto pensamento analisava e tentava achar uma forma de casar a filha, pois sempre quis netos. Mas não encontrava uma solução para isso, porque toda vez que pensava no noivo, não encontrava ninguém. Não, Ângela nunca gostou de Casey e menos ainda achava que ele fosse o homem certo para Jane. Mas sempre que pensava nisso, na mesma linha de raciocínio lhe vinha Maura... Custou a entender o que isso significava...
Acompanhou toda vida e trajetória de Jane, todos os relacionamentos e tentativas fracassadas de ter alguém, amar e se casar. Por mais que a morena tivesse um gênio forte, um trabalho não muito bem visto por muitos e uma alergia imensa da palavra casamento, sabia que no fundo ela queria sim ter alguém, casar e quem sabe ter filhos. Ficava triste, pois toda mãe quer a felicidade da filha. Mas ao mesmo tempo em que sentia muito, notava que talvez não fosse a forma correta a tentativa da filha. Não porque talvez pudesse não ser a pessoa certa. E assim como pensava isso de Jane, pensava também nas inúmeras tentativas fracassadas de relacionamento da Legista. E muitos pensamentos lhe vinham à cabeça... A amizade intensa das duas, a forma como se tratavam, como uma cuidava da outra... Via a forma que a filha ficava quando brigava com a amiga, e por mais que não quisesse dar o braço a torcer, sabia que todo o mau humor era afiado quando não estava bem com Maura! Bom, pelo menos na maioria das vezes... Toda proteção incansável que Jane tinha por Maura, a companhia inseparável, o nível de intimidade e mais, tudo o que não era dito expressado em olhares... Sim, Ângela também notava a troca de olhares carregados das duas... Aliás, todos que as rodeavam e as conheciam bem, que eram próximos, também notavam.
E, enquanto Ângela chorava, Jane olhava com os olhos arregalados para ela e para Maura, intercalando, e Maura, havia parado de respirar. Até o momento elas não tinham conseguido entender que o “MEU SONHO” de Ângela se tratava de uma coisa boa.
À medida que a mãe ia interrompendo o choro, puxou Jane pelo braço para que sentasse ao seu lado e fez sinal para Maura fazer o mesmo. Olhou nos olhos de cada uma e as abraçou. Um abraço forte. Um abraço de urso. Um abraço de mãe. Jane olhou um pouco sem entender, mas sorriu. Olhou para Maura e sorriu para ela. Sua mãe havia mesmo ficado emocionada e, estava dando índices de que aprovava a nova relação das duas?
— Então quer dizer que está tudo bem para você, Ângela? – a loira ainda não tinha conseguido entender direito. Era um gênio pra tantas coisas, mas para outras...
— Oh minha filha... – Ângela segurou o rosto da loira e limpou as primeiras lágrimas que começaram a cair! Sorriram. Jane revirou os olhos. Aquilo ia começar a ser um complô! – É claro que está tudo bem para mim querida! – olhou para a filha e segurou na mão dela – Eu só quero a felicidade da minha filha. Digo, das minhas filhas! – segurou na mão da loira também. Jane sorriu docemente para a mãe. – Claro, não é todo dia que uma mãe tem suas duas filhas apaixonadas, filhas essas que eram melhores amigas de anos... Mas... Mas eu já sabia que isso ia acontecer! – Maura franziu a sobrancelha. Como Ângela sabia que isso ia acontecer, quando na verdade ninguém havia comentado nada com ela e... E Jane entendeu a confusão da loira.
— Sabia como se nem eu mesma sabia? – Jane olhava para ela confusa. Fechou os olhos. – Frankie!
— Eu sou mãe Jane! – a morena não entendeu muito a colocação de Ângela, mas se ela tava dizendo... – E quando vocês forem mães vão saber o que eu digo! AI MEU DEUS, EU VOU TER NETOS! – a italiana levantou as mãos para o alto e gritou a explosão de felicidade – Eu quero muitos netos! – deu um tapa na Detetive.
— Mãe! – Jane passou a mão no lugar onde Ângela havia dado o tapa – Não vem com essa paranoia de netos, você já tem o T.J. – Ângela revirou os olhos.
— Maura eu quero netos. Muitos netos. – Maura ria. O que poderia fazer? Jane revirou os olhos. Todas estavam felizes, mas, por favor, nada de netos, muito menos de casamento já que elas haviam começado a namorar há tão pouco tempo!
***
Tomavam café da manhã animadamente. A suspeita de Ângela havia se confirmado: Jane estava mesmo feliz e com o brilho diferente por causa de Maura. E por mais que ela soubesse dos riscos que a filha iria correr, pois infelizmente havia uma sociedade julgadora, mas juntas e unidas com toda a família seriam muito felizes, teriam todo e total apoio por partes de todos os amigos e familiares.
— Temos que fazer um jantar em comemoração! – Ângela falava animadamente com a ideia. Queria reunir todo mundo, aliás, queria sempre um motivo para cozinhar para a família unida, pois amava isso!
— Jantar? Sério? – a morena revirava os olhos – Qual é, mãe? Nada de jantares!
— Maura, podemos fazer o jantar na sua casa querida? – Ângela sabia ser convincente.
— Claro! – respondeu docemente para a sogra. Olhou para Jane dizendo “o que posso fazer?”.
— Nada de jantares! – Jane falava sério!
— Mas Jane...
— Não mãe! Estamos tentando manter uma linha chamada descrição, ou você acha que foi tudo muito simples e fácil de dizer para você? E tem mais, tem nosso trabalho, nós não queremos criar problemas! E falando em trabalho, você não tem que ir para a cantina não, dona Ângela? – indagou na tentativa de fazer a mãe esquecer um pouco o foco delas e desse jantar maluco.
— Ah não tudo bem, Sean sabe que eu estou aqui e que ia demorar um pouco! Só não avise o Stanley...
— E como o meu chefe sabe que você está aqui? – a morena franziu a sobrancelha. Não, não era possível... – Mãe?
— Ih, e falando nisso já está na minha hora... – disse fingindo não entender a pergunta da filha. A real era que ela tinha entendido muito bem, mas não queria explicar para Jane que Cavanaugh sabia de muito mais coisa do que ela pensava...
— Mãe! De novo? Ele é meu chefe! – fez cara de nojo! Só podia estar vivendo um pesadelo!
— Tchau querida! – desejou para as duas.
Maura sorriu e desejou de volta. Jane revirou os olhos... Não era possível que a mãe havia voltado com o caso com seu Tenente! Isso não era certo.
— Eu não acredito que minha mãe está de caso com Cavanaugh!
— Jane, eles são adultos. Deixe sua mãe viver!
— Com meu chefe, Maura? – a Legista deu de ombros – Tantas pessoas no mundo, mas não meu chefe. Eles trabalham juntos, digo, eu trabalho com ele! – gesticulava com a mão, mostrando que aquele era o maior absurdo do mundo.
— E qual o problema? E nós? Veja! – a loira foi se aproximando da namorada... – Somos amigas namoradas e parceiras de trabalho! – abraçou-a pelo pescoço e deu-lhe um selinho – O que há de mais nisso?
— Mas é diferente!
— Diferente por quê? Eu não vejo nada de mais! Se ela está feliz... – pendeu a cabeça de lado.
— Tô vendo que você vai ficar do lado da minha mãe...
— Não... – deu outro beijo nela e se encaixou melhor ao seu corpo – Eu quero ficar ao seu lado... – agora no ouvido da Detetive – Na cama! – sussurrou. Jane se arrepiou e apertou a cintura da namorada.
— Maur...
— Ou em cima se você preferir...
***
O dia de folga passou tranquilamente... Estavam parecendo adolescentes no primeiro namoro: ficavam o tempo inteiro se tocando e se beijando, sorriam feito bobas... Fizeram amor o quanto puderam! Juntas estavam descobrindo sentimentos e um tesão indescritível. Parecia que um corpo tinha sido feito na medida exata para o outro. E além dos sentimentos e tudo que parecia ser muito novo entre elas, existia um conforto, uma cumplicidade e um amor que não precisava ser descoberto, pois eram amigas de anos, conheciam muito uma da outra e, claro, se amavam antes mesmo de se amarem como namoradas.
— Mas Jane, eu preciso pegar outra troca de roupas! Vou em casa e volto rápido!
— Roupa para que? Acho que você fica muito melhor sem elas. – sorria maliciosamente. Maura acompanhou-a.
— Eu volto rapidinho meu amor! – disse sentando no colo da morena que estava em sua cama. Jane sorriu largamente. Segunda vez no dia que Maura a chamava de meu amor. Nem tava acreditando que era o amor da Legista...
— Quer saber? Eu vou com você! – disse levantando – Assim eu me certifico de que você voltará rápido mesmo. – a real era que também não queria se desgrudar de Maura por muito tempo... E que ninguém lesse seus pensamentos, pois nem ela estava acreditando que estava tão melosa ao ponto de não querer deixar Maura ir em casa sozinha, mesmo ela alegando que não demoraria para voltar. Foi a vez de Maura sorrir largamente. Estava adorando esses momentos só delas, essa coisa de Jane querer que ela nem fosse em casa. Só podia estar vivendo os melhores momentos de sua vida mesmo.
Ao chegarem à porta para saírem, Frankie ia tocar a campainha, mas antes que o fizesse, a irmã abriu a porta surpresa por vê-lo ali!
— Frankie? – Maura sorriu para ele.
— Hey... – disse para as duas – Atrapalho? Digo, vocês estavam saindo?
— Não! Quer dizer, tá tudo bem Frankie? – indagou Jane.
— Tá, eu só vim... – olhou para elas duas intercalando – Eu vim só saber como você estava e... – coçou a cabeça! A Legista sorriu para a namorada.
— Jane eu vou até lá, fique tranquila. Volto o quanto antes! – a morena pensou um pouco, pois não queria deixar Maura sozinha, mas depois concordou! O irmão parecia querer conversar com ela. Concordou com a cabeça e viu Maura indo em direção ao seu carro depois de se despedirem.
Os dois adentraram o apartamento da Detetive.
— Sério Jane? – a morena encarou o irmão confusa – Sério que até Ângela Rizzoli sabe do seu namoro e eu não? – Jane revirou os olhos. Sua mãe só não era a boca mais aberta do mundo porque era uma só! Pegou duas cervejas na geladeira.
— Não me diz que o departamento inteiro já está sabendo? – perguntou em pânico.
— O quê? Até Frost e Korsak já sabem? – parecia realmente bravo.
— Qual é Frankie? Ninguém sabe, ou pelo menos não era para saber...
— E porque eu sou sempre, sempre o último, a saber?
— Sério? Vai começar de novo com essa história de “eu sou sempre o último a saber”! – dizia afinando a voz. Frankie revirou os olhos. – Vamos lá, Frankie! A mamãe só soube por que me pegou no flagra com a Maura!
— Flagra? – perguntou com medo da resposta não querendo imaginar o tipo de flagra que a irmã havia sido pega.
— Não esse tipo de flagra, Frankie! – repreendeu dando um soco no braço do irmão. Ele olhou para ela com ar de “ufa”.
— E pelo visto ela adorou né... – sorriu finalmente. Embora ele quisesse ser o primeiro a saber do namoro das duas porque ele foi o primeiro a saber do que estava acontecendo entre elas, ele estava feliz pela irmã. Jane também sorriu. Depois revirou os olhos lembrando-se do “show” que a mãe deu ao saber, para no final escrever um “MEU SONHO”.
Ficaram um tempão conversando... Jane contou como a mãe reagiu e o quanto ficou feliz logo depois! Riam e Frankie nunca havia visto Jane daquele jeito!
— Você está feliz, não é? Quer dizer, você já teve outros relacionamentos, mas eu nunca vi você assim!
— É! – riu – Eu jamais pensei que diria isso, mas... – fitou o vazio – Eu adoro a Maura! Digo, eu me sinto completamente eu mesma ao lado dela! Não preciso dizer muita coisa, ela me entende, quer dizer, eu sou muito mais feliz quando estou ao lado dela!
— Quem diria... A temida Detetive Jane Rizzoli apaixonada e toda mimimi, suspirando...
— O quê? Cala a boca Frankie!
O irmão encarou-a levantando os braços. O que poderia fazer?
***
Os dias se passavam tranquilamente... Jane e Maura tentavam a todo custo manter a descrição no trabalho! Não por causa de opiniões alheias, mas pelo fato de trabalharem juntas poderia de alguma forma acharem que isso implicaria... Não saberiam como seus chefes iriam reagir. Claro, não que isso implicasse também, mas preferiram serem discretas e não comentar nada e nem deixar aflorar no ambiente! Não por enquanto. Mas algo estava estranho... Por mais que elas tivessem disfarçando, notavam que todos olhavam para elas. Não encarando, mas com olhos de curiosidade! Não era possível, porque Jane fez sua mãe jurar que não diria nada a ninguém. Ameaçou ela de todas as formas e só faltou pegar a bíblia para que o juramento se concretizasse no além! Pediu para que o irmão mantivesse a mesma descrição e sabia que ele o faria. Na hora certa diriam. Mas o que havia de errado então?
— Rizzoli?... Onde?... Okay, já estamos indo para lá, obrigada! – havia um novo homicídio – Mas porque diabos só o meu telefone tocou? – perguntou para Frost e Korsak, pois estavam juntos em sua sala.
— Ui chefe! – ironizou Frost. Korsak riu.
— He He, muito engraçado! Vamos. Logo. To mandando. – apontou o dedo para eles. Riram.
Ao chegarem à cena do crime fizeram tudo como de costume! Faixas amarelas, corpo estirado com poça de sangue, curiosos à volta e Maura, ah Maura... Jane não casava de admira-la. Nem mesmo quando estava ao lado de um cadáver! E como estava linda... Ou melhor, era linda, é linda, é sua... “Sério?”. Jane riu ao pensar isso. Por Deus, como havia se tornado essa boba apaixonada em tão pouco tempo?
— Vai continuar admirando a paisagem ou vai até o corpo fazer o ritual? – perguntou Frost, tirando-a de seus pensamentos amorosos.
— Ritual? – perguntou sem entender.
— Você vive em que planeta, Jane? É, fazer a Dra. Isles falar as supostas causa da morte antes da autopsia!
— Ah! – sorriu. Depois fechou a cara. Frost riu sem entender.
— É impressão minha ou Rizzoli anda mais distraída do que o comum? – perguntou Korsak. Frost olhou para a parceira indo em direção ao corpo e depois olhou para o amigo. Sorriu.
— Isso tem um nome meu velho! – Korsak também sorriu. Tinham um palpite do que se travava esse “nome”...
Após colherem o necessário para darem inicio as investigações, todos se encaminharam para fazerem seu trabalho. Jane, Frost e Korsak voltavam juntos para a Central, já que tinham ido apenas em um carro!
— Ótima hora para acontecer um homicídio... – esbravejava a morena. Eram cinco horas da tarde, faltava muito pouco para ir embora!
— Iniciamos, mas continuamos amanhã e vamos ao Robber tomar uma cerveja! O que acham? – ofereceu Korsak. Jane e Frost se entreolharam.
— Quem diria... O Detetive Sargento descolado! – ironizou Frost. Jane riu.
— Não sei se vou. Combinei de jantar com a Maura! – disse a morena.
— Chame-a para ir junto. Vamos todos! – disse o mais velho. Jane ficou pensativa.
— Tudo bem se você não quiser Jane! Nós entendemos! – respondeu Frost antes dela. Jane o encarou sem entender.
— Entendem o que? – perguntou confusa. Olhou para os dois e eles ficaram em silêncio. – O que querem dizer com isso? – perguntou mais uma vez sem entender. Estava achando tudo muito estranho.
— Não é nada... Ele só está dizendo que... – Korsak tentava, mas as palavras lhe faltavam. Jane ficava intercalando o olhar entre eles.
— O que eu estou tentando dizer é... – Frost também não sabia como dizer. Ou melhor, tinha medo de dizer!
— Vocês estão tendo um caso? – Jane perguntou sem muita graça. Frost olhou com cara de nojo para ela. Korsak revirou os olhos.
— O que nós queremos dizer é... É você quem deve dizer! – disse mais uma vez Frost.
— E porque eu tenho que dizer? Ou melhor, o que eu tenho que dizer? Qual é... Vocês já estão bêbados? – Jane estava ficando entediada com o joguinho dos amigos.
A real era que Jane não estava entendendo nada e eles estavam completamente em sincronia sobre “falar nada com nada”, porque era isso que estavam fazendo! Queriam na verdade era que Jane falasse, mas não sabiam como iniciar essa conversa. E falar sabe lá o que, mas queriam mesmo era saber qual era o santo que havia feito Jane ter uma mudança repentina... Estava menos mau humorada, ria em muitas das vezes em que Ângela brigava com ela, estava tendo um pouco mais de paciência com as coisas e pessoas, estava usando um perfume mais marcante e, claro, seus olhos brilhavam... Às vezes chegava atrasada no trabalho (coisa que acontecia em ocasiões especiais), mas como se não bastasse, percebiam um deslumbre maior na Legista. Okay, só queriam saber se a suspeita deles de “Jane e Maura estarem em ligação” era verdade, porque achavam que era.
Mas no fundo Jane sabia do que os amigos falavam... Ou melhor, entendia onde eles queriam chegar, pois deveriam ter lá suas suspeitas como Frankie já havia lhe dito. Ela contaria para eles sobre sua nova relação com Maura, eles mereciam saber, mas ela não sabia como falar. Eram seus amigos, colegas e parceiros de trabalho, então tinham o direito, pois acabavam sendo amigos de Maura também. Tudo gerava em torno de uma cumplicidade e respeito que um tinha pelo o outro.
— Okay... – disse a Detetive sentando em sua cadeira. Haviam chegado na Central. Os homens olharam-na esperando que continuasse... Ela olhou para eles e sorriu. Ainda não estavam entendendo direito. Levantou da cadeira e sentou-se à mesa de Korsak. Frost estava ao lado. – Eu... Eu preciso conversar com vocês!
— O que há Jane? – perguntou Korsak. A morena começou a passar a mão por sua cicatriz. Não que o que fosse dizer seria errado, mas estava nervosa. Esperava que os amigos entendessem.
— Bom... Eu... Maura... – ela sorriu e eles olhavam atentamente esperando que ela prosseguisse. – Bem, nós iniciamos ha pouco tempo...
— Qual é Rizzoli? – indagou Frost. Ela revirou os olhos. Estava se sentindo ridícula!
— Tá, tá bom... Eu e Maura estamos namorando! Pronto! Satisfeitos? – olhou para eles e os mesmos estavam se entreolhando – O que? Vocês não vão falar nada?
— Bem, é que da parte de “você e Maura” nós já suspeitávamos! – disse Korsak.
— Vocês o que? Como se eu nunca disse nada? – perguntou indignada. Não era possível.
— Nós somos seus amigos Jane! E você ultimamente andava “estranha”, quer dizer, seu normal de ser mau humorada e impaciente com tudo estava diminuindo. Dra. Isles anda mais deslumbrante do que nunca e bom... Nós, nós sempre pensamos em vocês juntas. Juntas não como amigas, mas juntas... – Frost apenas apontou para a morena. Jane estava de boca aberta, desacreditada.
— Então quer dizer que vocês sempre pensaram que nós éramos namoradas?
— Vocês se gostam Jane e isso que importa! Fico imensamente feliz por vocês, você merece o melhor e não poderia ser alguém melhor! – Korsak dizia sinceramente. Sorriu para ela, Frost o seguiu. E embora ela ainda tivesse desacreditada com o que tinha acabado de ouvir deles, estava feliz. Feliz por ter o apoio sincero de duas pessoas importantes como eles, mas com toda certeza depois ela iria querer saber o porquê deles pensarem isso delas, pois como eles mesmos haviam dito, a suspeita vinha de tempos... Suspeita, verdade, sugestão ou o que quer que fosse não importava, o que importava era que elas estavam felizes.
Mandou uma mensagem para a médica contando sobre o ocorrido. E, trocando mensagens decidiram ir ao Dirty Robber beber e depois iriam para casa namorar um pouco.
***
Riam e a conversa fluía naturalmente. Juntos estava no bar Jane, Maura, Frankie, Frost e Korsak.Todos a seu modo estavam bem e contentes. Vez ou outra contavam piadas que Maura não entendia metade, mas Jane sempre explicava para ela com todo amor e carinho, segurando o riso com tamanha e linda inocência.
— Você não perde essa mania de beber cerveja hein, Sa!?!
Jane estava de costas para a entrada do bar e, não estava acreditando no que tinha acabado de ouvir!!!
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