Notas iniciais
"Eu voltei, agora pra ficar..." Saudades disso tudo aqui! Anos luz que não posto um cap, mas esses dias tive uma vontade imensa de retomar essa história... Espero que vocês ainda continuem lendo! Obrigada por todos os comentários... Desculpa não responder a todos, mas eles me deixam completamente feliz! Capítulo dedicado à Cris Reese! Obrigada por sua atenção e carinho, querida! E mais ainda pela recomendação. Espero que gostem ;)

Coisas boas acontecem o tempo todo!

Acontecem mais ainda quando você também faz o bem. Como diz o ditado “plante o bem para colher o bem.” E coisas boas estavam acontecendo na vida de Jane ultimamente. Bom, pelo menos era o que ela pensava. Bom, pelo menos até aquele momento... Até aquele surreal momento de ouvir a voz de uma pessoa que com certeza não estava esperando, menos ainda por essa pessoa ser a que mais tirava uma onda com sua cara, lhe botava apelidos e lhe intitulava de algo que ela realmente julgava não ser... Mas era Anthony! Era ele que com certeza já estava tirando uma com sua cara mesmo antes de se quer olhá-la, que de longe já havia lhe chamado por um apelido que odiava. E quem podia com um ser como aquele?

Quando virou para trás pensou consigo mesma que talvez nem tudo que estava acontecendo pudesse ser bom... Não por ele, porque ela realmente gostava dele, mas por tudo que já sabia que iria sofrer na mão dele! Apelidos e mais apelidos... Conselhos de uma pessoa que insistia em dizer que ela era macho, que deveria fazer isso e mais aquilo... E quando soubesse que estava namorando com Maura? Que finalmente havia tomado a iniciativa e tudo corria bem, maravilhosamente bem? O pânico foi estabelecendo em seu rosto!

– O que foi Jane? Até parece que viu um fantasma! – perguntou o homem se aproximando ainda mais da mesa onde estavam todos. Mas Jane entendia aquele sorriso plantado em seu rosto. Só poderia estar vindo outra gozação em seguida... – Okay, eu sei que seu maior sonho do mundo era me ver, mas calma, não precisa me sufocar com tanta felicidade!!!

— Sério mesmo que você atravessou o país para me dedicar todo seu amor? – perguntou a morena rindo com deboche... Não sabia realmente o que os dois amigos estavam fazendo ali, pois Rafaela também estava ao seu lado, e claro, rindo de toda aquela situação. E mais ainda, estava curiosa para saber como os dois policiais sabiam de seu paradeiro, já que aquele era um bar não muito frequentado por “turistas”.

– Acho que vocês devem guardar as caricias para depois, pois todos estão olhando para vocês como se fossem loucos! – Rafaela resolveu falar. – Boa noite a todos! – disse olhando para Frankie, Frost e Korsak! Os homens acenaram de volta com a cabeça. – Jane, Maura! – sorria. Maura sorriu de volta sem entender também. Mas quem entendia tamanha confusão? Thony revirou os olhos.

– Nos convide para sentar, Jane! – disse impaciente.

— E por que eu deveria fazer isso? – ironizou a morena.

— Jane! – Maura disse encarando-a e afastando-se para que pudessem se sentar. Puxou a namorada pelo braço para que chegasse mais perto dela, assim dando mais espaço para os outros dois policiais.

Os outros Detetives permaneciam com cara de caneca, sem entender tamanha conversa estranha.

– Devo começar a me preocupar por vocês aparecerem assim do nada aqui em Boston? – Jane resolveu por entender, pois a verdade era que todos também queriam saber a mesma coisa que ela.

– Assim, direta? Não vai nem pagar uma bebida antes? – deram risada. Jane não suportava o jeito debochado do amigo, mas no final das contas tolerava porque ela também era irônica e debochada e todos ali estavam cansados de saber disso. A morena fez sinal com a mão para que trouxessem duas cervejas para os novos integrantes da mesa. – Não! – Anthony sinalizou de volta. – Vodka para mim, por favor, querido. – disse virando-se para o garçom. – Eu realmente não deveria vim te ver... Quer dizer, não que eu tenha vindo até aqui só por causa de você, mas... Maura querida, como você está? – Jane revirou os olhos. Rafaela revirou os olhos. Anthony tava desviando o assunto e isso já estava irritando a todos. Não que se importasse com eles sentados a mesa, mas assim como Jane, todos estavam curiosos porque era incomum os dois policias de outro estado, recentemente vindo de um treinamento do FBI, ali em Boston. Não podia ser nada ligado a um caso porque aparentemente a Homicídios não tinha nenhum caso envolvido com o FBI. – O que gente? – perguntou rindo, entendendo a cara de Jane e Rafaela.

– Nós viemos saber de você! Como você está, como estão todos... – Cezario falava, pois nem ela mesma estava aguentando a enrolação de Anthony. – Enfim... Nós concluídos nosso treinamento, e depois de muito sufoco, nós fomos aprovados e agora fazemos parte da corporação do FBI. Já pode nos dar os parabéns!

— Sério? Que demais... Quer dizer, vocês sempre quiseram isso. Olha vocês, os engomadinhos do FBI! – disse Jane sorrindo. Estava feliz pelos amigos.

— Engomadinho eu sou mesmo, mas a Cezario... Macho igual a você!

– Macho? – perguntou a Legista sem entender! Os outros policiais fizeram a mesma cara de interrogação. Jane e Rafaela reviraram os olhos. E embora ele soubesse que Jane estava entre seus amigos e claro, Maura, tentava pegar leve na brincadeira porque não sabia até que ponto os outros sabiam sobre sua “sapatonice”. Aliás, ele tava mesmo querendo saber muito sobre isso, porque ele não suportaria Jane dando desculpas ao invés de assumir quem realmente era. Caso contrário, ele faria um barraco para que ela acordasse! Esses eram seus pensamentos...

Passaram algum tempo conversando... Ora riam e ora depois riam também. Todos eram pessoas boas e estavam se entrosando muito bem. Jane os apresentou melhor ao irmão e aos parceiros... Também explicou como se conheceram e tornaram-se amigos. Logo então, ela contou brevemente sobre sua relação com o irmão – e colega de trabalho – e sobre Frost e Korsak. A única que ela não fez questão de explicar foi de Maura! E também nem precisava, mesmo porque já conheciam a médica e a história delas, e claro, Jane queria a todo custo poupar outras piadinhas vinda de Anthony! Maura a tudo achava graça, pois Anthony era espontâneo e debochado, assim como sua namorada. Agora entendia porque Jane gostava deles... Os três se davam muito bem. Entendia que dali sairia uma grande amizade. Mas mal sabia Maura sobre os conselhos e venenos que Hugh derramava...

– Vocês ficam em Boston por quanto tempo? – perguntou Jane.

— O que? Que parte você não entendeu que vamos ficar por tempo indeterminado? – indagou Thony!

– Pois é Rizzoli... Nós viemos para ficar!

— Ah não... Não, não! – dizia Jane em pânico. – Vocês não vão mesmo ficar metendo o bedelho nos nossos casos da Homicídios.

— E desde quando a policia de Boston aceita agentes do FBI trabalhando em casos da Homicídios? – foi a vez de Frost falar, pois assim como Jane, ele e Korsak também odiavam quando o FBI adorava querer “comandar” os casos deles. Não que não gostassem da pessoa deles em si, pois ele também notava que eram boas pessoas no tempo de conversa que estavam tendo, mas ter a ideia de dois agentes de outra jurisdição não os deixava felizes. – Quer dizer, não que vocês não possam ser parceiros da Homicídios, mas... – concluiu rindo.

— Calma gente! Não é como se tivéssemos vindo para roubar o lugar de vocês... – respondeu Cezario! – E nem aguentaríamos ter Jane e Anthony trabalhando juntos – todos concordaram rindo.

— Eu ia mandar em você, Jane! – Anthony dizia animadamente!

– Você mandando em Jane? Essa eu queria ver! – Frankie disse mais animando ainda.

– Ha Ha, muito engraçado! – respondeu a morena de cara fechada. – Ele não ia nem passar pela porta!

– Ao contrário de você que adora uma porta de armário fechada num é, sa? – claro que Anthony não ia perder a oportunidade!

– Sa? – em uníssono, todos perguntaram!

Jane estava começando a achar que tudo aquilo era pra tirar a paz que ela achava que realmente estava tendo... Rafaela ria, o que poderia fazer? Mal sabiam dos mais milhões de apelidos que ele usava para Jane. Ele o fazia porque adorava irritar a nova amiga... E mais ainda, sentia o prazer de ver ela discutindo em vão, porque mesmo ela não querendo ele iria chamá-la com todos apelidos que ele achasse necessário. E se reclamasse, iria achar outros mais.

Após mais risadas, os agentes do FBI explicaram a todos o que realmente estavam fazendo ali. Suas permanências seriam indeterminadas, pois tiveram a oportunidade de irem trabalhar em um departamento localizado em Boston, já que teriam que se mudar de suas residências de qualquer forma. Embora sua sede fosse em Washington, o FBI estava expandindo suas filiais por questão de maiores seguranças. Gostavam de Boston, tinham Jane e, ao que tudo indicava, teriam Maura, Frankie, Frost e Korsak na bagagem, pois também gostavam deles. Ainda não haviam se estabilizado direito, iriam dormir em hotéis até acharem residência fixa.

E embora a conversa estivesse sendo boa e produtiva, os homens Frankie, Frost e Korsak anunciaram suas partidas. Estava ficando tarde e eles estavam cansados. Desejaram boa sorte aos mais novos integrantes da cidade e foram para suas casas.

***

– Depois de vocês acharem que podem mandar em Massachusetts, como sabiam que estávamos aqui? Fica monitorando o GPS do meu celular, Thony? – eles ainda não haviam explicado essa parte e Jane ainda permanecia curiosa.

– Aposto que ta achando que foi o murcho do Dean de novo! – respondeu Thony.

— Dean? Gabriel Dean? – foi a vez da loira ficar curiosa. Não sabia que Dean sabia do paradeiro de sua namorada, mas com certeza estava muito interessada em saber.

— Jane? – Anthony encarou a morena com um sorriso do lado. Jane olhou para ele com olhar mortal... Quantas vezes ela teria que se defender das indiretas de Anthony? Principalmente as interligadas ao Dean? No fundo ela, assim como ele, sabia que era apenas para provocar, pois sabiam de seu sentimento pela Legista. E Maura? Por Deus, ela estava com... ciúmes?

– O quê? Não... Eu não mantenho contato com ele. Quero dizer, não é como se eu conversasse com ele simultaneamente a ponto de dizer que estava vindo ao Dirty Robber. – a morena tratou logo de responder depois de perceber a curiosidade e o incomodo de Maura. Ela estava mesmo com ciúme?

– Hashtag partiu Dirty Robber! – Anthony agora colocava o copo na boca.

Todas as três o olharam com cara de “sério?”.

Claro que ele teve que se explicar. Ou melhor, explicar sua colocação, porque ainda tinha uma Detetive completamente intrigada e com vontade de dar um murro nele. Mas ainda assim, tinha espaço pra pensar também na “reação” de Maura... Reação que ela realmente estava se perguntando se aquilo se tratava de ciúme por parte da loira... Esperava que não fosse, pois achava aquilo uma besteira, já que Jane gostava dela e estava com ela... Mas calma, por que não ser fofo? E se ela tivesse pensando algo de errado sobre ela e Dean? Jane também se sentiu desconfortável, pois agora não sabia decifrar a reação de Maura e nem no que isso poderia ocasionar para as duas.

***

– Eles são super engraçados, não são? – perguntou Jane deitando-se ao lado de Maura. Elas estavam na casa da loira.

– São sim! – respondeu com um leve sorriso – Embora eu não entendesse na maior parte do tempo as piadas que falavam...

– Maura e entender piadas na mesma frase é pleonasmo, querida!

— O quê? – olhou incrédula para a namorada – Sério Jane?

– Vamos lá! – rebateu Jane rindo da cara de desacreditada da loira.

– E o que você acha de Jane e dormir no sofá na mesma frase?

– Você... O quê? Você não teria coragem!

– Não? – olhou com ar de superioridade para a morena.

– Okay! Vou me levantar e deitar no sofá, e vou levar comigo meu ombro e meu braço e você vai ficar sozinha nessa cama fria... E quando você se der conta... – disse se levantando para caminhar até a porta e sair do quarto, mas sentiu a mão da outra puxando-a de volta para cama. Jane caiu em cima de Maura rindo. – O que aconteceu com Jane dormir no sofá?

– Por hoje tudo bem Jane e cama na mesma frase! – disse rindo e beijando sua boca.

— Contando que agora eu estou em cima de você... – agora a morena abraçava Maura pela cintura. Beijaram-se. – Sabe o que mais?

– Hm? – a loira respondeu ainda de olhos fechados.

– Eu voltaria para a cama depois de você ter dormido, porque eu realmente não iria aguentar ficar longe do seu cheiro... – dizia beijando o pescoço de Maura – dos seus beijos – agora beijava a boca – e desse corpo delicioso, e de tudo o que ele causa em mim! – Maura abriu os olhos depois de sentir Jane apertando mais forte seu corpo contra o dela!

– E o que ele causa em você? – perguntou da forma mais sensual que pôde, pois o que viu naqueles olhos negros foi desejo!

Jane afastou-se um pouco de Maura, pegou uma de suas mãos e colocou dentro de sua calcinha, sem o menor rodeio. A loira mordeu o lábio e franziu um pouco a testa depois de tocar Jane, que estava completamente molhada em excitação. Não precisava de muito para a médica deixar a morena naquele estado!

– Isso que você causa! – gemeu mordendo também a boca, sentindo os dedos de Maura subindo e descendo com facilidade, o que só fez aumentar o seu tesão! A cara de tesão da Detetive e o barulho que seus dedos faziam por ela estar totalmente molhada, deixaram Maura fascinada.

– Você é tão gostosa! – pontuou. E sem a menor demora enfiou seus dedos dentro da namorada.

Jane gemeu alto. Não esperava que Maura fosse tão direta como ela, mas a loira estava determinada a corresponder de forma rápida também. E enquanto se beijavam, Jane ergueu a camisola de Maura e passou sua mão pelos seios fartos e deliciosos da loira. Apertou o mamilo e começou um vai e vem com o quadril na mão hábil da médica.

— Mais gostosa é você! – disse roucamente no ouvido de Maura, arrepiando todo seu corpo.

E logo Jane estava sentada em Maura, ou melhor, em sua mão... Gemia em uma explosão de prazer e rebolava ansiando por mais. A médica sabendo tão bem o tamanho do tesão que também estava sentindo, levantou-se para ficar a altura da morena e apenas com uma mão levantou sua blusa e começou a chupar o seio dela! – Ai Maur... – sua voz saiu abafada num gemido.

A morena então pegou a mão livre de Maura e colocou em seu outro seio, aumentando a velocidade do seu rebolado. E enquanto Maura movimentava sua mão dentro de Jane, chupava um seio e apertava o outro, a morena gemia mais agudo em plena satisfação, segurava a mão da loira em seu seio e em sua nuca, incentivando que continuasse nos movimentos. Mais rebolados e mais gemidos fortes, a Detetive gozou e pensou que fosse desmaiar com todo seu corpo tremendo! Não passou muito tempo até que as duas caíssem lado a lado na cama, respirando descompassado.

– Esses são os efeitos do corpo de Maura Isles... – Jane tentava dizer entre manter a respiração normal. Riram.

– Eu poderia dizer o mesmo de você! – disse virando-se para ela e lhe dando um beijo.

– Acredito que não!

– Não? –perguntou confusa.

– Ainda há algo que eu queira...

— E qual o desejo minha Detetive?

— Eu... Bom, eu... – ela estava receosa.

– Você o que? – perguntou voltando a beijá-la. Maura notou que ela estava hesitando. Mas por que hesitar? Elas eram namoradas e juntas descobriram o quanto o corpo uma da outra poderia ser a coisa mais gostosa do mundo. Não havia motivos para rodeios.

— Eu quero... – a loira aguardava que ela continuasse – Eu... Senta na minha boca!

Maura encarou Jane por segundos com a boca alguns milímetros aberta. Sua íris ardeu com as palavras da morena. Sério que ela estava pedindo aquilo? A intimidade de ambas era tanta que parecia que faziam aquilo há anos... Seus corpos se completavam e respondiam um ao outro com a mesma intensidade. Jane percebendo que a loira havia ficado um pouco “paralisada” foi se ajeitando melhor na cama... Não sabia se tinha sido “direta” demais, se tivesse de alguma forma espantado a loira falando de forma mais clara sobre sua vontade. Mas a verdade era o que Maura só estava paralisada por causa do efeito das palavras da namorada... Se estava com tesão, aquela altura nem sabia mais explicar o que sentia.

– E então? – dizia já deitada, esperando apenas o acesso de Maura.

A loira riu. Seu corpo ainda ardia e sabia que Jane era insistente. Notou que ela a encarava com um ar de desejo e adoração. Jane queria aquilo. Maura queria aquilo. Então, começou a remover sua camisola por completo. Segundos depois estava dobrando seus joelhos lado a lado do tronco da morena, ficando completamente exposta.

Foi abaixando lentamente suas pernas até encontrar os lábios já sedentos de Jane. Arfaram. Segurou na cabeceira da cama e começou a mover seu quadril, enquanto sentia a língua de Jane se movimentar lenta de cima para baixo. A morena estava maravilhada com toda aquela visão... Cada pedaço do corpo da loira era perfeito. Se perdia entre tocar e sentir o gosto dela....

Maura se movia de olhos fechados. Descia e subia. Seu gemido era suave e suas pernas abertas na boca de Jane era algo que ela realmente não sabia que pudesse ser tão bom. Olhou para a morena que também tinha os olhos fechados. Teve certeza que ela também sentia as mesmas coisas! Jane abriu os olhos e encarou sua namorada, sua mulher, com todo seu tesão e amor exposto. Sorriu com os olhos pra ela, sugestivamente, indicando o quão gostosa ela poderia ser. Maura sorriu de volta, não menos sugestiva do que a outra. Pegou uma das mãos de Jane, enquanto a outra segurava o seu quadril, e levou ao seu seio. A morena apertou e Maura jogou a cabeça para trás, gemendo mais alto e aumentando seus movimentos, que haviam se tornado um rebolado freqüente!

***

Jane acordou sentindo um cheiroso gostoso e familiar... Não poderia existir cheiro melhor para o seu faro. Não, poderia sim... Poderia ser o cheiro de Maura, mas era do café que provavelmente a Legista estava preparando. Sentou na cama e se espreguiçou demoradamente. Estava se sentindo tão bem, tão feliz que nada naquele dia poderia tirar o seu bom humor. Sim, ela havia acordado com um ótimo humor. Poderia até ser abraçada por sua mãe que não iria reclamar... Não, nem tanto assim!

– Só te perdoou por ter me deixado sozinha na cama porque esse cheiro está maravilhoso! – disse a morena chegando à cozinha e abraçando Maura por trás dando-lhe um beijo! – Muito bom dia. – desejou sorrindo. Maura sorriu de volta.

– Bom dia para quem acordou de bom humor hoje... – virou para encará-la e dar-lhe um beijo.

— Acho que eu acordaria melhor se você tivesse ao meu lado na cama! Eu nem vi você levantar. Por que levantou tão cedo? E já está vestida para o trabalho. – pontuou analisando a loira.

– Eu quis deixar você dormir mais um pouco. Achei que fosse cedo demais para te acordar! E pelo visto... – deu um selinho nela – Fiz muito bem, pois até de bom humor você está! – riram.

– Engraçadinha! – respondeu a morena rindo também. Se serviu de um pouco de café e parou no balcão de frente para Maura. Notou que havia algo com ela. – E você? Dormiu bem?

– Sim, muito bem! – respondeu sem graça, pois se lembrou imediatamente de como ambas haviam ido dormir depois de fazerem amor! Mas Jane continuava achando ela diferente e com certeza não seria esse o motivo.

— Está tudo bem Maur? – insistiu, pois notou que ela estava olhando para todos os lugares, menos para Jane. Sabia que havia algo errado com a loira. – Ei? – disse levanto seu rosto para que a encarasse. Como Jane poderia conhecer ela tão bem a ponto de saber que de fato havia algo errado com ela?

– Jane, eu... – disse agora olhando para ela. Estava se sentindo uma ridícula. – Ontem... Quando o Anthony mencionou algo sobre o Dean... Bom, ele quis dizer que de alguma forma ele sabia onde você estava e... – Jane sorriu. Maura olhou para ela confusa, sem entender o porquê da morena estar rindo – O que foi? – Jane se aproximou mais dela do outro lado do balcão. Maura era linda, mas uma Maura com ciúme podia ser adorável.

– Maura, olha... Anthony pode ser a pior pessoa do mundo em alguns momentos sabia? – disse segurando em suas mãos. A médica franziu o cenho.

– Por quê? – não havia entendido a colocação da namorada.

– Querida, ele falou aquilo sobre o Dean brincando. Quero dizer, ele já gosta de me atazanar e quando, bem, quando estávamos em Washington e o Dean apareceu em nossa mesa, Anthony perguntou se já nos conhecíamos e eu disse que sim, e ele por si só ficou tirando suas próprias conclusões sobre como “nos conhecíamos”. Depois disso, sobre qualquer circunstancia ele fazia piada sobre o “veio murcho do Dean”, porque ele realmente acha que ele é um velho murcho! – soltou um risinho, Maura acompanhou ela – Quando vieram à Boston quando sofremos aquele ataque do louco do filho do Hoyt, Dean havia informado para eles o que de fato havia acontecido e onde nós estávamos, porque nenhum deles havia vindo a Boston antes. Até em meu apartamento eles foram. Tudo com informações que o Dean havia dado para eles. – Maura começou a se sentir mais ridícula ainda por ter sentido ciúmes do veio murcho do Dean – Portanto, ele disse aquilo em forma de provocar, porque quando foram em meu apartamento e eu perguntei o que faziam tão cedo na casa de alguém, Rafaela disse que Dean havia passado meu endereço para eles!

– Bom... – Maura não sabia o que falar, estava sem graça por ter tido “crise de ciúme” de Jane. – Nesse caso, acredito que vou gostar mais de Anthony!

– Maura você? – foi a vez da Detetive ficar confusa.

– O quê? Acho que Anthony tem razão quando fala do veio murcho do Dean... – olhou pro lado com desdém.

– Sério Maura?

As duas reviraram os olhos.

– Você estava com ciúmes! – a morena falou com um sorriso vitorioso nos lábios.

– Eu? O quê? Eu não estava... – tropeçava nas palavras.

– Você não pode mentir Maura, seu pescoço vai começar a... – foi interrompida.

– Não seja ridícula, Jane!

– Não serei... Só serei sua. – disse abraçando a loira e dando um beijo demorado nela. Maura riu em contentamento.

— Você é impossível, Jane Rizzoli! – agora ria mais descontraidamente abraçando SUA namorada.

– Eu sei, mas você não vive sem mim! – riu de forma convencida. Maura revirou os olhos e balançou a cabeça em negativo... O que podia fazer? Não vivia sem ela mesmo.

***

O dia que iniciou tranqüilo, também estava prestes a terminar tranqüilo...

– O que há Frankie? – perguntou a morena vendo o irmão entrar na sala dos Detetives.

– Hey Janie, vamos tomar um café? Temos assunto a tratar! – ela olhou para ele confusa.

— Assuntos a tratar? Não me diga que se meteu em encrenca! Tommy é o irmão errado, se lembra? – Frankie revirou os olhos.

– Você é sempre tão chata assim? – riram.

Logo estavam os dois na cantina da Delegacia.

– Me encontrei com Tommy hoje...

– Oh meu Deus Frankie, não me diga que ele aprontou de novo!

— Não... Na verdade acho que sempre temos feito mau juízo dele... – falou Frankie com pesar!

– Claro, porque ele nunca faz nada errado, nunca se mete em confusão e nunca da problemas!

– Hey, calma... Eu também penso como você! Mas acho que ele está mudando, Jane! Mais ainda depois do TJ! Acho que está tomando jeito na vida, sabe?

– Sei... E você não veio aqui para defender seu irmão! – Jane sabia que havia algo a mais! Frankie riu.

– Antes que você me diga que eu também trabalho no comitê político dele, o que conversamos ainda pouco foi sério e muito bom!

— E antes que você fique nessa enrolação, fale de uma vez por todas porque eu ainda quero dormir hoje... – sua irmã não podia ser mais chata! Frankie estendeu a mão para a morena em cumprimento. Ela não entendeu nada.

— Espero que a gente desempenhe muito bem o papel de Padrinhos do TJ!

– Oh meu Deus Frankie! – Jane levou a mão na boca e sorriu em contentamento para o irmão.

– Não é demais? Fiquei tão feliz em saber, você sabe, porque esperar isso do Tommy... – riram.

– Parabéns titio! Algo me diz que esse menino vai adorar basquete!!!

E os irmãos riam felizes por serem os dois os padrinhos do TJ, seu sobrinho, que tanto amavam e queria bem...

***

Jane chegou ao necrotério e notou que Maura não estava.

– Susie, você sabe onde Maura está?

– Ela já foi embora, Detetive! – Jane franziu o cenho. Maura tinha ido embora e não havia avisado ela?

Agradeceu e voltou para sua sala. Chegando, notou que havia uma mensagem de Maura em seu celular:

“Fui embora mais cedo, pois precisava de um banho. Nos encontramos mais tarde? – Maura.”

Jane leu e prontamente respondeu:

“Está tudo bem? – Jane”

“Está sim meu amor, apenas meu corpo respondendo a sua natureza mensal. – Maura”

Jane sorriu. Teria que aguentar duas TPMs no mês... Estava disposta a isso! Aliás, estava disposta pelo que fosse por Maura, por elas!

“Nesse caso devo comprar chocolates para manter a minha segurança... – Jane”

“Engraçadinha! Logo estarei pronta e podemos sair para comer alguma coisa. – Maura”

“Ótimo minha Doutora. As 20h passo na sua casa – Jane”

Após finalmente colocar o celular em cima de sua mesa, o mesmo vibrou de novo e Jane abriu pensando ser novamente sua namorada, mas não, era Anthony!

“Hey sa, como você está? Vamos tomar umas e fazer aloka hoje? – Anthony”

Riu abertamente lembrando da “aloka” do amigo.

“E eu pensando que por sorte você não teria mais o meu numero... – Jane”

“Você perdeu o aparelho, não o numero sapatão. Me respeite! – Anthony”

“Sinto informar, mas sou uma pessoa comprometida e não posso beber com qualquer um por ai. – Jane”

“VOCÊ O QUE???????????? – Anthony”

Jane riu em contentamento. Achava justo que os novos amigos soubessem...

Logo estava os três no Dirty Robber novamente... Jane, Anthony e Rafaela.

– Como você só me conta isso agora Jane Rizzoli? – o homem estava boquiaberto. Pensou que quando voltasse a Boston a amiga ainda estaria “dentro do armário”, mas para sua surpresa ela estava até namorando.

— Parabéns Jane! Fico tão feliz por vocês! – Rafaela disse sinceramente.

– Obrigada! – riu de volta para a amiga.

– Vocês duas parem pelo amor de Deus... Eu quero detalhes. Quero saber como foi, o que você falou para ela... Coitada, certeza que drogou Maura para ela aceitar! – Hugh também estava feliz por Jane, mas importunar ela era melhor do que dar as felicitações.

– Claro! Ameacei ela com minha arma! – ele revirou os olhos. Jane era insuportável!

Claro que a morena teve que contar resumidamente tudo o que havia acontecido... Do beijo, do namoro, das famílias e claro, que finalmente haviam transado!

– Eu to passado que você fez tudo isso mesmo... Me custa acreditar! Sempre tão enrustida. Hoje ta pior que o Tammy Grecthen.

Rafaela quase engasgou com a cerveja... Não era possível que Anthony havia chegado naquele ponto. Jane revirou os olhos. Como eram adoráveis.

O tempo passou e logo Maura estava junto deles no bar... Ela pode perceber de perto o quão Anthony podia ser sarcástico e insuportável como sua namorada. Hora ou outra ela não entendia as piadas deles... Indagou ele do porque de chamar Jane de sa e ria divertida da cara da Detetive.

Anthony e Rafaela eram outros que ficavam passados com a língua solta que era Maura... Como ela podia saber de tudo aquilo e falar tão naturalmente?

Sim, o dia que havia começado ótimo, terminou melhor ainda. Com muitas risadas, cervejas, muitos beijos e claro, chocolate... Muito chocolate que Jane havia comprado por precaução.

Notas finais
Voltei bem? Me digam rs