Notas iniciais
Alguém tem medo de barata? Uuuh, eu tenho pavor u.u

Passos forte no corredor. Alguém bate à porta.

— Maura querida, você... Jane? – pergunta Ângela entrando no quarto, que ao pronunciar o nome da filha, percebeu um clima diferente no ar. Notou que Maura estava com a camisola um pouco mais levantada, deixando as coxas amostra. Sentiu que sua filha estava um pouco nervosa, que estava tentando esconder certo nervosismo diferente do mau humor que ela possuía. Notou também que Maura estava meio sem jeito pela situação. Mas resolveu não querer entender o que se passava ali e fingiu não achar “estranho” sua filha estar lá aquela hora, já que mais cedo havia passado por lá alegando que iria embora descansar, e elas naquela situação. – Eu não sabia que você estava aqui, Jane. Como você está querida? – chegou perto para tentar abraçar a filha.

— Hey, Mã. Eu... eu tô, eu tô bem – mandou um sorriso amarelo para Ângela – Eu vim saber como Maura estava e...

— E ela ia me ajudar com o curativo – falou Maura com um sorriso – Você precisa de alguma coisa, Ângela?

— Ah, Frankie veio deixar as coisas de vocês duas que estavam no alojamento da tal Universidade que aconteceu essas coisas horríveis. – e Ângela notou que Jane mal olhava para elas, estava totalmente perdida ou até mesmo em outro planeta. E que Maura não ouvisse seus pensamentos ou ia dizer que isso seria impossível. – Eu ia perguntar para você aonde você quer que ele deixa suas coisas e...

— Eu vou lá falar com ele! – falou Jane deixando os remédios em cima da cama e saindo do quarto. Tentativa falha. Ela entrou no banheiro achando ser a porta de saída do quarto. Ao notar, voltou sorrindo para sua mãe e Maura que não entendeu nada. – Porta errada! – mais um sorriso e só então saiu pela porta certa. Desceu as escadas rapidamente, como se tivesse indo salvar alguma vitima. Maura e Ângela se entreolharam e resolveram cortar o silêncio com risadas.

— Você quer que eu te ajude com o curativo, filha?

— Não, tudo bem, Ângela. Acho que consigo fazer sozinha – agradeceu com um sorriso. Meio sem graça porque ela também estava sem ação depois de sentir a mão de Jane sobre sua perna, causando até então um arrepio desconhecido para ela. Porque sempre havia sido tocada por Jane, mas sentiu esse toque ser diferente, percebeu que o que sentia não era normal a um simples toque. Não quando esse toque foi feito de uma maneira diferente, arriscava até pensar que era um tipo de toque de surpresa. Uma surpresa boa, claro. Havia gostado de ter sentido a mão de Jane sobre sua coxa, mas não diria isso. Porque talvez Jane pudesse ficar brava, já que havia ficado brava quando ela declarou que já havia sentido atração por ela. E no que pôde perceber, essa atração havia sido reavivada por um simples toque em sua pele. Resolveu falar alguma coisa na intenção de não pensar mais ou talvez pudesse ter novamente crise de urticárias. – Ângela, Frankie veio sozinho?

— Não querida. Ele esta acompanhado de outro policial. Bom, não vou mais incomodar, só queria avisar sobre Frankie. E não faça esforços hein, mocinha? Se precisar de alguma coisa, me chame!

— Okay. Obrigada mais uma vez! Boa noite.

— Boa noite querida!

Enquanto isso, Jane em seus pensamentos estava um pouco mais do que nervosa. Ela estava aflita, pois sabia que havia sentido uma coisa diferente ao tocar a perna de Maura. “Sempre toquei em Maura, sempre estivemos perto sobre vários contatos. Por que eu senti esse toque diferente? Por que fiquei encarando os olhos dela sem nada dizer? Oh, o toque realmente foi bom. Mas não pode ser possível que depois de tantos anos eu também esteja sentindo atração pela minha melhor amiga, não depois de ter tocado sua pele macia e cheirosa e ter gostado, o que é pior. Estou me deixando levar demais por essas ideias moderninhas, isso é resultado de muita convivência com Maura. Deus, preciso afastar esse tipo de pensamento, não é certo, não com minha melhor amiga.” E o medo mais uma vez estava lá...

— Hey Frankie, hoje é seu turno? – perguntou a morena se aproximando do irmão que estava na sala com outro policial.

— Hey Jane! Não, só vim deixar as coisas de vocês aqui e já vou para casa. Liguei no seu celular, mas você não atendeu, passei na sua casa e você não estava. Então imaginei que deveria estar aqui – mandou um sorriso para ela.

— É, eu... Eu vim ver se Maura precisava de ajuda.

— Okay! Quer que eu leve suas coisas para sua casa ou posso deixar aqui?

— Deixa, pode deixar que eu mesma levo quando for para casa. Obrigada.

— E as coisas da Maura? Deixo aonde?

— Pode deixar aqui no canto da sala. Quando ela puder, vê o que faz com esse monte de coisa. Deus, até parece que íamos passar um mês lá, como tem coisa dela! – Frankie riu e deixou as coisas no canto da sala como Jane havia pedido.

— Quer ajuda pra subir as coisas da Maura, Jane? – falou Ângela se aproximando de todos.

— Não Mã. Pedi para o Frankie deixar ai e quando ela puder, da uma olhada e vê onde guardar essas coisas.

— Você comeu alguma coisa, querida?

— Comi sim, quando eu estava em casa.

— Jane!

— O quê? Eu tô falando que comi, não se preocupe.

— Não quer que eu prepare nada para você?

— Não Mã, obrigada. Vou subir e me despedir de Maura para ir embora.

— Pensei que você fosse dormir aqui... – Ângela falou em um tom no qual Jane não entendeu. Mas preferiu não indagar. Não queria prolongar aquele assunto. Na verdade assunto nenhum, pois ela estava realmente nervosa!

— Não. A Dra. Saci está muito bem cuidada pela senhora – deu um beijo em sua mãe, agradeceu e se despediu de Frankie para então subir até o quarto da Legista. Ambos se despediram e foram embora.

Ao chegar no quarto de Maura, Jane começou a dar risada da cena que estava vendo: Maura tentava “pular” apenas com uma perna indo em direção ao banheiro.

— Oh Saci, aonde você pensa que vai?

— Jane! Ao invés de ficar rindo de mim, poderia me ajudar, né?

— E do que você precisa agora Maura?

— Por favor, no armário do banheiro tem a minha pomada para a alergia. Pegue-a e passe-a em mim – falou a loira se sentando novamente na cama.

— Mais alguma coisa, Mademoiselle?

— Por enquanto só, Detetive. – e então Jane pegou a pomada e voltou para o quarto. – Pode passar em mim, por favor?

— O quê? Maura, você alcança seu pescoço e não vai precisar fazer esforço nenhum com sua perna.

— Jane, eu não consigo enxergar onde estou passando na minha nuca. Não quero sujar meus cabelos de pomada e para isso eu teria que olhar no espelho que fica...

— Tá Saci loiro, eu passo a pomada! – Jane revirava os olhos. Maura já estava fazendo ela de escrava. Primeiro o curativo e agora a pomada na nuca. O que mais faltava ela querer?

Maura se posicionou na cama de costas para Jane, abaixando levemente seu hobby e deixando amostra suas costas e ombro. Jane delicadamente colocou os cabelos dourados da Legista para o lado, essa que ao sentir o toque, sentiu um leve arrepio. Passou um pouco de pomada na ponta dos dedos e delicadamente depositou sobre o pescoço de Maura, em movimentos suaves. Após alguns movimentos, sentiu a pele da loira se arrepiar em seus toques mais uma vez. Após espalhar a pomada nos devidos lugares, disse que havia terminado. E como um ato automático, foi subir o hobby da Legista novamente e então, foi sua vez de se arrepiar. Se arrepiou quando mais uma vez sua mão entrou em contato com a pele de Maura. Pele cheirosa, macia e com sardas, o que dava um charme único ao ombro e colo de Maura. Rapidamente tratou de parar o que estava fazendo, pois se reprimia toda vez que sentia ou pensava algo quando entrava em contato com a pele de Maura e cortou o silêncio. Jane sabia que não deveria ter tocado Maura de novo. Certo, não havia problemas em tocar Maura, mas ela sabia que já estava nervosa por isso e fez de novo?

— Maur, eu já terminei. Vou pegar uma água e vou embora. Você precisa de mais alguma coisa? Quer um pouco de água?

— Obrigada! – respondeu a loira sem graça, se ajeitando na cama e ajeitando melhor sua camisola. Ela também estava se sentindo incomodada e sem graça, por isso também ficou sem saber o que dizer! – Água? Quero, quero sim, obrigada.

Maura ainda estava arrepiada. Mais uma vez se entregou ao momento maravilhoso de sentir as mãos de Jane sobre si. Sim, ela se arrepiou e sabia disso. Sabia também que além de ter gostado, a atração de fato havia voltado, só que mais forte. Teve vontade de dizer a Jane o quanto aquilo era bom, mas não o faria. Não o faria porque sabia que Jane mais uma vez iria reclamar e ela não queria em hipótese alguma discutir com a Detetive mais uma vez.

Sim, como era bom sentir o toque de Jane, sentir suas mãos por sua pele num toque suave e delicado. Se o toque era bom, será que o beijo também era? “Oh meu Deus, agora eu estou com a árdua vontade, de além dos toques, de beijar Jane. Isso é errado, mas ao mesmo tempo tão bom. Só espero que essa vontade passe e eu não as reflita em meus atos. Assim, não terei problemas e não precisarei dizer nada e logo esqueço.” E logo Jane entrou no quarto.

— Eu deveria perguntar sobre essa sua crise de urticárias... – disse depois de entregar o copo com água para a Maura, se encostando na porta da entrada do quarto.

— E você quer perguntar?

— Eu não sei. Digo, não que eu não saiba que quando você mente você tem essas crises. Mas...

— Jane, eu... – a loira já pensava em certas palavras para explicar aquilo que realmente parecia ser, mas não era. Não que não fosse, mas não era o que parecia, mas sim apenas a “verdade” falando por si só de maneiras “mentirosas!”

— Não Maura, tudo bem! Eu não quero falar disso mais. Nossos últimos dias foram horríveis e aconteceram essas coisas com você por minha culpa. Eu deixei isso acontecer com você e eu jamais me perdoaria se você tivesse se machucado ainda mais. Vamos deixar isso para lá, vamos esquecer tudo o que aconteceu! – mandou um sorriso amarelo. – E eu vou embora também que já esta tarde e a Dra. já está ótima.

— Jane, não se sinta culpada porque a culpa não foi sua. Se não fosse por você, eu não estaria aqui. – sorriu como gratidão por Jane ter salvado sua vida. Tentou achar palavras para continuar, mas o assunto já estava sendo encerrado mesmo. – E enfim, vamos deixar isso para lá – mandou um sorriso pra Detetive, que retribuiu. – E eu pensei que você fosse dormir aqui! – ficou pensativa se aquilo havia soado estranho.

— Maur, eu tenho casa ou você se esqueceu?

— Mas já está tarde e eu fico preocupada de você ir embora sozinha a essa hora!

— E o que pode me acontecer? Eu sou uma policial. E outra, não vou demorar nem 20 minutos para chegar em casa. Fique despreocupada senhorita! – se levantou da cama. – Vamos, me leve até a porta!

— Jane!

— O quê? Ah, okay. Esqueci que tá manquitola. Pode deixar que eu tranco a porta quando sair.

— Dorme aqui? Assim podemos conversar mais um pouco. E, sei lá, vai que eu precise de alguma coisa?

— Maur? Você tá querendo que eu durma aqui para me escravizar, isso sim! – Maura começou a dar risada, adorava as brincadeiras de Jane. – Mas okay, assim posso ficar de olho para que você não saia saçaricando por ai. – Maura mais uma vez caiu na risada. Jane resolveu por se acalmar e quem sabe ficando perto de Maura, fazendo o que elas amigas sempre faziam juntas e espantar aquilo de uma vez por todas.

— Se você quiser, podemos ver um filme!

— Não. Se não você vai querer ver aqueles filmes de romance mimimi que eu não vejo graça nenhuma. E além do mais, amanhã eu acordo cedo para trabalhar. Então vamos dormir logo ou eu vou parecer um zumbi amanhã!

Deram mais um pouco de risadas, conversaram sobre o que Maura podia ou não fazer no dia seguinte, já que a Legista queria ir para a Central alegando que não iria aguentar ficar em casa sem fazer nada. Mas Jane disse que ela não iria, já que o médico havia dito pra ela ficar de repouso, e assim seria feito. Conversaram e riram mais um pouco, até reinar um silencio no ambiente. E foi nesse silêncio que Jane se perguntou o porquê de estar deitada na cama de Maura, já que na maioria das vezes que ela dormia lá, era no quarto de hospedes! Não que ela nunca tivesse dormido na cama da loira com ela, mas eram casos e casos... Depois de um tempo, Jane lembrou que iria perguntar para Maura, mas quando virou para encarar a Legista, percebeu que ela já havia dormido. Sorriu. Maura não havia lhe dado nem boa noite. Pensou que pudesse ser pelo remédio que ela havia tomado. Ela dormia tranquilamente, parecia que estava em um lugar muito bonito, já que seu rosto transmitia paz. Sim, Jane também sentia paz, pois Maura lhe causava isso. E pensando nessa paz, decidiu por dormir também, já que acordaria cedo para trabalhar e ainda teria que passar em sua casa antes de ir para a delegacia.

— Jane? – murmurou a loira quando Jane se mexeu na cama.

— O que foi Maur?

— Eu estou com frio. Pode me cobrir, por favor?

— Okay! – Jane pegou o cobertor que estava aos pés da cama e cobriu a amiga. Deitou novamente e também se cobriu. Aconchegou-se e logo adormeceu.

As duas dormiam tranquilamente. Por volta das cinco horas da manhã, Jane acordou assustada com os gritos de Maura.

— Não, não Jane! Não, por favor. Não faça isso. – ao ouvir essas palavras, Jane se assustou e tentou acordar Maura.

— Maura? Hey, calma. Foi só um sonho. Eu to aqui, sou eu Jane! Acorda, já passou... Pronto, pronto! – a morena tentava acalmar Maura que também acordou com os seus gritos. Ao sentir Jane ao seu lado, abraçou-a e começou a chorar. – Hey, não chora. Tá tudo bem, foi só um pesadelo, já passou.... – Jane dizia enquanto tentava acalmar a loira e a abraçava forte. – Se acalma, Maur e me conta o que você sonhou.

— Ai Jane, foi horrível. – dizia tentando conter o choro e enxugando as lagrimas. – Era um homem muito grande e muito mal, eu não conseguia ver o rosto dele. – abraçou a Detetive mais forte e caiu num choro sentido de novo.

— Shh, shh... Pronto! Foi só um sonho.

— Ele era muito mal e te levava Jane, eu não conseguia fazer nada para te salvar.

— Que homem era esse?

— Era um homem muito grande e muito mal. Eu não via o rosto dele. Ele colocava uma arma em você, eu não me lembro do por que. Tudo aconteceu muito rápido, a gente tava saindo do Dirty, estávamos indo embora e ele apareceu de uma rua escura... Te puxou pelo pescoço e colocou uma arma, não tivemos tempo de fazer nada e você não teve como se defender. Deus, foi horrível Jane! – a loira não conseguia controlar o choro – Eu fiquei com tanto medo de te perder.

— Mais eu estou aqui e nada de ruim vai me acontecer. Ninguém vai me levar, eu sempre vou te proteger. Agora fica calma, para de chorar – a Detetive fez a loira a encarar, secou as lagrimas de seu rosto com uma mão e disse! – Você não vai me perder, Maur.

— Não me deixe nunca, Jane. Não deixe ninguém nunca te levar, por favor. – as palavras soavam como promessas... A necessidade que uma tinha da outra era infinita. O olhar falava tudo o que realmente era confortador. Forte. Uma sensação que nem Jane sabia que sentiria...

— Isso não vai acontecer, eu prometo. Agora para de chorar, vou pegar um copo de água para você. – a morena ia levantar, mas sentiu seu braço sendo puxado por Maura.

— Não, por favor. Não me deixa aqui sozinha, por favor, Jane!

— Ei ei, tá tudo bem. Depois eu busco então! Agora se acalme que foi só um sonho ruim. – voltou para o lado de Maura novamente! A loira aos poucos foi se acalmando e ficando mais tranquila. A morena pegou o copo de água para ela que tomou tranquilamente, já estava se sentindo melhor.

— Me desculpe, Jane! Eu acordei você e te deixei preocupada por causa de um sonho ruim. Já está quase amanhecendo e daqui a pouco você vai ter que sair para trabalhar!

— Não, tudo bem. Se eu dormir no volante e bater o carro, a culpa vai ser sua! – Maura olhou incrédula!

— Jane, não diga isso. Mesmo porque caso você bata o carro, a culpa não vai ser minha porque quem estaria dirigindo seria você e....– a morena caiu na gargalhada.

— Tá, tá bom. Foi só maneira de dizer – a loira mandou um sorriso amarelo para Jane, mais uma vez seus sarcasmos. – Vou preparar um café para nós. Você tá com fome?

— Estou! Quer que eu vá te ajudar?

— Não precisa. Não quero ter que carregar você de novo, pulando igual um saci. – mais risos. A loira agradeceu com um imenso sorriso. Ela estava se sentindo melhor. Jane estava bem e estava ao seu lado. O medo que sentiu em perder a amiga havia sido péssimo, mesmo que fosse em sonho. Não conseguiram mais dormir depois de tudo e ficaram conversando por um tempo. Maura se sentia segura com Jane ao seu lado, e como a morena havia dito, o sonho não havia passado de um pesadelo ruim e nada iria acontecer à ela.

Já estava quase na hora de Jane ir trabalhar, então resolveu preparar algo para comerem e depois ir para sua casa. Também estava preocupada, nunca tinha visto a Legista naquele estado por sua causa. Ela estava com um medo absurdo de perder Jane, ainda que fosse em sonho. Mas como nada de ruim ia acontecer a ela, mesmo porque ela era uma policial e sabia como se defender como já havia feito tantas outras vezes, logo se tranquilizou. Preparou café e queijo quente para as duas. Arrumou tudo de qualquer jeito numa bandeja, pois ainda estava com sono, e foi para o quarto de Maura. Ao entrar no quarto, a loira sorriu para ela.

— Uau! – olhou admirada para a bandeja! – Você preparou tudo sozinha? O cheiro está ótimo. Estou faminta.

— Não, o Edu Guedes me ajudou com tudo. Veja, ficou linda a bandeja! – respondeu colocando a bandeja em cima da cama. – Mas realmente o meu queijo quente cheira muito bom. Coma! – Maura então pegou a xícara com o café e tomou um gole, mas logo cuspiu de volta.

— Instantâneo. Você me serviu café instantâneo?

— Estou tão cansada que você tem sorte que não lhe servi Diabo Verde. E não reclame! Está tudo uma delicia. – falou Jane dando uma mordida em seu pão. – E eu realmente sei fazer perfeitamente o queijo quente. Está ótimo!

— Oh meu Deus, Jane!

— Vamos lá, Maura! Tome logo e coma, vai esfriar.

A Legista soltou um riso incrédula. Jane sabia que ela não tomava café instantâneo. Mas resolveu não falar mais nada. Sabia que a amiga estava cansada e com sono, pois haviam acordado mais cedo do que o esperado. Tomaram o café tranquilamente. Claro, Maura não iria tomar aquele café, pois não era seu café orgânico descafeinado com grãos altamente selecionados. Riram mais um pouco e a Detetive avisou que iria embora, pois precisava passar em casa pra tomar banho e trabalhar.

— Maur, fique bem. Não se preocupe comigo que eu sei me cuidar. Vou passar em casa, tomar um banho e vou para o Departamento. Qualquer coisa me chame. – disse a Detetive com um olhar carinhoso para a amiga. – E você trate de ficar em repouso ou eu prendo você – mais um sorriso.

— Okay, Detetive Rizzoli. Vou me comportar bem para que você não me prenda. – Ambas riram. – Mais uma vez obrigada por tudo. – mandou um sorriso delicado para Jane. – Nos vemos a noite?

— Vou pensar no seu caso!

— Bom trabalho, Jane!

— Obrigada, Maur. – Despediram-se e Jane foi para casa.

***

Maura estava mais tranquila. Ainda preocupada com Jane, mas tranquila. Claro, sempre iria se preocupar com a amiga, ela era uma policial que prendia muitas pessoas e com isso poderia acarretar o ódio de alguém querendo lhe fazer mal. Ela se preocupava com a alimentação de Jane, com o sono de Jane, com o coração de Jane, com o sentimento de Jane... Jane, Jane, Jane! Maura não via sua vida sem a melhor amiga, e o que pudesse fazer para proteger, ao seu modo faria. Iria sempre estar por perto para cuidar de Jane, assim como a morena sempre cuidava dela. Agradeceu mentalmente pela Detetive estar lá naquela noite. Agradeceu por toda atenção e carinho, pois seria horrível ter aquele pesadelo e ficar preocupada naquela hora da madruga sem saber de Jane. Mas tudo iria correr bem. Como sempre correu. Como sempre foi. Só iria sentir falta de trabalhar, de se movimentar, já que não gostava de ficar parada. Mas o dia iria passar rápido e logo chegaria a noite, junto com Jane.

Tudo correu tranquilamente bem até Jane chegar em sua casa. Saiu para passear com Joe como de costume e alimentou a cadelinha. Tomou seu banho rápido, estava cansada e por ela ficaria debaixo do chuveiro para sempre, mas precisava trabalhar. Escolheu uma roupa, coisa que não era muito difícil de fazer, ajeitou o cabelo e foi para a Homicídios.

— Maura? Já está acordada querida? – disse Ângela entrando na casa de Maura. – Bom dia.

— Bom dia Ângela. – respondeu a loira com um sorriso.

— Vim fazer o seu café da manhã, querida. Você desceu as escadas sozinha? Porque não me chamou para te ajudar?

— Obrigada Ângela, mas eu já tomei café da manhã. E não se preocupe, foi tranquilo e eu não fiz esforço com a perna.

— E por que não me esperou para que eu fizesse o seu café? Não pode ficar muito tempo em pé, vai se cansar.

— Jane fez para mim!

— Jane? – perguntou Ângela surpresa. – Ela passou aqui e fez o seu café?

— Não, ela dormiu aqui essa noite. – respondeu tranquilamente, mas pensou que poderia ter soado estranho pela forma como Ângela a olhava!

— Mas ontem ela me disse que não iria dormir aqui quando eu perguntei. Ela ficou com medo de ir embora? – perguntou dando risada. Maura soltou um riso tímido.

— Eu pedi para que ela ficasse... Enfim, já estava tarde e eu fiquei preocupada dela ir embora sozinha!

— Ah, okay! Bom... – falou Ângela decidida a não mais perguntar sobre o assunto, já que havia estranhado Jane dormir lá. Mesmo sendo normal, pois elas viviam juntas e essa pratica era rotina. Mas ela sentiu uma coisa diferente de mãe, e então guardou para si. – Eu vou trabalhar, querida. Se precisar de alguma coisa me ligue. Quer que eu venha preparar o seu almoço?

— Imagina, não precisa se incomodar. Eu peço qualquer coisa para comer.

— Okay. Se cuida, Maura. Tchau querida.

— Obrigada. Tchau, Ângela. Bom trabalho – desejou a Legista com um sorriso carinhoso. Adorava os cuidados e a preocupação que Ângela tinha por ela. Era praticamente sua segunda mãe. Ou terceira. Nem sabia mais, já que era adotada, mas também tinha uma mãe biológica... Deu de ombros, pois sentia um carinho enorme por ela.

— Bom dia rapazes. – desejou Jane entrando em sua sala.

— Hey, Rizzoli! – respondeu Korsak.

— Bom dia, Jane. – respondeu Frost. – Como se sente?

— Eu estou bem. Tirando que Maura não me deixou dormir direito essa noite! – os rapazes se entreolharam curiosos, mas não questionariam porque sabiam o quão brava Jane era. Soltaram um risinho no meio dos olhares. Jane percebendo que tinha empostado errado sua frase, tentou mudar o foco. – O quê? Vocês não tem que trabalhar não ou esse departamento está parecendo Natal?

— Estamos terminando o relatório desse ultimo caso.

— E como está a Dra. Isles, Jane? – perguntou Korsak.

— Está bem. Tirando meu sossego como sempre, querendo vir trabalhar e tendo sonhos malucos.

— Sonhos malucos? – perguntou Frost curioso.

— É, sonhou que um cara me levava com uma arma apontada quando estávamos saindo do Dirty Robber. Eu fiquei preocupada e...

— E você não dormiu a noite por causa da Dra. Isles? – perguntou Frost ainda curioso.

— E... Vem cá... Ninguém morreu para vocês me deixarem em paz? – respondeu sentando em sua cadeira, tentando mudar o foco da conversa ou teria que explicar o sonho e que havia dormido com Maura... E isso poderia não ser legal, devido as circunstâncias. Não a atual, mas sim as que existiam dentro de si! Os rapazes logo perceberam o seu mau humor e já associaram ao sono em que ela estava sentindo. Perceberam também que esse mau humor se estenderia por todo o dia, já que Maura não iria para Central e ela era a única que distraia a Detetive. Resolveram não falar mais nada, apenas sobre o ultimo caso. Contaram como procederam com a imprensa, com a Universidade e com a família de ambos que estavam chocados.

— Hey Rizzoli, como se sente? – perguntou Cavanaugh entrando na sala.

— Me sinto ótima, senhor.

— Ótimo! E a Dra. Isles?

— Ela está melhor. Amanhã já tira os pontos.

— Okay. Quero vocês todos reunidos amanhã de manhã, pois farei um comunicado muito importante. Agora voltem ao trabalho. – disse Cavanaugh saindo da sala. Os três apenas fizeram um gesto em positivo e se entreolharam sem entender.

— Que diabos aconteceu? – perguntou Korsak.

— Eu espero que nada. – respondeu Frost. Jane apenas concordou.

A manhã correu tranquila na Homicídios. Até o momento ninguém tinha sido avisado de um novo Homicídio. Jane estava agradecendo, pois não queria ter que trabalhar com o Dr. Pike, já que Maura estava de repouso. E assim teria tempo para fazer seus relatórios sobre o ultimo caso tranquilamente. Quando estava perto do horário do almoço, Jane mandou uma mensagem para sua mãe pra preparar algo para elas, que iria levar para Maura e almoçariam juntas.

A manhã para Maura correu devagar. A Legista não gostava de ficar em casa sem fazer nada. A não ser que fosse nos dias de sua folga, pois assim teria a companhia de Jane. Resolveu ver um pouco de televisão, coisa que não fazia há tempos. Mas nada lhe agradava. Tentou até assistir a um jogo de beisebol que estava passando, mas também não lhe agradou porque ela não entendia praticamente nada. Leu alguns emails, atendeu alguns telefonemas. Inclusive o de sua mãe, Constance. Ela estava preocupada em saber como a filha estava. Passou mil e umas recomendações a ela. Maura dava risada, sentia falta de sua mãe também. Estava entediada já de ficar na sala, resolveu que iria tomar um banho. Mas ao levantar do sofá, a campainha tocou. Foi até a porta para verificar quem era com muito cuidado, praticamente dando pulinhos.

— Almoço verde pra você e muita carne para mim! – falou Jane levantando as sacolas que estava na mão, com um sorriso no rosto.

— Jane! – Maura abriu um lindo sorriso surpresa.

— Tá, eu sei que eu sou muito legal por vir te fazer companhia na hora do almoço e trazer sua comida. – dizia entrando na casa. – Pode deixar que eu fecho a porta. – Maura agradeceu e foi se encaminhando até a mesa da cozinha, novamente devagar e com alguns pulinhos. Jane achava graça o jeito desengonçado de Maura “pular”. Tudo bem que a loira estava com a perna machucada, mas estava engraçada, pois sempre estava de salto, andando como se estivesse desfilando na Champs Elysées e nunca havia dado “pulinhos” assim. Jane achou tanta graça que foi imitando a amiga até a mesa da cozinha, com “pulinhos”. Maura caiu na gargalhada. Se ela já era desengonçada dando pulinhos, Jane era mais ainda.

— Hmm, o cheiro está bom! Você comprou aonde?

— Na cantina da Homicídios de Boston. Não é francesa, mas foi preparada por uma italiana de primeira. – mais uma vez a loira sorriu largamente. Adorava o mau humor sarcástico de Jane, e mais ainda, adorava a comida de Ângela.

— Então deve estar uma delicia! Você pega os pratos que estão no armário, por favor, Jane.

A Detetive serviu as duas e enquanto almoçavam, conversaram em como estava o trabalho. Maura mais uma vez advertiu Jane por ela sempre comer muita carne e quase nunca legumes e verdura. O quão isso fazia bem para sua saúde. Mas Jane sempre respondia com uma ironia ou outra. Dizia que só queria comer em paz. Conversaram mais um pouco animadamente. Maura estava bem e isso deixava Jane tranquila, já que ela estava nervosa devido ao pesadelo. Então a médica contou que sua mãe havia ligado para saber como ela estava, e que quando desse uma folga no trabalho, iria a Boston visitar a filha. O tempo passou que elas nem viram, mas já estava na hora de Jane voltar para o trabalho. Mas antes resolveu lavar a louça, mas Maura não deixou, insistiu para que ela deixasse e que depois lavaria, pois assim teria alguma coisa para fazer.

— Maur, você sabe que não pode ficar muito tempo em pé numa só posição com essa perna.

— Mas eu já estou melhor. E eu me sinto péssima de só ficar sentada ou deitada. Pelo menos assim eu me distraio.

— Okay, já que você insiste! Depois que sua perna cair não venha dizer que a culpa é minha.

— Jane! – Maura arregalou os olhos incrédula.

— O quê? Qual é... – mandou um sorriso sarcástico para ela. – Bom, eu vou trabalhar ou pelo menos tentar, já que aquele departamento está as moscas. – falou virando os olhos.

— Eu te levo até a porta.

— Não precisa ponto e vírgula, eu sei o caminho. Até mais. Se comporte. – falou mandando um sorriso para a amiga. Que também sorriu e agradeceu por tudo. Viu Jane fechando a porta e logo se entristeceu novamente, pois ficaria sozinha. A Detetive lhe fazia bem e lhe deixava feliz. Preocupou-se em levar comida para ela, em saber como ela estava, se havia tomado os medicamentos certo e tudo o mais.

Sentia que a amiga estava sentindo-se culpada com o que havia acontecido com ela, mas Jane não tinha culpa alguma e, por mais que dissesse isso a ela, percebia pelas suas ações, todos os seus cuidados, que ela queria se redimir de alguma forma. Não que tivesse se importando com tanto cuidado, pelo contrário. Adorava ter Jane por perto assim, se preocupando. Sim, como seus momentos ainda que simples ao lado de Jane eram bons. Lembrou-se de sua atração por ela e de todos os motivos que a fizeram ter. Jane era linda, cuidadosa, carinhosa, quando queria, claro. Era forte, enérgica, engraçada. E até seu mau humor às vezes era engraçado. Mas não, não podia continuar com essas ideias, pois sabia do risco que estava correndo. Sabia que Jane não pensava o mesmo dela e que não iria gostar nada se soubesse que ainda continuava com essas ideias moderninhas, como ela mesma dizia. Não queria botar sua amizade com Jane em risco, então tratou de mudar seus pensamentos e tentar não pensar mais nessa hipótese. Ainda que fosse difícil, ainda mais depois dos toques de Jane.

A tarde correu lenta tanto para Maura que estava em casa sem ter o que fazer quanto para Jane, que estava entediada e cansada, só pensava em ir para a casa. Jane foi até a cantina para pegar um café, estava cansada de ficar sem ter com quem conversar, já que Maura não estava lá e não havia outro Homicídio para saírem às ruas. E então, foi despertada com seu celular tocando indicando ser uma mensagem de Maura. Ao abrir, sorriu. Maura estava convidando a amiga para jantar em sua casa, dizendo que teriam pizza e cerveja. Jane pensou duas vezes antes se responder se iria ou não. Estava cansada e só pensava em dormir, mas também não queria deixar Maura sozinha. Decidiu responder que iria, só passaria em casa para tomar banho e depois iria para lá.

***

E com o final da tarde, chegou o fim do expediente. Jane despediu-se dos colegas, despediu-se da sua mãe e de seu irmão e foi para casa. Tomou um banho rápido, botou sua roupa larga e confortável, deu um beijo em Joe e foi para a casa de Maura. Chegando lá, foi recebida com um lindo sorriso da amiga.

— Eu espero que a pizza já esteja vindo e que a cerveja esteja gelada, pois eu estou morrendo de fome. – indagava entrando.

— Eu estava esperando você chegar para escolhermos o sabor, Jane. – disse a loira se aproximando da morena que estava sentada no sofá. – A cerveja esta gelada sim, do jeito que você gosta.

— Então vou pegar uma. Você quer?

— Não, obrigada. E como foi o dia de trabalho hoje?

— Parado até demais. Ninguém resolveu morrer, ao que me deu uma folga para que colocasse os relatórios em dia. – respondeu se sentando no sofá, novamente. – E você, andou pulando muito de um cômodo para o outro? – a Legista ria.

— Eu fiquei fazendo o mesmo, nada. Assisti um pouco de TV e respondi alguns emails. Ah, de tarde recebei um torpedo de Jéssica, a garota da Fraternidade Lésbica.

— Sério? E o que ela queria? Te convidar para outra festa? – perguntou um tanto quanto surpresa.

— Não, ela queria saber como eu estava.

— Hm! – tomava um gole de sua cerveja. – E desde quando ela sabe seu numero de telefone? Você fica passando seu numero para qualquer um assim, depois não venha me pedir para te tirar dos rolos, Dra. Isles!

— Não Jane, ela se preocupou comigo. Ela tinha nossos números devido ao nosso nome na lista, do dia da festa.

— Hm. E você respondeu o que? – perguntou ainda curiosa

— Que eu estava bem, que ela não se preocupasse.

— Vejo que andou arrasando corações... – falou Jane em um tom nada amigável.

— Jane!

— Okay, vamos pedir logo essa pizza que eu estou com fome. – disse dando um gole em sua cerveja, mas havia deixado escorrer um pouco no canto de sua boca e caindo em sua blusa.

— Oh meu Deus Jane, você se sujou. – disse a Legista levando sua mão até boca da Detetive, que ao sentir o toque, paralisou. As duas se olharam e ficaram sem ação. Jane pôde sentir seu coração um pouco acelerado, ficou nervosa e assustada com o toque de Maura. Maura também sentiu seu coração acelerar. Se não fosse impossível cientificamente, diria que seu coração ia saber pela boca. “Boca! OMG, a boca da Jane esta em minhas mãos e eu não consigo pensar em outra coisa a não ser beija-la.”

— Já está bem, está limpo. Obrigada Maur. – respondeu a Detetive com a voz mais rouca do que o normal. Estava nervosa. Sim, nervosa. Pela primeira vez se viu sem ação ao toque de Maura em sua boca. Sentiu coisas estranhas e, claro, notou a loira lhe encarando com olhos de desejo. Sim, desejo. “Oh meu Deus, sério mesmo que é isso? Sério que eu fiquei feito uma tola sem ação? Ou melhor, porque eu me senti assim?”— Vamos pedir a pizza? — Por Deus, ela estava completamente desnorteada, pois tudo que havia pensado que estava voltado ao normal e aquela ideia de "atração" também havia ido embora, estava lá com força total... Jane sem graça, incomodada.. Maura com olhos vívidos encarando sua boca e aquele desconforto no ar. Por que não diziam nada?

— Claro! – respondeu Maura um pouco sem graça. Ainda estava sem saber o que fazer e percebeu que Jane percebeu que ela havia ficado paralisada olhando sua boca. E ambas ficaram sem graça.

Fizeram o pedido e ficaram aguardando chegar, sem muito papo. Conversaram uma vez ou outra. Os olhos de ambas eram fixos à televisão. E mesmo conversando, não se olhavam. Quando a pizza chegou, a situação foi a mesma. Comeram em silencio e vez ou outra falavam sobre o molho e a massa da pizza. Jane estava incomodada, nunca havia se sentido assim. Não depois de descobrir que Maura a incomodava, mais ainda quando ela a tocou. E pensando nisso, resolveu ir embora para não piorar a situação.

— Bom, já esta tarde e eu estou muito cansada, Maura. Você precisa de ajuda para subir as escadas?

— Não, Jane. Obrigada. Eu consigo ir sozinha.

— Okay! – e se encaminharam até a porta. Quando a Legista abriu a porta para a amiga, pulou de susto. Havia uma barata parada na porta. Jane percebendo que Maura ia cair devido ao pulo de susto, segurou ela pela cintura. Com esse movimento, automaticamente Maura tentou se equilibrar e isso fez com que ficasse mais perto de Jane, quase sentindo a respiração da morena. Ficaram se olhando, sem nada dizer.

Mesmo depois do equilíbrio nenhuma das suas se soltaram. Maura inebriada pelo toque de Jane, por estarem tão perto, não aguentou e a beijou. Um beijo apertado e com medo da rejeição, mas precisava fazer. Jane nada fez, ficou intacta. Foi pega de surpresa, embora o contato delas não tivesse sido desfeito. Mas podia sentir o gosto doce e suave da boca da Legista em sua boca. E pensando nisso, resolveu abrir um pouco a boca e sentir o beijo da, até então, amiga. Ficaram se beijando por um longo tempo, até sentirem a necessidade do ar. Quando abriram os olhos, ficaram se encarando sem nada dizer. Maura tinha um meio sorriso nos lábios e um olhar delicado. Não sabia se isso era de contentamento por ter beijado a morena ou se era de medo. Medo da atitude, medo do que estava sentindo, e o pior: medo de ter gostado. Jane ao mesmo tempo em que ficou maravilhada com a situação, não conseguia esboçar reação alguma. Ficou olhando para Maura surpresa, tentando digerir o que tinha acabado de acontecer. Percebendo essa situação, a legista resolveu beijar Jane novamente, mais foi empurrada por ela...

Notas finais
Tenho que confessar que a baratinha ajudou, né... Mas ainda assim, odeio baratas rsrs....