Os dias corriam tranquilamente para todos... Cada um ao seu modo estava feliz! Com muito trabalho e competência, os casos eram solucionados rapidamente... Ninguém ousava reclamar, pois estavam todos em muita harmonia!

– Sério mãe? Você quer fazer um jantar para dizer pro Tommy que eu estou namorando com a Maura? – Jane estava inconformada com sua mãe. Estavam as três na cantina e sua mãe insistia em dar um jantar na casa da Legista, com todos reunidos, inclusive seu irmão. Okay, isso era costume da italiana, mas só para dizer sobre o namoro das duas? A Detetive não estava gostando de nada disso!

– Não é só por isso, Jane! Faz tempo que não reunimos toda a família à mesa... Ainda mais agora com tantas novidades! – Ângela falava em exaltação de felicidade – Tommy esta tomando jeito com Lydia, você FINALMENTE tomou jeito e vai me dar netos – dizia com as mãos levantadas como se agradecesse aos céus. A morena revirava os olhos. Não era possível que sua mãe fosse daquele jeito!

Maura a tudo achava graça. Sua sogra era autentica e tinha uma fissura por jantares em família e netos que era impar! No fundo adorava todo aquele jeito dela... Embora fosse sua sogra, ela sempre desempenhava um papel de mãe postiça para Legista também! Tinha um carinho incalculável por ela. Então porque não deixá-la ainda mais feliz com esse “famoso” jantar?

– Acho que será muito agradável um jantar, Ângela! – Maura sorriu de forma carinhosa para ela – Acredito que Jane também irá gostar, não é querida?

– Então podemos fazer na sua casa Maura?

– Mas é claro que sim!

– Eu não entendo vocês. Minha mãe praticamente disse que eu era encalhada. Minha namorada fica do lado da minha mãe e aceita suas loucuras! Eu perdi alguma coisa? – Jane estava passada... Era para Maura ficar ao seu lado, não ao lado de Ângela, jantares e netos!

Ângela revirou os olhos. As vezes sua filha poderia parecer uma criança birrenta. E ela querendo ou não, iam ter o famoso jantar!

***

Era uma noite muito agradável de quinta feira. Ângela estava completamente feliz por estar preparando um jantar para todos os seus filhos, seu neto lindo, todos os amigos e claro, suas noras favoritas. Ela não saberia descrever em palavras tamanha satisfação. Tinha três lindos filhos, e embora a vida lhe fizesse necessidades, ela não tinha sucumbido diante delas e muito menos se deixado abater por conta da separação que havia sofrido tempos atrás. Embora não mantivesse uma relação amigável com seu ex marido, ele ainda era pai de seus filhos! O porém seria dizer para os filhos que estava se abrindo a novas possibilidades... Claro que ela não falaria que estava apaixonada, pois sentia-se envergonhada de falar dessa maneira para os filhos, porque ela não era uma adolescente. Mas estava se sentindo feliz (amorosamente) novamente, e nada mais justo dos filhos saberem, eles tinham o direito. O problema não seria contar que estava tendo um caso, até um possível namoro, mas sim com quem era esse caso!

Outro ponto do ápice de Ângela era Jane e Maura! Há quanto tempo não esperava por isso? Embora fosse religiosa, ela não era uma mulher apegada a ideais de sociedade e jamais teve preconceito algum. Entendia e sempre queria a felicidade de todos. Mais ainda de suas filhas... E no fundo ela sempre esperou por isso, pois sempre entendeu que o amor de Jane e Maura ia além de uma amizade... Talvez até de suas compreensões. E agora não poderia estar em melhor momento! Sabia que uma faria o bem do mundo inteiro para a outra, mesmo antes sendo assim, agora tinham adicionado muito mais. E se tudo corresse bem, coisa que ela acreditava que fosse acontecer, ela teria netos, filhos de Jane e Maura! Muitos netos!!!!

– Por que você não coloca um pouco mais de flor na mesa? Já não tem quase nada... Talvez eu devesse sair pra comprar aquelas coroas e colocar em volta da mesa também! – Jane estava completamente mal humorada. Estava segurando a travessa de saladas para sua mãe e sua impaciência estava presente também. Ângela olhou incrédula para filha. Ela havia apenas decorado a mesa com algumas rosas, não entendia o porquê de sua filha estar detestando tanto esse jantar!

– Talvez você devesse sair para comprar um maracujina também, querida... – respondeu a mãe. Jane mostrou a língua para ela.

– Hm, o cheiro dessa lasanha está maravilhoso! – apontou Maura na cozinha. Notou que sua namorada olhava para o teto, mas ao ouvir sua voz, seus olhos se encontraram. Jane ficou impressionada com a beleza de Maura... Como ela podia ser tão linda? Estava tão simples e confortável, mas impecável como sempre. Sua vontade era de abraçar sua cintura e sentir seu cheiro de perto... Como amava aquela mulher. Sim, Jane estava com cara de boba para a loira, que sorriu para ela.

— Graças a Deus você chegou Maura! Eu não aguentava mais as reclamações de Jane!

– Hey, eu estava até agora te ajudando e você vai ficar reclamando de mim? – a Detetive já nem conseguia mais ficar sem revirar os olhos. Maura riu. Sabia a principio que Jane estava detestando aquele jantar, mas ela realmente estava irritada demais.

– Acho que isso é falta de um bom banho! – pontuou a loira.

– Acho que isso é falta de umas boas palmadas! – exclamou Ângela.

– Acho que isso é falta de vocês cuidarem da vida de vocês. – respondeu Jane passando a travessa de salada para Maura e rumando para o quarto. Sim, precisava de um bom banho!

As duas mulheres se entreolharam e deram de ombros. Jane era assim mesmo, fazer o que? Mas algo estava estranho nela, ia além só de mau humor, irritação por não ter concordado com o jantar.

Jane voltou para o andar de baixo se sentindo melhor depois do banho. Tudo somava: o cansaço da semana, a irritação por não compreender a intenção da mãe de querer fazer um jantar para “contar para o Tommy” de seu relacionamento com Maura, e claro, algo que lhe intrigava e que sabia que sua mãe estava escondendo. Odiava surpresas, e mais ainda quando vinha de sua mãe. Notou que seu irmão Frankie já havia chegado.

– Hey Janie! – cumprimentou ele vendo a irmã se aproximar do sofá da sala em que estava.

– Hey Frankie! – sentou ao lado dele – E então... – ele olhou desentendido para ela.

– O que foi?

– Como o que foi Frankie?! – estava irritada de novo.

– Ih, andou brigando com a Maura para estar nesse mau humor todo? Já sei, dormiu no sofá? – Jane revirou os olhos. Seu irmão às vezes podia ser muito burro!

– O quê? Não... Será que só eu vejo o que esta acontecendo nessa casa?

– Na minha língua, por favor, Janie...

— Sério Frankie? – ele estava achando que a morena estava bêbada já, porque não era possível... Ele realmente não estava entendendo do que ela estava falando. – Você não tem reparado na mamãe nesses tempos não? Não notou que ela anda mais arrumada, chega tarde em casa, porque eu vi por diversas vezes que dormi aqui!

– Você está sugerindo que? – ele perguntou curioso.

– Sugerindo não, eu estou afirmando!

– O quê? Como eu não soube disso?

– Ta aí o problema... Eu também não soube! Não sei... Na verdade eu tenho um palpite. Não acredito que ela esteja fazendo esse jantar apenas para contar para o Tommy sobre Maura e eu!

– Você acha que ela está escondendo algo?

Pararam de falar, pois viram Korsak e Frost entrando. Eles também haviam sido convidados. Não só eles, mas como Anthony e Rafaela. Maura gostava deles, e como já conheciam a maioria dali e eram novos na cidade, queria poder ajudar enturmando mais eles aos outros. Afinal, de certa forma seriam colegas de trabalho. O que não contavam era quem havia chegado depois deles... Todos se entreolharam curiosos. Jane franziu a testa. Sério mesmo que sua mãe tinha chamado até Cavanaugh?

– Obrigada por me receber em sua casa, Dra. Isles! – o tenente cumprimentou a loira, que também estava sem entender. Sorriu gentilmente, pois era uma dama e jamais deixaria transparecer sua curiosidade do homem estar ali! Encarou a namorada e entendeu que ela também tinha entendido, e pelo visto não havia gostado nada, menos ainda porque viu que ele carregava um buque de flores na mão! Notou a morena se aproximando.

– Tenente? – perguntou diretamente a ele.

– Hey Rizzoli!

– Sean! – apareceu Ângela sorrindo na roda.

– Boa noite Ângela! – sorriu docemente entregando o buque em suas mãos. Todos ficaram olhando para eles.

– Perdão, eu perdi alguma coisa? – Jane não fazia a mínima questão de sorrir. Mesmo que fosse seu chefe, Ângela era sua mãe e com toda certeza do mundo lhe devia explicações.

Cavanaugh ficou sem graça. Ângela ficou sem ação. Todos sabiam o quanto Jane poderia ser dura na queda e mais, iria querer explicações. Não sabia o que responder e Ângela notando, achou uma saída.

– Tommy querido... – todos notaram que Tommy estava entrando com TJ no colo, pois a porta já estava aberta – TJ meu amor... – se aproximou para pegar o neto no colo e entregou o buque para Lydia, que não entendeu o porquê da sogra estar lhe dando um buque de rosas, mas adorou... Não pensava que depois de tudo Ângela ainda pudesse lhe dar flores. Anthony e Rafaela olhavam divertidos. Aquela família poderia ser muito mais engraçada do que pensavam... Notaram isso só pelo ocorrido do momento. Mal sabia que se divertiriam ainda mais.

***

Estavam todos sentados a mesa... Comiam animadamente. Ângela cozinhava muito bem, todos sabiam disso, mas parecia que naquele dia ela havia se superado! Não tinha um que não comentasse do quão boa aquela lasanha estava! Ela se sentia de orgulhosa e sorria docemente, afinal ela amava cozinhar e saber que seu amor era transmitido na comida para pessoas queridas. Todos ao seu modo estavam satisfeitos, menos Jane! Ela ainda não havia engolido os últimos acontecimentos. Com certeza uma hora ou outra sua mãe ia ter que explicar muita coisa para ela... Mas parecia que sua mãe estava notando o desconforto dos filhos, porque Frankie também não entendia do chefe estar ali, quando era muito incomum essa cena. E no fundo todos esperavam que não fosse problemas. E pensando nisso, Ângela resolveu falar.

– Bom... – iniciou a italiana mais velha! Todos olhavam atentos para ela. Jane revirou os olhos. Ela não estava acreditando naquilo – Eu sempre quero um motivo para cozinhar e reunir toda nossa família na mesa... Na verdade eu não preciso de um motivo, porque eu adoro cozinhar pra todos vocês – todos riram – Enfim... Eu quis fazer esse jantar em especial por dois motivos... – olhou para todos a sua volta, ninguém ousava interrompê-la. Maura viu o pânico estabelecendo no rosto da namorada... Agora entendia o porquê da implicância dela. Jane ia dizer alguma coisa, mas Maura segurou a sua perna. Entendia a aflição da Detetive, mas entendia também que para Ângela não deveria estar sendo fácil. – Eu, bom... Eu estou muito feliz! Feliz de que finalmente Tommy esteja tomando jeito na vida, que me deu um neto lindo e Lydia está fazendo muito bem a eles. Feliz por Frankie estar empenhado e que com certeza logo conseguirá se tornar um Detetive também. E bom... – a italiana mais velha passou as mãos ao lado do corpo. Estava nervosa. Não que o que estava prestes a dizer fosse errado, mas sabia que não seria fácil. Olhou para o lado e Cavanaugh sorriu para ela. – Eu gostaria de contar uma coisa a todos vocês... Acreditem, eu estou imensamente feliz de dividir isso com todos, embora pra alguns não seja novidade. – Jane não aguentava mais aquele discurso ensaiado.

– Está tentando dizer que vai ser candidata a prefeita ou essa enrolação toda tem a ver com o que eu estou pensando? – a morena não fazia questão de esconder seu descontentamento. Todos na mesa notaram o clima que havia se estabelecido. Ângela sabia que a filha estava irritada, e que aquele discurso todo demorado estava deixando ela ainda mais nervosa.

– Essa é apenas uma maneira de poder dizer que... Bom, que... – espera, o que ela estava temendo? Era dona de si, seus filhos gostando ou não, ela era livre pra fazer o que quisesse. – Dizer que, para quem não sabe que as minhas duas meninas, Jane e Maura, estão namorando e eu estou muito feliz por isso finalmente ter acontecido e que... Sean e eu também estamos namorando!

Jane nem piscou. Tinha ouvido mesmo que sua mãe e seu chefe estavam namorando? NAMORANDO! Não era possível. Frankie se engasgou com a bebida e Rafaela teve que bater em suas costas assustada com o afogamento do policial.

– A JANE TA NAMORANDO COM A MAURA? – Tommy gritou e estava mais do que surpreso, estava passado! Ta certo que sempre pensou mesmo que as duas se gostassem, mas pensava que Maura era areia demais para o caminhão de sua irmã. Mal prestou atenção de que sua mãe também estava namorando e esse homem era o chefe de seus irmãos.

Todos estavam calados. Cada um a seu modo havia ficado surpreso. Jane por mais que já desconfiasse de sua mãe e seu chefe, nunca havia pensado que estavam namorando. Os que estavam menos surpresos era Anthony e Rafaela. Na verdade estavam adorando, porque eram fãs de barracos. Maura estava calada e tentava não mostrar sua surpresa e ao mesmo tempo preocupação, pois sabia que para a morena não deveria ter sido a noticia que ela mais gostaria de ouvir! Cavanaugh estava sem graça. Entendia que seus funcionários, e agora filhos de sua namorada, poderiam não aceitar de inicio... Ainda mais sua Detetive Jane Rizzoli, pois conhecia ela muito bem. Não sabia se deveria falar ou não alguma coisa, se deveria conversar a sós com eles, mas outra pessoa resolveu cortar toda aquela situação embaraçosa.

– Um brinde aos casais! – era Anthony quem levantava a primeira taça.

Alguém precisava fazer isso, e mesmo que Anthony tivesse conhecido aquelas pessoas há tão pouco tempo, era esperto o suficiente pra entender tudo a sua volta. Entendia mais ainda a cara de insatisfação de sua amiga pela mãe estar namorando o chefe. Então para que não ficasse ainda pior e os ânimos baixassem, teve a brilhante idéia do brinde.

***

– Rizzoli, será que eu posso falar com você? – Jane estava no quintal da casa conversando com Frost e Korsak. Eles entendiam que a amiga estava brava, mas tentavam fazê-la entender que Ângela merecia recomeçar, mesmo que fosse com o chefe de todos, porque no fundo ele era um cara legal. Os homens pediram licença e deixaram a morena e Cavanaugh a sós.

– O senhor não me deve explicações, minha mãe sim! – completamente seca.

– Você! – ele corrigiu ela – Não estamos no trabalho e acredito que a partir de agora possamos tem um melhor relacionamento de amizade. Afinal, queremos o bem da mesma pessoa.

– Olha Tenente, me desculpe... Eu o respeito e admiro muito, mas ela é minha mãe! Minha mãe! – levantou o tom de voz.

– Rizzoli, eu te entendo. Não é como se eu tivesse feito tudo de caso pensado... Aconteceu! – Jane revirou os olhos, pois não gostava nem de imaginar como “aconteceu”. – Ângela é uma mulher incrível, e eu sei que ela é sua mãe, mãe de Frankie, que trabalhamos juntos e exista essa barreira, mas...

– Mas o que? Tem noção do que isso pode nos causar?

– Eu adoro a Ângela, Jane! Eu só quero fazê-la feliz. Eu entendo e estou disposto a passar por todos esses riscos, porque por ela vale a pena. Eu quero dar a ela tudo o que ela não teve, fazê-la esquecer todos esses problemas que enfrentou com a separação, vê-la bem e creia, vou fazer tudo o que tiver ao meu alcance para que isso aconteça.

– Disso eu não tenho duvidas! – ela sorriu ironicamente. Ele que não ousasse fazer ela se quer derramar uma lagrima, pois teria que lidar com a ira de uma Jane!

– Rizzoli, se eu vim até aqui, se decidimos contar para vocês, foi por te respeitar e respeitar ao Frankie. Acho que te devo isso, e pode acreditar, entendo esse seu receio, mas quero que vocês me dêem um voto de confiança para mostrar todo o meu carinho pela família de vocês!

Cavanaugh sabia ser convincente. Sabia que teria que enfrentar uma Jane completamente brava, e querendo ou não Frankie também. Ficaram mais algum tempo conversando e ao que tudo indicava o clima era de paz entre eles.

– A propósito... Parabéns por você e a Dra. Isles! Sempre pensei mesmo que vocês se gostassem, você sabe...

– O que? Como assim eu sei? – era só o que faltava. Até Cavanaugh as via romanticamente?

Não era possível que todos as viam dessa forma, até mesmo seu chefe. Será que elas eram tão obvias no trabalho?

– Tava conversando com seu novo papai Jane? – Thony perguntou quando a morena se juntou a ele, Maura e Rafaela que estavam na sala de estar. Jane ia falar um palavrão, mas ignorar ele era melhor. Finalmente estava ao lado de Maura de novo, que ao vê-la sorriu. Tudo o que precisava ela daquele sorriso lindo que lhe dava paz.

– Olha pra vocês! Tão lindas juntas... E pensar que Jane demorou a vida inteira pra ficar com você! – Rafaela também não perdia a oportunidade de alfinetar a amiga. Maura sorriu sem graça.

– Não tem problema! O importante é que ela não saia mais da minha vida. – Maura respondeu da forma mais apaixonada possível.

– Ai gente, olha essa lindeza de mulher. Fico todo arrepiado... Que sapatonice mais aguda, Maura! – lá estava Anthony e seus apelidos.

– Sapatonice? – perguntou a médica em confusão.

– Maura, não dê ouvidos para o Anthony! Lembra do que eu te disse sobre ele ser a pior pessoa do mundo às vezes?

– Também te amo Jane... Inclusive, vamos fazer um brinde porque eu realmente amo Veuve Clicquot!

– Eu também! – a loira falou em exaltação. Ela amava aquele champagne, ao contrário da Jane que não via graça alguma – Num é maravilhoso? Não entendo porque Jane não gosta...

Mas lá estavam eles brindando! Não tinham um motivo ao certo, mas poderiam dizer que seria para selar a grande amizade que estavam construindo. E logo Jane abriu o maior sorriso, pois Lydia se aproximava com TJ nos braços. Ela ainda não tinha tido tempo de pegar o sobrinho no colo. Maura olhava admirada em ver o cuidado de Jane com a criança no colo. Era a cena mais linda que já tinha visto e enchia seu coração de alegria, amor e ternura. Ela poderia ficar parada por horas só olhando para eles. Jane percebeu que a loira ria feito boba olhando para eles. E então ela sorriu de volta, pois já podia ir pra lista de coisas que amava em Maura, que era ver a cara de boba apaixonada dela.

– Está tudo bem Jane? – perguntou a loira de forma carinhosa. Percebeu que a morena estava mais leve, mas sabia que ela ainda deveria estar incomodada. Teriam tempo para conversar sobre isso.

– Bom, tirando que meu chefe ta namorando com a minha mãe e agora todos sabem do nosso namoro, inclusive meu chefe, o que mais poderia me acontecer?

A campainha tocou.

– Boa noite! – era Lydia quem abria a porta. Estudou a mulher parada na porta. Nunca tinha visto ela.

– Boa noite! – desejou a mulher de volta. Também não conhecia a loira parada em sua frente. Estava sem graça, será que havia chegado em uma hora errada? – Por favor, você poderia chamar...

– Constance? – Ângela apontou na porta, pois também estava próxima a ela. Maura deu um pulo do sofá quando ouviu o nome da mãe sendo pronunciado.

– Você conhece ela Ângela? – a italiana balançou a cabeça em positivo.

– É a mãe da Maura, Lydia!

— Mãe? – disse a loira assustada com os olhos arregalados.

– Ah, então ta bom... Vamos, entre mãe da Maura! Estamos comemorando o namoro de Ângela e Cavanaugh, você sabe, o chefe delas. Que inclusive, estamos comemorando o namoro de Jane e Maura também. – dizia toda animada.

– Perdão? – a mulher realmente não tinha entendido.

– Ainda temos lasanha, não temos Ângela?

Constance deu passo para dentro estática. Maura estava com os olhos arregalados. Jane intercalava os olhos em Maura, em Constance com o rosto indecifrável e a vontade de dar um murro em Lydia.

Constance tinha escutado direito? Sua filha estava namorando com a Jane?

Notas finais
E quem mandou a bocão da Jane dizer "o que mais poderia me acontecer?"
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.