Rizzoli And Isles - O amor por trás do caso
15 Capítulo 15
Notas iniciais
“O brilho dos teus olhos era apenas o reflexo dos meus!”
O amor e o desejo radiavam pelos poros das duas. Seguir com aquilo era o que elas queriam... Mas para Jane ainda existia certo bloqueio! Não se sentia preparada para dar tal passo, embora já assumisse para si mesma que estava apaixonada por Maura. Era totalmente insegura com determinadas coisas... Relacionadas ao amor, principalmente.
Não que não tivesse com vontade, não que não desejasse Maura... Aquele momento servia de prova do quanto era louca pela loira e do quanto ela mexia com ela (Jane) apenas com toques e olhares... Seu corpo respondia a tudo... Seguir com aquilo parecia tão certo e tão delicioso....
— Me deixe sentir você... – disse Maura com uma voz suave e sexy, roçando seu rosto no rosto da Detetive... – Deixemos nos sentir... – e como num ato instintivo, Jane jogou Maura ao seu lado na cama, ficando agora por cima dela! E com os olhos fixados uma na outra, Maura sorriu provocativamente...
Beijavam-se com gana, com necessidade... Deixavam seus corpos falarem por si, respondendo a tudo com gemidinhos baixos e gostosos, que mais soavam como musica aos ouvidos delas!
Delicadamente e com muito cuidado, Jane foi deixando-se guiar pela vontade e curiosidade... Foi abaixando devagar a alça da blusa e do sutiã da Legista, e enquanto abaixava, ia descendo sua boca com beijos leves em seu pescoço até chegar aos ombros. Foi guiando sua boca com beijos agora molhados para o colo da loira, que se mexia toda embaixo do corpo da morena, soltando gemidinhos, com os olhos fechados e os dedos entrelaçados nos cabelos de Jane. Foi abaixando lentamente a blusa da loira, deixando os seios amostra apenas com parte do sutiã cobrindo-os. Seus olhos fixaram aos fartos seios de Maura e ficaram admirados... Sabia que ela tinha um lindo corpo, contudo os lindos seios... Mas parecia que naquele momento estavam mais lindos, mais convidativos e mais deliciosos, já que sua mão direita foi ao encontro do seio esquerdo, passando primeiro por cima, depois dando um leve aperto! Foi a vez de Jane soltar um gemidinho. Maura já nem controlava mais suas respirações que estavam ficando descompassada. Os toques de Jane a estavam enlouquecendo, deixando cada vez com mais tesão e com a certeza de que a queria, de que queria senti-la mais que tudo no mundo!
Tirou rapidamente a regata de Maura, aproveitando para tirar sua calça também... Parou novamente e admirou a fina renda branca que Maura usava... Não precisava ser especialista para saber que até mesmo a lingerie da loira era de grife. Linda! Conseguia ficar ainda mais impecavelmente linda de lingerie branca. A calcinha de renda com finos laços ao lado, dando um charme único e destaque para a curva do quadril. O sutiã também de renda branca dava um charme provocativo por conta da transparência. Maura ficou prestando atenção a cada reação da morena e não pode deixar de sorrir. Levantou-se ficando a altura dela, deu-lhe um beijo e jogou-a de volta na cama, ficando por cima dela. Voltaram a se beijar...
A loira foi descendo suas mãos por todo o corpo de Jane, até chegar a calça de moletom. Levantou-se e praticamente arrancou a calça da morena. Olhou para os olhos de Jane e depois para a simples calcinha preta que Jane usava, porém que davam um charme único ao seu lindo e definido corpo. Sorriu sapecamente para a morena que sorriu com malicia de volta. Agora os corpos seminus estavam quentes e colados. E entre os beijos, Maura foi movimentando seu quadril, fazendo seu sexo colar com o de Jane. Ambas gemeram com tal movimento, que ia crescendo cada vez mais. Ficaram por mais algum tempo, movendo um corpo contra o outro, totalmente excitadas e instigadas. Jane virou-se rapidamente, ficando por cima de Maura novamente e foi tratando de tirar logo o sutiã dela. Sem pensar, levou sua boca ao seio direito, beijando delicadamente e com vontade... Passava sua língua quente entre o mamilo e chupava sem parar, descobrindo o delicioso sabor que tinha o seio de uma mulher. E não era qualquer mulher, era Maura... Sua mulher!
— Oh Jane... – Maura gemia o nome dela e isso a incentivava a continuar. Sabia que até ali estava fazendo tudo certo.
Com a outra mão, apertava o outro seio com um pouco mais de força, fazendo movimentos circulares... Tamanho era o tesão! Maura estava completamente dominada, tal eram suas reações com cada toque, beijo, chupada e apertão... Estava completamente molhada! Jane foi deixando sua mão direita descer até a extensão da calcinha de Maura. Abaixou um pouco, para que desse acesso a sua mão e delicadamente, bem devagar foi descendo a mão até o sexo da loira... Gemeram. Lentamente passava a mão, debaixo para cima e de cima para baixo... Sua mão deslizava facilmente, tamanha era a lubrificação da loira... Tanto que a cada movimento fazia um gostoso barulhinho. Olhou para Maura e a loira estava com os olhos fechados, a cabeça para traz e as mãos soltas no colchão, apertando o lençol. Sorriu. Também estava fazendo tudo certo, tanto que estava dando prazer a sua amada. Precisava continuar...
Tirou a calcinha da loira por completo e voltou a beija-la... Sem saber muito como continuar e sabendo que suas caricias estavam dando prazer a ela, voltou a ação da mão... Mas hesitou, porque tentava pensar antes de fazer para não fazer errado... E como usava muito a mão, sua mão mais hábil era a esquerda, então tentando manter a pose, foi mudando de lado lentamente, beijando Maura. Sua mão esquerda passou pelos seios da loira e desceu para seu sexo. Ficava passando a mão e também descobrindo a cada gemido de Maura o quanto aquilo era gostoso, o quanto estava excitada e o quanto não queria parar. Maura abria cada vez mais sua perna, dando permissão para Jane. Começou a mover lentamente seu quadril e Jane entendeu que não deveria só continuar, mas aprofundar seus toques.
— Eu nunca fiz isso antes, mas não quero parar... – falava roucamente no ouvido da loira. – Se eu te machucar ou fizer algo de errado, me avise!
— Oh meu Deus Jane, continue... – respondeu assim que alcançou os olhos de sua Detetive. Jane ficou enfeitiçada, não sabia que Maura tinha a cara de safada mais linda e gostosa do mundo. Tomou os lábios dela novamente e aumentou os movimentos da mão.
Desceu a mão completamente e deixou um dedo entrar em Maura. Fazia movimentos de vai e vem, o dedo deslizava com facilidade... Maura apertava as costas da morena, respondendo a cada estocada. Levou outro dedo para dentro da loira, que se movia com facilidade... Os gemidos dela iam aumentando a cada movimentos dos dedos de Jane, fazendo a morena enlouquecer. E com os movimentos aumentados, já tinha três dedos dentro da legista, que gemia alto e rebolava deliciosamente, cada vez mais e mais. Jane intercalava os olhos entre sua mão dentro dela e a cara que ela fazia, de satisfação, excitação e prazer. Como aquilo podia ser tão maravilhoso? Não tinha a menor noção de que poderia sentir tanto prazer só de ver e dar prazer para Maura. Beijou a boca e Maura e pode sentir ela gemer mais agudo... Isso indicava que ela estava chegando ao orgasmo...
— Vai Jane, vai... Não pare!
E sem muita demora, com mais gemidos, Maura gozou. Gozou de uma maneira como nunca havia feito antes. Respirava ofegante e descompassado. Suava e estava levemente descabela... Mas quem ligava? Sorriu ao olhar uma Jane totalmente maravilhada com toda aquela situação. Jane também sorriu! Estava completamente feliz... Deu um beijo na testa da Legista e deitou-se ao lado dela, encarando-a.
— Nossa... – disse tentando respirar compassadamente, rindo. – Meu Deus Jane!
— Essa é sua forma de dizer que eu me sai muito bem, obrigada? – perguntou ironicamente. A duas deram risada. Maura deu um beijo em Jane.
— Essa é a forma de dizer que eu estou completamente feliz e realizada... – disse olhando nos olhos de Jane, que sorriu timidamente deixando as covinhas que Maura tanto amava aparecer. – Mas nem tanto...
— Ham! Dra Isles, está mentindo para mim? – perguntou fingindo irritação.
— Estou dizendo que eu quero beijar você... – disse subindo em cima de Jane e dando lhe um beijo... – Que eu quero beijar seu corpo inteiro! – falava agora no ouvido de Jane, que apertou a cintura dela e se arrepiou por inteira.
E como havia dito Maura levou as mãos de Jane acima da cabeça dela e beijou sua boca, ainda segurando na mão da morena... Foi deslizando sua mão até chegar aos cabelos da Detetive. Colocou-os para o lado e beijou o pescoço dela, mordiscando sua orelha. Jane soltou um gemido. Foi descendo os beijos até o seio, que respirava alto com cada chupada que a loira dava. Jane que apesar de estar entregue totalmente a situação lembrava que há um tempo ainda lutava com a ideia de transar com sua melhor amiga, mas estava completamente e totalmente entregue, descobrindo o sabor de uma mulher, que não era qualquer mulher... Descobrindo que ser tocada por uma mulher, por sua Maura, poderia ser a coisa mais gostosa do mundo!
E então Maura fazia o caminho da barriga da morena com a língua, descendo bem devagar, depositando beijos molhados, até parar em sua calcinha. Olhou para cima, buscando as reações de Jane, e os olhos dela só mostravam que eram positivas. Então continuou... Depositava vários beijos e mordidas entre as coxas dela... A tão dura Detetive agora arqueava o corpo, também não sabia desse dom da loira, que estava deliciosamente deixando-a louca! Subiu as mãos até chegar na calcinha, tirando-a delicadamente. Mordeu o lábio ao olhar Jane completamente nua e com seu sexo completamente dela, exposto para fazer o que quisesse fazer.
Queria dar o mesmo prazer que havia recebido... Ao contrário de Jane, Maura sempre havia sido certa do que queria, sem ter duvidas... Claro, tinha medo de colocar tudo a perder e perder a amizade da morena, já que eram amigas acima de tudo! Mas ambas se amavam e o inicio daquilo que estavam tendo demonstrava isso. Então, só iria fazer aquilo que sempre teve vontade e curiosidade... Ia dar prazer para sua morena, mesmo não sabendo muito que fazer! Olhou nos olhos de Jane, como se pedisse permissão e meio nervosa, Jane sorriu para ela. Era a forma mais linda de responder para que prosseguisse.
Devagar, Maura foi passando a língua por toda extensão do sexo de Jane, subindo e descendo no mesmo movimento! Beijou o clitóris da morena, sabia que aquele era a parte alta para o prazer da mulher. Beijava com cuidado, chupando bem devagarzinho...
— Oh meu Deus, Maur... – disse com único fio de voz de tinha. Já não conseguia respirar direito. Maura sorriu. Sentiu-se segura para prosseguir.
E sem a menor pressa continuou sua descoberta maravilhosa... Queria aproveitar e sentir o delicioso gosto que tinha sua amada. Abriu mais as pernas de Jane e penetrou sua língua, chupando sem parar. Jane mexia o quadril num vai e vem que nem ela mesma sabia que era capaz de rebolar daquela forma, já que era dura para qualquer tipo de dança, que dirá para danças mais sensuais que exigiam mais. Apertava o lençol, fechava os olhos, erguia a cabeça e gemia com a boca de Maura. Seu rebolado aumentava conforme Maura aprofundava suas chupadas... E percebendo que Jane já estava completamente louca, gemendo cada vez mais alto, que estava quase gozando, afundou mais ainda seu rosto, movendo sua língua sem parar. E não demorou muito para que o corpo de Jane estremecesse todo. Maura chupou cada gota do gozo da morena... Depositou mais alguns beijos leves e ergueu a cabeça para admirar uma Jane completamente desfalecida, tamanho tinha sido o seu orgasmo.
— Eu acho... – tentava dizer, respirando descompassado! – Eu acho que vou morrer! – disse ainda com a cabeça para traz, sem encarar Maura. A loira franziu o cenho e assustou-se.
— O que? Oh meu Deus Jane, você está bem? Eu te machuquei? – perguntou sentando ao lado dela na cama, preocupada, pensando que pudesse ter feito algo errado e machucado ela.
— Eu vou morrer porque eu não consigo respirar, por ter gozado até minha ultima gota. Eu vou morrer de maravilhas, de amor... Eu vou morrer... – dizia agora virada para Maura, que estava prestando atenção nela, com um sorriso levado nos lábios. – Vou morrer por ter tido o prazer, o maravilhoso prazer de te sentir... E meus Deus, mais uma habilidade para você hein, Dra Isles... Ponto para o Google! – disse em tom provocativo, fazendo uma cara de pós-sexo, na qual Maura gargalhou...
Estavam tão feliz e tão realizadas, que ficaram se olhando feito bobas... Um leve silencio pairado!
Jane ajeitou-se na cama, abraçando e deitando no colo de Maura que estava sentada. A médica abaixou as pernas para melhor se acomodar. Não precisavam dizer nada, estavam com um sorrisinho no rosto. A Legista ficou por um longo tempo fazendo carinho nos cabelos da morena, repassando em sua mente tudo o que havia acontecido nas ultimas horas... Sorria feito boba. Olhou para Jane e só então notou que a morena dormia... Sorriu apaixonada com a cena de Jane nua, toda encolhida, com a cabeça em seu colo, dormindo tranquilamente.
— Eu só preciso viver o resto dessa vida com você... – falou baixo para si, fechando os olhos e sorrindo. Nunca havia se sentido tão feliz como estava se sentindo... E pensando nisso, Maura também adormeceu.
Jane acordou sentindo um pouco de frio e então se deu conta que estava nua, com a cabeça encostada no colo de Maura, que também estava nua e dormia tranquilamente. Sorriu lembrando-se de tudo o que havia acontecido. Levantou-se devagar para não acordar sua amada... Ficou pensando num jeito de fazê-la deitar-se sem acorda-la! Foi pegando delicadamente seu braço, segurando sua cabeça com o ombro, mas ao sentir Jane tentando puxa-la, acordou!
— Jane? – disse bem baixinho, sorrindo.
— Sou eu Maur! – também sorriu. – Você estava dormindo sentada porque eu estava deitada em seu colo... Deite-se direito, vem! – Disse se afastando para que Maura deitasse.
A loira abaixou-se e deitou de lado. Jane puxou o lençol que estava na cama, cobrindo-as e deitou atrás de Maura, de conchinha. Deu um beijo em sua bochecha e abraçou-a novamente. Sabia que teria uma deliciosa noite de sono.
***
Foram despertadas as oito da manhã com o celular de Jane tocando. De qualquer jeito, a morena foi apalpando o criado mudo ao lado da cama à procura do celular...
— Rizzoli?... O que há Tommy?... – dizia de qualquer jeito, ainda sonolenta. Virou de lado e notou que Maura estava acordando. Sorriu, mas logo o sorriso desfez. – Você está aqui na porta?... Mas na porta, porta? Do meu apartamento? – desligou o telefone.
Maura a olhou sem entender, mas entendendo que Tommy estava na porta do apartamento dela.
— Tommy está aqui! – disse sem saber o que fazer.
— Oh meu Deus Jane, o que... – disse olhando para elas e para o quarto.
E então o telefone tocou de novo!
— O que é Tommy?... Eu não desliguei, deve ser esse seu telefone maluco! – Maura riu com a acusação de Jane! – Espere um pouco que eu já vou abrir! – desligou novamente e olhou para a loira, que não sabia o que fazer. – Eu vou lá falar com ele, espere aí!
— Mas ele não pode me ver assim, nos ver assim!
— Vamos nos trocar né, Maura!
Logo já estavam trocadas e sorriram nervosas. Não que devessem algo para alguém, mas também alguém descobrir assim do nada que estavam juntas, não estava nos planos de ninguém! Só então Maura notou que estava atrasadíssima, já que naquele mesmo dia voltaria a trabalhar.
— Eu preciso ir para casa me trocar, Jane... Não posso aparecer assim no trabalho!
— Oh meu Deus, eu havia me esquecido que você volta para a Centrar hoje, Maur! – e então o telefone de Jane tocou novamente. Ela revirou os olhos... Como Tommy era chato insistente. – Okay, eu vou lá falar com ele! Quando ele entrar, você sai... Mas – fez cara de pensativa! – Por que estamos nos preocupando? A casa é minha, a vida também e você pode dormir aqui quando eu quiser e quantas vezes quiser... Sempre foi assim, não?
Maura nada disse, apenas riu. Jane tinha razão.
— O que você aprontou agora, Tommy? Porque né, você não pode esperar até as pessoas normais acordarem... – disse ainda parada na porta!
— Bom dia para você também, Jane Rizzoli! E já são oito horas da manhã, pensei que...
— Bom dia Tommy. – Maura apareceu na porta sorrindo gentilmente. Tommy não entendeu muito bem, mas sorriu de volta. – Nos vemos no trabalho, Jane! – sorriu de forma carinhosa para a morena, que retribuiu e acenou positivamente.
Tommy ficava intercalando os olhos entre Jane e Maura. Ao notar que Tommy ficava encarando elas duas, sem nada dizer, Jane o puxou pelo braço.
— Eu espero que seja muito importante mesmo o que você tem para me dizer, porque eu não sou obrigada a acordar assustada para ouvir as besteiras que você tem para falar!
***
Maura dirigia automaticamente, sem notar o que estava a sua volta. Era como se o carro tivesse sendo guiado sozinho, como se soubesse o “caminho de volta para casa”. Seus olhos brilhavam. Seu sorriso irradiava as ruas de Boston. Como estava feliz! Não sabia que aquela noite poderia ter terminado como terminou: tão maravilhosa!!! Havia feito amor com Jane. E só de pensar nas palavras “feito amor” ria, pois aquilo não havia sido planejado e tudo parecia muito novo... As coisas apenas aconteceram... Fluíam! Ambas não sabiam o que fazer, mas Maura podia dizer por si que nunca havia tido uma noite de amor tão maravilhosa, uma transa tão gostosa e satisfatória como a que havia tido. Sorriu.
Sorrisos e mais sorrisos e sorrisos... Era o que mais fazia nesses últimos dias ao pensar em Jane, ao pensar na relação delas e o rumo que as coisas haviam tomado!
— Bom dia para você que chegou atrasada! – disse Ângela notando Jane se aproximando do balcão! Jane riu. – Oh meu Deus, será o fim do mundo? – perguntou ela assustada.
— O que? Por quê?
— Está doente ou isso são os efeitos da convivência com a Maura, Jane? – Jane mais uma vez não entendeu, mas riu de novo para sua mãe ao se lembrar de Maura!
Ângela parou o que estava fazendo e ficou prestando atenção em Jane, realmente estava surpresa por ela não ter feito se quer um comentário irônico, ter revirado os olhos e feito cara feia... Nada disso! E mais, não entendeu a piada de Ângela e ainda sorriu ao final das contas. O que estava acontecendo mesmo com Jane que ela não se lembrava?
— Bom dia... – olhou para o lado e Maura desejava a elas, com um sorriso enorme e um brilho nos olhos na qual ela nunca havia visto também.
— Hey querida! – respondeu para ela, ainda com cara de desentendida.
— Bom dia, Maur! – respondeu a morena, sorrindo e sorrindo.
— Aaaahhh.... A animação de Jane é porque Maura voltou.... Agora eu entendi! – disse Ângela dando uma risada irônica. Jane revirou os olhos. Maura sorriu sem graça.
— Pelo visto não foi só eu que tive uma noite maravilhosa de sono, né dona Ângela!?! – disse Jane, olhando para Maura que havia ficado corada. Sim, haviam tido a melhor noite de “sono” juntas.
Ângela deu de ombros. Tinha dormido muito bem sim, mas pelo visto não havia sido só ela, como Jane havia dito...
— E vai me dizer o porquê dessa animação toda ou está achando que eu to achando que você acha que eu vou mesmo ficar nesse achismo que você teve apenas uma boa noite de sono?
Maura olhou para Ângela desentendida. Depois olhou para Jane com certo receio, pois se Jane contasse o motivo da tal noite de sono maravilhosa, teria que contar sobre elas e Maura não sabia se estava preparada para saber o que Ângela ia pensar sobre o novo relacionamento das duas. Começou a ficar nervosa. Parecia que Jane não estava nem um pouco preocupada com tudo aquilo, mas começou a notar o nervosismo da loira e sabia também que sua mãe não iria desistir até que contasse o que realmente havia acontecido. E contar naquele momento estava fora de questão. Pelo menos por enquanto...
— Eu poderia te deixar curiosa... – disse levantando e pegando seu copo de café. – Mas como acordei boazinha, eu vou dizer que você, alias, vocês duas podem dar os parabéns para a mais nova madrinha do TJ! – completou sorrindo feito boba.
Estava tão feliz que não poderia descrever. Tommy havia ido até o seu apartamento para fazer o convite e claro que Jane não pensou duas vezes antes de aceitar. Amava o sobrinho mais que tudo e seria uma honra para ela.
— Oh meu Deus, Jane... – disse Ângela sorrindo praticamente gritando. Jane riu ao ver a reação da mãe. Em outra época iria reclamar e dizer para ela falar mais baixo, pois o mundo inteiro não precisava saber. Mas estava tão apaixonada pelo mundo que estava era feliz por ver a mãe naquele estado. E claro, Ângela não iria perder a oportunidade e correu para abraçar a filha.
— Tá bom, tá bom... Já pode me soltar dona panquecas felizes!
— Parabéns Jane! – disse Maura também abraçando-a. Jane só pensava em como era bom abraça-la. – TJ não poderia ter madrinha melhor.
E as três eram só sorrisos...
***
E parecia que o dia passaria lento, já que o telefone não tocava indicando um novo homicídio, um novo caso, um novo trabalho. Frost, Korsak e Jane estavam organizando algumas gavetas e colocando em ordem algumas papeladas.
— Pretendia me contar quando que vai ser a nova madrinha do TJ? – perguntou Frankie entrando na sala. Todos o encararam, depois olharam para Jane.
— Oi para você também, Frankie! – Frankie revirou os olhos. – E eu fiquei sabendo hoje pela manhã, quando Tommy foi ao meu apartamento e me fez o convite. Então, como não nos vimos hoje, não tive como te contar. Satisfeito?
— Hm... Não muito! – Jane revirou os olhos.
— Vamos lá, Frankie!
— Vamos, vamos lá no Dirty tomar uma cerveja e conversar!
— Não sem antes darmos os parabéns para a Detetive Madrinha! – disse Frost sorrindo para Jane que sorriu de volta.
— Parabéns, Jane! TJ vai ter uma ótima madrinha...
— Obrigada rapazes.
— Mimimi mimimi! E então? – disse Frankie gesticulando com a mão.
— Oh meu Deus Frankie, você dormiu na mesma cama que a mamãe?
— Ha Ha, muito engraçadinha! Você vai ou não vai?
— Hey, calma... Tá bom, vamos ao Robber!
Jane despediu dos rapazes e foi ao bar com o irmão. Sabia que algo de incomum estava acontecendo com ele, pois ele estava estranho. Principalmente na sua presença.
— Já pode começar! – disse a morena olhando para Frankie, que estava olhando para o lado, segurando a cerveja sem toma-la. Ele olhou para ela e respirou fundo.
— Já pode começar você!
— Eu?
— Sim!
— Começar o que?
— Me contando sobre você e Maura!
— O que tem eu e a Maura? – Jane sabia do que ele estava querendo saber, mas adorava irritar o irmão.
— Okay... Vou perguntar a ela o que quero saber, já que ela não pode mentir e você não quer me contar! – Jane riu e olhou para o lado. – Por quê? Por que eu sou o ultimo a saber de tudo?
— Por que você tirou o dia para dizer que é sempre o ultimo a saber das coisas?
— Porque é verdade!
— Frankie!
— Okay Jane, okay! Eu só... Só gostaria de ser o primeiro a saber do relacionamento de vocês.
— Frankie, nem eu e Maura sabemos direito o que temos, como vou contar para você?
— Tem certeza que não tem nada para me contar?
— É... É tudo muito novo! Nós ainda estamos meio confusas, sabe?
— Uhum...
— Eu ainda não sei lidar com tudo isso, eu só... Eu gosto dela! – sorriu timidamente.
— E ela de você!
— Sim! – outro sorriso. – Eu só...
— Você tem medo?
— Não é só isso! É toda uma vida... A minha amizade com ela. Tem noção de como ficaríamos caso o nosso “caso” não desse certo? E tem a nossa família... Por pouco Tommy não percebeu e...
— O que? Tommy viu vocês juntas?
Jane respirou fundo. Uma hora ou outra teria que contar para o irmão do passo que haviam dado... E era tão bom e tão revigorante conversar com ele...
— Maura dormiu na minha casa essa noite... – disse sem encara-lo. Frankie riu. Não de deboche, mas um sorriso sincero percebendo que Jane estava feliz e ao mesmo tempo com medo!
— E isso não é bom?
— Você sabe o quanto eu tive que lutar internamente com a ideia de transar com a minha melhor amiga?
— Sei e entendo... Mas isso é uma coisa natural, uma hora ou outra teria que acontecer!
— O que? Frankie, como você consegue falar isso com tanta naturalidade?
— Como você não consegue falar com naturalidade, já que agora praticamente está namorado a Maura?
Jane olhou para Frankie e depois sorriu. Não havia pensado nelas como namoradas, mas a ideia lhe soava muito bem.
— Você pretende contar para a mamãe quando?
— Eu não sei... – começou a mexer em sua cicatriz na mão. Já havia pensado em algumas reações de sua mãe, mas nunca conseguia formar uma linha de raciocínio.
— Você sabe que ela precisa saber, não sabe? – acenou com positivo. – Então.
— Eu só gostaria de ter certeza do que eu sinto, do que sentimos... Do que estamos tendo!
— Jane, apenas faça... Não fique pensando!
— Eu só...
— Vocês não tem mais idade para ficar “ficando” – disse rindo, fazendo aspas com a mão. – Por que não conversam sobre um possível namoro?
— Namoro?
— É Jane, namoro! — respondeu olhando para ela como se ela fosse uma retardada.
E o celular de Jane tocou indicando uma mensagem de Maura. Sorriu. Respondeu e voltou a atenção para o irmão.
— E então?
— Ela perguntou onde eu estava e se gostaria de beber com ela. Mas eu disse que estava aqui bebendo com você.
— Vá Jane... Vai terminar de beber com sua namoradinha! – Riu e Jane revirou os olhos.
— Muito engraçado. – riu. – Mas sim, irei encontrar com ela!
— E oh, não se esqueça de fazer o pedido, hein?
— E por que eu tenho que fazer o pedido?
— O que? Você quer que a Maura, delicada e frágil, faça o pedido? – começou a gargalhar.
— Qual parte da piada eu perdi, Frankie Rizzoli?
— Apenas faça o que tem que fazer!
Será mesmo que Frankie tinha razão? Será que elas deveriam tomar essa decisão, esse passo maior de assumir um relacionamento de tão pouco tempo? Não que Jane tivesse duvidas quanto aos seus sentimentos, mas tudo ainda era muito novo para ela, ainda precisava aprender a lidar com certos tipos de assuntos e sentimentos. Mas por outro lado, não podia simplesmente dizer que havia beijado Maura ou qualquer coisa relacionada... Teria que contar a sua mãe...
— Surpresa! – disse Jane parada na porta. Maura sorriu para ela.
— Pensei que estivesse com o Frankie.
— E estava! – disse entrando na casa. – Mas eu precisava fazer uma coisa...
— O que? – perguntou desentendida...
Lentamente, Jane foi soltando o nó do hobby de Maura, deixando o pano deslizar pelo corpo da loira até cair completamente. Foi passando sua mão por toda cintura e costas, até chegar a nuca e beija-la com desejo. Em pouco tempo, estavam no quarto da legista, Jane apenas de calça e Maura só de calcinha. Precisavam se tocar novamente, se sentir... Ficarem entregues a paixão e o desejo que juntas haviam descoberto! Tinham pressa, tinham vontade de sentir novamente o sabor do amor de forma pura e entregue. Mesmo não tendo muitas experiências, mesmo descobrindo o que significava o amor entre duas mulheres juntas, elas se supriam de uma forma inenarrável...
***
O dia começou com mais um homicídio. Cena do crime, corpo, autopsia e investigações. Todos estavam trabalhando arduamente para descobrir sobre a vitima o que a levou a morte. Um homem encontrado morto, sentado ao lado de seu carro, com os braços e pernas queimados!
— Hey!
— Hey Frankie! – respondeu Jane que estava parada ao lado da maquina de café, observando sua mãe.
— E então... Fez o pedido? – disse rindo!
— Claro! Olhe para a minha aliança! – disse mostrando a mão ao irmão, que deu risada.
— Vamos lá, Jane! Converse com a Maura e acerte a situação de vocês... Quem sabe assim, vocês possam até conversarem juntas com a mamãe.
— Eu não sei...
— Sabe sim. Faça logo.
— Eu vou pensar no seu caso. E por falar em caso, vou trabalhar que ainda tenho um caso para resolver!
O dia passou lento e sem muitas pistas. Jane estava pensativa. A ideia de namorar Maura e contar para sua mãe, as duas ultimas noites, tudo de uma vez, estavam enlouquecendo-a. Não podia adiar, tinha que tomar uma atitude. E foi o que fez... Não estava mais aguentando esperar.
— Comprando sapatos em pleno necrotério, Dra. Isles?
— Você me assustou, Jane! – a morena sorriu. – E não, estava apenas fazendo algumas pesquisas.
— Atrapalho?
— Mas é claro que não! – disse sorrindo para ela. – Pronto! – fechou o notebook.
— Hmm... – notou Maura retirando as luvas.
— Está tudo bem, Jane? – perguntou notando que a morena estava tensa e passava a mão por sua cicatriz.
— Maura... Eu preciso conversar com você! Na verdade eu não sou muito boa em falar nada, em expressar meus sentimentos então... – sorriu, mas um riso de nervoso.
— Aconteceu alguma coisa? – perguntou franzindo a testa. Nunca havia visto Jane daquele jeito!
— Aconteceu! – disse olhando para o chão e em seguida para Maura! – Você aconteceu... – foi chegando perto da loira. – Eu não sei como falar, eu só... – Maura estava ficando aflita e não estava entendendo onde Jane queria chegar. – Sabe... Nunca me senti tão feliz como me sinto agora! Como tenho sentido a pouco tempo, desde quando você... Nós nos beijamos! Toda essa felicidade foi causada por você, por suas caricias, por seu amor maravilhoso... Foi bom amar você... Sentir seu corpo em meu corpo! Foi gostoso me sentir invadida pela sua felicidade, pela ternura que só você sabe dar! – Maura tinha os olhos marejados, mas não ousava interromper sequer alguma palavra de Jane. – Meu coração foi invadido pelo suave som da sua voz, e só falta sair pela boca quando eu te vejo, quando eu penso em você... Sim, ainda que seja uma expressão vaga, ele sorri para você. Só para você! De uma forma como eu nunca havia me sentido antes! – Jane sorriu nervosa. Estava tremendo e a voz mais rouca que o normal, mas precisava continuar. – Minha pele pôde sentir com prazer o toque de seus lábios... Com o prazer que possuímos uma a outra, como fui amada e como te amei! Logo eu que nem pensava, eu nem imaginava te merecer... Agora sou o dono desse amor! – Maura sorriu, já não controlava suas lagrimas que começaram a cair. Jane aproximou-se mais ainda dela e enxugou suas lagrimas... – Se hoje eu sou quem sou, se estou feliz, é por você! E se me dissessem para fazer um pedido, eu escolheria você! Maur... – respirou fundo! – Você quer ser minha namorada?
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