Notas iniciais
Opa! Depois de uma semana cheia de surtos finalmente consegui trazer mais um capítulo novo, o penultimo capítulo =/ Bom... Tenho duas coisas a dizer sobre esse capítulo que são:

1ª Não era para ele existir, mas como tenho TOC e não ia conseguir terminar a fic no capítulo 29 resolvi escrever esse, por isso que ele é muito menor em comparação aos outros.

2ª Estou no clima de separações e brigas devido a uma música ae que me mostraram, então não sei se deu muito certo esse capítulo.

Ótima leitura!

O barulho de um tintilar de um copo vindo de um pequeno palco no salão que estava acontecendo a festa após do casamento e Jane e Maura ganhou a atenção de todos os convidados inclusive das recém-casadas que recebiam os convidados, que conversavam com alguns deles com o maior sorriso do mundo estampado no rosto. Não era segredo para ninguém e todos podiam ver muito bem como as duas estavam felizes.


– Podem servir a champanhe, por favor. – Quem pedia pela atenção de todos era Molly. – Quero fazer um brinde.


Foi esperado com que todos os convidados tivessem com uma taça de champanhe em mãos. Só Jane e Maura que eram diferenciadas, assim como a legista tinha pedido elas iam brindar com as bebidas que tomaram na primeira noite que beberam juntas no Dirty Robber.


– Engraçado como existem pessoas que nasceram para ficar juntas. – Molly começou seu discurso. – Quando falaram que eu ia ficar encarregada da segurança de Jane eu não gostei, por que eu tinha sido contratada para pegar bandidos, não para ficar de babá de ninguém, ainda mais quando esse alguém é a detetive mais chata, rabugenta, insuportável e reclamona de Boston.

– Por favor Molly, maneire nos elogios por que senão eu fico sem jeito. – Disse Jane em tom brincalhão arrancando riso de todos.

– Desculpa, desculpa. – Molly respondeu no mesmo tom. – Eu aguentei durante três anos Jane falando o quanto Maura era importante para sua vida, se eu quisesse poderia até escrever um livro com a história dessas duas, por que mesmo não estando presente eu posso garantir que sei detalhe por detalhe de tudo que viveram. – Fez uma pausa e logo em seguida uma careta. – Mentira! Certos detalhes eu resolvi por não saber, se é que vocês me entendem. – Risos. – Eu nunca fui de acreditar que mesmo com a distância, se o amor é verdadeiro ele continua intacto por que eu nunca tive um exemplo desse em minha vida, mas hoje, eu posso dizer que sim, eu acredito que mesmo com a distância e com o passar dos anos se o amor é verdadeiro ele permanece o mesmo ou senão mais forte, por que essas duas mulheres ai provaram que isso é possível. Eu não tenho duvida nenhuma que vocês duas nasceram para ficarem juntas, serem felizes juntas, por que de verdade, só você mesmo Maura para aguentar a chatice da Jane e só você Jane para aguentar a enciclopédia da Maura, realmente os opostos se atraem, não tenho mais duvidas disso também não. — Mais risos. – Então esse desejo não é só meu, mas sim de todas as pessoas desse salão que acredito eu que a maioria presenciou a história de vocês duas... – Ergueu sua taça. – Eu desejo que vocês duas sejam imensamente feliz, por que depois de tudo que vocês passaram vocês merecem. – Moveu a taça para frente como se tivesse brindando com alguém. – A Jane e Maura.


E o salão todo foi em coro erguendo suas taças dizendo “A Jane e Maura”. As duas se entreolharam com um sorriso e brindaram. Jane com sua garrafa de cerveja e Maura com sua taça de vinho. Entrelaçaram os braços como manda a tradição do casamento e tomaram um gole de suas bebidas. Não poderia existir outro momento ou estar em outro lugar, com outras pessoas se não fosse esse momento, nesse lugar, com todas as pessoas que as rodeavam. Por que falam que não tem como sabermos qual vai ser o melhor dia da nossa vida, talvez seja verdade, mas por enquanto, até o momento esse poderia ser classificado o melhor dia da vida de ambas.

Pensaram em voltar a conversar com as pessoas, cumprimentar o restante dos convidados, mas foram interrompidas por que ainda faltava a sessão de fotos na frente do bolo com os parentes e os padrinhos, mais um novo brinde que teriam que fazer só para ir ao álbum de fotos, por que o verdadeiro brinde sem duvida nenhuma tinha sido gravado, caso contrário alguém teria problemas com Jane.

Ás duas se encaminharam até o espaço que foi arrumado exclusivamente para as fotos, onde ficava a mesa com o bolo, champanhe, algumas taças, doces e afins. Maura não deixou de abrir um sorriso quando se deparou com o bolo que estava em cima da mesa. Um bolo em formato de vulcão com uma boneca vestida de noiva e outra vestida com o uniforme dos Red Sox no topo do bolo.


– O que significa isso Jane? – Ela perguntou realmente impressionada com o que via.

– Como não casamos em um vulcão como você queria, pensei que nossas bonequinhas podiam casar para nos representar.

– E o bolo de baunilha com chocolate que você me convenceu a pedir? Mesmo eu quase desistindo do casamento por causa disso?

– Uma pequena desculpa para eu poder pedir seu bolo de vulcão sabor amêndoas, avelã, chocolate canache com café e creme.


Maura soltou um riso e balançou a cabeça ainda sem acreditar no que tinha acabado de ouvir.


– Você está falando sério?

– Por que eu mentiria? E esse não era o bolo que você queria? – Preocupada. – Esqueci de algum sabor?

– Não. – Maura abriu um sorriso. – Você lembrou de tudo e ainda me deu um bolo de vulcão. – Deu um beijo na esposa. – Obrigada.

– Só não deu pra fazer ele entrar em erupção, estava pensando em fazer jorrar creme, mas eles não eram tão especialistas assim então resolvi não arriscar, vai que acontecia algum acidente e sujasse esse seu vestido que você fingiu que não pediu para um estilista desenhar e pedisse o divórcio? – Jane fez um negativo com a cabeça. – Não quis arriscar.


Maura soltou um riso.


– Ficou perfeito.


Iam se beijar novamente, mas foram atrapalhadas pelo fotógrafo as chamando para irem tirar as fotos. Nem reclamaram, nem acharam ruim e nem tiveram vontade de demitir o fotógrafo, pois estavam felizes e se antes já podiam se beijar a hora que bem entendessem, agora então... Se era para guardar esse momento maravilhoso que estavam vivendo em fotos, que iriam parar em mais um álbum que elas sairiam mostrando para seus filhos e netos que fosse, queriam que todos tivesse acesso ao dia mais felizes da vida delas.


***


Imaginando as ruas e um mundo abaixo de tudo

Mas nada parece ser

Nada tem o gosto tão doce quanto o que eu não posso ter

Como você e o jeito que você gira o seu cabelo no seu dedo


Estavam todos dançando e por incrível que fosse parecer Jane estava dançando também e Maura não precisou nem implorar ou ameaçar a esposa para que ela a acompanhasse até a pista de dança, só bastou um pedido que Jane com um sorriso no rosto pegou na mão de Maura e foi levada até a pista de dança.

Ao ouvir os primeiros versos da música lenta que a banda tinha acabado de começar a tocar as duas se entreolharam e sorriram.


– Essa música deveria ter proibida de ser tocada em lugares públicos. – Disse Jane. – Por que você tem mania de beijar as pessoas quando ela toca.

– Não tenho mania de beijar as pessoas. – Maura soltou um pequeno riso. — Tenho mania de te beijar.

– Eu nunca te agradeci por aquele beijo, não é verdade? – Maura fez uma cara de duvida, não que importasse Jane ter agradecido ou não, mas queria saber o que mais a esposa ia dizer. – Na realidade agradeci... – Mais um olhar de duvida. — Nas centenas de cartas que te escrevi.

– Você escreveu cartas para mim? – Jane fez um positivo com a cabeça.

– Mesmo quando estávamos juntas eu não acho que conseguia expressar tudo que estava sentindo por você, então enquanto estive sobre proteção eu escrevi tudo que eu gostaria de dizer para você e uma delas era agradecer pelo beijo.

– E onde estão essas cartas agora?

– Guardadas, mas eu pretendo dar para você ler. – Maura fez um negativo com a cabeça. – Você não quer lê-las?

– Não... Eu quero que você as leia para mim.

– Maur...

– Você ficou três anos em proteção, deve ter escrito muita coisa que pode ser útil no dia dos namorados, aniversário de namoro, aniversário de casamento, meu aniversário...

– E você acha que vamos ficar casadas por tanto tempo assim?

– Só se você mentiu nos seus votos.


Jane balançou a cabeça rindo.


– Não, eu não menti nos meus votos.

– Então nós vamos ficar tanto tempo assim casadas. – Jane fez um positivo concordando. – Será que agora eu posso te beijar antes que nossa música acabe?

– Não lembro de você ter pedido da primeira vez.


Maura soltou um riso, tirou seus braços que estavam envoltos na cintura de Jane e os levou até seu pescoço e a beijou. Quase cinco anos depois do primeiro beijo, com a mesma música. Dessa vez sem duvidas, sem medo de rejeição e sem ser abandonada na festa. As duas deixaram com que o beijo fosse levado como se fosse o primeiro beijo das duas, com a música que selou o momento que mudou a vida de ambas. Queriam aproveitar cada segundo daquele beijo, mesmo sabendo que depois desse viriam mais, mais e mais.


***


– Ótimo casamento.


Foi o que Giovanni disse ao se aproximar de Jane e Maura, mas as duas estranham o humor do mecânico, até um tempo atrás ele estava animadíssimo na festa, dizendo coisas sem noções típicas dele e também fazendo algumas propostas para as duas, mas agora estava cabisbaixo e elas não sabiam se perguntavam ou não o que tinha acontecido, por que se perguntassem era por que queriam saber então ele diria e talvez poderia não ser algo tão agradável assim de se ouvir, mas se não perguntassem sabiam que Giovanni diria do mesmo jeito, então optaram pelo mais simples.


– Aconteceu alguma coisa? – Maura perguntou.

– Eu não sei qual o problema de vocês mulheres. – Parecia chateado. — Eu sou um bom partido, não sou?

– Oh sim... – Jane deu um gole em sua cerveja para ver se assim seu sarcasmo por afirmar que ele era um bom partido não ficasse tão na cara assim. – Ótimo partido!

– Então qual o problema com vocês que não conseguem aceitar uma pessoa cheia de amor para dar? Eu te superei Maura. Juro que te superei e fiquei até feliz de saber que você estava ficando com alguém como a Jane por que provavelmente ela nunca conseguiria casar com um cara mesmo. – Jane o encarou séria como se dissesse que tinha ficado ofendida com o que Giovanni tinha acabado de dizer, mesmo que não tivesse ficado, mas ele não deu atenção. – Eu pensei que depois de você eu nunca mais acharia minha alma gêmea Maura, até encontrá-la... – Parou de olhar para as duas e virou sua atenção para Molly que estava logo atrás conversando com uma mulher. – Ela não é perfeita?

– A Molly? – Jane perguntou segurando o riso. – Você sabe que ela também...

– Eu sei! – Disse em tom máximo de chateação. – Eu fui abrir meu coração para ela, dizendo que poderíamos ser felizes juntos, só que ela veio com um papo de que já foi apaixonada por você, então eu disse: “E daí? Eu já fui apaixonado pela Maura, podemos formar um belo casal”. Ela riu de mim e disse para eu encontrar uma mulher que gostasse de homem. – Balançou a cabeça me negativo. – Eu respeito, mas não entendo como vocês podem escolher uma mulher com um partidão desses dando sopa.

– Giovanni... – Jane apoiou a mão no ombro do mecânico, ainda se segurava para não rir. – Essa festa está cheia das minhas primas italianas e você chega logo na Molly? Sério? Da uma volta, de uma olhada, sua alma gêmea vai aparecer pela milésima vez no meio desse monte de mulher.

– Você acha? – Perguntou com um sorriso. Jane fez um positivo com a cabeça. – Claro que você acha, por que eu sou um bom partido.

– Sim você é.


Giovanni ficou balançando a cabeça por alguns segundos com um sorriso no rosto, possivelmente imaginando que ele era realmente um bom partido e quem das mulheres ali presentes poderiam resistir a uma chupada na cara. Ia deixando as duas para sair a procura de sua alma gêmea, mas então lembrou que precisava dizer algo.


– Estou feliz por vocês finalmente terem casado. Eu shippo vocês.


E deixou as duas...


– Shippo? – Maura perguntou confusa. – Essa palavra não existe no dicionário. – Jane soltou um riso e puxou Maura pela cintura para mais perto de si.

– É um termo utilizado para dizer que ele torcia para nós, para que ficássemos juntas.

– Ah... – Jane pode ver uma expressão de carinho no rosto da esposa. – Eu sempre shippei nós duas.

– Eu também. – Disse arrancando um sorriso de Maura e logo em seguida lhe dando um beijo.


Na realidade não existia ninguém que não shippasse Jane e Maura. Começando por Angela e Constance que se deixasse montariam um fã clube para as duas. Que não deixou as duas sossegadas o casamento inteiro, que a cada segundo, elas não podiam respirar diferente que elas já chamavam o câmera e o fotografo para registrarem o momento.

As pessoas dizem que o casamento é um dos momentos mais importantes na vida da mulher, mas talvez quem disse isso não deve ter mãe, por que sem duvidas o casamento é um momento muito importante na vida da mãe de alguém é a realização de um sonho e naquele dia Angela e Constance tiveram seus sonhos realizados. Por que tinham acompanhado a história das duas, ficaram mais próximas devido a história das duas, então vê-las ali sorrindo, rindo, se beijando, trocando caricias e uma hora ou outra as duas se pegavam uma olhando a mão esquerda da outra para ver se aquilo no dedo delas era uma aliança mesmo, que aquilo realmente estava acontecendo, não podiam deixar de sorrir junto e de estarem eternamente felizes por verem suas filhas felizes, por que não tem outra coisa no mundo que uma mãe mais almeja do que ver seu filho feliz e nesse momento a felicidade de Jane e Maura estava nesse casamento.

Mas mesmo se elas não fossem mães, elas iam amar ver Jane e Maura casadas, por que como Molly tinha dito em seu brinde elas mereciam toda felicidade do mundo depois de tudo pelo que passaram e vendo as duas agora e em como depois de todos esses anos ainda se olhavam apaixonadas como se acabassem de descobrir que uma estava apaixonada pela outra e como estavam felizes por finalmente terem chegado ao dia de trocarem alianças, não existia alguém que ainda ousaria a não shippar Jane e Maura a não shippar Rizzoli and Isles a não shippar Rizzles por que elas eram um dos casais mais lindos que alguém poderia conhecer e sim, mereciam toda felicidade do mundo.


Notas finais
O que eu preparei para o final da fic? Bom... Nem eu sei, mas enfim...
Até o capítulo final =)